Desafio dos 90 dias

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Deus é juiz
1.Graças te rendemos, ó Deus; graças te rendemos, e invocamos o teu nome, e declaramos as tuas maravilhas.
2.Pois disseste: Hei de aproveitar o tempo determinado; hei de julgar retamente.
3.Vacilem a terra e todos os seus moradores, ainda assim eu firmarei as suas colunas.
4.Digo aos soberbos: não sejais arrogantes; e aos ímpios: não levanteis a vossa força.
5.Não levanteis altivamente a vossa força, nem faleis com insolência contra a Rocha.
6.Porque não é do Oriente, não é do Ocidente, nem do deserto que vem o auxílio.
7.Deus é o juiz; a um abate, a outro exalta.
8.Porque na mão do SENHOR há um cálice cujo vinho espuma, cheio de mistura; dele dá a beber; sorvem-no, até às escórias, todos os ímpios da terra.
9.Quanto a mim, exultarei para sempre; salmodiarei louvores ao Deus de Jacó.
10.Abaterei as forças dos ímpios; mas a força dos justos será exaltada.
A majestade e o poder de Deus
1.Conhecido é Deus em Judá; grande, o seu nome em Israel.
2.Em Salém, está o seu tabernáculo, e, em Sião, a sua morada.
3.Ali, despedaçou ele os relâmpagos do arco, o escudo, a espada e a batalha.
4.Tu és ilustre e mais glorioso do que os montes eternos.
5.Despojados foram os de ânimo forte; jazem a dormir o seu sono, e nenhum dos valentes pode valer-se das próprias mãos.
6.Ante a tua repreensão, ó Deus de Jacó, paralisaram carros e cavalos.
7.Tu, sim, tu és terrível; se te iras, quem pode subsistir à tua vista?
8.Desde os céus fizeste ouvir o teu juízo; tremeu a terra e se aquietou,
9.ao levantar-se Deus para julgar e salvar todos os humildes da terra.
10.Pois até a ira humana há de louvar-te; e do resíduo das iras te cinges.
11.Fazei votos e pagai-os ao SENHOR, vosso Deus; tragam presentes todos os que o rodeiam, àquele que deve ser temido.
12.Ele quebranta o orgulho dos príncipes; é tremendo aos reis da terra.
As grandes obras e a misericórdia de Deus
1.Elevo a Deus a minha voz e clamo, elevo a Deus a minha voz, para que me atenda.
2.No dia da minha angústia, procuro o Senhor; erguem-se as minhas mãos durante a noite e não se cansam; a minha alma recusa consolar-se.
3.Lembro-me de Deus e passo a gemer; medito, e me desfalece o espírito.
4.Não me deixas pregar os olhos; tão perturbado estou, que nem posso falar.
5.Penso nos dias de outrora, trago à lembrança os anos de passados tempos.
6.De noite indago o meu íntimo, e o meu espírito perscruta.
7.Rejeita o Senhor para sempre? Acaso, não torna a ser propício?
8.Cessou perpetuamente a sua graça? Caducou a sua promessa para todas as gerações?
9.Esqueceu-se Deus de ser benigno? Ou, na sua ira, terá ele reprimido as suas misericórdias?
10.Então, disse eu: isto é a minha aflição; mudou-se a destra do Altíssimo.
11.Recordo os feitos do SENHOR, pois me lembro das tuas maravilhas da antiguidade.
12.Considero também nas tuas obras todas e cogito dos teus prodígios.
13.O teu caminho, ó Deus, é de santidade. Que deus é tão grande como o nosso Deus?
14.Tu és o Deus que operas maravilhas e, entre os povos, tens feito notório o teu poder.
15.Com o teu braço remiste o teu povo, os filhos de Jacó e de José.
16.Viram-te as águas, ó Deus; as águas te viram e temeram, até os abismos se abalaram.
17.Grossas nuvens se desfizeram em água; houve trovões nos espaços; também as suas setas cruzaram de uma parte para outra.
18.O ribombar do teu trovão ecoou na redondeza; os relâmpagos alumiaram o mundo; a terra se abalou e tremeu.
19.Pelo mar foi o teu caminho; as tuas veredas, pelas grandes águas; e não se descobrem os teus vestígios.
20.O teu povo, tu o conduziste, como rebanho, pelas mãos de Moisés e de Arão.
A providência divina na história do seu povo
1.Escutai, povo meu, a minha lei; prestai ouvidos às palavras da minha boca.
2.Abrirei os lábios em parábolas e publicarei enigmas dos tempos antigos.
3.O que ouvimos e aprendemos, o que nos contaram nossos pais,
4.não o encobriremos a seus filhos; contaremos à vindoura geração os louvores do SENHOR, e o seu poder, e as maravilhas que fez.
5.Ele estabeleceu um testemunho em Jacó, e instituiu uma lei em Israel, e ordenou a nossos pais que os transmitissem a seus filhos,
6.a fim de que a nova geração os conhecesse, filhos que ainda hão de nascer se levantassem e por sua vez os referissem aos seus descendentes;
7.para que pusessem em Deus a sua confiança e não se esquecessem dos feitos de Deus, mas lhe observassem os mandamentos;
8.e que não fossem, como seus pais, geração obstinada e rebelde, geração de coração inconstante, e cujo espírito não foi fiel a Deus.
9.Os filhos de Efraim, embora armados de arco, bateram em retirada no dia do combate.
10.Não guardaram a aliança de Deus, não quiseram andar na sua lei;
11.esqueceram-se das suas obras e das maravilhas que lhes mostrara.
12.Prodígios fez na presença de seus pais na terra do Egito, no campo de Zoã.
13.Dividiu o mar e fê-los seguir; aprumou as águas como num dique.
14.Guiou-os de dia com uma nuvem e durante a noite com um clarão de fogo.
15.No deserto, fendeu rochas e lhes deu a beber abundantemente como de abismos.
16.Da pedra fez brotar torrentes, fez manar água como rios.
17.Mas, ainda assim, prosseguiram em pecar contra ele e se rebelaram, no deserto, contra o Altíssimo.
18.Tentaram a Deus no seu coração, pedindo alimento que lhes fosse do gosto.
19.Falaram contra Deus, dizendo: Pode, acaso, Deus preparar-nos mesa no deserto?
20.Com efeito, feriu ele a rocha, e dela manaram águas, transbordaram caudais. Pode ele dar-nos pão também? Ou fornecer carne para o seu povo?
21.Ouvindo isto, o SENHOR ficou indignado; acendeu-se fogo contra Jacó, e também se levantou o seu furor contra Israel;
22.porque não creram em Deus, nem confiaram na sua salvação.
23.Nada obstante, ordenou às alturas e abriu as portas dos céus;
24.fez chover maná sobre eles, para alimentá-los, e lhes deu cereal do céu.
25.Comeu cada qual o pão dos anjos; enviou-lhes ele comida a fartar.
26.Fez soprar no céu o vento do Oriente e pelo seu poder conduziu o vento do Sul.
27.Também fez chover sobre eles carne como poeira e voláteis como areia dos mares.
28.Fê-los cair no meio do arraial deles, ao redor de suas tendas.
29.Então, comeram e se fartaram a valer; pois lhes fez o que desejavam.
30.Porém não reprimiram o apetite. Tinham ainda na boca o alimento,
31.quando se elevou contra eles a ira de Deus, e entre os seus mais robustos semeou a morte, e prostrou os jovens de Israel.
32.Sem embargo disso, continuaram a pecar e não creram nas suas maravilhas.
33.Por isso, ele fez que os seus dias se dissipassem num sopro e os seus anos, em súbito terror.
34.Quando os fazia morrer, então, o buscavam; arrependidos, procuravam a Deus.
35.Lembravam-se de que Deus era a sua rocha e o Deus Altíssimo, o seu redentor.
36.Lisonjeavam-no, porém de boca, e com a língua lhe mentiam.
37.Porque o coração deles não era firme para com ele, nem foram fiéis à sua aliança.
38.Ele, porém, que é misericordioso, perdoa a iniqüidade e não destrói; antes, muitas vezes desvia a sua ira e não dá largas a toda a sua indignação.
39.Lembra-se de que eles são carne, vento que passa e já não volta.
40.Quantas vezes se rebelaram contra ele no deserto e na solidão o provocaram!
41.Tornaram a tentar a Deus, agravaram o Santo de Israel.
42.Não se lembraram do poder dele, nem do dia em que os resgatou do adversário;
43.de como no Egito operou ele os seus sinais e os seus prodígios, no campo de Zoã;
44.e converteu em sangue os rios deles, para que das suas correntes não bebessem.
45.Enviou contra eles enxames de moscas que os devorassem e rãs que os destruíssem.
46.Entregou às larvas as suas colheitas e aos gafanhotos, o fruto do seu trabalho.
47.Com chuvas de pedra lhes destruiu as vinhas e os seus sicômoros, com geada.
48.Entregou à saraiva o gado deles e aos raios, os seus rebanhos.
49.Lançou contra eles o furor da sua ira: cólera, indignação e calamidade, legião de anjos portadores de males.
50.Deu livre curso à sua ira; não poupou da morte a alma deles, mas entregou-lhes a vida à pestilência.
51.Feriu todos os primogênitos no Egito, as primícias da virilidade nas tendas de Cam.
52.Fez sair o seu povo como ovelhas e o guiou pelo deserto, como um rebanho.
53.Dirigiu-o com segurança, e não temeram, ao passo que o mar submergiu os seus inimigos.
54.Levou-os até à sua terra santa, até ao monte que a sua destra adquiriu.
55.Da presença deles expulsou as nações, cuja região repartiu com eles por herança; e nas suas tendas fez habitar as tribos de Israel.
56.Ainda assim, tentaram o Deus Altíssimo, e a ele resistiram, e não lhe guardaram os testemunhos.
57.Tornaram atrás e se portaram aleivosamente como seus pais; desviaram-se como um arco enganoso.
58.Pois o provocaram com os seus altos e o incitaram a zelos com as suas imagens de escultura.
59.Deus ouviu isso, e se indignou, e sobremodo se aborreceu de Israel.
60.Por isso, abandonou o tabernáculo de Siló, a tenda de sua morada entre os homens,
61.e passou a arca da sua força ao cativeiro, e a sua glória, à mão do adversário.
62.Entregou o seu povo à espada e se encolerizou contra a sua própria herança.
63.O fogo devorou os jovens deles, e as suas donzelas não tiveram canto nupcial.
64.Os seus sacerdotes caíram à espada, e as suas viúvas não fizeram lamentações.
65.Então, o Senhor despertou como de um sono, como um valente que grita excitado pelo vinho;
66.fez recuar a golpes os seus adversários e lhes cominou perpétuo desprezo.
67.Além disso, rejeitou a tenda de José e não elegeu a tribo de Efraim.
68.Escolheu, antes, a tribo de Judá, o monte Sião, que ele amava.
69.E construiu o seu santuário durável como os céus e firme como a terra que fundou para sempre.
70.Também escolheu a Davi, seu servo, e o tomou dos redis das ovelhas;
71.tirou-o do cuidado das ovelhas e suas crias, para ser o pastor de Jacó, seu povo, e de Israel, sua herança.
72.E ele os apascentou consoante a integridade do seu coração e os dirigiu com mãos precavidas.
O povo pede castigo contra os inimigos
1.Ó Deus, as nações invadiram a tua herança, profanaram o teu santo templo, reduziram Jerusalém a um montão de ruínas.
2.Deram os cadáveres dos teus servos por cibo às aves dos céus e a carne dos teus santos, às feras da terra.
3.Derramaram como água o sangue deles ao redor de Jerusalém, e não houve quem lhes desse sepultura.
4.Tornamo-nos o opróbrio dos nossos vizinhos, o escárnio e a zombaria dos que nos rodeiam.
5.Até quando, SENHOR? Será para sempre a tua ira? Arderá como fogo o teu zelo?
6.Derrama o teu furor sobre as nações que te não conhecem e sobre os reinos que não invocam o teu nome.
7.Porque eles devoraram a Jacó e lhe assolaram as moradas.
8.Não recordes contra nós as iniqüidades de nossos pais; apressem-se ao nosso encontro as tuas misericórdias, pois estamos sobremodo abatidos.
9.Assiste-nos, ó Deus e Salvador nosso, pela glória do teu nome; livra-nos e perdoa-nos os pecados, por amor do teu nome.
10.Por que diriam as nações: Onde está o seu Deus? Seja, à nossa vista, manifesta entre as nações a vingança do sangue que dos teus servos é derramado.
11.Chegue à tua presença o gemido do cativo; consoante a grandeza do teu poder, preserva os sentenciados à morte.
12.Retribui, Senhor, aos nossos vizinhos, sete vezes tanto, o opróbrio com que te vituperaram.
13.Quanto a nós, teu povo e ovelhas do teu pasto, para sempre te daremos graças; de geração em geração proclamaremos os teus louvores.
Pedindo restaurações
1.Dá ouvidos, ó pastor de Israel, tu que conduzes a José como um rebanho; tu que estás entronizado acima dos querubins, mostra o teu esplendor.
2.Perante Efraim, Benjamim e Manassés, desperta o teu poder e vem salvar-nos.
3.Restaura-nos, ó Deus; faze resplandecer o teu rosto, e seremos salvos.
4.Ó SENHOR, Deus dos Exércitos, até quando estarás indignado contra a oração do teu povo?
5.Dás-lhe a comer pão de lágrimas e a beber copioso pranto.
6.Constituis-nos em contendas para os nossos vizinhos, e os nossos inimigos zombam de nós a valer.
7.Restaura-nos, ó Deus dos Exércitos; faze resplandecer o teu rosto, e seremos salvos.
8.Trouxeste uma videira do Egito, expulsaste as nações e a plantaste.
9.Dispuseste-lhe o terreno, ela deitou profundas raízes e encheu a terra.
10.Com a sombra dela os montes se cobriram, e, com os seus sarmentos, os cedros de Deus.
11.Estendeu ela a sua ramagem até ao mar e os seus rebentos, até ao rio.
12.Por que lhe derribaste as cercas, de sorte que a vindimam todos os que passam pelo caminho?
13.O javali da selva a devasta, e nela se repastam os animais que pululam no campo.
14.Ó Deus dos Exércitos, volta-te, nós te rogamos, olha do céu, e vê, e visita esta vinha;
15.protege o que a tua mão direita plantou, o sarmento que para ti fortaleceste.
16.Está queimada, está decepada. Pereçam os nossos inimigos pela repreensão do teu rosto.
17.Seja a tua mão sobre o povo da tua destra, sobre o filho do homem que fortaleceste para ti.
18.E assim não nos apartaremos de ti; vivifica-nos, e invocaremos o teu nome.
19.Restaura-nos, ó SENHOR, Deus dos Exércitos, faze resplandecer o teu rosto, e seremos salvos.
Exortação a louvor e obediência
1.Cantai de júbilo a Deus, força nossa; celebrai o Deus de Jacó.
2.Salmodiai e fazei soar o tamboril, a suave harpa com o saltério.
3.Tocai a trombeta na Festa da Lua Nova, na lua cheia, dia da nossa festa.
4.É preceito para Israel, é prescrição do Deus de Jacó.
5.Ele o ordenou, como lei, a José, ao sair contra a terra do Egito. Ouço uma linguagem que eu não conhecera.
6.Livrei os seus ombros do peso, e suas mãos foram livres dos cestos.
7.Clamaste na angústia, e te livrei; do recôndito do trovão eu te respondi e te experimentei junto às águas de Meribá.
8.Ouve, povo meu, quero exortar-te. Ó Israel, se me escutasses!
9.Não haja no meio de ti deus alheio, nem te prostres ante deus estranho.
10.Eu sou o SENHOR, teu Deus, que te tirei da terra do Egito. Abre bem a boca, e ta encherei.
11.Mas o meu povo não me quis escutar a voz, e Israel não me atendeu.
12.Assim, deixei-o andar na teimosia do seu coração; siga os seus próprios conselhos.
13.Ah! Se o meu povo me escutasse, se Israel andasse nos meus caminhos!
14.Eu, de pronto, lhe abateria o inimigo e deitaria mão contra os seus adversários.
15.Os que aborrecem ao SENHOR se lhe submeteriam, e isto duraria para sempre.
16.Eu o sustentaria com o trigo mais fino e o saciaria com o mel que escorre da rocha.
Increpadas a injustiça e a parcialidade dos juízes
1.Deus assiste na congregação divina; no meio dos deuses, estabelece o seu julgamento.
2.Até quando julgareis injustamente e tomareis partido pela causa dos ímpios?
3.Fazei justiça ao fraco e ao órfão, procedei retamente para com o aflito e o desamparado.
4.Socorrei o fraco e o necessitado; tirai-os das mãos dos ímpios.
5.Eles nada sabem, nem entendem; vagueiam em trevas; vacilam todos os fundamentos da terra.
6.Eu disse: sois deuses, sois todos filhos do Altíssimo.
7.Todavia, como homens, morrereis e, como qualquer dos príncipes, haveis de sucumbir.
8.Levanta-te, ó Deus, julga a terra, pois a ti compete a herança de todas as nações.
Julgamento de Deus contra as nações inimigas
1.Ó Deus, não te cales; não te emudeças, nem fiques inativo, ó Deus!
2.Os teus inimigos se alvoroçam, e os que te odeiam levantam a cabeça.
3.Tramam astutamente contra o teu povo e conspiram contra os teus protegidos.
4.Dizem: Vinde, risquemo-los de entre as nações; e não haja mais memória do nome de Israel.
5.Pois tramam concordemente e firmam aliança contra ti
6.as tendas de Edom e os ismaelitas, Moabe e os hagarenos,
7.Gebal, Amom e Amaleque, a Filístia como os habitantes de Tiro;
8.também a Assíria se alia com eles, e se constituem braço forte aos filhos de Ló.
9.Faze-lhes como fizeste a Midiã, como a Sísera, como a Jabim na ribeira de Quisom;
10.os quais pereceram em En-Dor; tornaram-se adubo para a terra.
11.Sejam os seus nobres como Orebe e como Zeebe, e os seus príncipes, como Zeba e como Zalmuna,
12.que disseram: Apoderemo-nos das habitações de Deus.
13.Deus meu, faze-os como folhas impelidas por um remoinho, como a palha ao léu do vento.
14.Como o fogo devora um bosque e a chama abrasa os montes,
15.assim, persegue-os com a tua tempestade e amedronta-os com o teu vendaval.
16.Enche-lhes o rosto de ignomínia, para que busquem o teu nome, SENHOR.
17.Sejam envergonhados e confundidos perpetuamente; perturbem-se e pereçam.
18.E reconhecerão que só tu, cujo nome é SENHOR, és o Altíssimo sobre toda a terra.
Saudades do templo
1.Quão amáveis são os teus tabernáculos, SENHOR dos Exércitos!
2.A minha alma suspira e desfalece pelos átrios do SENHOR; o meu coração e a minha carne exultam pelo Deus vivo!
3.O pardal encontrou casa, e a andorinha, ninho para si, onde acolha os seus filhotes; eu, os teus altares, SENHOR dos Exércitos, Rei meu e Deus meu!
4.Bem-aventurados os que habitam em tua casa; louvam-te perpetuamente.
5.Bem-aventurado o homem cuja força está em ti, em cujo coração se encontram os caminhos aplanados,
6.o qual, passando pelo vale árido, faz dele um manancial; de bênçãos o cobre a primeira chuva.
7.Vão indo de força em força; cada um deles aparece diante de Deus em Sião.
8.SENHOR, Deus dos Exércitos, escuta-me a oração; presta ouvidos, ó Deus de Jacó!
9.Olha, ó Deus, escudo nosso, e contempla o rosto do teu ungido.
10.Pois um dia nos teus átrios vale mais que mil; prefiro estar à porta da casa do meu Deus, a permanecer nas tendas da perversidade.
11.Porque o SENHOR Deus é sol e escudo; o SENHOR dá graça e glória; nenhum bem sonega aos que andam retamente.
12.Ó SENHOR dos Exércitos, feliz o homem que em ti confia.
Pede-se o perdão de Deus
1.Favoreceste, SENHOR, a tua terra; restauraste a prosperidade de Jacó.
2.Perdoaste a iniqüidade de teu povo, encobriste os seus pecados todos.
3.A tua indignação, reprimiste-a toda, do furor da tua ira te desviaste.
4.Restabelece-nos, ó Deus da nossa salvação, e retira de sobre nós a tua ira.
5.Estarás para sempre irado contra nós? Prolongarás a tua ira por todas as gerações?
6.Porventura, não tornarás a vivificar-nos, para que em ti se regozije o teu povo?
7.Mostra-nos, SENHOR, a tua misericórdia e concede-nos a tua salvação.
8.Escutarei o que Deus, o SENHOR, disser, pois falará de paz ao seu povo e aos seus santos; e que jamais caiam em insensatez.
9.Próxima está a sua salvação dos que o temem, para que a glória assista em nossa terra.
10.Encontraram-se a graça e a verdade, a justiça e a paz se beijaram.
11.Da terra brota a verdade, dos céus a justiça baixa o seu olhar.
12.Também o SENHOR dará o que é bom, e a nossa terra produzirá o seu fruto.
13.A justiça irá adiante dele, cujas pegadas ela transforma em caminhos.
Súplica e confiança
1.Inclina, SENHOR, os ouvidos e responde-me, pois estou aflito e necessitado.
2.Preserva a minha alma, pois eu sou piedoso; tu, ó Deus meu, salva o teu servo que em ti confia.
3.Compadece-te de mim, ó Senhor, pois a ti clamo de contínuo.
4.Alegra a alma do teu servo, porque a ti, Senhor, elevo a minha alma.
5.Pois tu, Senhor, és bom e compassivo; abundante em benignidade para com todos os que te invocam.
6.Escuta, SENHOR, a minha oração e atende à voz das minhas súplicas.
7.No dia da minha angústia, clamo a ti, porque me respondes.
8.Não há entre os deuses semelhante a ti, Senhor; e nada existe que se compare às tuas obras.
9.Todas as nações que fizeste virão, prostrar-se-ão diante de ti, Senhor, e glorificarão o teu nome.
10.Pois tu és grande e operas maravilhas; só tu és Deus!
11.Ensina-me, SENHOR, o teu caminho, e andarei na tua verdade; dispõe-me o coração para só temer o teu nome.
12.Dar-te-ei graças, Senhor, Deus meu, de todo o coração, e glorificarei para sempre o teu nome.
13.Pois grande é a tua misericórdia para comigo, e me livraste a alma do mais profundo poder da morte.
14.Ó Deus, os soberbos se têm levantado contra mim, e um bando de violentos atenta contra a minha vida; eles não te consideram.
15.Mas tu, Senhor, és Deus compassivo e cheio de graça, paciente e grande em misericórdia e em verdade.
16.Volta-te para mim e compadece-te de mim; concede a tua força ao teu servo e salva o filho da tua serva.
17.Mostra-me um sinal do teu favor, para que o vejam e se envergonhem os que me aborrecem; pois tu, SENHOR, me ajudas e me consolas.
Jerusalém, amada de Deus
1.Fundada por ele sobre os montes santos,
2.o SENHOR ama as portas de Sião mais do que as habitações todas de Jacó.
3.Gloriosas coisas se têm dito de ti, ó cidade de Deus!
4.Dentre os que me conhecem, farei menção de Raabe e da Babilônia; eis aí Filístia e Tiro com Etiópia; lá, nasceram.
5.E com respeito a Sião se dirá: Este e aquele nasceram nela; e o próprio Altíssimo a estabelecerá.
6.O SENHOR, ao registrar os povos, dirá: Este nasceu lá.
7.Todos os cantores, saltando de júbilo, entoarão: Todas as minhas fontes são em ti.
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