O Senhor é o meu pastor
1.O SENHOR é o meu pastor; nada me faltará.
2.Ele me faz repousar em pastos verdejantes. Leva-me para junto das águas de descanso;
3.refrigera-me a alma. Guia-me pelas veredas da justiça por amor do seu nome.
4.Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte, não temerei mal nenhum, porque tu estás comigo; o teu bordão e o teu cajado me consolam.
5.Preparas-me uma mesa na presença dos meus adversários, unges-me a cabeça com óleo; o meu cálice transborda.
6.Bondade e misericórdia certamente me seguirão todos os dias da minha vida; e habitarei na Casa do SENHOR para todo o sempre.
A vinda do Rei da Glória
1.Ao SENHOR pertence a terra e tudo o que nela se contém, o mundo e os que nele habitam.
2.Fundou-a ele sobre os mares e sobre as correntes a estabeleceu.
3.Quem subirá ao monte do SENHOR? Quem há de permanecer no seu santo lugar?
4.O que é limpo de mãos e puro de coração, que não entrega a sua alma à falsidade, nem jura dolosamente.
5.Este obterá do SENHOR a bênção e a justiça do Deus da sua salvação.
6.Tal é a geração dos que o buscam, dos que buscam a face do Deus de Jacó.
7.Levantai, ó portas, as vossas cabeças; levantai-vos, ó portais eternos, para que entre o Rei da Glória.
8.Quem é o Rei da Glória? O SENHOR, forte e poderoso, o SENHOR, poderoso nas batalhas.
9.Levantai, ó portas, as vossas cabeças; levantai-vos, ó portais eternos, para que entre o Rei da Glória.
10.Quem é esse Rei da Glória? O SENHOR dos Exércitos, ele é o Rei da Glória.
Oração por auxílio divino
1.A ti, SENHOR, elevo a minha alma.
2.Deus meu, em ti confio; não seja eu envergonhado, nem exultem sobre mim os meus inimigos.
3.Com efeito, dos que em ti esperam, ninguém será envergonhado; envergonhados serão os que, sem causa, procedem traiçoeiramente.
4.Faze-me, SENHOR, conhecer os teus caminhos, ensina-me as tuas veredas.
5.Guia-me na tua verdade e ensina-me, pois tu és o Deus da minha salvação, em quem eu espero todo o dia.
6.Lembra-te, SENHOR, das tuas misericórdias e das tuas bondades, que são desde a eternidade.
7.Não te lembres dos meus pecados da mocidade, nem das minhas transgressões. Lembra-te de mim, segundo a tua misericórdia, por causa da tua bondade, ó SENHOR.
8.Bom e reto é o SENHOR, por isso, aponta o caminho aos pecadores.
9.Guia os humildes na justiça e ensina aos mansos o seu caminho.
10.Todas as veredas do SENHOR são misericórdia e verdade para os que guardam a sua aliança e os seus testemunhos.
11.Por causa do teu nome, SENHOR, perdoa a minha iniqüidade, que é grande.
12.Ao homem que teme ao SENHOR, ele o instruirá no caminho que deve escolher.
13.Na prosperidade repousará a sua alma, e a sua descendência herdará a terra.
14.A intimidade do SENHOR é para os que o temem, aos quais ele dará a conhecer a sua aliança.
15.Os meus olhos se elevam continuamente ao SENHOR, pois ele me tirará os pés do laço.
16.Volta-te para mim e tem compaixão, porque estou sozinho e aflito.
17.Alivia-me as tribulações do coração; tira-me das minhas angústias.
18.Considera as minhas aflições e o meu sofrimento e perdoa todos os meus pecados.
19.Considera os meus inimigos, pois são muitos e me abominam com ódio cruel.
20.Guarda-me a alma e livra-me; não seja eu envergonhado, pois em ti me refugio.
21.Preservem-me a sinceridade e a retidão, porque em ti espero.
22.Ó Deus, redime a Israel de todas as suas tribulações.
Apelo do justo
1.Faze-me justiça, SENHOR, pois tenho andado na minha integridade e confio no SENHOR, sem vacilar.
2.Examina-me, SENHOR, e prova-me; sonda-me o coração e os pensamentos.
3.Pois a tua benignidade, tenho-a perante os olhos e tenho andado na tua verdade.
4.Não me tenho assentado com homens falsos e com os dissimuladores não me associo.
5.Aborreço a súcia de malfeitores e com os ímpios não me assento.
6.Lavo as mãos na inocência e, assim, andarei, SENHOR, ao redor do teu altar,
7.para entoar, com voz alta, os louvores e proclamar as tuas maravilhas todas.
8.Eu amo, SENHOR, a habitação de tua casa e o lugar onde tua glória assiste.
9.Não colhas a minha alma com a dos pecadores, nem a minha vida com a dos homens sanguinários,
10.em cujas mãos há crimes e cuja destra está cheia de subornos.
11.Quanto a mim, porém, ando na minha integridade; livra-me e tem compaixão de mim.
12.O meu pé está firme em terreno plano; nas congregações, bendirei o SENHOR.
Anelo pela presença de Deus
1.O SENHOR é a minha luz e a minha salvação; de quem terei medo? O SENHOR é a fortaleza da minha vida; a quem temerei?
2.Quando malfeitores me sobrevêm para me destruir, meus opressores e inimigos, eles é que tropeçam e caem.
3.Ainda que um exército se acampe contra mim, não se atemorizará o meu coração; e, se estourar contra mim a guerra, ainda assim terei confiança.
4.Uma coisa peço ao SENHOR, e a buscarei: que eu possa morar na Casa do SENHOR todos os dias da minha vida, para contemplar a beleza do SENHOR e meditar no seu templo.
5.Pois, no dia da adversidade, ele me ocultará no seu pavilhão; no recôndito do seu tabernáculo, me acolherá; elevar-me-á sobre uma rocha.
6.Agora, será exaltada a minha cabeça acima dos inimigos que me cercam. No seu tabernáculo, oferecerei sacrifício de júbilo; cantarei e salmodiarei ao SENHOR.
7.Ouve, SENHOR, a minha voz; eu clamo; compadece-te de mim e responde-me.
8.Ao meu coração me ocorre: Buscai a minha presença; buscarei, pois, SENHOR, a tua presença.
9.Não me escondas, SENHOR, a tua face, não rejeites com ira o teu servo; tu és o meu auxílio, não me recuses, nem me desampares, ó Deus da minha salvação.
10.Porque, se meu pai e minha mãe me desampararem, o SENHOR me acolherá.
11.Ensina-me, SENHOR, o teu caminho e guia-me por vereda plana, por causa dos que me espreitam.
12.Não me deixes à vontade dos meus adversários; pois contra mim se levantam falsas testemunhas e os que só respiram crueldade.
13.Eu creio que verei a bondade do SENHOR na terra dos viventes.
14.Espera pelo SENHOR, tem bom ânimo, e fortifique-se o teu coração; espera, pois, pelo SENHOR.
Súplica e ações de graças
1.A ti clamo, ó SENHOR; rocha minha, não sejas surdo para comigo; para que não suceda, se te calares acerca de mim, seja eu semelhante aos que descem à cova.
2.Ouve-me as vozes súplices, quando a ti clamar por socorro, quando erguer as mãos para o teu santuário.
3.Não me arrastes com os ímpios, com os que praticam a iniqüidade; os quais falam de paz ao seu próximo, porém no coração têm perversidade.
4.Paga-lhes segundo as suas obras, segundo a malícia dos seus atos; dá-lhes conforme a obra de suas mãos, retribui-lhes o que merecem.
5.E, visto que não atentam para os feitos do SENHOR, nem para o que as suas mãos fazem, ele os derribará e não os reedificará.
6.Bendito seja o SENHOR, porque me ouviu as vozes súplices!
7.O SENHOR é a minha força e o meu escudo; nele o meu coração confia, nele fui socorrido; por isso, o meu coração exulta, e com o meu cântico o louvarei.
8.O SENHOR é a força do seu povo, o refúgio salvador do seu ungido.
9.Salva o teu povo e abençoa a tua herança; apascenta-o e exalta-o para sempre.
A voz de Deus na tempestade
1.Tributai ao SENHOR, filhos de Deus, tributai ao SENHOR glória e força.
2.Tributai ao SENHOR a glória devida ao seu nome, adorai o SENHOR na beleza da santidade.
3.Ouve-se a voz do SENHOR sobre as águas; troveja o Deus da glória; o SENHOR está sobre as muitas águas.
4.A voz do SENHOR é poderosa; a voz do SENHOR é cheia de majestade.
5.A voz do SENHOR quebra os cedros; sim, o SENHOR despedaça os cedros do Líbano.
6.Ele os faz saltar como um bezerro; o Líbano e o Siriom, como bois selvagens.
7.A voz do SENHOR despede chamas de fogo.
8.A voz do SENHOR faz tremer o deserto; o SENHOR faz tremer o deserto de Cades.
9.A voz do SENHOR faz dar cria às corças e desnuda os bosques; e no seu templo tudo diz: Glória!
10.O SENHOR preside aos dilúvios; como rei, o SENHOR presidirá para sempre.
11.O SENHOR dá força ao seu povo, o SENHOR abençoa com paz ao seu povo.
Ações de graças pela libertação da morte
1.Eu te exaltarei, ó SENHOR, porque tu me livraste e não permitiste que os meus inimigos se regozijassem contra mim.
2.SENHOR, meu Deus, clamei a ti por socorro, e tu me saraste.
3.SENHOR, da cova fizeste subir a minha alma; preservaste-me a vida para que não descesse à sepultura.
4.Salmodiai ao SENHOR, vós que sois seus santos, e dai graças ao seu santo nome.
5.Porque não passa de um momento a sua ira; o seu favor dura a vida inteira. Ao anoitecer, pode vir o choro, mas a alegria vem pela manhã.
6.Quanto a mim, dizia eu na minha prosperidade: jamais serei abalado.
7.Tu, SENHOR, por teu favor fizeste permanecer forte a minha montanha; apenas voltaste o rosto, fiquei logo conturbado.
8.Por ti, SENHOR, clamei, ao Senhor implorei.
9.Que proveito obterás no meu sangue, quando baixo à cova? Louvar-te-á, porventura, o pó? Declarará ele a tua verdade?
10.Ouve, SENHOR, e tem compaixão de mim; sê tu, SENHOR, o meu auxílio.
11.Converteste o meu pranto em folguedos; tiraste o meu pano de saco e me cingiste de alegria,
12.para que o meu espírito te cante louvores e não se cale. SENHOR, Deus meu, graças te darei para sempre.
Lamentos e louvor
1.Em ti, SENHOR, me refugio; não seja eu jamais envergonhado; livra-me por tua justiça.
2.Inclina-me os ouvidos, livra-me depressa; sê o meu castelo forte, cidadela fortíssima que me salve.
3.Porque tu és a minha rocha e a minha fortaleza; por causa do teu nome, tu me conduzirás e me guiarás.
4.Tirar-me-ás do laço que, às ocultas, me armaram, pois tu és a minha fortaleza.
5.Nas tuas mãos, entrego o meu espírito; tu me remiste, SENHOR, Deus da verdade.
6.Aborreces os que adoram ídolos vãos; eu, porém, confio no SENHOR.
7.Eu me alegrarei e regozijarei na tua benignidade, pois tens visto a minha aflição, conheceste as angústias de minha alma
8.e não me entregaste nas mãos do inimigo; firmaste os meus pés em lugar espaçoso.
9.Compadece-te de mim, SENHOR, porque me sinto atribulado; de tristeza os meus olhos se consomem, e a minha alma e o meu corpo.
10.Gasta-se a minha vida na tristeza, e os meus anos, em gemidos; debilita-se a minha força, por causa da minha iniqüidade, e os meus ossos se consomem.
11.Tornei-me opróbrio para todos os meus adversários, espanto para os meus vizinhos e horror para os meus conhecidos; os que me vêem na rua fogem de mim.
12.Estou esquecido no coração deles, como morto; sou como vaso quebrado.
13.Pois tenho ouvido a murmuração de muitos, terror por todos os lados; conspirando contra mim, tramam tirar-me a vida.
14.Quanto a mim, confio em ti, SENHOR. Eu disse: tu és o meu Deus.
15.Nas tuas mãos, estão os meus dias; livra-me das mãos dos meus inimigos e dos meus perseguidores.
16.Faze resplandecer o teu rosto sobre o teu servo; salva-me por tua misericórdia.
17.Não seja eu envergonhado, SENHOR, pois te invoquei; envergonhados sejam os perversos, emudecidos na morte.
18.Emudeçam os lábios mentirosos, que falam insolentemente contra o justo, com arrogância e desdém.
19.Como é grande a tua bondade, que reservaste aos que te temem, da qual usas, perante os filhos dos homens, para com os que em ti se refugiam!
20.No recôndito da tua presença, tu os esconderás das tramas dos homens, num esconderijo os ocultarás da contenda de línguas.
21.Bendito seja o SENHOR, que engrandeceu a sua misericórdia para comigo, numa cidade sitiada!
22.Eu disse na minha pressa: estou excluído da tua presença. Não obstante, ouviste a minha súplice voz, quando clamei por teu socorro.
23.Amai o SENHOR, vós todos os seus santos. O SENHOR preserva os fiéis, mas retribui com largueza ao soberbo.
24.Sede fortes, e revigore-se o vosso coração, vós todos que esperais no SENHOR.
A bem-aventurança de quem recebe o perdão
1.Bem-aventurado aquele cuja iniqüidade é perdoada, cujo pecado é coberto.
2.Bem-aventurado o homem a quem o SENHOR não atribui iniqüidade e em cujo espírito não há dolo.
3.Enquanto calei os meus pecados, envelheceram os meus ossos pelos meus constantes gemidos todo o dia.
4.Porque a tua mão pesava dia e noite sobre mim, e o meu vigor se tornou em sequidão de estio.
5.Confessei-te o meu pecado e a minha iniqüidade não mais ocultei. Disse: confessarei ao SENHOR as minhas transgressões; e tu perdoaste a iniqüidade do meu pecado.
6.Sendo assim, todo homem piedoso te fará súplicas em tempo de poder encontrar-te. Com efeito, quando transbordarem muitas águas, não o atingirão.
7.Tu és o meu esconderijo; tu me preservas da tribulação e me cercas de alegres cantos de livramento.
8.Instruir-te-ei e te ensinarei o caminho que deves seguir; e, sob as minhas vistas, te darei conselho.
9.Não sejais como o cavalo ou a mula, sem entendimento, os quais com freios e cabrestos são dominados; de outra sorte não te obedecem.
10.Muito sofrimento terá de curtir o ímpio, mas o que confia no SENHOR, a misericórdia o assistirá.
11.Alegrai-vos no SENHOR e regozijai-vos, ó justos; exultai, vós todos que sois retos de coração.
Louvor ao Criador e Preservador
1.Exultai, ó justos, no SENHOR! Aos retos fica bem louvá-lo.
2.Celebrai o SENHOR com harpa, louvai-o com cânticos no saltério de dez cordas.
3.Entoai-lhe novo cântico, tangei com arte e com júbilo.
4.Porque a palavra do SENHOR é reta, e todo o seu proceder é fiel.
5.Ele ama a justiça e o direito; a terra está cheia da bondade do SENHOR.
6.Os céus por sua palavra se fizeram, e, pelo sopro de sua boca, o exército deles.
7.Ele ajunta em montão as águas do mar; e em reservatório encerra as grandes vagas.
8.Tema ao SENHOR toda a terra, temam-no todos os habitantes do mundo.
9.Pois ele falou, e tudo se fez; ele ordenou, e tudo passou a existir.
10.O SENHOR frustra os desígnios das nações e anula os intentos dos povos.
11.O conselho do SENHOR dura para sempre; os desígnios do seu coração, por todas as gerações.
12.Feliz a nação cujo Deus é o SENHOR, e o povo que ele escolheu para sua herança.
13.O SENHOR olha dos céus; vê todos os filhos dos homens;
14.do lugar de sua morada, observa todos os moradores da terra,
15.ele, que forma o coração de todos eles, que contempla todas as suas obras.
16.Não há rei que se salve com o poder dos seus exércitos; nem por sua muita força se livra o valente.
17.O cavalo não garante vitória; a despeito de sua grande força, a ninguém pode livrar.
18.Eis que os olhos do SENHOR estão sobre os que o temem, sobre os que esperam na sua misericórdia,
19.para livrar-lhes a alma da morte, e, no tempo da fome, conservar-lhes a vida.
20.Nossa alma espera no SENHOR, nosso auxílio e escudo.
21.Nele, o nosso coração se alegra, pois confiamos no seu santo nome.
22.Seja sobre nós, SENHOR, a tua misericórdia, como de ti esperamos.
1.Bendirei o SENHOR em todo o tempo, o seu louvor estará sempre nos meus lábios.
2.Gloriar-se-á no SENHOR a minha alma; os humildes o ouvirão e se alegrarão.
3.Engrandecei o SENHOR comigo, e todos, à uma, lhe exaltemos o nome.
4.Busquei o SENHOR, e ele me acolheu; livrou-me de todos os meus temores.
5.Contemplai-o e sereis iluminados, e o vosso rosto jamais sofrerá vexame.
6.Clamou este aflito, e o SENHOR o ouviu e o livrou de todas as suas tribulações.
7.O anjo do SENHOR acampa-se ao redor dos que o temem e os livra.
8.Oh! Provai e vede que o SENHOR é bom; bem-aventurado o homem que nele se refugia.
9.Temei o SENHOR, vós os seus santos, pois nada falta aos que o temem.
10.Os leõezinhos sofrem necessidade e passam fome, porém aos que buscam o SENHOR bem nenhum lhes faltará.
11.Vinde, filhos, e escutai-me; eu vos ensinarei o temor do SENHOR.
12.Quem é o homem que ama a vida e quer longevidade para ver o bem?
13.Refreia a língua do mal e os lábios de falarem dolosamente.
14.Aparta-te do mal e pratica o que é bom; procura a paz e empenha-te por alcançá-la.
15.Os olhos do SENHOR repousam sobre os justos, e os seus ouvidos estão abertos ao seu clamor.
16.O rosto do SENHOR está contra os que praticam o mal, para lhes extirpar da terra a memória.
17.Clamam os justos, e o SENHOR os escuta e os livra de todas as suas tribulações.
18.Perto está o SENHOR dos que têm o coração quebrantado e salva os de espírito oprimido.
19.Muitas são as aflições do justo, mas o SENHOR de todas o livra.
20.Preserva-lhe todos os ossos, nem um deles sequer será quebrado.
21.O infortúnio matará o ímpio, e os que odeiam o justo serão condenados.
22.O SENHOR resgata a alma dos seus servos, e dos que nele confiam nenhum será condenado.
Castigo dos adversários
1.Contende, SENHOR, com os que contendem comigo; peleja contra os que contra mim pelejam.
2.Embraça o escudo e o broquel e ergue-te em meu auxílio.
3.Empunha a lança e reprime o passo aos meus perseguidores; dize à minha alma: Eu sou a tua salvação.
4.Sejam confundidos e cobertos de vexame os que buscam tirar-me a vida; retrocedam e sejam envergonhados os que tramam contra mim.
5.Sejam como a palha ao léu do vento, impelindo-os o anjo do SENHOR.
6.Torne-se-lhes o caminho tenebroso e escorregadio, e o anjo do SENHOR os persiga.
7.Pois sem causa me tramaram laços, sem causa abriram cova para a minha vida.
8.Venha sobre o inimigo a destruição, quando ele menos pensar; e prendam-no os laços que tramou ocultamente; caia neles para a sua própria ruína.
9.E minha alma se regozijará no SENHOR e se deleitará na sua salvação.
10.Todos os meus ossos dirão: SENHOR, quem contigo se assemelha? Pois livras o aflito daquele que é demais forte para ele, o mísero e o necessitado, dos seus extorsionários.
11.Levantam-se iníquas testemunhas e me argúem de coisas que eu não sei.
12.Pagam-me o mal pelo bem, o que é desolação para a minha alma.
13.Quanto a mim, porém, estando eles enfermos, as minhas vestes eram pano de saco; eu afligia a minha alma com jejum e em oração me reclinava sobre o peito,
14.portava-me como se eles fossem meus amigos ou meus irmãos; andava curvado, de luto, como quem chora por sua mãe.
15.Quando, porém, tropecei, eles se alegraram e se reuniram; reuniram-se contra mim; os abjetos, que eu não conhecia, dilaceraram-me sem tréguas;
16.como vis bufões em festins, rangiam contra mim os dentes.
17.Até quando, Senhor, ficarás olhando? Livra-me a alma das violências deles; dos leões, a minha predileta.
18.Dar-te-ei graças na grande congregação, louvar-te-ei no meio da multidão poderosa.
19.Não se alegrem de mim os meus inimigos gratuitos; não pisquem os olhos os que sem causa me odeiam.
20.Não é de paz que eles falam; pelo contrário, tramam enganos contra os pacíficos da terra.
21.Escancaram contra mim a boca e dizem: Pegamos! Pegamos! Vimo-lo com os nossos próprios olhos.
22.Tu, SENHOR, os viste; não te cales; Senhor, não te ausentes de mim.
23.Acorda e desperta para me fazeres justiça, para a minha causa, Deus meu e Senhor meu.
24.Julga-me, SENHOR, Deus meu, segundo a tua justiça; não permitas que se regozijem contra mim.
25.Não digam eles lá no seu íntimo: Agora, sim! Cumpriu-se o nosso desejo! Não digam: Demos cabo dele!
26.Envergonhem-se e juntamente sejam cobertos de vexame os que se alegram com o meu mal; cubram-se de pejo e ignomínia os que se engrandecem contra mim.
27.Cantem de júbilo e se alegrem os que têm prazer na minha retidão; e digam sempre: Glorificado seja o SENHOR, que se compraz na prosperidade do seu servo!
28.E a minha língua celebrará a tua justiça e o teu louvor todo o dia.
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