Desafio dos 90 dias

31 / 90
Artaxerxes envia Esdras a Jerusalém
1.Passadas estas coisas, no reinado de Artaxerxes, rei da Pérsia, Esdras, filho de Seraías, filho de Azarias, filho de Hilquias,
2.filho de Salum, filho de Zadoque, filho de Aitube,
3.filho de Amarias, filho de Azarias, filho de Meraiote,
4.filho de Zeraías, filho de Uzi, filho de Buqui,
5.filho de Abisua, filho de Finéias, filho de Eleazar, filho de Arão, o sumo sacerdote, este Esdras subiu da Babilônia.
6.Ele era escriba versado na Lei de Moisés, dada pelo SENHOR, Deus de Israel; e, segundo a boa mão do SENHOR, seu Deus, que estava sobre ele, o rei lhe concedeu tudo quanto lhe pedira.
7.Também subiram a Jerusalém alguns dos filhos de Israel, dos sacerdotes, dos levitas, dos cantores, dos porteiros e dos servidores do templo, no sétimo ano do rei Artaxerxes.
8.Esdras chegou a Jerusalém no quinto mês, no sétimo ano deste rei;
9.pois, no primeiro dia do primeiro mês, partiu da Babilônia e, no primeiro dia do quinto mês, chegou a Jerusalém, segundo a boa mão do seu Deus sobre ele.
10.Porque Esdras tinha disposto o coração para buscar a Lei do SENHOR, e para a cumprir, e para ensinar em Israel os seus estatutos e os seus juízos.
11.Esta é a cópia da carta que o rei Artaxerxes deu ao sacerdote Esdras, o escriba das palavras, dos mandamentos e dos estatutos do SENHOR sobre Israel:
12.Artaxerxes, rei dos reis, ao sacerdote Esdras, escriba da Lei do Deus do céu: Paz perfeita!
13.Por mim se decreta que, no meu reino, todo aquele do povo de Israel e dos seus sacerdotes e levitas que quiser ir contigo a Jerusalém, vá.
14.Porquanto és mandado da parte do rei e dos seus sete conselheiros para fazeres inquirição a respeito de Judá e de Jerusalém, segundo a Lei do teu Deus, a qual está na tua mão;
15.e para levares a prata e o ouro que o rei e os seus conselheiros, espontaneamente, ofereceram ao Deus de Israel, cuja habitação está em Jerusalém,
16.bem assim a prata e o ouro que achares em toda a província da Babilônia, com as ofertas voluntárias do povo e dos sacerdotes, oferecidas, espontaneamente, para a casa de seu Deus, a qual está em Jerusalém.
17.Portanto, diligentemente comprarás com este dinheiro novilhos, e carneiros, e cordeiros, e as suas ofertas de manjares, e as suas libações e as oferecerás sobre o altar da casa de teu Deus, a qual está em Jerusalém.
18.Também o que a ti e a teus irmãos bem parecer fazerdes do resto da prata e do ouro, fazei-o, segundo a vontade do vosso Deus.
19.E os utensílios que te foram dados para o serviço da casa de teu Deus, restitui-os perante o Deus de Jerusalém.
20.E tudo mais que for necessário para a casa de teu Deus, que te convenha dar, dá-lo-ás da casa dos tesouros do rei.
21.Eu mesmo, o rei Artaxerxes, decreto a todos os tesoureiros que estão dalém do Eufrates: tudo quanto vos pedir o sacerdote Esdras, escriba da Lei do Deus do céu, pontualmente se lhe faça;
22.até cem talentos de prata, até cem coros de trigo, até cem batos de vinho, até cem batos de azeite e sal à vontade.
23.Tudo quanto se ordenar, segundo o mandado do Deus do céu, exatamente se faça para a casa do Deus do céu; pois para que haveria grande ira sobre o reino do rei e de seus filhos?
24.Também vos fazemos saber, acerca de todos os sacerdotes e levitas, cantores, porteiros, de todos os que servem nesta Casa de Deus, que não será lícito impor-lhes nem direitos, nem impostos, nem pedágios.
25.Tu, Esdras, segundo a sabedoria do teu Deus, que possuis, nomeia magistrados e juízes que julguem a todo o povo que está dalém do Eufrates, a todos os que sabem as leis de teu Deus, e ao que não as sabe, que lhas façam saber.
26.Todo aquele que não observar a lei do teu Deus e a lei do rei, seja condenado ou à morte, ou ao desterro, ou à confiscação de bens, ou à prisão.
27.Bendito seja o SENHOR, Deus de nossos pais, que deste modo moveu o coração do rei para ornar a Casa do SENHOR, a qual está em Jerusalém;
28.e que estendeu para mim a sua misericórdia perante o rei, os seus conselheiros e todos os seus príncipes poderosos. Assim, me animei, segundo a boa mão do SENHOR, meu Deus, sobre mim, e ajuntei de Israel alguns chefes para subirem comigo.
A lista dos que voltaram com Esdras
1.São estes os cabeças de famílias, com as suas genealogias, os que subiram comigo da Babilônia, no reinado do rei Artaxerxes:
2.dos filhos de Finéias, Gérson; dos filhos de Itamar, Daniel; dos filhos de Davi, Hatus;
3.dos filhos de Secanias, dos filhos de Parós, Zacarias, e, com ele, foram registrados cento e cinqüenta homens.
4.Dos filhos de Paate-Moabe, Elioenai, filho de Zeraías, e, com ele, duzentos homens.
5.Dos filhos de Secanias, o filho de Jaaziel, e, com ele, trezentos homens.
6.Dos filhos de Adim, Ebede, filho de Jônatas, e, com ele, cinqüenta homens.
7.Dos filhos de Elão, Jesaías, filho de Atalias, e, com ele, setenta homens.
8.Dos filhos de Sefatias, Zebadias, filho de Micael, e, com ele, oitenta homens.
9.Dos filhos de Joabe, Obadias, filho de Jeiel, e, com ele, duzentos e dezoito homens.
10.Dos filhos de Bani, Selomite, filho de Josifias, e, com ele, cento e sessenta homens.
11.Dos filhos de Bebai, Zacarias, o filho de Bebai, e, com ele, vinte e oito homens.
12.Dos filhos de Azgade, Joanã, o filho de Hacatã, e, com ele, cento e dez homens.
13.Dos filhos de Adonicão, últimos a chegar, seus nomes eram estes: Elifelete, Jeiel e Semaías, e, com eles, sessenta homens.
14.Dos filhos de Bigvai, Utai e Zabude, e, com eles, setenta homens.
Esdras manda buscar levitas
15.Ajuntei-os perto do rio que corre para Aava, onde ficamos acampados três dias. Passando revista ao povo e aos sacerdotes e não tendo achado nenhum dos filhos de Levi,
16.enviei Eliézer, Ariel, Semaías, Elnatã, Jaribe, Elnatã, Natã, Zacarias e Mesulão, os chefes, como também a Joiaribe e a Elnatã, que eram sábios.
17.Enviei-os a Ido, chefe em Casifia, e lhes dei expressamente as palavras que deveriam dizer a Ido e aos servidores do templo, seus irmãos, em Casifia, para nos trazerem ministros para a casa do nosso Deus.
18.Trouxeram-nos, segundo a boa mão de Deus sobre nós, um homem sábio, dos filhos de Mali, filho de Levi, filho de Israel, a saber, Serebias, com os seus filhos e irmãos, dezoito;
19.e a Hasabias e, com ele, Jesaías, dos filhos de Merari, com seus irmãos e os filhos deles, vinte;
20.e dos servidores do templo, que Davi e os príncipes deram para o ministério dos levitas, duzentos e vinte, todos eles mencionados nominalmente.
O jejum
21.Então, apregoei ali um jejum junto ao rio Aava, para nos humilharmos perante o nosso Deus, para lhe pedirmos jornada feliz para nós, para nossos filhos e para tudo o que era nosso.
22.Porque tive vergonha de pedir ao rei exército e cavaleiros para nos defenderem do inimigo no caminho, porquanto já lhe havíamos dito: A boa mão do nosso Deus é sobre todos os que o buscam, para o bem deles; mas a sua força e a sua ira, contra todos os que o abandonam.
23.Nós, pois, jejuamos e pedimos isto ao nosso Deus, e ele nos atendeu.
A entrega das contribuições aos sacerdotes
24.Então, separei doze dos principais, isto é, Serebias, Hasabias e dez dos seus irmãos.
25.Pesei-lhes a prata, e o ouro, e os utensílios que eram a contribuição para a casa de nosso Deus, a qual ofereceram o rei, os seus conselheiros, os seus príncipes e todo o Israel que se achou ali.
26.Entreguei-lhes nas mãos seiscentos e cinqüenta talentos de prata e, em objetos de prata, cem talentos, além de cem talentos de ouro;
27.e vinte taças de ouro de mil daricos e dois objetos de lustroso e fino bronze, tão precioso como ouro.
28.Disse-lhes: Vós sois santos ao SENHOR, e santos são estes objetos, como também esta prata e este ouro, oferta voluntária ao SENHOR, Deus de vossos pais.
29.Vigiai-os e guardai-os até que os peseis na presença dos principais sacerdotes, e dos levitas, e dos cabeças de famílias de Israel, em Jerusalém, nas câmaras da Casa do SENHOR.
30.Então, receberam os sacerdotes e os levitas o peso da prata, do ouro e dos objetos, para trazerem a Jerusalém, à casa de nosso Deus.
A chegada a Jerusalém
31.Partimos do rio Aava, no dia doze do primeiro mês, a fim de irmos para Jerusalém; e a boa mão do nosso Deus estava sobre nós e livrou-nos das mãos dos inimigos e dos que nos armavam ciladas pelo caminho.
32.Chegamos a Jerusalém e repousamos ali três dias.
33.No quarto dia, pesamos, na casa do nosso Deus, a prata, o ouro, os objetos e os entregamos a Meremote, filho do sacerdote Urias; com ele estava Eleazar, filho de Finéias, e, com eles, Jozabade, filho de Jesua, e Noadias, filho de Binui, levitas;
34.tudo foi contado e pesado, e o peso total, imediatamente registrado.
35.Os exilados que vieram do cativeiro ofereceram holocaustos ao Deus de Israel, doze novilhos por todo o Israel, noventa e seis carneiros, setenta e sete cordeiros e, como oferta pelo pecado, doze bodes; tudo em holocausto ao SENHOR.
36.Então, deram as ordens do rei aos seus sátrapas e aos governadores deste lado do Eufrates; e estes ajudaram o povo na reconstrução da Casa de Deus.
A oração e confissão de Esdras
1.Acabadas, pois, estas coisas, vieram ter comigo os príncipes, dizendo: O povo de Israel, e os sacerdotes, e os levitas não se separaram dos povos de outras terras com as suas abominações, isto é, dos cananeus, dos heteus, dos ferezeus, dos jebuseus, dos amonitas, dos moabitas, dos egípcios e dos amorreus,
2.pois tomaram das suas filhas para si e para seus filhos, e, assim, se misturou a linhagem santa com os povos dessas terras, e até os príncipes e magistrados foram os primeiros nesta transgressão.
3.Ouvindo eu tal coisa, rasguei as minhas vestes e o meu manto, e arranquei os cabelos da cabeça e da barba, e me assentei atônito.
4.Então, se ajuntaram a mim todos os que tremiam das palavras do Deus de Israel, por causa da transgressão dos do cativeiro; porém eu permaneci assentado atônito até ao sacrifício da tarde.
5.Na hora do sacrifício da tarde, levantei-me da minha humilhação, com as vestes e o manto já rasgados, me pus de joelhos, estendi as mãos para o SENHOR, meu Deus,
6.e disse: Meu Deus! Estou confuso e envergonhado, para levantar a ti a face, meu Deus, porque as nossas iniqüidades se multiplicaram sobre a nossa cabeça, e a nossa culpa cresceu até aos céus.
7.Desde os dias de nossos pais até hoje, estamos em grande culpa e, por causa das nossas iniqüidades, fomos entregues, nós, os nossos reis e os nossos sacerdotes, nas mãos dos reis de outras terras e sujeitos à espada, ao cativeiro, ao roubo e à ignomínia, como hoje se vê.
8.Agora, por breve momento, se nos manifestou a graça da parte do SENHOR, nosso Deus, para nos deixar alguns que escapem e para dar-nos estabilidade no seu santo lugar; para nos alumiar os olhos, ó Deus nosso, e para nos dar um pouco de vida na nossa servidão;
9.porque somos servos, porém, na nossa servidão, não nos desamparou o nosso Deus; antes, estendeu sobre nós a sua misericórdia, e achamos favor perante os reis da Pérsia, para nos reviver, para levantar a casa do nosso Deus, para restaurar as suas ruínas e para que nos desse um muro de segurança em Judá e em Jerusalém.
10.Agora, ó nosso Deus, que diremos depois disto? Pois deixamos os teus mandamentos,
11.que ordenaste por intermédio dos teus servos, os profetas, dizendo: A terra em que entrais para a possuir é terra imunda pela imundícia dos seus povos, pelas abominações com que, na sua corrupção, a encheram de uma extremidade à outra.
12.Por isso, não dareis as vossas filhas a seus filhos, e suas filhas não tomareis para os vossos filhos, e jamais procurareis a paz e o bem desses povos; para que sejais fortes, e comais o melhor da terra, e a deixeis por herança a vossos filhos, para sempre.
13.Depois de tudo o que nos tem sucedido por causa das nossas más obras e da nossa grande culpa, e vendo ainda que tu, ó nosso Deus, nos tens castigado menos do que merecem as nossas iniqüidades e ainda nos deste este restante que escapou,
14.tornaremos a violar os teus mandamentos e a aparentar-nos com os povos destas abominações? Não te indignarias tu, assim, contra nós, até de todo nos consumires, até não haver restante nem alguém que escapasse?
15.Ah! SENHOR, Deus de Israel, justo és, pois somos os restantes que escaparam, como hoje se vê. Eis que estamos diante de ti na nossa culpa, porque ninguém há que possa estar na tua presença por causa disto.
Os israelitas despedem suas mulheres heteias
1.Enquanto Esdras orava e fazia confissão, chorando prostrado diante da Casa de Deus, ajuntou-se a ele de Israel mui grande congregação de homens, de mulheres e de crianças; pois o povo chorava com grande choro.
2.Então, Secanias, filho de Jeiel, um dos filhos de Elão, tomou a palavra e disse a Esdras: Nós temos transgredido contra o nosso Deus, casando com mulheres estrangeiras, dos povos de outras terras, mas, no tocante a isto, ainda há esperança para Israel.
3.Agora, pois, façamos aliança com o nosso Deus, de que despediremos todas as mulheres e os seus filhos, segundo o conselho do Senhor e o dos que tremem ao mandado do nosso Deus; e faça-se segundo a Lei.
4.Levanta-te, pois esta coisa é de tua incumbência, e nós seremos contigo; sê forte e age.
5.Então, Esdras se levantou e ajuramentou os principais sacerdotes, os levitas e todo o Israel, de que fariam segundo esta palavra. E eles juraram.
6.Esdras se retirou de diante da Casa de Deus, e entrou na câmara de Joanã, filho de Eliasibe, e lá não comeu pão, nem bebeu água, porque pranteava por causa da transgressão dos que tinham voltado do exílio.
7.Fez-se passar pregão por Judá e Jerusalém a todos os que vieram do exílio, que deviam ajuntar-se em Jerusalém;
8.e que, se alguém, em três dias, não viesse, segundo o conselho dos príncipes e dos anciãos, todos os seus bens seriam totalmente destruídos, e ele mesmo separado da congregação dos que voltaram do exílio.
9.Então, todos os homens de Judá e Benjamim, em três dias, se ajuntaram em Jerusalém; no dia vinte do mês nono, todo o povo se assentou na praça da Casa de Deus, tremendo por causa desta coisa e por causa das grandes chuvas.
10.Então, se levantou Esdras, o sacerdote, e lhes disse: Vós transgredistes casando-vos com mulheres estrangeiras, aumentando a culpa de Israel.
11.Agora, pois, fazei confissão ao SENHOR, Deus de vossos pais, e fazei o que é do seu agrado; separai-vos dos povos de outras terras e das mulheres estrangeiras.
12.Respondeu toda a congregação e disse em altas vozes: Assim seja; segundo as tuas palavras, assim nos convém fazer.
13.Porém o povo é muito, e, sendo tempo de grandes chuvas, não podemos estar aqui de fora; e não é isto obra de um dia ou dois, pois somos muitos os que transgredimos nesta coisa.
14.Ora, que os nossos príncipes decidam por toda a congregação, e que venham a eles em tempos determinados todos os que em nossas cidades casaram com mulheres estrangeiras, e com estes os anciãos de cada cidade, e os seus juízes, até que desviemos de nós o brasume da ira do nosso Deus, por esta coisa.
15.No entanto, Jônatas, filho de Asael, e Jazeías, filho de Ticvá, se opuseram a esta coisa; e Mesulão e Sabetai, levita, os apoiaram.
16.Assim o fizeram os que voltaram do exílio; então, Esdras, o sacerdote, elegeu nominalmente os homens cabeças de famílias, segundo a casa de seus pais, que se assentaram no dia primeiro do décimo mês, para inquirir nesta coisa;
17.e o concluíram no dia primeiro do primeiro mês, a respeito de todos os homens que casaram com mulheres estrangeiras.
18.Acharam-se dentre os filhos dos sacerdotes estes, que casaram com mulheres estrangeiras: dos filhos de Jesua, filho de Jozadaque, e de seus irmãos: Maaséias, Eliézer, Jaribe e Gedalias.
19.Com um aperto de mão, prometeram despedir suas mulheres e, por serem culpados, ofereceram um carneiro do rebanho pela sua culpa.
20.Dos filhos de Imer: Hanani e Zebadias.
21.Dos filhos de Harim: Maaséias, Elias, Semaías, Jeiel e Uzias.
22.Dos filhos de Pasur: Elioenai, Maaséias, Ismael, Natanael, Jozabade e Elasa.
23.Dos levitas: Jozabade e Simei, Quelaías ( este é Quelita ), Petaías, Judá e Eliézer.
24.Dos cantores: Eliasibe; dos porteiros: Salum, Telém e Uri.
25.E de Israel: dos filhos de Parós: Ramias, Jezias, Malquias, Miamim, Eleazar, Malquias e Benaia.
26.Dos filhos de Elão: Matanias, Zacarias, Jeiel, Abdi, Jerimote e Elias.
27.Dos filhos de Zatu: Elioenai, Eliasibe, Matanias, Jerimote, Zabade e Aziza.
28.Dos filhos de Bebai: Joanã, Hananias, Zabai e Atlai.
29.Dos filhos de Bani: Mesulão, Maluque, Adaías, Jasube, Seal e Jerimote.
30.Dos filhos de Paate-Moabe: Adna, Quelal, Benaia, Maaséias, Matanias, Bezalel, Binui e Manassés.
31.Dos filhos de Harim: Eliézer, Issias, Malquias, Semaías, Simeão,
32.Benjamim, Maluque e Semarias.
33.Dos filhos de Hasum: Matenai, Matatá, Zabade, Elifelete, Jeremai, Manassés e Simei.
34.Dos filhos de Bani: Maadai, Anrão, Uel,
35.Benaia, Bedias, Queluí,
36.Vanias, Meremote, Eliasibe,
37.Matanias, Matenai, Jaasai,
38.Bani, Binui, Simei,
39.Selemias, Natã, Adaías,
40.Macnadbai, Sasai, Sarai,
41.Azarel, Selemias, Semarias,
42.Salum, Amarias e José.
43.Dos filhos de Nebo: Jeiel, Matitias, Zabade, Zebina, Jadai, Joel e Benaia.
44.Todos estes haviam tomado mulheres estrangeiras, alguns dos quais tinham filhos destas mulheres.
Neemias ora por Jerusalém
1.As palavras de Neemias, filho de Hacalias. No mês de quisleu, no ano vigésimo, estando eu na cidadela de Susã,
2.veio Hanani, um de meus irmãos, com alguns de Judá; então, lhes perguntei pelos judeus que escaparam e que não foram levados para o exílio e acerca de Jerusalém.
3.Disseram-me: Os restantes, que não foram levados para o exílio e se acham lá na província, estão em grande miséria e desprezo; os muros de Jerusalém estão derribados, e as suas portas, queimadas.
4.Tendo eu ouvido estas palavras, assentei-me, e chorei, e lamentei por alguns dias; e estive jejuando e orando perante o Deus dos céus.
5.E disse: ah! SENHOR, Deus dos céus, Deus grande e temível, que guardas a aliança e a misericórdia para com aqueles que te amam e guardam os teus mandamentos!
6.Estejam, pois, atentos os teus ouvidos, e os teus olhos, abertos, para acudires à oração do teu servo, que hoje faço à tua presença, dia e noite, pelos filhos de Israel, teus servos; e faço confissão pelos pecados dos filhos de Israel, os quais temos cometido contra ti; pois eu e a casa de meu pai temos pecado.
7.Temos procedido de todo corruptamente contra ti, não temos guardado os mandamentos, nem os estatutos, nem os juízos que ordenaste a Moisés, teu servo.
8.Lembra-te da palavra que ordenaste a Moisés, teu servo, dizendo: Se transgredirdes, eu vos espalharei por entre os povos;
9.mas, se vos converterdes a mim, e guardardes os meus mandamentos, e os cumprirdes, então, ainda que os vossos rejeitados estejam pelas extremidades do céu, de lá os ajuntarei e os trarei para o lugar que tenho escolhido para ali fazer habitar o meu nome.
10.Estes ainda são teus servos e o teu povo que resgataste com teu grande poder e com tua mão poderosa.
11.Ah! Senhor, estejam, pois, atentos os teus ouvidos à oração do teu servo e à dos teus servos que se agradam de temer o teu nome; concede que seja bem sucedido hoje o teu servo e dá-lhe mercê perante este homem. Nesse tempo eu era copeiro do rei.
Neemias mandado a Jerusalém
1.No mês de nisã, no ano vigésimo do rei Artaxerxes, uma vez posto o vinho diante dele, eu o tomei para oferecer e lho dei; ora, eu nunca antes estivera triste diante dele.
2.O rei me disse: Por que está triste o teu rosto, se não estás doente? Tem de ser tristeza do coração. Então, temi sobremaneira
3.e lhe respondi: viva o rei para sempre! Como não me estaria triste o rosto se a cidade, onde estão os sepulcros de meus pais, está assolada e tem as portas consumidas pelo fogo?
4.Disse-me o rei: Que me pedes agora? Então, orei ao Deus dos céus
5.e disse ao rei: se é do agrado do rei, e se o teu servo acha mercê em tua presença, peço-te que me envies a Judá, à cidade dos sepulcros de meus pais, para que eu a reedifique.
6.Então, o rei, estando a rainha assentada junto dele, me disse: Quanto durará a tua ausência? Quando voltarás? Aprouve ao rei enviar-me, e marquei certo prazo.
7.E ainda disse ao rei: Se ao rei parece bem, dêem-se-me cartas para os governadores dalém do Eufrates, para que me permitam passar e entrar em Judá,
8.como também carta para Asafe, guarda das matas do rei, para que me dê madeira para as vigas das portas da cidadela do templo, para os muros da cidade e para a casa em que deverei alojar-me. E o rei mas deu, porque a boa mão do meu Deus era comigo.
9.Então, fui aos governadores dalém do Eufrates e lhes entreguei as cartas do rei; ora, o rei tinha enviado comigo oficiais do exército e cavaleiros.
10.Disto ficaram sabendo Sambalate, o horonita, e Tobias, o servo amonita; e muito lhes desagradou que alguém viesse a procurar o bem dos filhos de Israel.
Neemias anima o povo a reedificar os muros
11.Cheguei a Jerusalém, onde estive três dias.
12.Então, à noite me levantei, e uns poucos homens, comigo; não declarei a ninguém o que o meu Deus me pusera no coração para eu fazer em Jerusalém. Não havia comigo animal algum, senão o que eu montava.
13.De noite, saí pela Porta do Vale, para o lado da Fonte do Dragão e para a Porta do Monturo e contemplei os muros de Jerusalém, que estavam assolados, cujas portas tinham sido consumidas pelo fogo.
14.Passei à Porta da Fonte e ao açude do rei; mas não havia lugar por onde passasse o animal que eu montava.
15.Subi à noite pelo ribeiro e contemplei ainda os muros; voltei, entrei pela Porta do Vale e tornei para casa.
16.Não sabiam os magistrados aonde eu fora nem o que fazia, pois até aqui não havia eu declarado coisa alguma, nem aos judeus, nem aos sacerdotes, nem aos nobres, nem aos magistrados, nem aos mais que faziam a obra.
17.Então, lhes disse: Estais vendo a miséria em que estamos, Jerusalém assolada, e as suas portas, queimadas; vinde, pois, reedifiquemos os muros de Jerusalém e deixemos de ser opróbrio.
18.E lhes declarei como a boa mão do meu Deus estivera comigo e também as palavras que o rei me falara. Então, disseram: Disponhamo-nos e edifiquemos. E fortaleceram as mãos para a boa obra.
19.Porém Sambalate, o horonita, e Tobias, o servo amonita, e Gesém, o arábio, quando o souberam, zombaram de nós, e nos desprezaram, e disseram: Que é isso que fazeis? Quereis rebelar-vos contra o rei?
20.Então, lhes respondi: o Deus dos céus é quem nos dará bom êxito; nós, seus servos, nos disporemos e reedificaremos; vós, todavia, não tendes parte, nem direito, nem memorial em Jerusalém.
Os que trabalharam na reedificação dos muros
1.Então, se dispôs Eliasibe, o sumo sacerdote, com os sacerdotes, seus irmãos, e reedificaram a Porta das Ovelhas; consagraram-na, assentaram-lhe as portas e continuaram a reconstrução até à Torre dos Cem e à Torre de Hananel.
2.Junto a ele edificaram os homens de Jericó; também, ao seu lado, edificou Zacur, filho de Inri.
3.Os filhos de Hassenaá edificaram a Porta do Peixe; colocaram-lhe as vigas e lhe assentaram as portas com seus ferrolhos e trancas.
4.Ao seu lado, reparou Meremote, filho de Urias, filho de Coz; junto deste reparou Mesulão, filho de Berequias, filho de Mesezabel, a cujo lado reparou Zadoque, filho de Baaná.
5.Ao lado destes, repararam os tecoítas; os seus nobres, porém, não se sujeitaram ao serviço do seu senhor.
6.Joiada, filho de Paséia, e Mesulão, filho de Besodias, repararam a Porta Velha; colocaram-lhe as vigas e lhe assentaram as portas com seus ferrolhos e trancas.
7.Junto deles, trabalharam Melatias, gibeonita, e Jadom, meronotita, homens de Gibeão e de Mispa, que pertenciam ao domínio do governador de além do Eufrates.
8.Ao seu lado, reparou Uziel, filho de Haraías, um dos ourives; junto dele, Hananias, um dos perfumistas; e restauraram Jerusalém até ao Muro Largo.
9.Junto a estes, trabalhou Refaías, filho de Hur, maioral da metade de Jerusalém.
10.Ao seu lado, reparou Jedaías, filho de Harumafe, defronte da sua casa; e, ao seu lado, reparou Hatus, filho de Hasabnéias.
11.A outra parte reparou Malquias, filho de Harim, e Hassube, filho de Paate-Moabe, como também a Torre dos Fornos.
12.Ao lado dele, reparou Salum, filho de Haloés, maioral da outra meia parte de Jerusalém, ele e suas filhas.
13.A Porta do Vale, reparou-a Hanum e os moradores de Zanoa; edificaram-na e lhe assentaram as portas com seus ferrolhos e trancas e ainda mil côvados da muralha, até à Porta do Monturo.
14.A Porta do Monturo, reparou-a Malquias, filho de Recabe, maioral do distrito de Bete-Haquerém; ele a edificou e lhe assentou as portas com seus ferrolhos e trancas.
15.A Porta da Fonte, reparou-a Salum, filho de Col-Hozé, maioral do distrito de Mispa; ele a edificou, e a cobriu, e lhe assentou as portas com seus ferrolhos e trancas, e ainda o muro do açude de Selá, junto ao jardim do rei, até aos degraus que descem da Cidade de Davi.
16.Depois dele, reparou Neemias, filho de Azbuque, maioral da metade do distrito de Bete-Zur, até defronte dos sepulcros de Davi, até ao açude artificial e até à casa dos heróis.
17.Depois dele, repararam os levitas, Reum, filho de Bani, e, ao seu lado, Hasabias, maioral da metade do distrito de Queila.
18.Depois dele, repararam seus irmãos: Bavai, filho de Henadade, maioral da metade do distrito de Queila;
19.ao seu lado, reparou Ezer, filho de Jesua, maioral de Mispa, outra parte defronte da subida para a casa das armas, no ângulo do muro.
20.Depois dele, reparou com grande ardor Baruque, filho de Zabai, outra porção, desde o ângulo do muro até à porta da casa de Eliasibe, o sumo sacerdote.
21.Depois dele, reparou Meremote, filho de Urias, filho de Coz, outra porção, desde a porta da casa de Eliasibe até à extremidade da casa de Eliasibe.
22.Depois dele, repararam os sacerdotes que habitavam na campina.
23.Depois, repararam Benjamim e Hassube, defronte da sua casa; depois deles, reparou Azarias, filho de Maaséias, filho de Ananias, junto à sua casa.
24.Depois dele, reparou Binui, filho de Henadade, outra porção, desde a casa de Azarias até ao ângulo e até à esquina.
25.Palal, filho de Uzai, reparou defronte do ângulo e da torre que sai da casa real superior, que está junto ao pátio do cárcere; depois dele, reparou Pedaías, filho de Parós,
26.e os servos do templo que habitavam em Ofel, até defronte da Porta das Águas, para o oriente, e até à torre alta.
27.Depois, repararam os tecoítas outra porção, defronte da torre grande e alta, e até ao Muro de Ofel.
28.Para cima da Porta dos Cavalos, repararam os sacerdotes, cada um defronte da sua casa.
29.Depois deles, reparou Zadoque, filho de Imer, defronte de sua casa; e, depois dele, Semaías, filho de Secanias, guarda da Porta Oriental.
30.Depois dele, reparou Hananias, filho de Selemias, e Hanum, o sexto filho de Zalafe, outra porção; depois deles, reparou Mesulão, filho de Berequias, defronte da sua morada.
31.Depois dele, reparou Malquias, filho de um ourives, até à casa dos servos do templo e dos mercadores, defronte da Porta da Guarda, até ao eirado da esquina.
32.Entre o eirado da esquina e a Porta das Ovelhas, repararam os ourives e os mercadores.
A defesa contra os adversários
1.Tendo Sambalate ouvido que edificávamos o muro, ardeu em ira, e se indignou muito, e escarneceu dos judeus.
2.Então, falou na presença de seus irmãos e do exército de Samaria e disse: Que fazem estes fracos judeus? Permitir-se-lhes-á isso? Sacrificarão? Darão cabo da obra num só dia? Renascerão, acaso, dos montões de pó as pedras que foram queimadas?
3.Estava com ele Tobias, o amonita, e disse: Ainda que edifiquem, vindo uma raposa, derribará o seu muro de pedra.
4.Ouve, ó nosso Deus, pois estamos sendo desprezados; caia o seu opróbrio sobre a cabeça deles, e faze que sejam despojo numa terra de cativeiro.
5.Não lhes encubras a iniqüidade, e não se risque de diante de ti o seu pecado, pois te provocaram à ira, na presença dos que edificavam.
6.Assim, edificamos o muro, e todo o muro se fechou até a metade de sua altura; porque o povo tinha ânimo para trabalhar.
7.Mas, ouvindo Sambalate e Tobias, os arábios, os amonitas e os asdoditas que a reparação dos muros de Jerusalém ia avante e que já se começavam a fechar-lhe as brechas, ficaram sobremodo irados.
8.Ajuntaram-se todos de comum acordo para virem atacar Jerusalém e suscitar confusão ali.
9.Porém nós oramos ao nosso Deus e, como proteção, pusemos guarda contra eles, de dia e de noite.
10.Então, disse Judá: Já desfaleceram as forças dos carregadores, e os escombros são muitos; de maneira que não podemos edificar o muro.
11.Disseram, porém, os nossos inimigos: Nada saberão disto, nem verão, até que entremos no meio deles e os matemos; assim, faremos cessar a obra.
12.Quando os judeus que habitavam na vizinhança deles, dez vezes, nos disseram: De todos os lugares onde moram, subirão contra nós,
13.então, pus o povo, por famílias, nos lugares baixos e abertos, por detrás do muro, com as suas espadas, e as suas lanças, e os seus arcos;
14.inspecionei, dispus-me e disse aos nobres, aos magistrados e ao resto do povo: não os temais; lembrai-vos do Senhor, grande e temível, e pelejai pelos vossos irmãos, vossos filhos, vossas filhas, vossa mulher e vossa casa.
15.E sucedeu que, ouvindo os nossos inimigos que já o sabíamos e que Deus tinha frustrado o desígnio deles, voltamos todos nós ao muro, cada um à sua obra.
16.Daquele dia em diante, metade dos meus moços trabalhava na obra, e a outra metade empunhava lanças, escudos, arcos e couraças; e os chefes estavam por detrás de toda a casa de Judá;
17.os carregadores, que por si mesmos tomavam as cargas, cada um com uma das mãos fazia a obra e com a outra segurava a arma.
18.Os edificadores, cada um trazia a sua espada à cinta, e assim edificavam; o que tocava a trombeta estava junto de mim.
19.Disse eu aos nobres, aos magistrados e ao resto do povo: Grande e extensa é a obra, e nós estamos no muro mui separados, longe uns dos outros.
20.No lugar em que ouvirdes o som da trombeta, para ali acorrei a ter conosco; o nosso Deus pelejará por nós.
21.Assim trabalhávamos na obra; e metade empunhava as lanças desde o raiar do dia até ao sair das estrelas.
22.Também nesse mesmo tempo disse eu ao povo: Cada um com o seu moço fique em Jerusalém, para que de noite nos sirvam de guarda e de dia trabalhem.
23.Nem eu, nem meus irmãos, nem meus moços, nem os homens da guarda que me seguiam largávamos as nossas vestes; cada um se deitava com as armas à sua direita.
Medidas contra a usura
1.Foi grande, porém, o clamor do povo e de suas mulheres contra os judeus, seus irmãos.
2.Porque havia os que diziam: Somos muitos, nós, nossos filhos e nossas filhas; que se nos dê trigo, para que comamos e vivamos.
3.Também houve os que diziam: As nossas terras, as nossas vinhas e as nossas casas hipotecamos para tomarmos trigo nesta fome.
4.Houve ainda os que diziam: Tomamos dinheiro emprestado até para o tributo do rei, sobre as nossas terras e as nossas vinhas.
5.No entanto, nós somos da mesma carne como eles, e nossos filhos são tão bons como os deles; e eis que sujeitamos nossos filhos e nossas filhas para serem escravos, algumas de nossas filhas já estão reduzidas à escravidão. Não está em nosso poder evitá-lo; pois os nossos campos e as nossas vinhas já são de outros.
6.Ouvindo eu, pois, o seu clamor e estas palavras, muito me aborreci.
7.Depois de ter considerado comigo mesmo, repreendi os nobres e magistrados e lhes disse: Sois usurários, cada um para com seu irmão; e convoquei contra eles um grande ajuntamento.
8.Disse-lhes: nós resgatamos os judeus, nossos irmãos, que foram vendidos às gentes, segundo nossas posses; e vós outra vez negociaríeis vossos irmãos, para que sejam vendidos a nós?
9.Então, se calaram e não acharam o que responder. Disse mais: não é bom o que fazeis; porventura não devíeis andar no temor do nosso Deus, por causa do opróbrio dos gentios, os nossos inimigos?
10.Também eu, meus irmãos e meus moços lhes demos dinheiro emprestado e trigo. Demos de mão a esse empréstimo.
11.Restituí-lhes hoje, vos peço, as suas terras, as suas vinhas, os seus olivais e as suas casas, como também o centésimo do dinheiro, do trigo, do vinho e do azeite, que exigistes deles.
12.Então, responderam: Restituir-lhes-emos e nada lhes pediremos; faremos assim como dizes. Então, chamei os sacerdotes e os fiz jurar que fariam segundo prometeram.
O bom exemplo de Neemias
13.Também sacudi o meu regaço e disse: Assim o faça Deus, sacuda de sua casa e de seu trabalho a todo homem que não cumprir esta promessa; seja sacudido e despojado. E toda a congregação respondeu: Amém! E louvaram o SENHOR; e o povo fez segundo a sua promessa.
14.Também desde o dia em que fui nomeado seu governador na terra de Judá, desde o vigésimo ano até ao trigésimo segundo ano do rei Artaxerxes, doze anos, nem eu nem meus irmãos comemos o pão devido ao governador.
15.Mas os primeiros governadores, que foram antes de mim, oprimiram o povo e lhe tomaram pão e vinho, além de quarenta siclos de prata; até os seus moços dominavam sobre o povo, porém eu assim não fiz, por causa do temor de Deus.
16.Antes, também na obra deste muro fiz reparação, e terra nenhuma compramos; e todos os meus moços se ajuntaram ali para a obra.
17.Também cento e cinqüenta homens dos judeus e dos magistrados e os que vinham a nós, dentre as gentes que estavam ao nosso redor, eram meus hóspedes.
18.O que se preparava para cada dia era um boi e seis ovelhas escolhidas; também à minha custa eram preparadas aves e, de dez em dez dias, muito vinho de todas as espécies; nem por isso exigi o pão devido ao governador, porquanto a servidão deste povo era grande.
19.Lembra-te de mim para meu bem, ó meu Deus, e de tudo quanto fiz a este povo.
Os inimigos conspiram para intimidar Neemias
1.Tendo ouvido Sambalate, Tobias, Gesém, o arábio, e o resto dos nossos inimigos que eu tinha edificado o muro e que nele já não havia brecha nenhuma, ainda que até este tempo não tinha posto as portas nos portais,
2.Sambalate e Gesém mandaram dizer-me: Vem, encontremo-nos, nas aldeias, no vale de Ono. Porém intentavam fazer-me mal.
3.Enviei-lhes mensageiros a dizer: Estou fazendo grande obra, de modo que não poderei descer; por que cessaria a obra, enquanto eu a deixasse e fosse ter convosco?
4.Quatro vezes me enviaram o mesmo pedido; eu, porém, lhes dei sempre a mesma resposta.
5.Então, Sambalate me enviou pela quinta vez o seu moço, o qual trazia na mão uma carta aberta,
6.do teor seguinte: Entre as gentes se ouviu, e Gesém diz que tu e os judeus intentais revoltar-vos; por isso, reedificas o muro, e, segundo se diz, queres ser o rei deles,
7.e puseste profetas para falarem a teu respeito em Jerusalém, dizendo: Este é rei em Judá. Ora, o rei ouvirá isso, segundo essas palavras. Vem, pois, agora, e consultemos juntamente.
8.Mandei dizer-lhe: De tudo o que dizes coisa nenhuma sucedeu; tu, do teu coração, é que o inventas.
9.Porque todos eles procuravam atemorizar-nos, dizendo: As suas mãos largarão a obra, e não se efetuará. Agora, pois, ó Deus, fortalece as minhas mãos.
10.Tendo eu ido à casa de Semaías, filho de Delaías, filho de Meetabel ( que estava encerrado ), disse ele: Vamos juntamente à Casa de Deus, ao meio do templo, e fechemos as portas do templo; porque virão matar-te; aliás, de noite virão matar-te.
11.Porém eu disse: homem como eu fugiria? E quem há, como eu, que entre no templo para que viva? De maneira nenhuma entrarei.
12.Então, percebi que não era Deus quem o enviara; tal profecia falou ele contra mim, porque Tobias e Sambalate o subornaram.
13.Para isto o subornaram, para me atemorizar, e para que eu, assim, viesse a proceder e a pecar, para que tivessem motivo de me infamar e me vituperassem.
14.Lembra-te, meu Deus, de Tobias e de Sambalate, no tocante a estas suas obras, e também da profetisa Noadia e dos mais profetas que procuraram atemorizar-me.
Terminada a reconstrução do muro
15.Acabou-se, pois, o muro aos vinte e cinco dias do mês de elul, em cinqüenta e dois dias.
16.Sucedeu que, ouvindo-o todos os nossos inimigos, temeram todos os gentios nossos circunvizinhos e decaíram muito no seu próprio conceito; porque reconheceram que por intervenção de nosso Deus é que fizemos esta obra.
17.Também naqueles dias alguns nobres de Judá escreveram muitas cartas, que iam para Tobias, e cartas de Tobias vinham para eles.
18.Pois muitos em Judá lhe eram ajuramentados porque era genro de Secanias, filho de Ará; e seu filho Joanã se casara com a filha de Mesulão, filho de Berequias.
19.Também das suas boas ações falavam na minha presença, e as minhas palavras lhe levavam a ele; Tobias escrevia cartas para me atemorizar.
Neemias estabelece guardas em Jerusalém
1.Ora, uma vez reedificado o muro e assentadas as portas, estabelecidos os porteiros, os cantores e os levitas,
2.eu nomeei Hanani, meu irmão, e Hananias, maioral do castelo, sobre Jerusalém. Hananias era homem fiel e temente a Deus, mais do que muitos outros.
3.E lhes disse: não se abram as portas de Jerusalém até que o sol aqueça e, enquanto os guardas ainda estão ali, que se fechem as portas e se tranquem; ponham-se guardas dos moradores de Jerusalém, cada um no seu posto diante de sua casa.
4.A cidade era espaçosa e grande, mas havia pouca gente nela, e as casas não estavam edificadas ainda.
A relação dos que voltaram a Jerusalém
5.Então, o meu Deus me pôs no coração que ajuntasse os nobres, os magistrados e o povo, para registrar as genealogias. Achei o livro da genealogia dos que subiram primeiro, e nele estava escrito:
6.São estes os filhos da província que subiram do cativeiro, dentre os exilados, que Nabucodonosor, rei da Babilônia, levara para o exílio e que voltaram para Jerusalém e para Judá, cada um para a sua cidade,
7.os quais vieram com Zorobabel, Jesua, Neemias, Azarias, Raamias, Naamani, Mordecai, Bilsã, Misperete, Bigvai, Neum e Baaná. Este é o número dos homens do povo de Israel:
8.foram os filhos de Parós, dois mil cento e setenta e dois.
9.Os filhos de Sefatias, trezentos e setenta e dois.
10.Os filhos de Ará, seiscentos e cinqüenta e dois.
11.Os filhos de Paate-Moabe, dos filhos de Jesua e de Joabe, dois mil oitocentos e dezoito.
12.Os filhos de Elão, mil duzentos e cinqüenta e quatro.
13.Os filhos de Zatu, oitocentos e quarenta e cinco.
14.Os filhos de Zacai, setecentos e sessenta.
15.Os filhos de Binui, seiscentos e quarenta e oito.
16.Os filhos de Bebai, seiscentos e vinte e oito.
17.Os filhos de Azgade, dois mil trezentos e vinte e dois.
18.Os filhos de Adonicão, seiscentos e sessenta e sete.
19.Os filhos de Bigvai, dois mil e sessenta e sete.
20.Os filhos de Adim, seiscentos e cinqüenta e cinco.
21.Os filhos de Ater, da família de Ezequias, noventa e oito.
22.Os filhos de Hasum, trezentos e vinte e oito.
23.Os filhos de Besai, trezentos e vinte e quatro.
24.Os filhos de Harife, cento e doze.
25.Os filhos de Gibeão, noventa e cinco.
26.Os homens de Belém e de Netofa, cento e oitenta e oito.
27.Os homens de Anatote, cento e vinte e oito.
28.Os homens de Bete-Azmavete, quarenta e dois.
29.Os homens de Quiriate-Jearim, Cefira e Beerote, setecentos e quarenta e três.
30.Os homens de Ramá e Geba, seiscentos e vinte e um.
31.Os homens de Micmás, cento e vinte e dois.
32.Os homens de Betel e Ai, cento e vinte e três.
33.Os homens do outro Nebo, cinqüenta e dois.
34.Os filhos do outro Elão, mil duzentos e cinqüenta e quatro.
35.Os filhos de Harim, trezentos e vinte.
36.Os filhos de Jericó, trezentos e quarenta e cinco.
37.Os filhos de Lode, Hadide e Ono, setecentos e vinte e um.
38.Os filhos de Senaá, três mil novecentos e trinta.
39.Os sacerdotes: os filhos de Jedaías, da casa de Jesua, novecentos e setenta e três.
40.Os filhos de Imer, mil e cinqüenta e dois.
41.Os filhos de Pasur, mil duzentos e quarenta e sete.
42.Os filhos de Harim, mil e dezessete.
43.Os levitas: os filhos de Jesua, de Cadmiel, dos filhos de Hodeva, setenta e quatro.
44.Os cantores: os filhos de Asafe, cento e quarenta e oito.
45.Os porteiros: os filhos de Salum, os filhos de Ater, os filhos de Talmom, os filhos de Acube, os filhos de Hatita, os filhos de Sobai, cento e trinta e oito.
46.Os servidores do templo: os filhos de Zia, os filhos de Hasufa, os filhos de Tabaote,
47.os filhos de Queros, os filhos de Sia, os filhos de Padom,
48.os filhos de Lebana, os filhos de Hagaba, os filhos de Salmai,
49.os filhos de Hanã, os filhos de Gidel, os filhos de Gaar,
50.os filhos de Reaías, os filhos de Rezim, os filhos de Necoda,
51.os filhos de Gazão, os filhos de Uzá, os filhos de Paséia,
52.os filhos de Besai, os filhos de Meunim, os filhos de Nefusesim,
53.os filhos de Baquebuque, os filhos de Hacufa, os filhos de Harur,
54.os filhos de Bazlite, os filhos de Meída, os filhos de Harsa,
55.os filhos de Barcos, os filhos de Sísera, os filhos de Tama,
56.os filhos de Nesias e os filhos de Hatifa.
57.Os filhos dos servos de Salomão: os filhos de Sotai, os filhos de Soferete, os filhos de Perida,
58.os filhos de Jaala, os filhos de Darcom, os filhos de Gidel,
59.os filhos de Sefatias, os filhos de Hatil, os filhos de Poquerete-Hazebaim e os filhos de Amom.
60.Todos os servidores do templo e os filhos dos servos de Salomão, trezentos e noventa e dois.
61.Os seguintes subiram de Tel-Melá, Tel-Harsa, Querube, Adom e Imer, porém não puderam provar que as suas famílias e a sua linhagem eram de Israel:
62.os filhos de Delaías, os filhos de Tobias, os filhos de Necoda, seiscentos e quarenta e dois.
63.Dos sacerdotes: os filhos de Habaías, os filhos de Coz, os filhos de Barzilai, o qual se casou com uma das filhas de Barzilai, o gileadita, e que foi chamado pelo nome dele.
64.Estes procuraram o seu registro nos livros genealógicos, porém o não acharam; pelo que foram tidos por imundos para o sacerdócio.
65.O governador lhes disse que não comessem das coisas sagradas, até que se levantasse um sacerdote com Urim e Tumim.
66.Toda esta congregação junta foi de quarenta e dois mil trezentos e sessenta,
67.afora os seus servos e as suas servas, que foram sete mil trezentos e trinta e sete; e tinham duzentos e quarenta e cinco cantores e cantoras.
68.Os seus cavalos, setecentos e trinta e seis; os seus mulos, duzentos e quarenta e cinco.
69.Camelos, quatrocentos e trinta e cinco; jumentos, seis mil setecentos e vinte.
Contribuições para o templo
70.Alguns dos cabeças das famílias contribuíram para a obra. O governador deu para o tesouro, em ouro, mil daricos, cinqüenta bacias e quinhentas e trinta vestes sacerdotais.
71.E alguns mais dos cabeças das famílias deram para o tesouro da obra, em ouro, vinte mil daricos e, em prata, dois mil e duzentos arráteis.
72.O que deu o restante do povo foi, em ouro, vinte mil daricos, e dois mil arráteis em prata, e sessenta e sete vestes sacerdotais.
73.Os sacerdotes, os levitas, os porteiros, os cantores, alguns do povo, os servidores do templo e todo o Israel habitavam nas suas cidades.
Esdras lê a Lei diante do povo
1.Em chegando o sétimo mês, e estando os filhos de Israel nas suas cidades, todo o povo se ajuntou como um só homem, na praça, diante da Porta das Águas; e disseram a Esdras, o escriba, que trouxesse o Livro da Lei de Moisés, que o SENHOR tinha prescrito a Israel.
2.Esdras, o sacerdote, trouxe a Lei perante a congregação, tanto de homens como de mulheres e de todos os que eram capazes de entender o que ouviam. Era o primeiro dia do sétimo mês.
3.E leu no livro, diante da praça, que está fronteira à Porta das Águas, desde a alva até ao meio-dia, perante homens e mulheres e os que podiam entender; e todo o povo tinha os ouvidos atentos ao Livro da Lei.
4.Esdras, o escriba, estava num púlpito de madeira, que fizeram para aquele fim; estavam em pé junto a ele, à sua direita, Matitias, Sema, Anaías, Urias, Hilquias e Maaséias; e à sua esquerda, Pedaías, Misael, Malquias, Hasum, Hasbadana, Zacarias e Mesulão.
5.Esdras abriu o livro à vista de todo o povo, porque estava acima dele; abrindo-o ele, todo o povo se pôs em pé.
6.Esdras bendisse ao SENHOR, o grande Deus; e todo o povo respondeu: Amém! Amém! E, levantando as mãos; inclinaram-se e adoraram o SENHOR, com o rosto em terra.
7.E Jesua, Bani, Serebias, Jamim, Acube, Sabetai, Hodias, Maaséias, Quelita, Azarias, Jozabade, Hanã, Pelaías e os levitas ensinavam o povo na Lei; e o povo estava no seu lugar.
8.Leram no livro, na Lei de Deus, claramente, dando explicações, de maneira que entendessem o que se lia.
9.Neemias, que era o governador, e Esdras, sacerdote e escriba, e os levitas que ensinavam todo o povo lhe disseram: Este dia é consagrado ao SENHOR, vosso Deus, pelo que não pranteeis, nem choreis. Porque todo o povo chorava, ouvindo as palavras da Lei.
10.Disse-lhes mais: ide, comei carnes gordas, tomai bebidas doces e enviai porções aos que não têm nada preparado para si; porque este dia é consagrado ao nosso Senhor; portanto, não vos entristeçais, porque a alegria do SENHOR é a vossa força.
11.Os levitas fizeram calar todo o povo, dizendo: Calai-vos, porque este dia é santo; e não estejais contristados.
12.Então, todo o povo se foi a comer, a beber, a enviar porções e a regozijar-se grandemente, porque tinham entendido as palavras que lhes foram explicadas.
A Festa dos Tabernáculos
13.No dia seguinte, ajuntaram-se a Esdras, o escriba, os cabeças das famílias de todo o povo, os sacerdotes e os levitas, e isto para atentarem nas palavras da Lei.
14.Acharam escrito na Lei que o SENHOR ordenara por intermédio de Moisés que os filhos de Israel habitassem em cabanas, durante a festa do sétimo mês;
15.que publicassem e fizessem passar pregão por todas as suas cidades e em Jerusalém, dizendo: Saí ao monte e trazei ramos de oliveiras, ramos de zambujeiros, ramos de murtas, ramos de palmeiras e ramos de árvores frondosas, para fazer cabanas, como está escrito.
16.Saiu, pois, o povo, trouxeram os ramos e fizeram para si cabanas, cada um no seu terraço, e nos seus pátios, e nos átrios da Casa de Deus, e na praça da Porta das Águas, e na praça da Porta de Efraim.
17.Toda a congregação dos que tinham voltado do cativeiro fez cabanas e nelas habitou; porque nunca fizeram assim os filhos de Israel, desde os dias de Josué, filho de Num, até àquele dia; e houve mui grande alegria.
18.Dia após dia, leu Esdras no Livro da Lei de Deus, desde o primeiro dia até ao último; e celebraram a festa por sete dias; no oitavo dia, houve uma assembléia solene, segundo o prescrito.
Arrependimento e confissão de pecados
1.No dia vinte e quatro deste mês, se ajuntaram os filhos de Israel com jejum e pano de saco e traziam terra sobre si.
2.Os da linhagem de Israel se apartaram de todos os estranhos, puseram-se em pé e fizeram confissão dos seus pecados e das iniqüidades de seus pais.
3.Levantando-se no seu lugar, leram no Livro da Lei do SENHOR, seu Deus, uma quarta parte do dia; em outra quarta parte dele fizeram confissão e adoraram o SENHOR, seu Deus.
4.Jesua, Bani, Cadmiel, Sebanias, Buni, Serebias, Bani e Quenani se puseram em pé no estrado dos levitas e clamaram em alta voz ao SENHOR, seu Deus.
5.Os levitas Jesua, Cadmiel, Bani, Hasabnéias, Serebias, Hodias, Sebanias e Petaías disseram: Levantai-vos, bendizei ao SENHOR, vosso Deus, de eternidade em eternidade. Então, se disse: Bendito seja o nome da tua glória, que ultrapassa todo bendizer e louvor.
6.Só tu és SENHOR, tu fizeste o céu, o céu dos céus e todo o seu exército, a terra e tudo quanto nela há, os mares e tudo quanto há neles; e tu os preservas a todos com vida, e o exército dos céus te adora.
7.Tu és o SENHOR, o Deus que elegeste Abrão, e o tiraste de Ur dos caldeus, e lhe puseste por nome Abraão.
8.Achaste o seu coração fiel perante ti e com ele fizeste aliança, para dares à sua descendência a terra dos cananeus, dos heteus, dos amorreus, dos ferezeus, dos jebuseus e dos girgaseus; e cumpriste as tuas promessas, porquanto és justo.
9.Viste a aflição de nossos pais no Egito, e lhes ouviste o clamor junto ao mar Vermelho.
10.Fizeste sinais e milagres contra Faraó e seus servos e contra todo o povo da sua terra, porque soubeste que os trataram com soberba; e, assim, adquiriste renome, como hoje se vê.
11.Dividiste o mar perante eles, de maneira que o atravessaram em seco; lançaste os seus perseguidores nas profundezas, como uma pedra nas águas impetuosas.
12.Guiaste-os, de dia, por uma coluna de nuvem e, de noite, por uma coluna de fogo, para lhes alumiar o caminho por onde haviam de ir.
13.Desceste sobre o monte Sinai, do céu falaste com eles e lhes deste juízos retos, leis verdadeiras, estatutos e mandamentos bons.
14.O teu santo sábado lhes fizeste conhecer; preceitos, estatutos e lei, por intermédio de Moisés, teu servo, lhes mandaste.
15.Pão dos céus lhes deste na sua fome e água da rocha lhes fizeste brotar na sua sede; e lhes disseste que entrassem para possuírem a terra que, com mão levantada, lhes juraste dar.
16.Porém eles, nossos pais, se houveram soberbamente, e endureceram a sua cerviz, e não deram ouvidos aos teus mandamentos.
17.Recusaram ouvir-te e não se lembraram das tuas maravilhas, que lhes fizeste; endureceram a sua cerviz e na sua rebelião levantaram um chefe, com o propósito de voltarem para a sua servidão no Egito. Porém tu, ó Deus perdoador, clemente e misericordioso, tardio em irar-te e grande em bondade, tu não os desamparaste,
18.ainda mesmo quando fizeram para si um bezerro de fundição e disseram: Este é o teu Deus, que te tirou do Egito; e cometeram grandes blasfêmias.
19.Todavia, tu, pela multidão das tuas misericórdias, não os deixaste no deserto. A coluna de nuvem nunca se apartou deles de dia, para os guiar pelo caminho, nem a coluna de fogo de noite, para lhes alumiar o caminho por onde haviam de ir.
20.E lhes concedeste o teu bom Espírito, para os ensinar; não lhes negaste para a boca o teu maná; e água lhes deste na sua sede.
21.Desse modo os sustentaste quarenta anos no deserto, e nada lhes faltou; as suas vestes não envelheceram, e os seus pés não se incharam.
22.Também lhes deste reinos e povos, que lhes repartiste em porções; assim, possuíram a terra de Seom, a saber, a terra do rei de Hesbom e a terra de Ogue, rei de Basã.
23.Multiplicaste os seus filhos como as estrelas do céu e trouxeste-os à terra de que tinhas dito a seus pais que nela entrariam para a possuírem.
24.Entraram os filhos e tomaram posse da terra; abateste perante eles os moradores da terra, os cananeus, e lhos entregaste nas mãos, como também os reis e os povos da terra, para fazerem deles segundo a sua vontade.
25.Tomaram cidades fortificadas e terra fértil e possuíram casas cheias de toda sorte de coisas boas, cisternas cavadas, vinhas e olivais e árvores frutíferas em abundância; comeram, e se fartaram, e engordaram, e viveram em delícias, pela tua grande bondade.
26.Ainda assim foram desobedientes e se revoltaram contra ti; viraram as costas à tua lei e mataram os teus profetas, que protestavam contra eles, para os fazerem voltar a ti; e cometeram grandes blasfêmias.
27.Pelo que os entregaste nas mãos dos seus opressores, que os angustiaram; mas no tempo de sua angústia, clamando eles a ti, dos céus tu os ouviste; e, segundo a tua grande misericórdia, lhes deste libertadores que os salvaram das mãos dos que os oprimiam.
28.Porém, quando se viam em descanso, tornavam a fazer o mal diante de ti; e tu os desamparavas nas mãos dos seus inimigos, para que dominassem sobre eles; mas, convertendo-se eles e clamando a ti, tu os ouviste dos céus e, segundo a tua misericórdia, os livraste muitas vezes.
29.Testemunhaste contra eles, para que voltassem à tua lei; porém eles se houveram soberbamente e não deram ouvidos aos teus mandamentos, mas pecaram contra os teus juízos, pelo cumprimento dos quais o homem viverá; obstinadamente deram de ombros, endureceram a cerviz e não quiseram ouvir.
30.No entanto, os aturaste por muitos anos e testemunhaste contra eles pelo teu Espírito, por intermédio dos teus profetas; porém eles não deram ouvidos; pelo que os entregaste nas mãos dos povos de outras terras.
31.Mas, pela tua grande misericórdia, não acabaste com eles nem os desamparaste; porque tu és Deus clemente e misericordioso.
32.Agora, pois, ó Deus nosso, ó Deus grande, poderoso e temível, que guardas a aliança e a misericórdia, não menosprezes toda a aflição que nos sobreveio, a nós, aos nossos reis, aos nossos príncipes, aos nossos sacerdotes, aos nossos profetas, aos nossos pais e a todo o teu povo, desde os dias dos reis da Assíria até ao dia de hoje.
33.Porque tu és justo em tudo quanto tem vindo sobre nós; pois tu fielmente procedeste, e nós, perversamente.
34.Os nossos reis, os nossos príncipes, os nossos sacerdotes e os nossos pais não guardaram a tua lei, nem deram ouvidos aos teus mandamentos e aos teus testemunhos, que testificaste contra eles.
35.Pois eles no seu reino, na muita abundância de bens que lhes deste, na terra espaçosa e fértil que puseste diante deles não te serviram, nem se converteram de suas más obras.
36.Eis que hoje somos servos; e até na terra que deste a nossos pais, para comerem o seu fruto e o seu bem, eis que somos servos nela.
37.Seus abundantes produtos são para os reis que puseste sobre nós por causa dos nossos pecados; e, segundo a sua vontade, dominam sobre o nosso corpo e sobre o nosso gado; estamos em grande angústia.
A aliança do povo sobre guardar a Lei
38.Por causa de tudo isso, estabelecemos aliança fiel e o escrevemos; e selaram-na os nossos príncipes, os nossos levitas e os nossos sacerdotes.
Almeida Revista e Atualizada, ARA © Copyright 1993
Sociedade Bíblica do Brasil.
Todos os direitos reservados.
Saiba mais sobre a Sociedade Bíblica do Brasil em sbb.org.br.
A Sociedade Bíblica do Brasil trabalha para que a Bíblia esteja, efetivamente, ao alcance de todos e seja lida por todos.
A SBB é uma entidade sem fins lucrativos, dedicada a promover o desenvolvimento integral do ser humano.
Você também pode ajudar a causa da Bíblia!