Desafio dos 90 dias

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1.Sabes tu o tempo em que as cabras monteses têm os filhos ou cuidaste das corças quando dão suas crias?
2.Podes contar os meses que cumprem? Ou sabes o tempo do seu parto?
3.Elas encurvam-se, para terem seus filhos, e lançam de si as suas dores.
4.Seus filhos se tornam robustos, crescem no campo aberto, saem e nunca mais tornam para elas.
5.Quem despediu livre o jumento selvagem, e quem soltou as prisões ao asno veloz,
6.ao qual dei o ermo por casa e a terra salgada por moradas?
7.Ri-se do tumulto da cidade, não ouve os muitos gritos do arrieiro.
8.Os montes são o lugar do seu pasto, e anda à procura de tudo o que está verde.
9.Acaso, quer o boi selvagem servir-te? Ou passará ele a noite junto da tua manjedoura?
10.Porventura, podes prendê-lo ao sulco com cordas? Ou gradará ele os vales após ti?
11.Confiarás nele, por ser grande a sua força, ou deixarás a seu cuidado o teu trabalho?
12.Fiarás dele que te traga para a casa o que semeaste e o recolha na tua eira?
13.O avestruz bate alegre as asas; acaso, porém, tem asas e penas de bondade?
14.Ele deixa os seus ovos na terra, e os aquenta no pó,
15.e se esquece de que algum pé os pode esmagar ou de que podem pisá-los os animais do campo.
16.Trata com dureza os seus filhos, como se não fossem seus; embora seja em vão o seu trabalho, ele está tranqüilo,
17.porque Deus lhe negou sabedoria e não lhe deu entendimento;
18.mas, quando de um salto se levanta para correr, ri-se do cavalo e do cavaleiro.
19.Ou dás tu força ao cavalo ou revestirás o seu pescoço de crinas?
20.Acaso, o fazes pular como ao gafanhoto? Terrível é o fogoso respirar das suas ventas.
21.Escarva no vale, folga na sua força e sai ao encontro dos armados.
22.Ri-se do temor e não se espanta; e não torna atrás por causa da espada.
23.Sobre ele chocalha a aljava, flameja a lança e o dardo.
24.De fúria e ira devora o caminho e não se contém ao som da trombeta.
25.Em cada sonido da trombeta, ele diz: Avante! Cheira de longe a batalha, o trovão dos príncipes e o alarido.
26.Ou é pela tua inteligência que voa o falcão, estendendo as asas para o Sul?
27.Ou é pelo teu mandado que se remonta a águia e faz alto o seu ninho?
28.Habita no penhasco onde faz a sua morada, sobre o cimo do penhasco, em lugar seguro.
29.Dali, descobre a presa; seus olhos a avistam de longe.
30.Seus filhos chupam sangue; onde há mortos, ela aí está.
1.Disse mais o SENHOR a Jó:
2.Acaso, quem usa de censuras contenderá com o Todo-Poderoso? Quem assim argúi a Deus que responda.
A resposta humilde de Jó
3.Então, Jó respondeu ao SENHOR e disse:
4.Sou indigno; que te responderia eu? Ponho a mão na minha boca.
5.Uma vez falei e não replicarei, aliás, duas vezes, porém não prosseguirei.
As manifestações do poder de Deus
6.Então, o SENHOR, do meio de um redemoinho, respondeu a Jó:
7.Cinge agora os lombos como homem; eu te perguntarei, e tu me responderás.
8.Acaso, anularás tu, de fato, o meu juízo? Ou me condenarás, para te justificares?
9.Ou tens braço como Deus ou podes trovejar com a voz como ele o faz?
10.Orna-te, pois, de excelência e grandeza, veste-te de majestade e de glória.
11.Derrama as torrentes da tua ira e atenta para todo soberbo e abate-o.
12.Olha para todo soberbo e humilha-o, calca aos pés os perversos no seu lugar.
13.Cobre-os juntamente no pó, encerra-lhes o rosto no sepulcro.
14.Então, também eu confessarei a teu respeito que a tua mão direita te dá vitória.
15.Contempla agora o hipopótamo, que eu criei contigo, que come a erva como o boi.
16.Sua força está nos seus lombos, e o seu poder, nos músculos do seu ventre.
17.Endurece a sua cauda como cedro; os tendões das suas coxas estão entretecidos.
18.Os seus ossos são como tubos de bronze, o seu arcabouço, como barras de ferro.
19.Ele é obra-prima dos feitos de Deus; quem o fez o proveu de espada.
20.Em verdade, os montes lhe produzem pasto, onde todos os animais do campo folgam.
21.Deita-se debaixo dos lotos, no esconderijo dos canaviais e da lama.
22.Os lotos o cobrem com sua sombra; os salgueiros do ribeiro o cercam.
23.Se um rio transborda, ele não se apressa; fica tranqüilo ainda que o Jordão se levante até à sua boca.
24.Acaso, pode alguém apanhá-lo quando ele está olhando? Ou lhe meter um laço pelo nariz?
1.Podes tu, com anzol, apanhar o crocodilo ou lhe travar a língua com uma corda?
2.Podes meter-lhe no nariz uma vara de junco? Ou furar-lhe as bochechas com um gancho?
3.Acaso, te fará muitas súplicas? Ou te falará palavras brandas?
4.Fará ele acordo contigo? Ou tomá-lo-ás por servo para sempre?
5.Brincarás com ele, como se fora um passarinho? Ou tê-lo-ás preso à correia para as tuas meninas?
6.Acaso, os teus sócios negociam com ele? Ou o repartirão entre os mercadores?
7.Encher-lhe-ás a pele de arpões? Ou a cabeça, de farpas?
8.Põe a mão sobre ele, lembra-te da peleja e nunca mais o intentarás.
9.Eis que a gente se engana em sua esperança; acaso, não será o homem derribado só em vê-lo?
10.Ninguém há tão ousado, que se atreva a despertá-lo. Quem é, pois, aquele que pode erguer-se diante de mim?
11.Quem primeiro me deu a mim, para que eu haja de retribuir-lhe? Pois o que está debaixo de todos os céus é meu.
12.Não me calarei a respeito dos seus membros, nem da sua grande força, nem da graça da sua compostura.
13.Quem lhe abrirá as vestes do seu dorso? Ou lhe penetrará a couraça dobrada?
14.Quem abriria as portas do seu rosto? Pois em roda dos seus dentes está o terror.
15.As fileiras de suas escamas são o seu orgulho, cada uma bem encostada como por um selo que as ajusta.
16.A tal ponto uma se chega à outra, que entre elas não entra nem o ar.
17.Umas às outras se ligam, aderem entre si e não se podem separar.
18.Cada um dos seus espirros faz resplandecer luz, e os seus olhos são como as pestanas da alva.
19.Da sua boca saem tochas; faíscas de fogo saltam dela.
20.Das suas narinas procede fumaça, como de uma panela fervente ou de juncos que ardem.
21.O seu hálito faz incender os carvões; e da sua boca sai chama.
22.No seu pescoço reside a força; e diante dele salta o desespero.
23.Suas partes carnudas são bem pegadas entre si; todas fundidas nele e imóveis.
24.O seu coração é firme como uma pedra, firme como a mó de baixo.
25.Levantando-se ele, tremem os valentes; quando irrompe, ficam como que fora de si.
26.Se o golpe de espada o alcança, de nada vale, nem de lança, de dardo ou de flecha.
27.Para ele, o ferro é palha, e o cobre, pau podre.
28.A seta o não faz fugir; as pedras das fundas se lhe tornam em restolho.
29.Os porretes atirados são para ele como palha, e ri-se do brandir da lança.
30.Debaixo do ventre, há escamas pontiagudas; arrasta-se sobre a lama, como um instrumento de debulhar.
31.As profundezas faz ferver, como uma panela; torna o mar como caldeira de ungüento.
32.Após si, deixa um sulco luminoso; o abismo parece ter-se encanecido.
33.Na terra, não tem ele igual, pois foi feito para nunca ter medo.
34.Ele olha com desprezo tudo o que é alto; é rei sobre todos os animais orgulhosos.
A confissão de Jó
1.Então, respondeu Jó ao SENHOR:
2.Bem sei que tudo podes, e nenhum dos teus planos pode ser frustrado.
3.Quem é aquele, como disseste, que sem conhecimento encobre o conselho? Na verdade, falei do que não entendia; coisas maravilhosas demais para mim, coisas que eu não conhecia.
4.Escuta-me, pois, havias dito, e eu falarei; eu te perguntarei, e tu me ensinarás.
5.Eu te conhecia só de ouvir, mas agora os meus olhos te vêem.
6.Por isso, me abomino e me arrependo no pó e na cinza.
Deus repreende os três amigos de Jó
7.Tendo o SENHOR falado estas palavras a Jó, o SENHOR disse também a Elifaz, o temanita: A minha ira se acendeu contra ti e contra os teus dois amigos; porque não dissestes de mim o que era reto, como o meu servo Jó.
8.Tomai, pois, sete novilhos e sete carneiros, e ide ao meu servo Jó, e oferecei holocaustos por vós. O meu servo Jó orará por vós; porque dele aceitarei a intercessão, para que eu não vos trate segundo a vossa loucura; porque vós não dissestes de mim o que era reto, como o meu servo Jó.
9.Então, foram Elifaz, o temanita, e Bildade, o suíta, e Zofar, o naamatita, e fizeram como o SENHOR lhes ordenara; e o SENHOR aceitou a oração de Jó.
Deus restaura a prosperidade de Jó
10.Mudou o SENHOR a sorte de Jó, quando este orava pelos seus amigos; e o SENHOR deu-lhe o dobro de tudo o que antes possuíra.
11.Então, vieram a ele todos os seus irmãos, e todas as suas irmãs, e todos quantos dantes o conheceram, e comeram com ele em sua casa, e se condoeram dele, e o consolaram de todo o mal que o SENHOR lhe havia enviado; cada um lhe deu dinheiro e um anel de ouro.
12.Assim, abençoou o SENHOR o último estado de Jó mais do que o primeiro; porque veio a ter catorze mil ovelhas, seis mil camelos, mil juntas de bois e mil jumentas.
13.Também teve outros sete filhos e três filhas.
14.Chamou o nome da primeira Jemima, o da outra, Quezia, e o da terceira, Quéren-Hapuque.
15.Em toda aquela terra não se acharam mulheres tão formosas como as filhas de Jó; e seu pai lhes deu herança entre seus irmãos.
16.Depois disto, viveu Jó cento e quarenta anos; e viu a seus filhos e aos filhos de seus filhos, até à quarta geração.
17.Então, morreu Jó, velho e farto de dias.
Os justos e os ímpios
1.Bem-aventurado o homem que não anda no conselho dos ímpios, não se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores.
2.Antes, o seu prazer está na lei do SENHOR, e na sua lei medita de dia e de noite.
3.Ele é como árvore plantada junto a corrente de águas, que, no devido tempo, dá o seu fruto, e cuja folhagem não murcha; e tudo quanto ele faz será bem sucedido.
4.Os ímpios não são assim; são, porém, como a palha que o vento dispersa.
5.Por isso, os perversos não prevalecerão no juízo, nem os pecadores, na congregação dos justos.
6.Pois o SENHOR conhece o caminho dos justos, mas o caminho dos ímpios perecerá.
O reinado do Ungido de Deus
1.Por que se enfurecem os gentios e os povos imaginam coisas vãs?
2.Os reis da terra se levantam, e os príncipes conspiram contra o SENHOR e contra o seu Ungido, dizendo:
3.Rompamos os seus laços e sacudamos de nós as suas algemas.
4.Ri-se aquele que habita nos céus; o Senhor zomba deles.
5.Na sua ira, a seu tempo, lhes há de falar e no seu furor os confundirá.
6.Eu, porém, constituí o meu Rei sobre o meu santo monte Sião.
7.Proclamarei o decreto do SENHOR: Ele me disse: Tu és meu Filho, eu, hoje, te gerei.
8.Pede-me, e eu te darei as nações por herança e as extremidades da terra por tua possessão.
9.Com vara de ferro as regerás e as despedaçarás como um vaso de oleiro.
10.Agora, pois, ó reis, sede prudentes; deixai-vos advertir, juízes da terra.
11.Servi ao SENHOR com temor e alegrai-vos nele com tremor.
12.Beijai o Filho para que se não irrite, e não pereçais no caminho; porque dentro em pouco se lhe inflamará a ira. Bem-aventurados todos os que nele se refugiam.
1.SENHOR, como tem crescido o número dos meus adversários! São numerosos os que se levantam contra mim.
2.São muitos os que dizem de mim: Não há em Deus salvação para ele.
3.Porém tu, SENHOR, és o meu escudo, és a minha glória e o que exaltas a minha cabeça.
4.Com a minha voz clamo ao SENHOR, e ele do seu santo monte me responde.
5.Deito-me e pego no sono; acordo, porque o SENHOR me sustenta.
6.Não tenho medo de milhares do povo que tomam posição contra mim de todos os lados.
7.Levanta-te, SENHOR! Salva-me, Deus meu, pois feres nos queixos a todos os meus inimigos e aos ímpios quebras os dentes.
8.Do SENHOR é a salvação, e sobre o teu povo, a tua bênção.
Confiança em Deus, na angústia
1.Responde-me quando clamo, ó Deus da minha justiça; na angústia, me tens aliviado; tem misericórdia de mim e ouve a minha oração.
2.Ó homens, até quando tornareis a minha glória em vexame, e amareis a vaidade, e buscareis a mentira?
3.Sabei, porém, que o SENHOR distingue para si o piedoso; o SENHOR me ouve quando eu clamo por ele.
4.Irai-vos e não pequeis; consultai no travesseiro o coração e sossegai.
5.Oferecei sacrifícios de justiça e confiai no SENHOR.
6.Há muitos que dizem: Quem nos dará a conhecer o bem? SENHOR, levanta sobre nós a luz do teu rosto.
7.Mais alegria me puseste no coração do que a alegria deles, quando lhes há fartura de cereal e de vinho.
8.Em paz me deito e logo pego no sono, porque, SENHOR, só tu me fazes repousar seguro.
Proteção contra os ímpios
1.Dá ouvidos, SENHOR, às minhas palavras e acode ao meu gemido.
2.Escuta, Rei meu e Deus meu, a minha voz que clama, pois a ti é que imploro.
3.De manhã, SENHOR, ouves a minha voz; de manhã te apresento a minha oração e fico esperando.
4.Pois tu não és Deus que se agrade com a iniqüidade, e contigo não subsiste o mal.
5.Os arrogantes não permanecerão à tua vista; aborreces a todos os que praticam a iniqüidade.
6.Tu destróis os que proferem mentira; o SENHOR abomina ao sanguinário e ao fraudulento;
7.porém eu, pela riqueza da tua misericórdia, entrarei na tua casa e me prostrarei diante do teu santo templo, no teu temor.
8.SENHOR, guia-me na tua justiça, por causa dos meus adversários; endireita diante de mim o teu caminho;
9.pois não têm eles sinceridade nos seus lábios; o seu íntimo é todo crimes; a sua garganta é sepulcro aberto, e com a língua lisonjeiam.
10.Declara-os culpados, ó Deus; caiam por seus próprios planos. Rejeita-os por causa de suas muitas transgressões, pois se rebelaram contra ti.
11.Mas regozijem-se todos os que confiam em ti; folguem de júbilo para sempre, porque tu os defendes; e em ti se gloriem os que amam o teu nome.
12.Pois tu, SENHOR, abençoas o justo e, como escudo, o cercas da tua benevolência.
Davi recorre à misericórdia de Deus
1.SENHOR, não me repreendas na tua ira, nem me castigues no teu furor.
2.Tem compaixão de mim, SENHOR, porque eu me sinto debilitado; sara-me, SENHOR, porque os meus ossos estão abalados.
3.Também a minha alma está profundamente perturbada; mas tu, SENHOR, até quando?
4.Volta-te, SENHOR, e livra a minha alma; salva-me por tua graça.
5.Pois, na morte, não há recordação de ti; no sepulcro, quem te dará louvor?
6.Estou cansado de tanto gemer; todas as noites faço nadar o meu leito, de minhas lágrimas o alago.
7.Meus olhos, de mágoa, se acham amortecidos, envelhecem por causa de todos os meus adversários.
8.Apartai-vos de mim, todos os que praticais a iniqüidade, porque o SENHOR ouviu a voz do meu lamento;
9.o SENHOR ouviu a minha súplica; o SENHOR acolhe a minha oração.
10.Envergonhem-se e sejam sobremodo perturbados todos os meus inimigos; retirem-se, de súbito, cobertos de vexame.
Deus defende o justo contra o ímpio
1.SENHOR, Deus meu, em ti me refugio; salva-me de todos os que me perseguem e livra-me;
2.para que ninguém, como leão, me arrebate, despedaçando-me, não havendo quem me livre.
3.SENHOR, meu Deus, se eu fiz o de que me culpam, se nas minhas mãos há iniqüidade,
4.se paguei com o mal a quem estava em paz comigo, eu, que poupei aquele que sem razão me oprimia,
5.persiga o inimigo a minha alma e alcance-a, espezinhe no chão a minha vida e arraste no pó a minha glória.
6.Levanta-te, SENHOR, na tua indignação, mostra a tua grandeza contra a fúria dos meus adversários e desperta-te em meu favor, segundo o juízo que designaste.
7.Reúnam-se ao redor de ti os povos, e por sobre eles remonta-te às alturas.
8.O SENHOR julga os povos; julga-me, SENHOR, segundo a minha retidão e segundo a integridade que há em mim.
9.Cesse a malícia dos ímpios, mas estabelece tu o justo; pois sondas a mente e o coração, ó justo Deus.
10.Deus é o meu escudo; ele salva os retos de coração.
11.Deus é justo juiz, Deus que sente indignação todos os dias.
12.Se o homem não se converter, afiará Deus a sua espada; já armou o arco, tem-no pronto;
13.para ele preparou já instrumentos de morte, preparou suas setas inflamadas.
14.Eis que o ímpio está com dores de iniqüidade; concebeu a malícia e dá à luz a mentira.
15.Abre, e aprofunda uma cova, e cai nesse mesmo poço que faz.
16.A sua malícia lhe recai sobre a cabeça, e sobre a própria mioleira desce a sua violência.
17.Eu, porém, renderei graças ao SENHOR, segundo a sua justiça, e cantarei louvores ao nome do SENHOR Altíssimo.
A glória divina e a dignidade do filho do homem
1.Ó SENHOR, Senhor nosso, quão magnífico em toda a terra é o teu nome! Pois expuseste nos céus a tua majestade.
2.Da boca de pequeninos e crianças de peito suscitaste força, por causa dos teus adversários, para fazeres emudecer o inimigo e o vingador.
3.Quando contemplo os teus céus, obra dos teus dedos, e a lua e as estrelas que estabeleceste,
4.que é o homem, que dele te lembres E o filho do homem, que o visites?
5.Fizeste-o, no entanto, por um pouco, menor do que Deus e de glória e de honra o coroaste.
6.Deste-lhe domínio sobre as obras da tua mão e sob seus pés tudo lhe puseste:
7.ovelhas e bois, todos, e também os animais do campo;
8.as aves do céu, e os peixes do mar, e tudo o que percorre as sendas dos mares.
9.Ó SENHOR, Senhor nosso, quão magnífico em toda a terra é o teu nome!
Ações de graças
1.Louvar-te-ei, SENHOR, de todo o meu coração; contarei todas as tuas maravilhas.
2.Alegrar-me-ei e exultarei em ti; ao teu nome, ó Altíssimo, eu cantarei louvores.
3.Pois, ao retrocederem os meus inimigos, tropeçam e somem-se da tua presença;
4.porque sustentas o meu direito e a minha causa; no trono te assentas e julgas retamente.
5.Repreendes as nações, destróis o ímpio e para todo o sempre lhes apagas o nome.
6.Quanto aos inimigos, estão consumados, suas ruínas são perpétuas, arrasaste as suas cidades; até a sua memória pereceu.
7.Mas o SENHOR permanece no seu trono eternamente, trono que erigiu para julgar.
8.Ele mesmo julga o mundo com justiça; administra os povos com retidão.
9.O SENHOR é também alto refúgio para o oprimido, refúgio nas horas de tribulação.
10.Em ti, pois, confiam os que conhecem o teu nome, porque tu, SENHOR, não desamparas os que te buscam.
11.Cantai louvores ao SENHOR, que habita em Sião; proclamai entre os povos os seus feitos.
12.Pois aquele que requer o sangue lembra-se deles e não se esquece do clamor dos aflitos.
13.Compadece-te de mim, SENHOR; vê a que sofrimentos me reduziram os que me odeiam, tu que me levantas das portas da morte;
14.para que, às portas da filha de Sião, eu proclame todos os teus louvores e me regozije da tua salvação.
15.Afundam-se as nações na cova que fizeram, no laço que esconderam, prendeu-se-lhes o pé.
16.Faz-se conhecido o SENHOR, pelo juízo que executa; enlaçado está o ímpio nas obras de suas próprias mãos.
17.Os perversos serão lançados no inferno, e todas as nações que se esquecem de Deus.
18.Pois o necessitado não será para sempre esquecido, e a esperança dos aflitos não se há de frustrar perpetuamente.
19.Levanta-te, SENHOR; não prevaleça o mortal. Sejam as nações julgadas na tua presença.
20.Infunde-lhes, SENHOR, o medo; saibam as nações que não passam de mortais.
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