Desafio dos 90 dias

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Exortação à confiança
1.Somente em Deus, ó minha alma, espera silenciosa; dele vem a minha salvação.
2.Só ele é a minha rocha, e a minha salvação, e o meu alto refúgio; não serei muito abalado.
3.Até quando acometereis vós a um homem, todos vós, para o derribardes, como se fosse uma parede pendida ou um muro prestes a cair?
4.Só pensam em derribá-lo da sua dignidade; na mentira se comprazem; de boca bendizem, porém no interior maldizem.
5.Somente em Deus, ó minha alma, espera silenciosa, porque dele vem a minha esperança.
6.Só ele é a minha rocha, e a minha salvação, e o meu alto refúgio; não serei jamais abalado.
7.De Deus dependem a minha salvação e a minha glória; estão em Deus a minha forte rocha e o meu refúgio.
8.Confiai nele, ó povo, em todo tempo; derramai perante ele o vosso coração; Deus é o nosso refúgio.
9.Somente vaidade são os homens plebeus; falsidade, os de fina estirpe; pesados em balança, eles juntos são mais leves que a vaidade.
10.Não confieis naquilo que extorquis, nem vos vanglorieis na rapina; se as vossas riquezas prosperam, não ponhais nelas o coração.
11.Uma vez falou Deus, duas vezes ouvi isto: Que o poder pertence a Deus,
12.e a ti, Senhor, pertence a graça, pois a cada um retribuis segundo as suas obras.
1.Ó Deus, tu és o meu Deus forte; eu te busco ansiosamente; a minha alma tem sede de ti; meu corpo te almeja, como terra árida, exausta, sem água.
2.Assim, eu te contemplo no santuário, para ver a tua força e a tua glória.
3.Porque a tua graça é melhor do que a vida; os meus lábios te louvam.
4.Assim, cumpre-me bendizer-te enquanto eu viver; em teu nome, levanto as mãos.
5.Como de banha e de gordura farta-se a minha alma; e, com júbilo nos lábios, a minha boca te louva,
6.no meu leito, quando de ti me recordo e em ti medito, durante a vigília da noite.
7.Porque tu me tens sido auxílio; à sombra das tuas asas, eu canto jubiloso.
8.A minha alma apega-se a ti; a tua destra me ampara.
9.Porém os que me procuram a vida para a destruir abismar-se-ão nas profundezas da terra.
10.Serão entregues ao poder da espada e virão a ser pasto dos chacais.
11.O rei, porém, se alegra em Deus; quem por ele jura gloriar-se-á, pois se tapará a boca dos que proferem mentira.
Proteção contra os inimigos
1.Ouve, ó Deus, a minha voz nas minhas perplexidades; preserva-me a vida do terror do inimigo.
2.Esconde-me da conspiração dos malfeitores e do tumulto dos que praticam a iniqüidade,
3.os quais afiam a língua como espada e apontam, quais flechas, palavras amargas,
4.para, às ocultas, atingirem o íntegro; contra ele disparam repentinamente e não temem.
5.Teimam no mau propósito; falam em secretamente armar ciladas; dizem: Quem nos verá?
6.Projetam iniqüidade, inquirem tudo o que se pode excogitar; é um abismo o pensamento e o coração de cada um deles.
7.Mas Deus desfere contra eles uma seta; de súbito, se acharão feridos.
8.Dessarte, serão levados a tropeçar; a própria língua se voltará contra eles; todos os que os vêem meneiam a cabeça.
9.E todos os homens temerão, e anunciarão as obras de Deus, e entenderão o que ele faz.
10.O justo se alegra no SENHOR e nele confia; os de reto coração, todos se gloriam.
Ações de graças pelas bênçãos das searas
1.A ti, ó Deus, confiança e louvor em Sião! E a ti se pagará o voto.
2.Ó tu que escutas a oração, a ti virão todos os homens,
3.por causa de suas iniqüidades. Se prevalecem as nossas transgressões, tu no-las perdoas.
4.Bem-aventurado aquele a quem escolhes e aproximas de ti, para que assista nos teus átrios; ficaremos satisfeitos com a bondade de tua casa—o teu santo templo.
5.Com tremendos feitos nos respondes em tua justiça, ó Deus, Salvador nosso, esperança de todos os confins da terra e dos mares longínquos;
6.que por tua força consolidas os montes, cingido de poder;
7.que aplacas o rugir dos mares, o ruído das suas ondas e o tumulto das gentes.
8.Os que habitam nos confins da terra temem os teus sinais; os que vêm do Oriente e do Ocidente, tu os fazes exultar de júbilo.
9.Tu visitas a terra e a regas; tu a enriqueces copiosamente; os ribeiros de Deus são abundantes de água; preparas o cereal, porque para isso a dispões,
10.regando-lhe os sulcos, aplanando-lhe as leivas. Tu a amoleces com chuviscos e lhe abençoas a produção.
11.Coroas o ano da tua bondade; as tuas pegadas destilam fartura,
12.destilam sobre as pastagens do deserto, e de júbilo se revestem os outeiros.
13.Os campos cobrem-se de rebanhos, e os vales vestem-se de espigas; exultam de alegria e cantam.
Ofertas de gratidão
1.Aclamai a Deus, toda a terra.
2.Salmodiai a glória do seu nome, dai glória ao seu louvor.
3.Dizei a Deus: Que tremendos são os teus feitos! Pela grandeza do teu poder, a ti se mostram submissos os teus inimigos.
4.Prostra-se toda a terra perante ti, canta salmos a ti; salmodia o teu nome.
5.Vinde e vede as obras de Deus: tremendos feitos para com os filhos dos homens!
6.Converteu o mar em terra seca; atravessaram o rio a pé; ali, nos alegramos nele.
7.Ele, em seu poder, governa eternamente; os seus olhos vigiam as nações; não se exaltem os rebeldes.
8.Bendizei, ó povos, o nosso Deus; fazei ouvir a voz do seu louvor;
9.o que preserva com vida a nossa alma e não permite que nos resvalem os pés.
10.Pois tu, ó Deus, nos provaste; acrisolaste-nos como se acrisola a prata.
11.Tu nos deixaste cair na armadilha; oprimiste as nossas costas;
12.fizeste que os homens cavalgassem sobre a nossa cabeça; passamos pelo fogo e pela água; porém, afinal, nos trouxeste para um lugar espaçoso.
13.Entrarei na tua casa com holocaustos; pagar-te-ei os meus votos,
14.que proferiram os meus lábios, e que, no dia da angústia, prometeu a minha boca.
15.Oferecer-te-ei holocaustos de vítimas cevadas, com aroma de carneiros; imolarei novilhos com cabritos.
16.Vinde, ouvi, todos vós que temeis a Deus, e vos contarei o que tem ele feito por minha alma.
17.A ele clamei com a boca, com a língua o exaltei.
18.Se eu no coração contemplara a vaidade, o Senhor não me teria ouvido.
19.Entretanto, Deus me tem ouvido e me tem atendido a voz da oração.
20.Bendito seja Deus, que não me rejeita a oração, nem aparta de mim a sua graça.
As nações rendem graças
1.Seja Deus gracioso para conosco, e nos abençoe, e faça resplandecer sobre nós o rosto;
2.para que se conheça na terra o teu caminho e, em todas as nações, a tua salvação.
3.Louvem-te os povos, ó Deus; louvem-te os povos todos.
4.Alegrem-se e exultem as gentes, pois julgas os povos com eqüidade e guias na terra as nações.
5.Louvem-te os povos, ó Deus; louvem-te os povos todos.
6.A terra deu o seu fruto, e Deus, o nosso Deus, nos abençoa.
7.Abençoe-nos Deus, e todos os confins da terra o temerão.
A vitória de Deus sobre os seus inimigos
1.Levanta-se Deus; dispersam-se os seus inimigos; de sua presença fogem os que o aborrecem.
2.Como se dissipa a fumaça, assim tu os dispersas; como se derrete a cera ante o fogo, assim à presença de Deus perecem os iníquos.
3.Os justos, porém, se regozijam, exultam na presença de Deus e folgam de alegria.
4.Cantai a Deus, salmodiai o seu nome; exaltai o que cavalga sobre as nuvens. SENHOR é o seu nome, exultai diante dele.
5.Pai dos órfãos e juiz das viúvas é Deus em sua santa morada.
6.Deus faz que o solitário more em família; tira os cativos para a prosperidade; só os rebeldes habitam em terra estéril.
7.Ao saíres, ó Deus, à frente do teu povo, ao avançares pelo deserto,
8.tremeu a terra; também os céus gotejaram à presença de Deus; o próprio Sinai se abalou na presença de Deus, do Deus de Israel.
9.Copiosa chuva derramaste, ó Deus, para a tua herança; quando já ela estava exausta, tu a restabeleceste.
10.Aí habitou a tua grei; em tua bondade, ó Deus, fizeste provisão para os necessitados.
11.O Senhor deu a palavra, grande é a falange das mensageiras das boas-novas.
12.Reis de exércitos fogem e fogem; a dona de casa reparte os despojos.
13.Por que repousais entre as cercas dos apriscos? As asas da pomba são cobertas de prata, cujas penas maiores têm o brilho flavo do ouro.
14.Quando o Todo-Poderoso ali dispersa os reis, cai neve sobre o monte Zalmom.
15.O monte de Deus é Basã, serra de elevações é o monte de Basã.
16.Por que olhais com inveja, ó montes elevados, o monte que Deus escolheu para sua habitação? O SENHOR habitará nele para sempre.
17.Os carros de Deus são vinte mil, sim, milhares de milhares. No meio deles, está o Senhor; o Sinai tornou-se em santuário.
18.Subiste às alturas, levaste cativo o cativeiro; recebeste homens por dádivas, até mesmo rebeldes, para que o SENHOR Deus habite no meio deles.
19.Bendito seja o Senhor que, dia a dia, leva o nosso fardo! Deus é a nossa salvação.
20.O nosso Deus é o Deus libertador; com Deus, o SENHOR, está o escaparmos da morte.
21.Sim, Deus parte a cabeça dos seus inimigos e o cabeludo crânio do que anda nos seus próprios delitos.
22.Disse o Senhor: De Basã os farei voltar, fá-los-ei tornar das profundezas do mar,
23.para que banhes o pé em sangue, e a língua dos teus cães tenha o seu quinhão dos inimigos.
24.Viu-se, ó Deus, o teu cortejo, o cortejo do meu Deus, do meu Rei, no santuário.
25.Os cantores iam adiante, atrás, os tocadores de instrumentos de cordas, em meio às donzelas com adufes.
26.Bendizei a Deus nas congregações, bendizei ao SENHOR, vós que sois da estirpe de Israel.
27.Ali, está o mais novo, Benjamim, que os precede, os príncipes de Judá, com o seu séquito, os príncipes de Zebulom e os príncipes de Naftali.
28.Reúne, ó Deus, a tua força, força divina que usaste a nosso favor,
29.oriunda do teu templo em Jerusalém. Os reis te oferecerão presentes.
30.Reprime a fera dos canaviais, a multidão dos fortes como touros e dos povos com novilhos; calcai aos pés os que cobiçam barras de prata. Dispersa os povos que se comprazem na guerra.
31.Príncipes vêm do Egito; a Etiópia corre a estender mãos cheias para Deus.
32.Reinos da terra, cantai a Deus, salmodiai ao Senhor,
33.àquele que encima os céus, os céus da antiguidade; eis que ele faz ouvir a sua voz, voz poderosa.
34.Tributai glória a Deus; a sua majestade está sobre Israel, e a sua fortaleza, nos espaços siderais.
35.Ó Deus, tu és tremendo nos teus santuários; o Deus de Israel, ele dá força e poder ao povo. Bendito seja Deus!
O lamento do Messias
1.Salva-me, ó Deus, porque as águas me sobem até à alma.
2.Estou atolado em profundo lamaçal, que não dá pé; estou nas profundezas das águas, e a corrente me submerge.
3.Estou cansado de clamar, secou-se-me a garganta; os meus olhos desfalecem de tanto esperar por meu Deus.
4.São mais que os cabelos de minha cabeça os que, sem razão, me odeiam; são poderosos os meus destruidores, os que com falsos motivos são meus inimigos; por isso, tenho de restituir o que não furtei.
5.Tu, ó Deus, bem conheces a minha estultice, e as minhas culpas não te são ocultas.
6.Não sejam envergonhados por minha causa os que esperam em ti, ó SENHOR, Deus dos Exércitos; nem por minha causa sofram vexame os que te buscam, ó Deus de Israel.
7.Pois tenho suportado afrontas por amor de ti, e o rosto se me encobre de vexame.
8.Tornei-me estranho a meus irmãos e desconhecido aos filhos de minha mãe.
9.Pois o zelo da tua casa me consumiu, e as injúrias dos que te ultrajam caem sobre mim.
10.Chorei, em jejum está a minha alma, e isso mesmo se me tornou em afrontas.
11.Pus um pano de saco por veste e me tornei objeto de escárnio para eles.
12.Tagarelam sobre mim os que à porta se assentam, e sou motivo para cantigas de beberrões.
13.Quanto a mim, porém, SENHOR, faço a ti, em tempo favorável, a minha oração. Responde-me, ó Deus, pela riqueza da tua graça; pela tua fidelidade em socorrer,
14.livra-me do tremedal, para que não me afunde; seja eu salvo dos que me odeiam e das profundezas das águas.
15.Não me arraste a corrente das águas, nem me trague a voragem, nem se feche sobre mim a boca do poço.
16.Responde-me, SENHOR, pois compassiva é a tua graça; volta-te para mim segundo a riqueza das tuas misericórdias.
17.Não escondas o rosto ao teu servo, pois estou atribulado; responde-me depressa.
18.Aproxima-te de minha alma e redime-a; resgata-me por causa dos meus inimigos.
19.Tu conheces a minha afronta, a minha vergonha e o meu vexame; todos os meus adversários estão à tua vista.
20.O opróbrio partiu-me o coração, e desfaleci; esperei por piedade, mas debalde; por consoladores, e não os achei.
21.Por alimento me deram fel e na minha sede me deram a beber vinagre.
22.Sua mesa torne-se-lhes diante deles em laço, e a prosperidade, em armadilha.
23.Obscureçam-se-lhes os olhos, para que não vejam; e faze que sempre lhes vacile o dorso.
24.Derrama sobre eles a tua indignação, e que o ardor da tua ira os alcance.
25.Fique deserta a sua morada, e não haja quem habite as suas tendas.
26.Pois perseguem a quem tu feriste e acrescentam dores àquele a quem golpeaste.
27.Soma-lhes iniqüidade à iniqüidade, e não gozem da tua absolvição.
28.Sejam riscados do Livro dos Vivos e não tenham registro com os justos.
29.Quanto a mim, porém, amargurado e aflito, ponha-me o teu socorro, ó Deus, em alto refúgio.
30.Louvarei com cânticos o nome de Deus, exaltá-lo-ei com ações de graças.
31.Será isso muito mais agradável ao SENHOR do que um boi ou um novilho com chifres e unhas.
32.Vejam isso os aflitos e se alegrem; quanto a vós outros que buscais a Deus, que o vosso coração reviva.
33.Porque o SENHOR responde aos necessitados e não despreza os seus prisioneiros.
34.Louvem-no os céus e a terra, os mares e tudo quanto neles se move.
35.Porque Deus salvará Sião e edificará as cidades de Judá, e ali habitarão e hão de possuí-la.
36.Também a descendência dos seus servos a herdará, e os que lhe amam o nome nela habitarão.
Petição por auxílio divino
1.Praza-te, ó Deus, em livrar-me; dá-te pressa, ó SENHOR, em socorrer-me.
2.Sejam envergonhados e cobertos de vexame os que me demandam a vida; tornem atrás e cubram-se de ignomínia os que se comprazem no meu mal.
3.Retrocedam por causa da sua ignomínia os que dizem: Bem-feito! Bem-feito!
4.Folguem e em ti se rejubilem todos os que te buscam; e os que amam a tua salvação digam sempre: Deus seja magnificado!
5.Eu sou pobre e necessitado; ó Deus, apressa-te em valer-me, pois tu és o meu amparo e o meu libertador. SENHOR, não te detenhas!
Súplicas de um ancião
1.Em ti, SENHOR, me refugio; não seja eu jamais envergonhado.
2.Livra-me por tua justiça e resgata-me; inclina-me os ouvidos e salva-me.
3.Sê tu para mim uma rocha habitável em que sempre me acolha; ordenaste que eu me salve, pois tu és a minha rocha e a minha fortaleza.
4.Livra-me, Deus meu, das mãos do ímpio, das garras do homem injusto e cruel.
5.Pois tu és a minha esperança, SENHOR Deus, a minha confiança desde a minha mocidade.
6.Em ti me tenho apoiado desde o meu nascimento; do ventre materno tu me tiraste, tu és motivo para os meus louvores constantemente.
7.Para muitos sou como um portento, mas tu és o meu forte refúgio.
8.Os meus lábios estão cheios do teu louvor e da tua glória continuamente.
9.Não me rejeites na minha velhice; quando me faltarem as forças, não me desampares.
10.Pois falam contra mim os meus inimigos; e os que me espreitam a alma consultam reunidos,
11.dizendo: Deus o desamparou; persegui-o e prendei-o, pois não há quem o livre.
12.Não te ausentes de mim, ó Deus; Deus meu, apressa-te em socorrer-me.
13.Sejam envergonhados e consumidos os que são adversários de minha alma; cubram-se de opróbrio e de vexame os que procuram o mal contra mim.
14.Quanto a mim, esperarei sempre e te louvarei mais e mais.
15.A minha boca relatará a tua justiça e de contínuo os feitos da tua salvação, ainda que eu não saiba o seu número.
16.Sinto-me na força do SENHOR Deus; e rememoro a tua justiça, a tua somente.
17.Tu me tens ensinado, ó Deus, desde a minha mocidade; e até agora tenho anunciado as tuas maravilhas.
18.Não me desampares, pois, ó Deus, até à minha velhice e às cãs; até que eu tenha declarado à presente geração a tua força e às vindouras o teu poder.
19.Ora, a tua justiça, ó Deus, se eleva até aos céus. Grandes coisas tens feito, ó Deus; quem é semelhante a ti?
20.Tu, que me tens feito ver muitas angústias e males, me restaurarás ainda a vida e de novo me tirarás dos abismos da terra.
21.Aumenta a minha grandeza, conforta-me novamente.
22.Eu também te louvo com a lira, celebro a tua verdade, ó meu Deus; cantar-te-ei salmos na harpa, ó Santo de Israel.
23.Os meus lábios exultarão quando eu te salmodiar; também exultará a minha alma, que remiste.
24.Igualmente a minha língua celebrará a tua justiça todo o dia; pois estão envergonhados e confundidos os que procuram o mal contra mim.
O rei justo e o seu reinado eterno
1.Concede ao rei, ó Deus, os teus juízos e a tua justiça, ao filho do rei.
2.Julgue ele com justiça o teu povo e os teus aflitos, com eqüidade.
3.Os montes trarão paz ao povo, também as colinas a trarão, com justiça.
4.Julgue ele os aflitos do povo, salve os filhos dos necessitados e esmague ao opressor.
5.Ele permanecerá enquanto existir o sol e enquanto durar a lua, através das gerações.
6.Seja ele como chuva que desce sobre a campina ceifada, como aguaceiros que regam a terra.
7.Floresça em seus dias o justo, e haja abundância de paz até que cesse de haver lua.
8.Domine ele de mar a mar e desde o rio até aos confins da terra.
9.Curvem-se diante dele os habitantes do deserto, e os seus inimigos lambam o pó.
10.Paguem-lhe tributos os reis de Társis e das ilhas; os reis de Sabá e de Sebá lhe ofereçam presentes.
11.E todos os reis se prostrem perante ele; todas as nações o sirvam.
12.Porque ele acode ao necessitado que clama e também ao aflito e ao desvalido.
13.Ele tem piedade do fraco e do necessitado e salva a alma aos indigentes.
14.Redime a sua alma da opressão e da violência, e precioso lhe é o sangue deles.
15.Viverá, e se lhe dará do ouro de Sabá; e continuamente se fará por ele oração, e o bendirão todos os dias.
16.Haja na terra abundância de cereais, que ondulem até aos cimos dos montes; seja a sua messe como o Líbano, e das cidades floresçam os habitantes como a erva da terra.
17.Subsista para sempre o seu nome e prospere enquanto resplandecer o sol; nele sejam abençoados todos os homens, e as nações lhe chamem bem-aventurado.
18.Bendito seja o SENHOR Deus, o Deus de Israel, que só ele opera prodígios.
19.Bendito para sempre o seu glorioso nome, e da sua glória se encha toda a terra. Amém e amém!
20.Findam as orações de Davi, filho de Jessé.
O problema da prosperidade dos maus
1.Com efeito, Deus é bom para com Israel, para com os de coração limpo.
2.Quanto a mim, porém, quase me resvalaram os pés; pouco faltou para que se desviassem os meus passos.
3.Pois eu invejava os arrogantes, ao ver a prosperidade dos perversos.
4.Para eles não há preocupações, o seu corpo é sadio e nédio.
5.Não partilham das canseiras dos mortais, nem são afligidos como os outros homens.
6.Daí, a soberba que os cinge como um colar, e a violência que os envolve como manto.
7.Os olhos saltam-lhes da gordura; do coração brotam-lhes fantasias.
8.Motejam e falam maliciosamente; da opressão falam com altivez.
9.Contra os céus desandam a boca, e a sua língua percorre a terra.
10.Por isso, o seu povo se volta para eles e os tem por fonte de que bebe a largos sorvos.
11.E diz: Como sabe Deus? Acaso, há conhecimento no Altíssimo?
12.Eis que são estes os ímpios; e, sempre tranqüilos, aumentam suas riquezas.
13.Com efeito, inutilmente conservei puro o coração e lavei as mãos na inocência.
14.Pois de contínuo sou afligido e cada manhã, castigado.
15.Se eu pensara em falar tais palavras, já aí teria traído a geração de teus filhos.
16.Em só refletir para compreender isso, achei mui pesada tarefa para mim;
17.até que entrei no santuário de Deus e atinei com o fim deles.
18.Tu certamente os pões em lugares escorregadios e os fazes cair na destruição.
19.Como ficam de súbito assolados, totalmente aniquilados de terror!
20.Como ao sonho, quando se acorda, assim, ó Senhor, ao despertares, desprezarás a imagem deles.
21.Quando o coração se me amargou e as entranhas se me comoveram,
22.eu estava embrutecido e ignorante; era como um irracional à tua presença.
23.Todavia, estou sempre contigo, tu me seguras pela minha mão direita.
24.Tu me guias com o teu conselho e depois me recebes na glória.
25.Quem mais tenho eu no céu? Não há outro em quem eu me compraza na terra.
26.Ainda que a minha carne e o meu coração desfaleçam, Deus é a fortaleza do meu coração e a minha herança para sempre.
27.Os que se afastam de ti, eis que perecem; tu destróis todos os que são infiéis para contigo.
28.Quanto a mim, bom é estar junto a Deus; no SENHOR Deus ponho o meu refúgio, para proclamar todos os seus feitos.
Lamento por causa da profanação
1.Por que nos rejeitas, ó Deus, para sempre? Por que se acende a tua ira contra as ovelhas do teu pasto?
2.Lembra-te da tua congregação, que adquiriste desde a antiguidade, que remiste para ser a tribo da tua herança; lembra-te do monte Sião, no qual tens habitado.
3.Dirige os teus passos para as perpétuas ruínas, tudo quanto de mal tem feito o inimigo no santuário.
4.Os teus adversários bramam no lugar das assembléias e alteiam os seus próprios símbolos.
5.Parecem-se com os que brandem machado no espesso da floresta,
6.e agora a todos esses lavores de entalhe quebram também, com machados e martelos.
7.Deitam fogo ao teu santuário; profanam, arrasando-a até ao chão, a morada do teu nome.
8.Disseram no seu coração: Acabemos com eles de uma vez. Queimaram todos os lugares santos de Deus na terra.
9.Já não vemos os nossos símbolos; já não há profeta; nem, entre nós, quem saiba até quando.
10.Até quando, ó Deus, o adversário nos afrontará? Acaso, blasfemará o inimigo incessantemente o teu nome?
11.Por que retrais a mão, sim, a tua destra, e a conservas no teu seio?
12.Ora, Deus, meu Rei, é desde a antiguidade; ele é quem opera feitos salvadores no meio da terra.
13.Tu, com o teu poder, dividiste o mar; esmagaste sobre as águas a cabeça dos monstros marinhos.
14.Tu espedaçaste as cabeças do crocodilo e o deste por alimento às alimárias do deserto.
15.Tu abriste fontes e ribeiros; secaste rios caudalosos.
16.Teu é o dia; tua, também, a noite; a luz e o sol, tu os formaste.
17.Fixaste os confins da terra; verão e inverno, tu os fizeste.
18.Lembra-te disto: o inimigo tem ultrajado ao SENHOR, e um povo insensato tem blasfemado o teu nome.
19.Não entregues à rapina a vida de tua rola, nem te esqueças perpetuamente da vida dos teus aflitos.
20.Considera a tua aliança, pois os lugares tenebrosos da terra estão cheios de moradas de violência.
21.Não fique envergonhado o oprimido; louvem o teu nome o aflito e o necessitado.
22.Levanta-te, ó Deus, pleiteia a tua própria causa; lembra-te de como o ímpio te afronta todos os dias.
23.Não te esqueças da gritaria dos teus inimigos, do sempre crescente tumulto dos teus adversários.
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