Desafio dos 90 dias

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Estabelecido o reinado de Josafá
1.Em lugar de Asa, reinou seu filho Josafá, que se fortificou contra Israel;
2.ele pôs tropas em todas as cidades fortificadas de Judá e estabeleceu guarnições na terra de Judá, como também nas cidades de Efraim, que Asa, seu pai, tinha tomado.
3.O SENHOR foi com Josafá, porque andou nos primeiros caminhos de Davi, seu pai, e não procurou a baalins.
4.Antes, procurou ao Deus de seu pai e andou nos seus mandamentos e não segundo as obras de Israel.
5.O SENHOR confirmou o reino nas suas mãos, e todo o Judá deu presentes a Josafá, o qual teve riquezas e glória em abundância.
6.Tornou-se-lhe ousado o coração em seguir os caminhos do SENHOR, e ainda tirou os altos e os postes-ídolos de Judá.
7.No terceiro ano do seu reinado, enviou ele os seus príncipes Ben-Hail, Obadias, Zacarias, Natanael e Micaías, para ensinarem nas cidades de Judá;
8.e, com eles, os levitas Semaías, Netanias, Zebadias, Asael, Semiramote, Jônatas, Adonias, Tobias e Tobe-Adonias; e, com estes levitas, os sacerdotes Elisama e Jeorão.
9.Ensinaram em Judá, tendo consigo o Livro da Lei do SENHOR; percorriam todas as cidades de Judá e ensinavam ao povo.
10.Veio o terror do SENHOR sobre todos os reinos das terras que estavam ao redor de Judá, de maneira que não fizeram guerra contra Josafá.
11.Alguns dos filisteus traziam presentes a Josafá e prata como tributo; também os arábios lhe trouxeram gado miúdo, sete mil e setecentos carneiros e sete mil e setecentos bodes.
12.Josafá se engrandeceu em extremo, continuamente; e edificou fortalezas e cidades-armazéns em Judá.
13.Empreendeu muitas obras nas cidades de Judá; e tinha, em Jerusalém, gente de guerra e homens valentes.
14.Este é o número deles segundo as suas famílias: em Judá, eram capitães de mil: o chefe Adna e, com ele, trezentos mil homens valentes;
15.depois dele, o capitão Joanã e, com ele, duzentos e oitenta mil;
16.e, depois, Amasias, filho de Zicri, que, voluntariamente, se ofereceu ao serviço do SENHOR, e, às suas ordens, duzentos mil homens valentes.
17.De Benjamim, Eliada, homem valente, e, com ele, duzentos mil, armados de arco e de escudo;
18.depois dele, Jozabade, com cento e oitenta mil armados para a guerra.
19.Estavam estes no serviço do rei, afora os que o rei tinha posto nas cidades fortificadas por todo o Judá.
Aliança entre Josafá e Acabe
1.Tinha Josafá riquezas e glória em abundância; e aparentou-se com Acabe.
2.Ao cabo de alguns anos, foi ter com Acabe, em Samaria. Acabe matou ovelhas e bois em abundância, para ele e para o povo que viera com ele; e o persuadiu a subir, com ele, a Ramote-Gileade.
3.Acabe, rei de Israel, perguntou a Josafá, rei de Judá: Irás tu, comigo, a Ramote-Gileade? Respondeu-lhe Josafá: Serei como tu és, o meu povo, como o teu povo; iremos, contigo, à peleja.
As promessas dos falsos profetas
4.Disse mais Josafá ao rei de Israel: Consulta, primeiro, a palavra do SENHOR.
5.Então, o rei de Israel ajuntou os profetas, quatrocentos homens, e lhes disse: Iremos à peleja contra Ramote-Gileade ou deixarei de ir? Eles disseram:
6.Sobe, porque Deus a entregará nas mãos do rei. Disse, porém, Josafá: Não há, aqui, ainda algum profeta do SENHOR, para o consultarmos?
7.Respondeu o rei de Israel a Josafá: Há um ainda, por quem podemos consultar o SENHOR; porém eu o aborreço, porque nunca profetiza de mim o que é bom, mas somente o que é mau.
8.Este é Micaías, filho de Inlá. Disse Josafá: Não fale o rei assim. Então, o rei de Israel chamou um oficial e disse: Traze-me depressa a Micaías, filho de Inlá.
9.O rei de Israel e Josafá, rei de Judá, estavam assentados, cada um no seu trono, vestidos de trajes reais, numa eira à entrada da porta de Samaria; e todos os profetas profetizavam diante deles.
10.Zedequias, filho de Quenaana, fez para si uns chifres de ferro e disse: Assim diz o SENHOR: Com este, escornearás os siros, até de todo os consumir.
11.Todos os profetas profetizaram assim, dizendo: Sobe a Ramote-Gileade e triunfarás, porque o SENHOR a entregará nas mãos do rei.
A profecia de Micaías
12.O mensageiro que fora chamar a Micaías falou-lhe, dizendo: Eis que as palavras dos profetas, a uma voz, predizem coisas boas para o rei; seja, pois, a tua palavra como a palavra de um deles, e fala o que é bom.
13.Respondeu Micaías: Tão certo como vive o SENHOR, o que meu Deus me disser, isso falarei.
14.E, vindo ele ao rei, este lhe perguntou: Micaías, iremos a Ramote-Gileade, à peleja, ou deixarei de ir? Ele respondeu: Sobe e triunfarás, porque eles serão entregues nas vossas mãos.
15.O rei lhe disse: Quantas vezes te conjurarei que não me fales senão a verdade em nome do SENHOR?
16.Então, disse ele: Vi todo o Israel disperso pelos montes, como ovelhas que não têm pastor; e disse o SENHOR: Estes não têm dono; torne cada um em paz para sua casa.
17.Então, o rei de Israel disse a Josafá: Não te disse eu que ele não profetiza a meu respeito o que é bom, mas somente o que é mau?
18.Micaías prosseguiu: Ouvi, pois, a palavra do SENHOR: Vi o SENHOR assentado no seu trono, e todo o exército do céu estava à sua direita e à sua esquerda.
19.Perguntou o SENHOR: Quem enganará Acabe, o rei de Israel, para que suba e caia em Ramote-Gileade? Um dizia desta maneira, e outro, de outra.
20.Então, saiu um espírito, e se apresentou diante do SENHOR, e disse: Eu o enganarei. Perguntou-lhe o SENHOR: Com quê?
21.Respondeu ele: Sairei e serei espírito mentiroso na boca de todos os seus profetas. Disse o SENHOR: Tu o enganarás e ainda prevalecerás; sai e faze-o assim.
22.Eis que o SENHOR pôs o espírito mentiroso na boca de todos estes teus profetas e o SENHOR falou o que é mau contra ti.
23.Então, Zedequias, filho de Quenaana, deu uma bofetada em Micaías e disse:
24.Por onde saiu o Espírito do SENHOR para falar a ti? Disse Micaías: Eis que o verás naquele mesmo dia, quando entrares de câmara em câmara, para te esconderes.
25.Então, disse o rei de Israel: Tomai a Micaías e devolvei-o a Amom, governador da cidade, e a Joás, filho do rei;
26.e direis: Assim diz o rei: Metei este homem na casa do cárcere e angustiai-o com escassez de pão e de água, até que eu volte em paz.
27.Disse Micaías: Se voltares em paz, não falou o SENHOR, na verdade, por mim. Disse mais: Ouvi isto, vós, todos os povos!
A morte de Acabe
28.Subiram o rei de Israel e Josafá, rei de Judá, a Ramote-Gileade.
29.Disse o rei de Israel a Josafá: Eu me disfarçarei e entrarei na peleja; tu, porém, traja as tuas vestes. Disfarçou-se, pois, o rei de Israel, e entraram na peleja.
30.Ora, o rei da Síria dera ordem aos capitães dos seus carros, dizendo: Não pelejareis nem contra pequeno nem contra grande, mas somente contra o rei de Israel.
31.Vendo os capitães dos carros a Josafá, disseram: Este é o rei de Israel. Portanto, a ele se dirigiram para o atacar. Josafá, porém, gritou, e o SENHOR o socorreu; Deus os desviou dele.
32.Vendo os capitães dos carros que não era o rei de Israel, deixaram de o perseguir.
33.Então, um homem entesou o arco e, atirando ao acaso, feriu o rei de Israel por entre as juntas da sua armadura; então, disse este ao seu cocheiro: Vira e leva-me para fora do combate, porque estou gravemente ferido.
34.A peleja tornou-se renhida naquele dia; quanto ao rei, segurou-se a si mesmo de pé no carro defronte dos siros, até à tarde, mas, ao pôr-do-sol, morreu.
O profeta Jeú repreende a Josafá
1.Josafá, rei de Judá, voltou para sua casa em paz, para Jerusalém.
2.O vidente Jeú, filho de Hanani, saiu ao encontro do rei Josafá e lhe disse: Devias tu ajudar ao perverso e amar aqueles que aborrecem o SENHOR? Por isso, caiu sobre ti a ira da parte do SENHOR.
3.Boas coisas, contudo, se acharam em ti; porque tiraste os postes-ídolos da terra e dispuseste o coração para buscares a Deus.
Nomeação de juízes
4.Habitou, pois, Josafá em Jerusalém; tornou a passar pelo povo desde Berseba até à região montanhosa de Efraim e fez que ele tornasse ao SENHOR, Deus de seus pais.
5.Estabeleceu juízes no país, em todas as cidades fortificadas, de cidade em cidade.
6.Disse aos juízes: Vede o que fazeis, porque não julgais da parte do homem, e sim da parte do SENHOR, e, no julgardes, ele está convosco.
7.Agora, pois, seja o temor do SENHOR convosco; tomai cuidado e fazei-o, porque não há no SENHOR, nosso Deus, injustiça, nem parcialidade, nem aceita ele suborno.
8.Também, depois de terem voltado para Jerusalém, estabeleceu aí Josafá alguns dos levitas, e dos sacerdotes, e dos cabeças das famílias de Israel para julgarem da parte do SENHOR e decidirem as sentenças contestadas.
9.Deu-lhes ordem, dizendo: Assim, andai no temor do SENHOR, com fidelidade e inteireza de coração.
10.Toda vez que vier a vós outros sentença contestada de vossos irmãos que habitam nas suas cidades: entre sangue e sangue, lei e mandamento, estatutos e juízos, admoestai-os, que não se façam culpados para com o SENHOR, para que não venha grande ira sobre vós e sobre vossos irmãos; fazei assim e não vos tornareis culpados.
11.Eis que Amarias, o sumo sacerdote, presidirá nas coisas que dizem respeito ao SENHOR; e Zebadias, filho de Ismael, príncipe da casa de Judá, nas que dizem respeito ao rei. Também os levitas serão oficiais à vossa disposição. Sede fortes no cumprimento disso, e o SENHOR será com os bons.
A vitória de Josafá sobre Moabe e Amom
1.Depois disto, os filhos de Moabe e os filhos de Amom, com alguns dos meunitas, vieram à peleja contra Josafá.
2.Então, vieram alguns que avisaram a Josafá, dizendo: Grande multidão vem contra ti dalém do mar e da Síria; eis que já estão em Hazazom-Tamar, que é En-Gedi.
3.Então, Josafá teve medo e se pôs a buscar ao SENHOR; e apregoou jejum em todo o Judá.
4.Judá se congregou para pedir socorro ao SENHOR; também de todas as cidades de Judá veio gente para buscar ao SENHOR.
5.Pôs-se Josafá em pé, na congregação de Judá e de Jerusalém, na Casa do SENHOR, diante do pátio novo,
6.e disse: Ah! SENHOR, Deus de nossos pais, porventura, não és tu Deus nos céus? Não és tu que dominas sobre todos os reinos dos povos? Na tua mão, está a força e o poder, e não há quem te possa resistir.
7.Porventura, ó nosso Deus, não lançaste fora os moradores desta terra de diante do teu povo de Israel e não a deste para sempre à posteridade de Abraão, teu amigo?
8.Habitaram nela e nela edificaram um santuário ao teu nome, dizendo:
9.Se algum mal nos sobrevier, espada por castigo, peste ou fome, nós nos apresentaremos diante desta casa e diante de ti, pois o teu nome está nesta casa; e clamaremos a ti na nossa angústia, e tu nos ouvirás e livrarás.
10.Agora, pois, eis que os filhos de Amom e de Moabe e os do monte Seir, cujas terras não permitiste a Israel invadir, quando vinham da terra do Egito, mas deles se desviaram e não os destruíram,
11.eis que nos dão o pago, vindo para lançar-nos fora da tua possessão, que nos deste em herança.
12.Ah! Nosso Deus, acaso, não executarás tu o teu julgamento contra eles? Porque em nós não há força para resistirmos a essa grande multidão que vem contra nós, e não sabemos nós o que fazer; porém os nossos olhos estão postos em ti.
13.Todo o Judá estava em pé diante do SENHOR, como também as suas crianças, as suas mulheres e os seus filhos.
14.Então, veio o Espírito do SENHOR no meio da congregação, sobre Jaaziel, filho de Zacarias, filho de Benaia, filho de Jeiel, filho de Matanias, levita, dos filhos de Asafe,
15.e disse: Dai ouvidos, todo o Judá e vós, moradores de Jerusalém, e tu, ó rei Josafá, ao que vos diz o SENHOR. Não temais, nem vos assusteis por causa desta grande multidão, pois a peleja não é vossa, mas de Deus.
16.Amanhã, descereis contra eles; eis que sobem pela ladeira de Ziz; encontrá-los-eis no fim do vale, defronte do deserto de Jeruel.
17.Neste encontro, não tereis de pelejar; tomai posição, ficai parados e vede o salvamento que o SENHOR vos dará, ó Judá e Jerusalém. Não temais, nem vos assusteis; amanhã, saí-lhes ao encontro, porque o SENHOR é convosco.
18.Então, Josafá se prostrou com o rosto em terra; e todo o Judá e os moradores de Jerusalém também se prostraram perante o SENHOR e o adoraram.
19.Dispuseram-se os levitas, dos filhos dos coatitas e dos coreítas, para louvarem o SENHOR, Deus de Israel, em voz alta, sobremaneira.
20.Pela manhã cedo, se levantaram e saíram ao deserto de Tecoa; ao saírem eles, pôs-se Josafá em pé e disse: Ouvi-me, ó Judá e vós, moradores de Jerusalém! Crede no SENHOR, vosso Deus, e estareis seguros; crede nos seus profetas e prosperareis.
21.Aconselhou-se com o povo e ordenou cantores para o SENHOR, que, vestidos de ornamentos sagrados e marchando à frente do exército, louvassem a Deus, dizendo: Rendei graças ao SENHOR, porque a sua misericórdia dura para sempre.
22.Tendo eles começado a cantar e a dar louvores, pôs o SENHOR emboscadas contra os filhos de Amom e de Moabe e os do monte Seir que vieram contra Judá, e foram desbaratados.
23.Porque os filhos de Amom e de Moabe se levantaram contra os moradores do monte Seir, para os destruir e exterminar; e, tendo eles dado cabo dos moradores de Seir, ajudaram uns aos outros a destruir-se.
24.Tendo Judá chegado ao alto que olha para o deserto, procurou ver a multidão, e eis que eram corpos mortos, que jaziam em terra, sem nenhum sobrevivente.
25.Vieram Josafá e o seu povo para saquear os despojos e acharam entre os cadáveres riquezas em abundância e objetos preciosos; tomaram para si mais do que podiam levar e três dias saquearam o despojo, porque era muito.
26.Ao quarto dia, se ajuntaram no vale de Bênção, onde louvaram o SENHOR; por isso, chamaram àquele lugar vale de Bênção, até ao dia de hoje.
27.Então, voltaram todos os homens de Judá e de Jerusalém, e Josafá, à frente deles, e tornaram para Jerusalém com alegria, porque o SENHOR os alegrara com a vitória sobre seus inimigos.
28.Vieram para Jerusalém com alaúdes, harpas e trombetas, para a Casa do SENHOR.
29.Veio da parte de Deus o terror sobre todos os reinos daquelas terras, quando ouviram que o SENHOR havia pelejado contra os inimigos de Israel.
30.Assim, o reino de Josafá teve paz, porque Deus lhe dera repouso por todos os lados.
O reinado e a morte de Josafá
31.Josafá reinou sobre Judá; tinha trinta e cinco anos quando começou a reinar e reinou vinte e cinco anos em Jerusalém. Sua mãe se chamava Azuba, filha de Sili.
32.Ele andou no caminho de Asa, seu pai, e não se desviou dele, fazendo o que era reto perante o SENHOR.
33.Contudo, os altos não se tiraram, porque o povo não tinha ainda disposto o coração para com o Deus de seus pais.
34.Quanto aos mais atos de Josafá, tanto os primeiros como os últimos, eis que estão escritos nas Crônicas registradas por Jeú, filho de Hanani, que as inseriu na História dos Reis de Israel.
35.Depois disto, Josafá, rei de Judá, se aliou com Acazias, rei de Israel, que procedeu iniquamente.
36.Aliou-se com ele, para fazerem navios que fossem a Társis; e fizeram os navios em Eziom-Geber.
37.Porém Eliézer, filho de Dodavá, de Maressa, profetizou contra Josafá, dizendo: Porquanto te aliaste com Acazias, o SENHOR destruiu as tuas obras. E os navios se quebraram e não puderam ir a Társis.
O reinado de Jeorão
1.Descansou Josafá com seus pais e foi sepultado com eles na Cidade de Davi; e Jeorão, seu filho, reinou em seu lugar.
2.Teve este irmãos, filhos de Josafá: Azarias, Jeiel, Zacarias, Azarias, Micael e Sefatias; todos estes foram filhos de Josafá, rei de Israel.
3.Seu pai lhes fez muitas dádivas de prata, ouro e coisas preciosas e ainda de cidades fortificadas em Judá; porém o reino deu a Jeorão, por ser o primogênito.
4.Tendo Jeorão assumido o reino de seu pai e havendo-se fortificado, matou todos os seus irmãos à espada, como também alguns dos príncipes de Israel.
5.Era Jeorão da idade de trinta e dois anos quando começou a reinar e reinou oito anos em Jerusalém.
6.Andou nos caminhos dos reis de Israel, como também fizeram os da casa de Acabe, porque a filha deste era sua mulher; e fez o que era mau perante o SENHOR.
7.Porém o SENHOR não quis destruir a casa de Davi por causa da aliança que com ele fizera, segundo a promessa que lhe havia feito de dar a ele, sempre, uma lâmpada e a seus filhos.
8.Nos dias de Jeorão, se revoltaram os edomitas contra o poder de Judá e constituíram o seu próprio rei.
9.Pelo que Jeorão passou adiante com todos os seus chefes, e todos os carros, com ele; de noite, se levantou e feriu os edomitas que o cercavam e os capitães dos carros.
10.Assim, se rebelou Edom para livrar-se do poder de Judá, até ao dia de hoje; ao mesmo tempo, se rebelou também Libna contra Jeorão, porque este deixara ao SENHOR, Deus de seus pais.
11.Também fez altos nos montes de Judá, e seduziu os habitantes de Jerusalém à idolatria, e fez desgarrar a Judá.
12.Então, lhe chegou às mãos uma carta do profeta Elias, em que estava escrito: Assim diz o SENHOR, Deus de Davi, teu pai: Porquanto não andaste nos caminhos de Josafá, teu pai, e nos caminhos de Asa, rei de Judá,
13.mas andaste nos caminhos dos reis de Israel, e induziste à idolatria a Judá e os moradores de Jerusalém, segundo a idolatria da casa de Acabe, e também mataste a teus irmãos, da casa de teu pai, melhores do que tu,
14.eis que o SENHOR castigará com grande flagelo ao teu povo, aos teus filhos, às tuas mulheres e todas as tuas possessões.
15.Tu terás grande enfermidade nas tuas entranhas, enfermidade que aumentará dia após dia, até que saiam as tuas entranhas.
16.Despertou, pois, o SENHOR contra Jeorão o ânimo dos filisteus e dos arábios que estão do lado dos etíopes.
17.Estes subiram a Judá, deram contra ele e levaram todos os bens que se acharam na casa do rei, como também a seus filhos e as suas mulheres; de modo que não lhe deixaram filho algum, senão Jeoacaz, o mais moço deles.
18.Depois de tudo isto, o SENHOR o feriu nas suas entranhas com enfermidade incurável.
19.E, aumentando esta dia após dia, ao cabo de dois anos, saíram-lhe as entranhas por causa da enfermidade, e morreu com terríveis agonias. O seu povo não lhe queimou aromas, como se fez a seus pais.
20.Era ele da idade de trinta e dois anos quando começou a reinar e reinou oito anos em Jerusalém. E se foi sem deixar de si saudades; sepultaram-no na Cidade de Davi, porém não nos sepulcros dos reis.
O reinado de Acazias
1.Os moradores de Jerusalém, em lugar de Jeorão, fizeram rei a Acazias, seu filho mais moço; porque a tropa, que viera com os arábios ao arraial, tinha matado todos os mais velhos. Assim, reinou Acazias, filho de Jeorão, rei de Judá.
2.Era Acazias de vinte e dois anos de idade quando começou a reinar e reinou um ano em Jerusalém.
3.Sua mãe, filha de Onri, chamava-se Atalia. Ele também andou nos caminhos da casa de Acabe; porque sua mãe era quem o aconselhava a proceder iniquamente.
4.Fez o que era mau perante o SENHOR, como os da casa de Acabe; porque eles eram seus conselheiros depois da morte de seu pai, para a sua perdição.
5.Também andou nos conselhos deles e foi com Jorão, filho de Acabe, rei de Israel, a Ramote-Gileade, à peleja contra Hazael, rei da Síria; e os siros feriram Jorão.
6.Então, voltou para Jezreel, para curar-se das feridas que lhe fizeram em Ramá, quando pelejou contra Hazael, rei da Síria; e desceu Acazias, filho de Jeorão, rei de Judá, para ver a Jorão, filho de Acabe, em Jezreel, porquanto estava doente.
Jeú mata a Acazias
7.Foi da vontade de Deus que Acazias, para a sua ruína, fosse visitar a Jorão; porque, vindo ele, saiu com Jorão para encontrar-se com Jeú, filho de Ninsi, a quem o SENHOR tinha ungido para desarraigar a casa de Acabe.
8.Ao executar Jeú juízo contra a casa de Acabe, achou os príncipes de Judá e os filhos dos irmãos de Acazias, que o serviam, e os matou.
9.Depois, mandou procurar a Acazias, e, achando-o em Samaria, onde se havia escondido, o trouxeram a Jeú e o mataram; seus próprios servos o sepultaram, porque diziam: É filho de Josafá, que buscou ao SENHOR de todo o coração. E ninguém houve na casa de Acazias que pudesse reinar.
Atalia usurpa o trono
10.Vendo Atalia, mãe de Acazias, que seu filho era morto, levantou-se e destruiu toda a descendência real da casa de Judá.
11.Mas Jeosabeate, filha do rei, tomou a Joás, filho de Acazias, e o furtou dentre os filhos do rei, aos quais matavam, e o pôs e à sua ama numa câmara interior; assim, Jeosabeate, a filha do rei Jeorão, mulher do sacerdote Joiada e irmã de Acazias, o escondeu de Atalia, e não foi morto.
12.Joás esteve com eles seis anos na Casa de Deus, e Atalia reinou no país.
Joás ungido rei de Judá
1.No sétimo ano, Joiada se animou e entrou em aliança com os capitães de cem: Azarias, filho de Jeroão, Ismael, filho de Joanã, Azarias, filho de Obede, Maaséias, filho de Adaías, e Elisafate, filho de Zicri.
2.Estes percorreram Judá, e congregaram os levitas de todas as cidades de Judá e os cabeças das famílias de Israel, e vieram para Jerusalém.
3.Toda essa congregação fez aliança com o rei na Casa de Deus; e Joiada lhes disse: Eis que reinará o filho do rei, como falou o SENHOR a respeito dos filhos de Davi.
4.Esta é a obra que haveis de fazer: uma terça parte de vós, sacerdotes e levitas, que entrais no sábado, servirá de guardas da porta;
5.outra terça parte estará na casa do rei; e a outra terça parte, à Porta do Fundamento; e todo o povo estará nos pátios da Casa do SENHOR.
6.Porém ninguém entre na Casa do SENHOR, senão os sacerdotes e os levitas que ministram; estes entrarão, porque são santos; mas todo o povo guardará o preceito do SENHOR.
7.Os levitas rodearão o rei, cada um de armas na mão, e qualquer que entrar na casa, seja morto; estareis com o rei quando entrar e quando sair.
8.Fizeram, pois, os levitas e todo o Judá segundo tudo quanto lhes ordenara o sacerdote Joiada; tomou cada um os seus homens, tanto os que entravam como os que saíam no sábado; porquanto o sacerdote Joiada não despediu os turnos.
9.O sacerdote Joiada entregou aos capitães de cem as lanças, os paveses e os escudos que haviam sido do rei Davi e estavam na Casa de Deus.
10.Dispôs todo o povo, cada um de armas na mão, desde o lado direito da casa real até ao seu lado esquerdo, e até ao altar, e até ao templo, para rodear o rei.
11.Então, trouxeram para fora o filho do rei, puseram-lhe a coroa, entregaram-lhe o Livro do Testemunho e o constituíram rei; Joiada e seus filhos o ungiram e gritaram: Viva o rei!
A morte de Atalia
12.Ouvindo Atalia o clamor do povo que corria e louvava o rei, veio para onde este se achava na Casa do SENHOR;
13.olhou, e eis que o rei estava junto à coluna, à entrada, e os capitães e os que tocavam trombetas, junto ao rei; e todo o povo da terra se alegrava, e se tocavam trombetas. Também os cantores com os instrumentos músicos dirigiam o canto de louvores. Então, Atalia rasgou os seus vestidos e clamou: Traição! Traição!
14.Porém o sacerdote Joiada trouxe para fora os capitães que comandavam as tropas e disse-lhes: Fazei-a sair por entre as fileiras; se alguém a seguir, matai-o à espada. Porque o sacerdote tinha dito: Não a matem na Casa do SENHOR.
15.Lançaram mão dela; e ela, pelo caminho da entrada dos cavalos, foi à casa do rei, onde a mataram.
A aliança de Joiada
16.Joiada fez aliança entre si mesmo, o povo e o rei, para serem eles o povo do SENHOR.
17.Então, todo o povo se dirigiu para a casa de Baal e a derribaram; despedaçaram os seus altares e as suas imagens e a Matã, sacerdote de Baal, mataram perante os altares.
18.Entregou Joiada a superintendência da Casa do SENHOR nas mãos dos sacerdotes levitas, a quem Davi designara para o encargo da Casa do SENHOR, para oferecerem os holocaustos do SENHOR, como está escrito na Lei de Moisés, com alegria e com canto, segundo a instituição de Davi.
19.Colocou porteiros às portas da Casa do SENHOR, para que nela não entrasse ninguém que de qualquer forma fosse imundo.
20.Tomou os capitães de cem, os nobres, os governadores do povo e todo o povo da terra, e todos estes conduziram, da Casa do SENHOR, o rei; passaram, pela porta superior, para a casa do rei e assentaram o rei no trono do reino.
21.Alegrou-se todo o povo da terra, e a cidade ficou tranqüila, pois haviam matado Atalia à espada.
O reinado de Joás
1.Tinha Joás sete anos de idade quando começou a reinar e quarenta anos reinou em Jerusalém.
2.Era o nome de sua mãe Zíbia, de Berseba. Fez Joás o que era reto perante o SENHOR todos os dias do sacerdote Joiada.
3.Tomou-lhe Joiada duas mulheres; e gerou filhos e filhas.
4.Depois disto, resolveu Joás restaurar a Casa do SENHOR.
5.Reuniu os sacerdotes e os levitas e lhes disse: Saí pelas cidades de Judá e levantai dinheiro de todo o Israel para reparardes a casa do vosso Deus, de ano em ano; e, vós, apressai-vos nisto. Porém os levitas não se apressaram.
6.Mandou o rei chamar a Joiada, o chefe, e lhe perguntou: Por que não requereste dos levitas que trouxessem de Judá e de Jerusalém o imposto que Moisés, servo do SENHOR, pôs sobre a congregação de Israel, para a tenda do Testemunho?
7.Porque a perversa Atalia e seus filhos arruinaram a Casa de Deus; e usaram todas as coisas sagradas da Casa do SENHOR no serviço dos baalins.
8.Deu o rei ordem e fizeram um cofre e o puseram do lado de fora, à porta da Casa do SENHOR.
9.Publicou-se, em Judá e em Jerusalém, que trouxessem ao SENHOR o imposto que Moisés, servo de Deus, havia posto sobre Israel, no deserto.
10.Então, todos os príncipes e todo o povo se alegraram, e trouxeram o imposto, e o lançaram no cofre, até acabar a obra.
11.Quando o cofre era levado por intermédio dos levitas a uma comissão real, vendo-se que havia muito dinheiro, vinha o escrivão do rei e o comissário do sumo sacerdote, esvaziavam-no, tomavam-no e o levavam de novo ao seu lugar; assim faziam dia após dia e ajuntaram dinheiro em abundância,
12.o qual o rei e Joiada davam aos que dirigiam a obra e tinham a seu cargo a Casa do SENHOR; contrataram pedreiros e carpinteiros, para restaurarem a Casa do SENHOR, como também os que trabalhavam em ferro e em bronze, para repararem a Casa do SENHOR.
13.Os que tinham o encargo da obra trabalhavam, e a reparação tinha bom êxito com eles; restauraram a Casa de Deus no seu próprio estado e a consolidaram.
14.Tendo eles acabado a obra, trouxeram ao rei e a Joiada o resto do dinheiro, de que se fizeram utensílios para a Casa do SENHOR, objetos para o ministério e para os holocaustos, taças e outros objetos de ouro e de prata. E continuamente ofereceram holocaustos na Casa do SENHOR, todos os dias de Joiada.
15.Envelheceu Joiada e morreu farto de dias; era da idade de cento e trinta anos quando morreu.
16.Sepultaram-no na Cidade de Davi com os reis; porque tinha feito bem em Israel e para com Deus e a sua casa.
Zacarias morto pelo rei
17.Depois da morte de Joiada, vieram os príncipes de Judá e se prostraram perante o rei, e o rei os ouviu.
18.Deixaram a Casa do SENHOR, Deus de seus pais, e serviram aos postes-ídolos e aos ídolos; e, por esta sua culpa, veio grande ira sobre Judá e Jerusalém.
19.Porém o SENHOR lhes enviou profetas para os reconduzir a si; estes profetas testemunharam contra eles, mas eles não deram ouvidos.
20.O Espírito de Deus se apoderou de Zacarias, filho do sacerdote Joiada, o qual se pôs em pé diante do povo e lhes disse: Assim diz Deus: Por que transgredis os mandamentos do SENHOR, de modo que não prosperais? Porque deixastes o SENHOR, também ele vos deixará.
21.Conspiraram contra ele e o apedrejaram, por mandado do rei, no pátio da Casa do SENHOR.
22.Assim, o rei Joás não se lembrou da beneficência que Joiada, pai de Zacarias, lhe fizera, porém matou-lhe o filho; este, ao expirar, disse: O SENHOR o verá e o retribuirá.
O juízo de Deus sobre Joás
23.Antes de se findar o ano, subiu contra Joás o exército dos siros; e, vindo a Judá e a Jerusalém, destruíram, dentre o povo, a todos os seus príncipes, cujo despojo remeteram ao rei de Damasco.
24.Ainda que o exército dos siros viera com poucos homens, contudo, o SENHOR lhes permitiu vencer um exército mui numeroso dos judeus, porque estes deixaram o SENHOR, Deus de seus pais. Assim, executaram os siros os juízos de Deus contra Joás.
A conspiração contra o rei Joás
25.Quando os siros se retiraram dele, deixando-o gravemente enfermo, conspiraram contra ele os seus servos, por causa do sangue dos filhos do sacerdote Joiada, e o feriram no seu leito, e morreu.
26.Sepultaram-no na Cidade de Davi, porém não nos sepulcros dos reis. Foram estes os que conspiraram contra ele: Zabade, filho de Simeate, a amonita, e Jeozabade, filho de Sinrite, a moabita.
27.Quanto a seus filhos, e às numerosas sentenças proferidas contra ele, e à restauração da Casa de Deus, eis que estão escritos no Livro da História dos Reis. Em seu lugar, reinou Amazias, seu filho.
O reinado de Amazias
1.Era Amazias da idade de vinte e cinco anos quando começou a reinar e reinou vinte e nove anos em Jerusalém; sua mãe se chamava Jeoadã, de Jerusalém.
2.Fez ele o que era reto perante o SENHOR; não, porém, com inteireza de coração.
3.Uma vez confirmado o reino nas suas mãos, matou os seus servos que tinham assassinado o rei, seu pai.
4.Porém os filhos deles não matou, mas fez segundo está escrito na Lei, no Livro de Moisés, no qual o SENHOR deu ordem, dizendo: Os pais não serão mortos por causa dos filhos, nem os filhos, por causa dos pais; cada qual será morto pelo seu próprio pecado.
Amazias vence os edomitas
5.Amazias congregou a Judá e o pôs, segundo as suas famílias, sob chefes de mil e chefes de cem, por todo o Judá e Benjamim; contou-os de vinte anos para cima e achou trezentos mil escolhidos capazes de sair à guerra e manejar lança e escudo.
6.Também tomou de Israel a soldo cem mil homens valentes por cem talentos de prata.
7.Porém certo homem de Deus veio a ele, dizendo: Ó rei, não deixes ir contigo o exército de Israel; porque o SENHOR não é com Israel, isto é, com os filhos de Efraim.
8.Porém vai só, age e sê forte; do contrário, Deus te faria cair diante do inimigo, porque Deus tem força para ajudar e para fazer cair.
9.Disse Amazias ao homem de Deus: Que se fará, pois, dos cem talentos de prata que dei às tropas de Israel? Respondeu-lhe o homem de Deus: Muito mais do que isso pode dar-te o SENHOR.
10.Então, separou Amazias as tropas que lhe tinham vindo de Efraim para que voltassem para casa; pelo que muito se acendeu a ira deles contra Judá, e voltaram para casa ardendo em ira.
11.Animou-se Amazias e, conduzindo o seu povo, foi-se ao vale do Sal, onde feriu dez mil dos filhos de Seir.
12.Também os filhos de Judá prenderam vivos dez mil e os trouxeram ao cimo de um penhasco, de onde os precipitaram, de modo que todos foram esmigalhados.
13.Porém os homens das tropas que Amazias despedira, para que não fossem com ele à peleja, deram sobre as cidades de Judá, desde Samaria até Bete-Horom; feriram deles três mil e fizeram grande despojo.
Deus repreende Amazias por ser este idólatra
14.Vindo Amazias da matança dos edomitas, trouxe consigo os deuses dos filhos de Seir, tomou-os por seus deuses, adorou-os e lhes queimou incenso.
15.Então, a ira do SENHOR se acendeu contra Amazias, e mandou-lhe um profeta que lhe disse: Por que buscaste deuses que a seu povo não livraram das tuas mãos?
16.Enquanto lhe falava o profeta, disse 8799 -lhe o rei: Acaso, te pusemos por conselheiro do rei? Pára com isso. Por que teríamos de ferir-te? Então, parou o profeta, mas disse: Sei que Deus resolveu destruir-te, porque fizeste isso e não deste ouvidos ao meu conselho.
Amazias derrotado por Jeoás
17.Então, Amazias, rei de Judá, tomou conselho e enviou mensageiros a Jeoás, filho de Jeoacaz, filho de Jeú, rei de Israel, dizendo: Vem, meçamos armas.
18.Porém Jeoás, rei de Israel, respondeu a Amazias, rei de Judá: O cardo que está no Líbano mandou dizer ao cedro que lá está: Dá tua filha por mulher a meu filho; mas os animais do campo, que estavam no Líbano, passaram e pisaram o cardo.
19.Tu dizes: Eis que feri os edomitas; e o teu coração se ensoberbeceu para te gloriares; agora, fica em casa; por que provocarias o mal para caíres tu, e Judá, contigo?
20.Mas Amazias não quis atendê-lo; porque isto vinha de Deus, para entregá-los nas mãos dos seus inimigos, porquanto buscaram os deuses dos edomitas.
21.Subiu, então, Jeoás, rei de Israel, e Amazias, rei de Judá, e mediram armas em Bete-Semes, que pertence a Judá.
22.Judá foi derrotado por Israel, e fugiu cada um para sua casa.
23.E Jeoás, rei de Israel, prendeu a Amazias, rei de Judá, filho de Joás, filho de Jeoacaz, em Bete-Semes; levou-o a Jerusalém, cujo muro ele rompeu desde a Porta de Efraim até à Porta da Esquina, quatrocentos côvados.
24.Tomou todo o ouro e a prata, e todos os utensílios que se acharam na Casa de Deus, com Obede-Edom, e os tesouros da casa do rei, como também reféns; e voltou para Samaria.
A morte de Amazias, de Judá
25.Amazias, filho de Joás, rei de Judá, viveu quinze anos depois da morte de Jeoás, filho de Jeoacaz, rei de Israel.
26.Ora, os mais atos de Amazias, tanto os primeiros como os últimos, porventura, não estão escritos no Livro da História dos Reis de Judá e de Israel?
27.Depois que Amazias deixou de seguir ao SENHOR, conspiraram contra ele em Jerusalém, e ele fugiu para Laquis; porém enviaram após ele homens até Laquis e o mataram ali.
28.Trouxeram-no sobre cavalos e o sepultaram junto a seus pais na Cidade de Davi.
O reinado de Uzias
1.Todo o povo de Judá tomou a Uzias, que era de dezesseis anos, e o constituiu rei em lugar de Amazias, seu pai.
2.Ele edificou a Elate e a restituiu a Judá, depois que o rei descansou com seus pais.
3.Uzias tinha dezesseis anos quando começou a reinar e cinqüenta e dois anos reinou em Jerusalém. Era o nome de sua mãe Jecolias, de Jerusalém.
4.Ele fez o que era reto perante o SENHOR, segundo tudo o que fizera Amazias, seu pai.
5.Propôs-se buscar a Deus nos dias de Zacarias, que era sábio nas visões de Deus; nos dias em que buscou ao SENHOR, Deus o fez prosperar.
6.Saiu e guerreou contra os filisteus e quebrou o muro de Gate, o de Jabné e o de Asdode; e edificou cidades no território de Asdode e entre os filisteus.
7.Deus o ajudou contra os filisteus, e contra os arábios que habitavam em Gur-Baal, e contra os meunitas.
8.Os amonitas deram presentes a Uzias, cujo renome se espalhara até à entrada do Egito, porque se tinha tornado em extremo forte.
9.Também edificou Uzias torres em Jerusalém, à Porta da Esquina, à Porta do Vale e à Porta do Ângulo e as fortificou.
10.Também edificou torres no deserto e cavou muitas cisternas, porque tinha muito gado, tanto nos vales como nas campinas; tinha lavradores e vinhateiros, nos montes e nos campos férteis, porque era amigo da agricultura.
11.Tinha também Uzias um exército de homens destros nas armas, que saíam à guerra em tropas, segundo o rol feito pelo escrivão Jeiel e Maaséias, oficial, sob a direção de Hananias, um dos príncipes do rei.
12.O número total dos cabeças das famílias, homens valentes, era de dois mil e seiscentos.
13.Debaixo das suas ordens, havia um exército guerreiro de trezentos e sete mil e quinhentos homens, que faziam a guerra com grande poder, para ajudar o rei contra os inimigos.
14.Preparou-lhes Uzias, para todo o exército, escudos, lanças, capacetes, couraças e arcos e até fundas para atirar pedras.
15.Fabricou em Jerusalém máquinas, de invenção de homens peritos, destinadas para as torres e cantos das muralhas, para atirarem flechas e grandes pedras; divulgou-se a sua fama até muito longe, porque foi maravilhosamente ajudado, até que se tornou forte.
Uzias é atacado de lepra
16.Mas, havendo-se já fortificado, exaltou-se o seu coração para a sua própria ruína, e cometeu transgressões contra o SENHOR, seu Deus, porque entrou no templo do SENHOR para queimar incenso no altar do incenso.
17.Porém o sacerdote Azarias entrou após ele, com oitenta sacerdotes do SENHOR, homens da maior firmeza;
18.e resistiram ao rei Uzias e lhe disseram: A ti, Uzias, não compete queimar incenso perante o SENHOR, mas aos sacerdotes, filhos de Arão, que são consagrados para este mister; sai do santuário, porque transgrediste; nem será isso para honra tua da parte do SENHOR Deus.
19.Então, Uzias se indignou; tinha o incensário na mão para queimar incenso; indignando-se ele, pois, contra os sacerdotes, a lepra lhe saiu na testa perante os sacerdotes, na Casa do SENHOR, junto ao altar do incenso.
20.Então, o sumo sacerdote Azarias e todos os sacerdotes voltaram-se para ele, e eis que estava leproso na testa, e apressadamente o lançaram fora; até ele mesmo se deu pressa em sair, visto que o SENHOR o ferira.
21.Assim, ficou leproso o rei Uzias até ao dia da sua morte; e morou, por ser leproso, numa casa separada, porque foi excluído da Casa do SENHOR; e Jotão, seu filho, tinha a seu cargo a casa do rei, julgando o povo da terra.
22.Quanto aos mais atos de Uzias, tanto os primeiros como os últimos, o profeta Isaías, filho de Amoz, os escreveu.
23.Descansou Uzias com seus pais, e, com seus pais, o sepultaram no campo do sepulcro que era dos reis; porque disseram: Ele é leproso. E Jotão, seu filho, reinou em seu lugar.
O reinado de Jotão
1.Tinha Jotão vinte e cinco anos de idade quando começou a reinar e dezesseis anos reinou em Jerusalém. Era o nome de sua mãe Jerusa, filha de Zadoque.
2.Fez o que era reto perante o SENHOR, segundo tudo o que fizera Uzias, seu pai, exceto que não entrou no templo do SENHOR. E o povo continuava na prática do mal.
3.Ele edificou a porta de cima da Casa do SENHOR e também edificou muitas obras sobre o Muro de Ofel.
4.Também edificou cidades na região montanhosa de Judá e nos bosques, castelos e torres.
5.Ele também guerreou contra o rei dos filhos de Amom e prevaleceu sobre eles, de modo que os filhos de Amom, naquele ano, lhe deram cem talentos de prata, dez mil coros de trigo e dez mil de cevada; isto lhe trouxeram os filhos de Amom também no segundo e no terceiro ano.
6.Assim, Jotão se foi tornando mais poderoso, porque dirigia os seus caminhos segundo a vontade do SENHOR, seu Deus.
7.Quanto aos mais atos de Jotão, todas as suas guerras e empreendimentos, eis que tudo está escrito no Livro da História dos Reis de Israel e de Judá.
8.Tinha vinte e cinco anos de idade quando começou a reinar e reinou dezesseis anos em Jerusalém.
9.Descansou Jotão com seus pais, e o sepultaram na Cidade de Davi; e Acaz, seu filho, reinou em seu lugar.
O reinado de Acaz
1.Tinha Acaz vinte anos de idade quando começou a reinar e reinou dezesseis anos em Jerusalém; e não fez o que era reto perante o SENHOR, como Davi, seu pai.
2.Andou nos caminhos dos reis de Israel e até fez imagens fundidas a baalins.
3.Também queimou incenso no vale do filho de Hinom e queimou a seus próprios filhos, segundo as abominações dos gentios que o SENHOR lançara de diante dos filhos de Israel.
4.Também sacrificou e queimou incenso nos altos e nos outeiros, como também debaixo de toda árvore frondosa.
5.Pelo que o SENHOR, seu Deus, o entregou nas mãos do rei dos siros, os quais o derrotaram e levaram dele em cativeiro uma grande multidão de presos, que trouxeram a Damasco; também foi entregue nas mãos do rei de Israel, o qual lhe infligiu grande derrota.
6.Porque Peca, filho de Remalias, matou em Judá, num só dia, cento e vinte mil, todos homens poderosos, por terem abandonado o SENHOR, Deus de seus pais.
7.Zicri, homem valente de Efraim, matou a Maaséias, filho do rei, a Azricão, alto oficial do palácio, e a Elcana, o segundo depois do rei.
8.Os filhos de Israel levaram presos de Judá, seu povo irmão, duzentos mil: mulheres, filhos e filhas; e saquearam deles grande despojo e o trouxeram para Samaria.
9.Mas estava ali um profeta do SENHOR, cujo nome era Odede, o qual saiu ao encontro do exército que vinha para Samaria e lhe disse: Eis que, irando-se o SENHOR, Deus de vossos pais, contra Judá, os entregou nas vossas mãos, e vós os matastes com tamanha raiva, que chegou até aos céus.
10.Agora, cuidais em sujeitar os filhos de Judá e Jerusalém, para vos serem escravos e escravas; acaso, não sois vós mesmos culpados contra o SENHOR, vosso Deus?
11.Agora, pois, atendei-me e fazei voltar os presos que trouxestes cativos de vossos irmãos, porque o brasume da ira do SENHOR está sobre vós.
12.Então, se levantaram alguns homens dentre os cabeças dos filhos de Efraim, a saber, Azarias, filho de Joanã, Berequias, filho de Mesilemote, Jeizquias, filho de Salum, e Amasa, filho de Hadlai, contra os que voltavam da batalha
13.e lhes disseram: Não fareis entrar aqui esses cativos, porque intentais acrescentar aos nossos pecados e à nossa culpa diante do SENHOR ainda outros; a nossa culpa já é grande, e o brasume da ira do SENHOR está sobre nós.
14.Então, os homens armados deixaram os presos e o despojo diante dos príncipes e de toda a congregação.
15.Homens foram designados nominalmente, os quais se levantaram, e tomaram os cativos, e do despojo vestiram a todos os que estavam nus; vestiram-nos, e calçaram-nos, e lhes deram de comer e de beber, e os ungiram; a todos os que, por fracos, não podiam andar, levaram sobre jumentos a Jericó, cidade das Palmeiras, a seus irmãos. Então, voltaram para Samaria.
Acaz pede socorro aos assírios
16.Naquele tempo, mandou o rei Acaz pedir aos reis da Assíria que o ajudassem.
17.Pois vieram, de novo, os edomitas, e derrotaram Judá, e levaram presos em cativeiro.
18.Também os filisteus deram contra as cidades da campina e do sul de Judá, e tomaram Bete-Semes, Aijalom, Gederote, Socó e suas aldeias, Timna e suas aldeias e Ginzo e suas aldeias; e habitavam ali.
19.Porque o SENHOR humilhou a Judá por causa de Acaz, rei de Israel; porque este permitira que Judá caísse em dissolução, e ele, de todo, se entregou à transgressão contra o SENHOR.
20.Veio a ele Tiglate-Pileser, rei da Assíria; porém o pôs em aperto, em vez de fortalecê-lo.
21.Porque Acaz tomou despojos da Casa do SENHOR, da casa do rei e da dos príncipes e os deu ao rei da Assíria; porém isso não o ajudou.
A idolatria de Acaz
22.No tempo da sua angústia, cometeu ainda maiores transgressões contra o SENHOR; ele mesmo, o rei Acaz.
23.Pois ofereceu sacrifícios aos deuses de Damasco, que o feriram, e disse: Visto que os deuses dos reis da Síria os ajudam, eu lhes oferecerei sacrifícios para que me ajudem a mim. Porém eles foram a sua ruína e a de todo o Israel.
24.Ajuntou Acaz os utensílios da Casa de Deus, fê-los em pedaços e fechou as portas da Casa do SENHOR; e fez para si altares em todos os cantos de Jerusalém.
25.Também, em cada cidade de Judá, fez altos para queimar incenso a outros deuses; assim, provocou à ira o SENHOR, Deus de seus pais.
A morte de Acaz
26.Quanto aos mais atos dele e a todos os seus caminhos, tanto os primeiros como os últimos, eis que estão escritos no Livro da História dos Reis de Judá e de Israel.
27.Descansou Acaz com seus pais, e o sepultaram na cidade, em Jerusalém, porém não o puseram nos sepulcros dos reis de Israel; e Ezequias, seu filho, reinou em seu lugar.
Ezequias manda abrir o templo
1.Tinha Ezequias vinte e cinco anos de idade quando começou a reinar e reinou vinte e nove anos em Jerusalém. Sua mãe se chamava Abia e era filha de Zacarias.
2.Fez ele o que era reto perante o SENHOR, segundo tudo quanto fizera Davi, seu pai.
3.No primeiro ano do seu reinado, no primeiro mês, abriu as portas da Casa do SENHOR e as reparou.
4.Trouxe os sacerdotes e os levitas, ajuntou-os na praça oriental
5.e lhes disse: Ouvi-me, ó levitas! Santificai-vos, agora, e santificai a Casa do SENHOR, Deus de vossos pais; tirai do santuário a imundícia.
6.Porque nossos pais prevaricaram e fizeram o que era mal perante o SENHOR, nosso Deus, e o deixaram; desviaram o seu rosto do tabernáculo do SENHOR e lhe voltaram as costas.
7.Também fecharam as portas do pórtico, apagaram as lâmpadas, não queimaram incenso, nem ofereceram holocaustos nos santuários ao Deus de Israel.
8.Pelo que veio grande ira do SENHOR sobre Judá e Jerusalém, e os entregou ao terror, ao espanto e aos assobios, como vós o estais vendo com os próprios olhos.
9.Porque eis que nossos pais caíram à espada, e, por isso, nossos filhos, nossas filhas e nossas mulheres estiveram em cativeiro.
10.Agora, estou resolvido a fazer aliança com o SENHOR, Deus de Israel, para que se desvie de nós o ardor da sua ira.
11.Filhos meus, não sejais negligentes, pois o SENHOR vos escolheu para estardes diante dele para o servirdes, para serdes seus ministros e queimardes incenso.
Os levitas purificam o templo
12.Então, se levantaram os levitas: Maate, filho de Amasai, e Joel, filho de Azarias, dos filhos dos coatitas; dos filhos de Merari, Quis, filho de Abdi, e Azarias, filho de Jealelel; dos gersonitas, Joá, filho de Zima, e Éden, filho de Joá;
13.dos filhos de Elisafã, Sinri e Jeuel; dos filhos de Asafe, Zacarias e Matanias;
14.dos filhos de Hemã, Jeuel e Simei; dos filhos de Jedutum, Semaías e Uziel.
15.Congregaram a seus irmãos, santificaram-se e vieram segundo a ordem do rei pelas palavras do SENHOR, para purificarem a Casa do SENHOR.
16.Os sacerdotes entraram na Casa do SENHOR, para a purificar, e tiraram para fora, ao pátio da Casa do SENHOR, toda imundícia que acharam no templo do SENHOR; e os levitas a tomaram, para a levarem fora, ao ribeiro de Cedrom.
17.Começaram, pois, a santificar no primeiro dia do primeiro mês; ao oitavo dia do mês, vieram ao pórtico do SENHOR e santificaram a Casa do SENHOR em oito dias; no décimo sexto dia do mês, acabaram.
18.Então, foram ter com o rei Ezequias no palácio e disseram: Já purificamos toda a Casa do SENHOR, como também o altar do holocausto com todos os seus utensílios e a mesa da proposição com todos os seus objetos.
19.Também todos os objetos que o rei Acaz, no seu reinado, lançou fora, na sua transgressão, já preparamos e santificamos; e eis que estão diante do altar do SENHOR.
Ezequias restabelece o culto de Deus
20.Então, o rei Ezequias se levantou de madrugada, reuniu os príncipes da cidade e subiu à Casa do SENHOR.
21.Mandou trazer sete novilhos, sete carneiros, sete cordeiros e sete bodes, como oferta pelo pecado a favor do reino, do santuário e de Judá; e aos filhos de Arão, os sacerdotes, que os oferecessem sobre o altar do SENHOR.
22.Mortos os novilhos, os sacerdotes tomaram o sangue e o aspergiram sobre o altar; mataram os carneiros e aspergiram o sangue sobre o altar; também mataram os cordeiros e aspergiram o sangue sobre o altar.
23.Para oferta pelo pecado, trouxeram os bodes perante o rei e a congregação e puseram as mãos sobre eles.
24.Os sacerdotes os mataram e, com o sangue, fizeram uma oferta pelo pecado, ao pé do altar, para expiação de todo o Israel, porque o rei tinha ordenado que se fizesse aquele holocausto e oferta pelo pecado, por todo o Israel.
25.Também estabeleceu os levitas na Casa do SENHOR com címbalos, alaúdes e harpas, segundo mandado de Davi e de Gade, o vidente do rei, e do profeta Natã; porque este mandado veio do SENHOR, por intermédio de seus profetas.
26.Estavam, pois, os levitas em pé com os instrumentos de Davi, e os sacerdotes, com as trombetas.
27.Deu ordem Ezequias que oferecessem o holocausto sobre o altar. Em começando o holocausto, começou também o cântico ao SENHOR com as trombetas, ao som dos instrumentos de Davi, rei de Israel.
28.Toda a congregação se prostrou, quando se entoava o cântico, e as trombetas soavam; tudo isto até findar-se o holocausto.
29.Tendo eles acabado de oferecer o sacrifício, o rei e todos os que se achavam com ele prostraram-se e adoraram.
30.Então, o rei Ezequias e os príncipes ordenaram aos levitas que louvassem o SENHOR com as palavras de Davi e de Asafe, o vidente. Eles o fizeram com alegria, e se inclinaram, e adoraram.
31.Disse ainda Ezequias: Agora, vos consagrastes a vós mesmos ao SENHOR; chegai-vos e trazei sacrifícios e ofertas de ações de graças à Casa do SENHOR. A congregação trouxe sacrifícios e ofertas de ações de graças, e todos os que estavam de coração disposto trouxeram holocaustos.
32.O número dos holocaustos, que a congregação trouxe, foi de setenta bois, cem carneiros e duzentos cordeiros; tudo isto em holocausto para o SENHOR.
33.Também foram consagrados seiscentos bois e três mil ovelhas.
34.Os sacerdotes, porém, eram mui poucos e não podiam esfolar a todos os holocaustos; pelo que seus irmãos, os levitas, os ajudaram, até findar-se a obra e até que os outros sacerdotes se santificaram; porque os levitas foram mais retos de coração, para se santificarem, do que os sacerdotes.
35.Além dos holocaustos em abundância, houve também a gordura das ofertas pacíficas e as libações para os holocaustos. Assim, se estabeleceu o ministério da Casa do SENHOR.
36.Ezequias e todo o povo se alegraram por causa daquilo que Deus fizera para o povo, porque, subitamente, se fez esta obra.
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