Malícia humana e benignidade divina
1.Há no coração do ímpio a voz da transgressão; não há temor de Deus diante de seus olhos.
2.Porque a transgressão o lisonjeia a seus olhos e lhe diz que a sua iniqüidade não há de ser descoberta, nem detestada.
3.As palavras de sua boca são malícia e dolo; abjurou o discernimento e a prática do bem.
4.No seu leito, maquina a perversidade, detém-se em caminho que não é bom, não se despega do mal.
5.A tua benignidade, SENHOR, chega até aos céus, até às nuvens, a tua fidelidade.
6.A tua justiça é como as montanhas de Deus; os teus juízos, como um abismo profundo. Tu, SENHOR, preservas os homens e os animais.
7.Como é preciosa, ó Deus, a tua benignidade! Por isso, os filhos dos homens se acolhem à sombra das tuas asas.
8.Fartam-se da abundância da tua casa, e na torrente das tuas delícias lhes dás de beber.
9.Pois em ti está o manancial da vida; na tua luz, vemos a luz.
10.Continua a tua benignidade aos que te conhecem, e a tua justiça, aos retos de coração.
11.Não me calque o pé da insolência, nem me repila a mão dos ímpios.
12.Tombaram os obreiros da iniqüidade; estão derruídos e já não podem levantar-se.
Temporária, a felicidade dos perversos
1.Não te indignes por causa dos malfeitores, nem tenhas inveja dos que praticam a iniqüidade.
2.Pois eles dentro em breve definharão como a relva e murcharão como a erva verde.
3.Confia no SENHOR e faze o bem; habita na terra e alimenta-te da verdade.
4.Agrada-te do SENHOR, e ele satisfará os desejos do teu coração.
5.Entrega o teu caminho ao SENHOR, confia nele, e o mais ele fará.
6.Fará sobressair a tua justiça como a luz e o teu direito, como o sol ao meio-dia.
7.Descansa no SENHOR e espera nele, não te irrites por causa do homem que prospera em seu caminho, por causa do que leva a cabo os seus maus desígnios.
8.Deixa a ira, abandona o furor; não te impacientes; certamente, isso acabará mal.
9.Porque os malfeitores serão exterminados, mas os que esperam no SENHOR possuirão a terra.
10.Mais um pouco de tempo, e já não existirá o ímpio; procurarás o seu lugar e não o acharás.
11.Mas os mansos herdarão a terra e se deleitarão na abundância de paz.
12.Trama o ímpio contra o justo e contra ele ringe os dentes.
13.Rir-se-á dele o Senhor, pois vê estar-se aproximando o seu dia.
14.Os ímpios arrancam da espada e distendem o arco para abater o pobre e necessitado, para matar os que trilham o reto caminho.
15.A sua espada, porém, lhes traspassará o próprio coração, e os seus arcos serão espedaçados.
16.Mais vale o pouco do justo que a abundância de muitos ímpios.
17.Pois os braços dos ímpios serão quebrados, mas os justos, o SENHOR os sustém.
18.O SENHOR conhece os dias dos íntegros; a herança deles permanecerá para sempre.
19.Não serão envergonhados nos dias do mal e nos dias da fome se fartarão.
20.Os ímpios, no entanto, perecerão, e os inimigos do SENHOR serão como o viço das pastagens; serão aniquilados e se desfarão em fumaça.
21.O ímpio pede emprestado e não paga; o justo, porém, se compadece e dá.
22.Aqueles a quem o SENHOR abençoa possuirão a terra; e serão exterminados aqueles a quem amaldiçoa.
23.O SENHOR firma os passos do homem bom e no seu caminho se compraz;
24.se cair, não ficará prostrado, porque o SENHOR o segura pela mão.
25.Fui moço e já, agora, sou velho, porém jamais vi o justo desamparado, nem a sua descendência a mendigar o pão.
26.É sempre compassivo e empresta, e a sua descendência será uma bênção.
27.Aparta-te do mal e faze o bem, e será perpétua a tua morada.
28.Pois o SENHOR ama a justiça e não desampara os seus santos; serão preservados para sempre, mas a descendência dos ímpios será exterminada.
29.Os justos herdarão a terra e nela habitarão para sempre.
30.A boca do justo profere a sabedoria, e a sua língua fala o que é justo.
31.No coração, tem ele a lei do seu Deus; os seus passos não vacilarão.
32.O perverso espreita ao justo e procura tirar-lhe a vida.
33.Mas o SENHOR não o deixará nas suas mãos, nem o condenará quando for julgado.
34.Espera no SENHOR, segue o seu caminho, e ele te exaltará para possuíres a terra; presenciarás isso quando os ímpios forem exterminados.
35.Vi um ímpio prepotente a expandir-se qual cedro do Líbano.
36.Passei, e eis que desaparecera; procurei-o, e já não foi encontrado.
37.Observa o homem íntegro e atenta no que é reto; porquanto o homem de paz terá posteridade.
38.Quanto aos transgressores, serão, à uma, destruídos; a descendência dos ímpios será exterminada.
39.Vem do SENHOR a salvação dos justos; ele é a sua fortaleza no dia da tribulação.
40.O SENHOR os ajuda e os livra; livra-os dos ímpios e os salva, porque nele buscam refúgio.
Arrependimento do pecador
1.Não me repreendas, SENHOR, na tua ira, nem me castigues no teu furor.
2.Cravam-se em mim as tuas setas, e a tua mão recai sobre mim.
3.Não há parte sã na minha carne, por causa da tua indignação; não há saúde nos meus ossos, por causa do meu pecado.
4.Pois já se elevam acima de minha cabeça as minhas iniqüidades; como fardos pesados, excedem as minhas forças.
5.Tornam-se infectas e purulentas as minhas chagas, por causa da minha loucura.
6.Sinto-me encurvado e sobremodo abatido, ando de luto o dia todo.
7.Ardem-me os lombos, e não há parte sã na minha carne.
8.Estou aflito e mui quebrantado; dou gemidos por efeito do desassossego do meu coração.
9.Na tua presença, Senhor, estão os meus desejos todos, e a minha ansiedade não te é oculta.
10.Bate-me excitado o coração, faltam-me as forças, e a luz dos meus olhos, essa mesma já não está comigo.
11.Os meus amigos e companheiros afastam-se da minha praga, e os meus parentes ficam de longe.
12.Armam ciladas contra mim os que tramam tirar-me a vida; os que me procuram fazer o mal dizem coisas perniciosas e imaginam engano todo o dia.
13.Mas eu, como surdo, não ouço e, qual mudo, não abro a boca.
14.Sou, com efeito, como quem não ouve e em cujos lábios não há réplica.
15.Pois em ti, SENHOR, espero; tu me atenderás, Senhor, Deus meu.
16.Porque eu dizia: Não suceda que se alegrem de mim e contra mim se engrandeçam quando me resvala o pé.
17.Pois estou prestes a tropeçar; a minha dor está sempre perante mim.
18.Confesso a minha iniqüidade; suporto tristeza por causa do meu pecado.
19.Mas os meus inimigos são vigorosos e fortes, e são muitos os que sem causa me odeiam.
20.Da mesma sorte, os que pagam o mal pelo bem são meus adversários, porque eu sigo o que é bom.
21.Não me desampares, SENHOR; Deus meu, não te ausentes de mim.
22.Apressa-te em socorrer-me, Senhor, salvação minha.
A vaidade da vida
1.Disse comigo mesmo: guardarei os meus caminhos, para não pecar com a língua; porei mordaça à minha boca, enquanto estiver na minha presença o ímpio.
2.Emudeci em silêncio, calei acerca do bem, e a minha dor se agravou.
3.Esbraseou-se-me no peito o coração; enquanto eu meditava, ateou-se o fogo; então, disse eu com a própria língua:
4.Dá-me a conhecer, SENHOR, o meu fim e qual a soma dos meus dias, para que eu reconheça a minha fragilidade.
5.Deste aos meus dias o comprimento de alguns palmos; à tua presença, o prazo da minha vida é nada. Na verdade, todo homem, por mais firme que esteja, é pura vaidade.
6.Com efeito, passa o homem como uma sombra; em vão se inquieta; amontoa tesouros e não sabe quem os levará.
7.E eu, Senhor, que espero? Tu és a minha esperança.
8.Livra-me de todas as minhas iniqüidades; não me faças o opróbrio do insensato.
9.Emudeço, não abro os lábios porque tu fizeste isso.
10.Tira de sobre mim o teu flagelo; pelo golpe de tua mão, estou consumido.
11.Quando castigas o homem com repreensões, por causa da iniqüidade, destróis nele, como traça, o que tem de precioso. Com efeito, todo homem é pura vaidade.
12.Ouve, SENHOR, a minha oração, escuta-me quando grito por socorro; não te emudeças à vista de minhas lágrimas, porque sou forasteiro à tua presença, peregrino como todos os meus pais o foram.
13.Desvia de mim o olhar, para que eu tome alento, antes que eu passe e deixe de existir.
Oração para livramento
1.Esperei confiantemente pelo SENHOR; ele se inclinou para mim e me ouviu quando clamei por socorro.
2.Tirou-me de um poço de perdição, de um tremedal de lama; colocou-me os pés sobre uma rocha e me firmou os passos.
3.E me pôs nos lábios um novo cântico, um hino de louvor ao nosso Deus; muitos verão essas coisas, temerão e confiarão no SENHOR.
4.Bem-aventurado o homem que põe no SENHOR a sua confiança e não pende para os arrogantes, nem para os afeiçoados à mentira.
5.São muitas, SENHOR, Deus meu, as maravilhas que tens operado e também os teus desígnios para conosco; ninguém há que se possa igualar contigo. Eu quisera anunciá-los e deles falar, mas são mais do que se pode contar.
6.Sacrifícios e ofertas não quiseste; abriste os meus ouvidos; holocaustos e ofertas pelo pecado não requeres.
7.Então, eu disse: eis aqui estou, no rolo do livro está escrito a meu respeito;
8.agrada-me fazer a tua vontade, ó Deus meu; dentro do meu coração, está a tua lei.
9.Proclamei as boas-novas de justiça na grande congregação; jamais cerrei os lábios, tu o sabes, SENHOR.
10.Não ocultei no coração a tua justiça; proclamei a tua fidelidade e a tua salvação; não escondi da grande congregação a tua graça e a tua verdade.
11.Não retenhas de mim, SENHOR, as tuas misericórdias; guardem-me sempre a tua graça e a tua verdade.
12.Não têm conta os males que me cercam; as minhas iniqüidades me alcançaram, tantas, que me impedem a vista; são mais numerosas que os cabelos de minha cabeça, e o coração me desfalece.
13.Praza-te, SENHOR, em livrar-me; dá-te pressa, ó SENHOR, em socorrer-me.
14.Sejam à uma envergonhados e cobertos de vexame os que me demandam a vida; tornem atrás e cubram-se de ignomínia os que se comprazem no meu mal.
15.Sofram perturbação por causa da sua ignomínia os que dizem: Bem-feito! Bem-feito!
16.Folguem e em ti se rejubilem todos os que te buscam; os que amam a tua salvação digam sempre: O SENHOR seja magnificado!
17.Eu sou pobre e necessitado, porém o Senhor cuida de mim; tu és o meu amparo e o meu libertador; não te detenhas, ó Deus meu!
A calúnia dos inimigos e o socorro de Deus
1.Bem-aventurado o que acode ao necessitado; o SENHOR o livra no dia do mal.
2.O SENHOR o protege, preserva-lhe a vida e o faz feliz na terra; não o entrega à discrição dos seus inimigos.
3.O SENHOR o assiste no leito da enfermidade; na doença, tu lhe afofas a cama.
4.Disse eu: compadece-te de mim, SENHOR; sara a minha alma, porque pequei contra ti.
5.Os meus inimigos falam mal de mim: Quando morrerá e lhe perecerá o nome?
6.Se algum deles me vem visitar, diz coisas vãs, amontoando no coração malícias; em saindo, é disso que fala.
7.De mim rosnam à uma todos os que me odeiam; engendram males contra mim, dizendo:
8.Peste maligna deu nele, e: Caiu de cama, já não há de levantar-se.
9.Até o meu amigo íntimo, em quem eu confiava, que comia do meu pão, levantou contra mim o calcanhar.
10.Tu, porém, SENHOR, compadece-te de mim e levanta-me, para que eu lhes pague segundo merecem.
11.Com isto conheço que tu te agradas de mim: em não triunfar contra mim o meu inimigo.
12.Quanto a mim, tu me susténs na minha integridade e me pões à tua presença para sempre.
13.Bendito seja o SENHOR, Deus de Israel, da eternidade para a eternidade! Amém e amém!
A alma anela por Deus
1.Como suspira a corça pelas correntes das águas, assim, por ti, ó Deus, suspira a minha alma.
2.A minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo; quando irei e me verei perante a face de Deus?
3.As minhas lágrimas têm sido o meu alimento dia e noite, enquanto me dizem continuamente: O teu Deus, onde está?
4.Lembro-me destas coisas—e dentro de mim se me derrama a alma—, de como passava eu com a multidão de povo e os guiava em procissão à Casa de Deus, entre gritos de alegria e louvor, multidão em festa.
5.Por que estás abatida, ó minha alma? Por que te perturbas dentro de mim? Espera em Deus, pois ainda o louvarei, a ele, meu auxílio e Deus meu.
6.Sinto abatida dentro de mim a minha alma; lembro-me, portanto, de ti, nas terras do Jordão, e no monte Hermom, e no outeiro de Mizar.
7.Um abismo chama outro abismo, ao fragor das tuas catadupas; todas as tuas ondas e vagas passaram sobre mim.
8.Contudo, o SENHOR, durante o dia, me concede a sua misericórdia, e à noite comigo está o seu cântico, uma oração ao Deus da minha vida.
9.Digo a Deus, minha rocha: por que te olvidaste de mim? Por que hei de andar eu lamentando sob a opressão dos meus inimigos?
10.Esmigalham-se-me os ossos, quando os meus adversários me insultam, dizendo e dizendo: O teu Deus, onde está?
11.Por que estás abatida, ó minha alma? Por que te perturbas dentro de mim? Espera em Deus, pois ainda o louvarei, a ele, meu auxílio e Deus meu.
Desejos pelo santuário
1.Faze-me justiça, ó Deus, e pleiteia a minha causa contra a nação contenciosa; livra-me do homem fraudulento e injusto.
2.Pois tu és o Deus da minha fortaleza. Por que me rejeitas? Por que hei de andar eu lamentando sob a opressão dos meus inimigos?
3.Envia a tua luz e a tua verdade, para que me guiem e me levem ao teu santo monte e aos teus tabernáculos.
4.Então, irei ao altar de Deus, de Deus, que é a minha grande alegria; ao som da harpa eu te louvarei, ó Deus, Deus meu.
5.Por que estás abatida, ó minha alma? Por que te perturbas dentro de mim? Espera em Deus, pois ainda o louvarei, a ele, meu auxílio e Deus meu.
Apelo por auxílio divino
1.Ouvimos, ó Deus, com os próprios ouvidos; nossos pais nos têm contado o que outrora fizeste, em seus dias.
2.Como por tuas próprias mãos desapossaste as nações e os estabeleceste; oprimiste os povos e aos pais deste largueza.
3.Pois não foi por sua espada que possuíram a terra, nem foi o seu braço que lhes deu vitória, e sim a tua destra, e o teu braço, e o fulgor do teu rosto, porque te agradaste deles.
4.Tu és o meu rei, ó Deus; ordena a vitória de Jacó.
5.Com o teu auxílio, vencemos os nossos inimigos; em teu nome, calcamos aos pés os que se levantam contra nós.
6.Não confio no meu arco, e não é a minha espada que me salva.
7.Pois tu nos salvaste dos nossos inimigos e cobriste de vergonha os que nos odeiam.
8.Em Deus, nos temos gloriado continuamente e para sempre louvaremos o teu nome.
9.Agora, porém, tu nos lançaste fora, e nos expuseste à vergonha, e já não sais com os nossos exércitos.
10.Tu nos fazes bater em retirada à vista dos nossos inimigos, e os que nos odeiam nos tomam por seu despojo.
11.Entregaste-nos como ovelhas para o corte e nos espalhaste entre as nações.
12.Vendes por um nada o teu povo e nada lucras com o seu preço.
13.Tu nos fazes opróbrio dos nossos vizinhos, escárnio e zombaria aos que nos rodeiam.
14.Pões-nos por ditado entre as nações, alvo de meneios de cabeça entre os povos.
15.A minha ignomínia está sempre diante de mim; cobre-se de vergonha o meu rosto,
16.ante os gritos do que afronta e blasfema, à vista do inimigo e do vingador.
17.Tudo isso nos sobreveio; entretanto, não nos esquecemos de ti, nem fomos infiéis à tua aliança.
18.Não tornou atrás o nosso coração, nem se desviaram os nossos passos dos teus caminhos,
19.para nos esmagares onde vivem os chacais e nos envolveres com as sombras da morte.
20.Se tivéssemos esquecido o nome do nosso Deus ou tivéssemos estendido as mãos a deus estranho,
21.porventura, não o teria atinado Deus, ele, que conhece os segredos dos corações?
22.Mas, por amor de ti, somos entregues à morte continuamente, somos considerados como ovelhas para o matadouro.
23.Desperta! Por que dormes, Senhor? Desperta! Não nos rejeites para sempre!
24.Por que escondes a face e te esqueces da nossa miséria e da nossa opressão?
25.Pois a nossa alma está abatida até ao pó, e o nosso corpo, como que pegado no chão.
26.Levanta-te para socorrer-nos e resgata-nos por amor da tua benignidade.
O Ungido de Deus e a sua noiva
1.De boas palavras transborda o meu coração. Ao Rei consagro o que compus; a minha língua é como a pena de habilidoso escritor.
2.Tu és o mais formoso dos filhos dos homens; nos teus lábios se extravasou a graça; por isso, Deus te abençoou para sempre.
3.Cinge a espada no teu flanco, herói; cinge a tua glória e a tua majestade!
4.E nessa majestade cavalga prosperamente, pela causa da verdade e da justiça; e a tua destra te ensinará proezas.
5.As tuas setas são agudas, penetram o coração dos inimigos do Rei; os povos caem submissos a ti.
6.O teu trono, ó Deus, é para todo o sempre; cetro de eqüidade é o cetro do teu reino.
7.Amas a justiça e odeias a iniqüidade; por isso, Deus, o teu Deus, te ungiu com o óleo de alegria, como a nenhum dos teus companheiros.
8.Todas as tuas vestes recendem a mirra, aloés e cássia; de palácios de marfim ressoam instrumentos de cordas que te alegram.
9.Filhas de reis se encontram entre as tuas damas de honra; à tua direita está a rainha adornada de ouro finíssimo de Ofir.
10.Ouve, filha; vê, dá atenção; esquece o teu povo e a casa de teu pai.
11.Então, o Rei cobiçará a tua formosura; pois ele é o teu senhor; inclina-te perante ele.
12.A ti virá a filha de Tiro trazendo donativos; os mais ricos do povo te pedirão favores.
13.Toda formosura é a filha do Rei no interior do palácio; a sua vestidura é recamada de ouro.
14.Em roupagens bordadas conduzem-na perante o Rei; as virgens, suas companheiras que a seguem, serão trazidas à tua presença.
15.Serão dirigidas com alegria e regozijo; entrarão no palácio do Rei.
16.Em vez de teus pais, serão teus filhos, os quais farás príncipes por toda a terra.
17.O teu nome, eu o farei celebrado de geração a geração, e, assim, os povos te louvarão para todo o sempre.
Deus é o nosso refúgio e fortaleza
1.Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente nas tribulações.
2.Portanto, não temeremos ainda que a terra se transtorne e os montes se abalem no seio dos mares;
3.ainda que as águas tumultuem e espumejem e na sua fúria os montes se estremeçam.
4.Há um rio, cujas correntes alegram a cidade de Deus, o santuário das moradas do Altíssimo.
5.Deus está no meio dela; jamais será abalada; Deus a ajudará desde antemanhã.
6.Bramam nações, reinos se abalam; ele faz ouvir a sua voz, e a terra se dissolve.
7.O SENHOR dos Exércitos está conosco; o Deus de Jacó é o nosso refúgio.
8.Vinde, contemplai as obras do SENHOR, que assolações efetuou na terra.
9.Ele põe termo à guerra até aos confins do mundo, quebra o arco e despedaça a lança; queima os carros no fogo.
10.Aquietai-vos e sabei que eu sou Deus; sou exaltado entre as nações, sou exaltado na terra.
11.O SENHOR dos Exércitos está conosco; o Deus de Jacó é o nosso refúgio.
Deus, o Rei da terra
1.Batei palmas, todos os povos; celebrai a Deus com vozes de júbilo.
2.Pois o SENHOR Altíssimo é tremendo, é o grande rei de toda a terra.
3.Ele nos submeteu os povos e pôs sob os nossos pés as nações.
4.Escolheu-nos a nossa herança, a glória de Jacó, a quem ele ama.
5.Subiu Deus por entre aclamações, o SENHOR, ao som de trombeta.
6.Salmodiai a Deus, cantai louvores; salmodiai ao nosso Rei, cantai louvores.
7.Deus é o Rei de toda a terra; salmodiai com harmonioso cântico.
8.Deus reina sobre as nações; Deus se assenta no seu santo trono.
9.Os príncipes dos povos se reúnem, o povo do Deus de Abraão, porque a Deus pertencem os escudos da terra; ele se exaltou gloriosamente.
A cidade de Deus
1.Grande é o SENHOR e mui digno de ser louvado, na cidade do nosso Deus.
2.Seu santo monte, belo e sobranceiro, é a alegria de toda a terra; o monte Sião, para os lados do Norte, a cidade do grande Rei.
3.Nos palácios dela, Deus se faz conhecer como alto refúgio.
4.Por isso, eis que os reis se coligaram e juntos sumiram-se;
5.bastou-lhes vê-lo, e se espantaram, tomaram-se de assombro e fugiram apressados.
6.O terror ali os venceu, e sentiram dores como de parturiente.
7.Com vento oriental destruíste as naus de Társis.
8.Como temos ouvido dizer, assim o vimos na cidade do SENHOR dos Exércitos, na cidade do nosso Deus. Deus a estabelece para sempre.
9.Pensamos, ó Deus, na tua misericórdia no meio do teu templo.
10.Como o teu nome, ó Deus, assim o teu louvor se estende até aos confins da terra; a tua destra está cheia de justiça.
11.Alegre-se o monte Sião, exultem as filhas de Judá, por causa dos teus juízos.
12.Percorrei a Sião, rodeai-a toda, contai-lhe as torres;
13.notai bem os seus baluartes, observai os seus palácios, para narrardes às gerações vindouras
14.que este é Deus, o nosso Deus para todo o sempre; ele será nosso guia até à morte.
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