Desafio dos 90 dias

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Modelo de bom rei
1.Cantarei a bondade e a justiça; a ti, SENHOR, cantarei.
2.Atentarei sabiamente ao caminho da perfeição. Oh! Quando virás ter comigo? Portas a dentro, em minha casa, terei coração sincero.
3.Não porei coisa injusta diante dos meus olhos; aborreço o proceder dos que se desviam; nada disto se me pegará.
4.Longe de mim o coração perverso; não quero conhecer o mal.
5.Ao que às ocultas calunia o próximo, a esse destruirei; o que tem olhar altivo e coração soberbo, não o suportarei.
6.Os meus olhos procurarão os fiéis da terra, para que habitem comigo; o que anda em reto caminho, esse me servirá.
7.Não há de ficar em minha casa o que usa de fraude; o que profere mentiras não permanecerá ante os meus olhos.
8.Manhã após manhã, destruirei todos os ímpios da terra, para limpar a cidade do SENHOR dos que praticam a iniqüidade.
Arrependimento e esperança
1.Ouve, SENHOR, a minha súplica, e cheguem a ti os meus clamores.
2.Não me ocultes o rosto no dia da minha angústia; inclina-me os ouvidos; no dia em que eu clamar, dá-te pressa em acudir-me.
3.Porque os meus dias, como fumaça, se desvanecem, e os meus ossos ardem como em fornalha.
4.Ferido como a erva, secou-se o meu coração; até me esqueço de comer o meu pão.
5.Os meus ossos já se apegam à pele, por causa do meu dolorido gemer.
6.Sou como o pelicano no deserto, como a coruja das ruínas.
7.Não durmo e sou como o passarinho solitário nos telhados.
8.Os meus inimigos me insultam a toda hora; furiosos contra mim, praguejam com o meu próprio nome.
9.Por pão tenho comido cinza e misturado com lágrimas a minha bebida,
10.por causa da tua indignação e da tua ira, porque me elevaste e depois me abateste.
11.Como a sombra que declina, assim os meus dias, e eu me vou secando como a relva.
12.Tu, porém, SENHOR, permaneces para sempre, e a memória do teu nome, de geração em geração.
13.Levantar-te-ás e terás piedade de Sião; é tempo de te compadeceres dela, e já é vinda a sua hora;
14.porque os teus servos amam até as pedras de Sião e se condoem do seu pó.
15.Todas as nações temerão o nome do SENHOR, e todos os reis da terra, a sua glória;
16.porque o SENHOR edificou a Sião, apareceu na sua glória,
17.atendeu à oração do desamparado e não lhe desdenhou as preces.
18.Ficará isto registrado para a geração futura, e um povo, que há de ser criado, louvará ao SENHOR;
19.que o SENHOR, do alto do seu santuário, desde os céus, baixou vistas à terra,
20.para ouvir o gemido dos cativos e libertar os condenados à morte,
21.a fim de que seja anunciado em Sião o nome do SENHOR e o seu louvor, em Jerusalém,
22.quando se reunirem os povos e os reinos, para servirem ao SENHOR.
23.Ele me abateu a força no caminho e me abreviou os dias.
24.Dizia eu: Deus meu, não me leves na metade de minha vida; tu, cujos anos se estendem por todas as gerações.
25.Em tempos remotos, lançaste os fundamentos da terra; e os céus são obra das tuas mãos.
26.Eles perecerão, mas tu permaneces; todos eles envelhecerão como uma veste, como roupa os mudarás, e serão mudados.
27.Tu, porém, és sempre o mesmo, e os teus anos jamais terão fim.
28.Os filhos dos teus servos habitarão seguros, e diante de ti se estabelecerá a sua descendência.
A misericórdia de Deus
1.Bendize, ó minha alma, ao SENHOR, e tudo o que há em mim bendiga ao seu santo nome.
2.Bendize, ó minha alma, ao SENHOR, e não te esqueças de nem um só de seus benefícios.
3.Ele é quem perdoa todas as tuas iniqüidades; quem sara todas as tuas enfermidades;
4.quem da cova redime a tua vida e te coroa de graça e misericórdia;
5.quem farta de bens a tua velhice, de sorte que a tua mocidade se renova como a da águia.
6.O SENHOR faz justiça e julga a todos os oprimidos.
7.Manifestou os seus caminhos a Moisés e os seus feitos aos filhos de Israel.
8.O SENHOR é misericordioso e compassivo; longânimo e assaz benigno.
9.Não repreende perpetuamente, nem conserva para sempre a sua ira.
10.Não nos trata segundo os nossos pecados, nem nos retribui consoante as nossas iniqüidades.
11.Pois quanto o céu se alteia acima da terra, assim é grande a sua misericórdia para com os que o temem.
12.Quanto dista o Oriente do Ocidente, assim afasta de nós as nossas transgressões.
13.Como um pai se compadece de seus filhos, assim o SENHOR se compadece dos que o temem.
14.Pois ele conhece a nossa estrutura e sabe que somos pó.
15.Quanto ao homem, os seus dias são como a relva; como a flor do campo, assim ele floresce;
16.pois, soprando nela o vento, desaparece; e não conhecerá, daí em diante, o seu lugar.
17.Mas a misericórdia do SENHOR é de eternidade a eternidade, sobre os que o temem, e a sua justiça, sobre os filhos dos filhos,
18.para com os que guardam a sua aliança e para com os que se lembram dos seus preceitos e os cumprem.
19.Nos céus, estabeleceu o SENHOR o seu trono, e o seu reino domina sobre tudo.
20.Bendizei ao SENHOR, todos os seus anjos, valorosos em poder, que executais as suas ordens e lhe obedeceis à palavra.
21.Bendizei ao SENHOR, todos os seus exércitos, vós, ministros seus, que fazeis a sua vontade.
22.Bendizei ao SENHOR, vós, todas as suas obras, em todos os lugares do seu domínio. Bendize, ó minha alma, ao SENHOR.
Louvor ao Deus criador
1.Bendize, ó minha alma, ao SENHOR! SENHOR, Deus meu, como tu és magnificente: sobrevestido de glória e majestade,
2.coberto de luz como de um manto. Tu estendes o céu como uma cortina,
3.pões nas águas o vigamento da tua morada, tomas as nuvens por teu carro e voas nas asas do vento.
4.Fazes a teus anjos ventos e a teus ministros, labaredas de fogo.
5.Lançaste os fundamentos da terra, para que ela não vacile em tempo nenhum.
6.Tomaste o abismo por vestuário e a cobriste; as águas ficaram acima das montanhas;
7.à tua repreensão, fugiram, à voz do teu trovão, bateram em retirada.
8.Elevaram-se os montes, desceram os vales, até ao lugar que lhes havias preparado.
9.Puseste às águas divisa que não ultrapassarão, para que não tornem a cobrir a terra.
10.Tu fazes rebentar fontes no vale, cujas águas correm entre os montes;
11.dão de beber a todos os animais do campo; os jumentos selvagens matam a sua sede.
12.Junto delas têm as aves do céu o seu pouso e, por entre a ramagem, desferem o seu canto.
13.Do alto de tua morada, regas os montes; a terra farta-se do fruto de tuas obras.
14.Fazes crescer a relva para os animais e as plantas, para o serviço do homem, de sorte que da terra tire o seu pão,
15.o vinho, que alegra o coração do homem, o azeite, que lhe dá brilho ao rosto, e o alimento, que lhe sustém as forças.
16.Avigoram-se as árvores do SENHOR e os cedros do Líbano que ele plantou,
17.em que as aves fazem seus ninhos; quanto à cegonha, a sua casa é nos ciprestes.
18.Os altos montes são das cabras montesinhas, e as rochas, o refúgio dos arganazes.
19.Fez a lua para marcar o tempo; o sol conhece a hora do seu ocaso.
20.Dispões as trevas, e vem a noite, na qual vagueiam os animais da selva.
21.Os leõezinhos rugem pela presa e buscam de Deus o sustento;
22.em vindo o sol, eles se recolhem e se acomodam nos seus covis.
23.Sai o homem para o seu trabalho e para o seu encargo até à tarde.
24.Que variedade, SENHOR, nas tuas obras! Todas com sabedoria as fizeste; cheia está a terra das tuas riquezas.
25.Eis o mar vasto, imenso, no qual se movem seres sem conta, animais pequenos e grandes.
26.Por ele transitam os navios e o monstro marinho que formaste para nele folgar.
27.Todos esperam de ti que lhes dês de comer a seu tempo.
28.Se lhes dás, eles o recolhem; se abres a mão, eles se fartam de bens.
29.Se ocultas o rosto, eles se perturbam; se lhes cortas a respiração, morrem e voltam ao seu pó.
30.Envias o teu Espírito, eles são criados, e, assim, renovas a face da terra.
31.A glória do SENHOR seja para sempre! Exulte o SENHOR por suas obras!
32.Com só olhar para a terra, ele a faz tremer; toca as montanhas, e elas fumegam.
33.Cantarei ao SENHOR enquanto eu viver; cantarei louvores ao meu Deus durante a minha vida.
34.Seja-lhe agradável a minha meditação; eu me alegrarei no SENHOR.
35.Desapareçam da terra os pecadores, e já não subsistam os perversos. Bendize, ó minha alma, ao SENHOR! Aleluia!
As maravilhosas obras do Senhor a favor de Israel
1.Rendei graças ao SENHOR, invocai o seu nome, fazei conhecidos, entre os povos, os seus feitos.
2.Cantai-lhe, cantai-lhe salmos; narrai todas as suas maravilhas.
3.Gloriai-vos no seu santo nome; alegre-se o coração dos que buscam o SENHOR.
4.Buscai o SENHOR e o seu poder; buscai perpetuamente a sua presença.
5.Lembrai-vos das maravilhas que fez, dos seus prodígios e dos juízos de seus lábios,
6.vós, descendentes de Abraão, seu servo, vós, filhos de Jacó, seus escolhidos.
7.Ele é o SENHOR, nosso Deus; os seus juízos permeiam toda a terra.
8.Lembra-se perpetuamente da sua aliança, da palavra que empenhou para mil gerações;
9.da aliança que fez com Abraão e do juramento que fez a Isaque;
10.o qual confirmou a Jacó por decreto e a Israel por aliança perpétua,
11.dizendo: Dar-te-ei a terra de Canaã como quinhão da vossa herança.
12.Então, eram eles em pequeno número, pouquíssimos e forasteiros nela;
13.andavam de nação em nação, de um reino para outro reino.
14.A ninguém permitiu que os oprimisse; antes, por amor deles, repreendeu a reis,
15.dizendo: Não toqueis nos meus ungidos, nem maltrateis os meus profetas.
16.Fez vir fome sobre a terra e cortou os meios de se obter pão.
17.Adiante deles enviou um homem, José, vendido como escravo;
18.cujos pés apertaram com grilhões e a quem puseram em ferros,
19.até cumprir-se a profecia a respeito dele, e tê-lo provado a palavra do SENHOR.
20.O rei mandou soltá-lo; o potentado dos povos o pôs em liberdade.
21.Constituiu-o senhor de sua casa e mordomo de tudo o que possuía,
22.para, a seu talante, sujeitar os seus príncipes e aos seus anciãos ensinar a sabedoria.
23.Então, Israel entrou no Egito, e Jacó peregrinou na terra de Cam.
24.Deus fez sobremodo fecundo o seu povo e o tornou mais forte do que os seus opressores.
25.Mudou-lhes o coração para que odiassem o seu povo e usassem de astúcia para com os seus servos.
26.E lhes enviou Moisés, seu servo, e Arão, a quem escolhera,
27.por meio dos quais fez, entre eles, os seus sinais e maravilhas na terra de Cam.
28.Enviou trevas, e tudo escureceu; e Moisés e Arão não foram rebeldes à sua palavra.
29.Transformou-lhes as águas em sangue e assim lhes fez morrer os peixes.
30.Sua terra produziu rãs em abundância, até nos aposentos dos reis.
31.Ele falou, e vieram nuvens de moscas e piolhos em todo o seu país.
32.Por chuva deu-lhes saraiva e fogo chamejante, na sua terra.
33.Devastou-lhes os vinhedos e os figueirais e lhes quebrou as árvores dos seus limites.
34.Ele falou, e vieram gafanhotos e saltões sem conta,
35.os quais devoraram toda a erva do país e comeram o fruto dos seus campos.
36.Também feriu de morte a todos os primogênitos da sua terra, as primícias do seu vigor.
37.Então, fez sair o seu povo, com prata e ouro, e entre as suas tribos não havia um só inválido.
38.Alegrou-se o Egito quando eles saíram, porquanto lhe tinham infundido terror.
39.Ele estendeu uma nuvem que lhes servisse de toldo e um fogo para os alumiar de noite.
40.Pediram, e ele fez vir codornizes e os saciou com pão do céu.
41.Fendeu a rocha, e dela brotaram águas, que correram, qual torrente, pelo deserto.
42.Porque estava lembrado da sua santa palavra e de Abraão, seu servo.
43.E conduziu com alegria o seu povo e, com jubiloso canto, os seus escolhidos.
44.Deu-lhes as terras das nações, e eles se apossaram do trabalho dos povos,
45.para que lhe guardassem os preceitos e lhe observassem as leis. Aleluia!
A graça de Deus e a ingratidão de Israel
1.Aleluia! Rendei graças ao SENHOR, porque ele é bom; porque a sua misericórdia dura para sempre.
2.Quem saberá contar os poderosos feitos do SENHOR ou anunciar os seus louvores?
3.Bem-aventurados os que guardam a retidão e o que pratica a justiça em todo tempo.
4.Lembra-te de mim, SENHOR, segundo a tua bondade para com o teu povo; visita-me com a tua salvação,
5.para que eu veja a prosperidade dos teus escolhidos, e me alegre com a alegria do teu povo, e me regozije com a tua herança.
6.Pecamos, como nossos pais; cometemos iniqüidade, procedemos mal.
7.Nossos pais, no Egito, não atentaram às tuas maravilhas; não se lembraram da multidão das tuas misericórdias e foram rebeldes junto ao mar, o mar Vermelho.
8.Mas ele os salvou por amor do seu nome, para lhes fazer notório o seu poder.
9.Repreendeu o mar Vermelho, e ele secou; e fê-los passar pelos abismos, como por um deserto.
10.Salvou-os das mãos de quem os odiava e os remiu do poder do inimigo.
11.As águas cobriram os seus opressores; nem um deles escapou.
12.Então, creram nas suas palavras e lhe cantaram louvor.
13.Cedo, porém, se esqueceram das suas obras e não lhe aguardaram os desígnios;
14.entregaram-se à cobiça, no deserto; e tentaram a Deus na solidão.
15.Concedeu-lhes o que pediram, mas fez definhar-lhes a alma.
16.Tiveram inveja de Moisés, no acampamento, e de Arão, o santo do SENHOR.
17.Abriu-se a terra, e tragou a Datã, e cobriu o grupo de Abirão.
18.Ateou-se um fogo contra o seu grupo; a chama abrasou os ímpios.
19.Em Horebe, fizeram um bezerro e adoraram o ídolo fundido.
20.E, assim, trocaram a glória de Deus pelo simulacro de um novilho que come erva.
21.Esqueceram-se de Deus, seu Salvador, que, no Egito, fizera coisas portentosas,
22.maravilhas na terra de Cam, tremendos feitos no mar Vermelho.
23.Tê-los-ia exterminado, como dissera, se Moisés, seu escolhido, não se houvesse interposto, impedindo que sua cólera os destruísse.
24.Também desprezaram a terra aprazível e não deram crédito à sua palavra;
25.antes, murmuraram em suas tendas e não acudiram à voz do SENHOR.
26.Então, lhes jurou, de mão erguida, que os havia de arrasar no deserto;
27.e também derribaria entre as nações a sua descendência e os dispersaria por outras terras.
28.Também se juntaram a Baal-Peor e comeram os sacrifícios dos ídolos mortos.
29.Assim, com tais ações, o provocaram à ira; e grassou peste entre eles.
30.Então, se levantou Finéias e executou o juízo; e cessou a peste.
31.Isso lhe foi imputado por justiça, de geração em geração, para sempre.
32.Depois, o indignaram nas águas de Meribá, e, por causa deles, sucedeu mal a Moisés,
33.pois foram rebeldes ao Espírito de Deus, e Moisés falou irrefletidamente.
34.Não exterminaram os povos, como o SENHOR lhes ordenara.
35.Antes, se mesclaram com as nações e lhes aprenderam as obras;
36.deram culto a seus ídolos, os quais se lhes converteram em laço;
37.pois imolaram seus filhos e suas filhas aos demônios
38.e derramaram sangue inocente, o sangue de seus filhos e filhas, que sacrificaram aos ídolos de Canaã; e a terra foi contaminada com sangue.
39.Assim se contaminaram com as suas obras e se prostituíram nos seus feitos.
40.Acendeu-se, por isso, a ira do SENHOR contra o seu povo, e ele abominou a sua própria herança
41.e os entregou ao poder das nações; sobre eles dominaram os que os odiavam.
42.Também os oprimiram os seus inimigos, sob cujo poder foram subjugados.
43.Muitas vezes os libertou, mas eles o provocaram com os seus conselhos e, por sua iniqüidade, foram abatidos.
44.Olhou-os, contudo, quando estavam angustiados e lhes ouviu o clamor;
45.lembrou-se, a favor deles, de sua aliança e se compadeceu, segundo a multidão de suas misericórdias.
46.Fez também que lograssem compaixão de todos os que os levaram cativos.
47.Salva-nos, SENHOR, nosso Deus, e congrega-nos de entre as nações, para que demos graças ao teu santo nome e nos gloriemos no teu louvor.
48.Bendito seja o SENHOR, Deus de Israel, de eternidade a eternidade; e todo o povo diga: Amém! Aleluia!
Deus salva de todas as tribulações
1.Rendei graças ao SENHOR, porque ele é bom, e a sua misericórdia dura para sempre.
2.Digam-no os remidos do SENHOR, os que ele resgatou da mão do inimigo
3.e congregou de entre as terras, do Oriente e do Ocidente, do Norte e do mar.
4.Andaram errantes pelo deserto, por ermos caminhos, sem achar cidade em que habitassem.
5.Famintos e sedentos, desfalecia neles a alma.
6.Então, na sua angústia, clamaram ao SENHOR, e ele os livrou das suas tribulações.
7.Conduziu-os pelo caminho direito, para que fossem à cidade em que habitassem.
8.Rendam graças ao SENHOR por sua bondade e por suas maravilhas para com os filhos dos homens!
9.Pois dessedentou a alma sequiosa e fartou de bens a alma faminta.
10.Os que se assentaram nas trevas e nas sombras da morte, presos em aflição e em ferros,
11.por se terem rebelado contra a palavra de Deus e haverem desprezado o conselho do Altíssimo,
12.de modo que lhes abateu com trabalhos o coração—caíram, e não houve quem os socorresse.
13.Então, na sua angústia, clamaram ao SENHOR, e ele os livrou das suas tribulações.
14.Tirou-os das trevas e das sombras da morte e lhes despedaçou as cadeias.
15.Rendam graças ao SENHOR por sua bondade e por suas maravilhas para com os filhos dos homens!
16.Pois arrombou as portas de bronze e quebrou as trancas de ferro.
17.Os estultos, por causa do seu caminho de transgressão e por causa das suas iniqüidades, serão afligidos.
18.A sua alma aborreceu toda sorte de comida, e chegaram às portas da morte.
19.Então, na sua angústia, clamaram ao SENHOR, e ele os livrou das suas tribulações.
20.Enviou-lhes a sua palavra, e os sarou, e os livrou do que lhes era mortal.
21.Rendam graças ao SENHOR por sua bondade e por suas maravilhas para com os filhos dos homens!
22.Ofereçam sacrifícios de ações de graças e proclamem com júbilo as suas obras!
23.Os que, tomando navios, descem aos mares, os que fazem tráfico na imensidade das águas,
24.esses vêem as obras do SENHOR e as suas maravilhas nas profundezas do abismo.
25.Pois ele falou e fez levantar o vento tempestuoso, que elevou as ondas do mar.
26.Subiram até aos céus, desceram até aos abismos; no meio destas angústias, desfalecia-lhes a alma.
27.Andaram, e cambalearam como ébrios, e perderam todo tino.
28.Então, na sua angústia, clamaram ao SENHOR, e ele os livrou das suas tribulações.
29.Fez cessar a tormenta, e as ondas se acalmaram.
30.Então, se alegraram com a bonança; e, assim, os levou ao desejado porto.
31.Rendam graças ao SENHOR por sua bondade e por suas maravilhas para com os filhos dos homens!
32.Exaltem-no também na assembléia do povo e o glorifiquem no conselho dos anciãos.
33.Ele converteu rios em desertos e mananciais, em terra seca;
34.terra frutífera, em deserto salgado, por causa da maldade dos seus habitantes.
35.Converteu o deserto em lençóis de água e a terra seca, em mananciais.
36.Estabeleceu aí os famintos, os quais edificaram uma cidade em que habitassem.
37.Semearam campos, e plantaram vinhas, e tiveram fartas colheitas.
38.Ele os abençoou, de sorte que se multiplicaram muito; e o gado deles não diminuiu.
39.Mas tornaram a reduzir-se e foram humilhados pela opressão, pela adversidade e pelo sofrimento.
40.Lança ele o desprezo sobre os príncipes e os faz andar errantes, onde não há caminho.
41.Mas levanta da opressão o necessitado, para um alto retiro, e lhe prospera famílias como rebanhos.
42.Os retos vêem isso e se alegram, mas o ímpio por toda parte fecha a boca.
43.Quem é sábio atente para essas coisas e considere as misericórdias do SENHOR.
Deus concede vitória ao seu povo
1.Firme está o meu coração, ó Deus! Cantarei e entoarei louvores de toda a minha alma.
2.Despertai, saltério e harpa! Quero acordar a alva.
3.Render-te-ei graças entre os povos, ó SENHOR! Cantar-te-ei louvores entre as nações.
4.Porque acima dos céus se eleva a tua misericórdia, e a tua fidelidade, para além das nuvens.
5.Sê exaltado, ó Deus, acima dos céus; e em toda a terra esplenda a tua glória,
6.para que os teus amados sejam livres; salva com a tua destra e responde-nos.
7.Disse Deus na sua santidade: Exultarei; dividirei Siquém e medirei o vale de Sucote.
8.Meu é Gileade, meu é Manassés; Efraim é a defesa de minha cabeça; Judá é o meu cetro.
9.Moabe, porém, é a minha bacia de lavar; sobre Edom atirarei a minha sandália; sobre a Filístia jubilarei.
10.Quem me conduzirá à cidade fortificada? Quem me guiará até Edom?
11.Não nos rejeitaste, ó Deus? Tu não sais, ó Deus, com os nossos exércitos!
12.Presta-nos auxílio na angústia, pois vão é o socorro do homem.
13.Em Deus faremos proezas, porque ele mesmo calca aos pés os nossos adversários.
Imprecações contra os inimigos
1.Ó Deus do meu louvor, não te cales!
2.Pois contra mim se desataram lábios maldosos e fraudulentos; com mentirosa língua falam contra mim.
3.Cercam-me com palavras odiosas e sem causa me fazem guerra.
4.Em paga do meu amor, me hostilizam; eu, porém, oro.
5.Pagaram-me o bem com o mal; o amor, com ódio.
6.Suscita contra ele um ímpio, e à sua direita esteja um acusador.
7.Quando o julgarem, seja condenado; e, tida como pecado, a sua oração.
8.Os seus dias sejam poucos, e tome outro o seu encargo.
9.Fiquem órfãos os seus filhos, e viúva, a sua esposa.
10.Andem errantes os seus filhos e mendiguem; e sejam expulsos das ruínas de suas casas.
11.De tudo o que tem, lance mão o usurário; do fruto do seu trabalho, esbulhem-no os estranhos.
12.Ninguém tenha misericórdia dele, nem haja quem se compadeça dos seus órfãos.
13.Desapareça a sua posteridade, e na seguinte geração se extinga o seu nome.
14.Na lembrança do SENHOR, viva a iniqüidade de seus pais, e não se apague o pecado de sua mãe.
15.Permaneçam ante os olhos do SENHOR, para que faça desaparecer da terra a memória deles.
16.Porquanto não se lembrou de usar de misericórdia, mas perseguiu o aflito e o necessitado, como também o quebrantado de coração, para os entregar à morte.
17.Amou a maldição; ela o apanhe; não quis a bênção; aparte-se dele.
18.Vestiu-se de maldição como de uma túnica: penetre, como água, no seu interior e nos seus ossos, como azeite.
19.Seja-lhe como a roupa que o cobre e como o cinto com que sempre se cinge.
20.Tal seja, da parte do SENHOR, o galardão dos meus contrários e dos que falam mal contra a minha alma.
21.Mas tu, SENHOR Deus, age por mim, por amor do teu nome; livra-me, porque é grande a tua misericórdia.
22.Porque estou aflito e necessitado e, dentro de mim, sinto ferido o coração.
23.Vou passando, como a sombra que declina; sou atirado para longe, como um gafanhoto.
24.De tanto jejuar, os joelhos me vacilam, e de magreza vai mirrando a minha carne.
25.Tornei-me para eles objeto de opróbrio; quando me vêem, meneiam a cabeça.
26.Socorre, SENHOR, Deus meu! Salva-me segundo a tua misericórdia.
27.Para que saibam vir isso das tuas mãos; que tu, SENHOR, o fizeste.
28.Amaldiçoem eles, mas tu, abençoa; sejam confundidos os que contra mim se levantam; alegre-se, porém, o teu servo.
29.Cubram-se de ignomínia os meus adversários, e a sua própria confusão os envolva como uma túnica.
30.Muitas graças darei ao SENHOR com os meus lábios; louvá-lo-ei no meio da multidão;
31.porque ele se põe à direita do pobre, para o livrar dos que lhe julgam a alma.
O reino e o sacerdócio do Messias
1.Disse o SENHOR ao meu senhor: Assenta-te à minha direita, até que eu ponha os teus inimigos debaixo dos teus pés.
2.O SENHOR enviará de Sião o cetro do seu poder, dizendo: Domina entre os teus inimigos.
3.Apresentar-se-á voluntariamente o teu povo, no dia do teu poder; com santos ornamentos, como o orvalho emergindo da aurora, serão os teus jovens.
4.O SENHOR jurou e não se arrependerá: Tu és sacerdote para sempre, segundo a ordem de Melquisedeque.
5.O Senhor, à tua direita, no dia da sua ira, esmagará os reis.
6.Ele julga entre as nações; enche-as de cadáveres; esmagará cabeças por toda a terra.
7.De caminho, bebe na torrente e passa de cabeça erguida.
As obras magníficas de Deus
1.Aleluia! De todo o coração renderei graças ao SENHOR, na companhia dos justos e na assembléia.
2.Grandes são as obras do SENHOR, consideradas por todos os que nelas se comprazem.
3.Em suas obras há glória e majestade, e a sua justiça permanece para sempre.
4.Ele fez memoráveis as suas maravilhas; benigno e misericordioso é o SENHOR.
5.Dá sustento aos que o temem; lembrar-se-á sempre da sua aliança.
6.Manifesta ao seu povo o poder das suas obras, dando-lhe a herança das nações.
7.As obras de suas mãos são verdade e justiça; fiéis, todos os seus preceitos.
8.Estáveis são eles para todo o sempre, instituídos em fidelidade e retidão.
9.Enviou ao seu povo a redenção; estabeleceu para sempre a sua aliança; santo e tremendo é o seu nome.
10.O temor do SENHOR é o princípio da sabedoria; revelam prudência todos os que o praticam. O seu louvor permanece para sempre.
Promessa da vida futura aos piedosos
1.Aleluia! Bem-aventurado o homem que teme ao SENHOR e se compraz nos seus mandamentos.
2.A sua descendência será poderosa na terra; será abençoada a geração dos justos.
3.Na sua casa há prosperidade e riqueza, e a sua justiça permanece para sempre.
4.Ao justo, nasce luz nas trevas; ele é benigno, misericordioso e justo.
5.Ditoso o homem que se compadece e empresta; ele defenderá a sua causa em juízo;
6.não será jamais abalado; será tido em memória eterna.
7.Não se atemoriza de más notícias; o seu coração é firme, confiante no SENHOR.
8.O seu coração, bem firmado, não teme, até ver cumprido, nos seus adversários, o seu desejo.
9.Distribui, dá aos pobres; a sua justiça permanece para sempre, e o seu poder se exaltará em glória.
10.O perverso vê isso e se enraivece; range os dentes e se consome; o desejo dos perversos perecerá.
O Senhor, o maior e mais digno objeto de louvor
1.Aleluia! Louvai, servos do SENHOR, louvai o nome do SENHOR.
2.Bendito seja o nome do SENHOR, agora e para sempre.
3.Do nascimento do sol até ao ocaso, louvado seja o nome do SENHOR.
4.Excelso é o SENHOR, acima de todas as nações, e a sua glória, acima dos céus.
5.Quem há semelhante ao SENHOR, nosso Deus, cujo trono está nas alturas,
6.que se inclina para ver o que se passa no céu e sobre a terra?
7.Ele ergue do pó o desvalido e do monturo, o necessitado,
8.para o assentar ao lado dos príncipes, sim, com os príncipes do seu povo.
9.Faz que a mulher estéril viva em família e seja alegre mãe de filhos. Aleluia!
Almeida Revista e Atualizada, ARA © Copyright 1993
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