Eliseu faz flutuar um machado
1.Disseram os discípulos dos profetas a Eliseu: Eis que o lugar em que habitamos contigo é estreito demais para nós.
2.Vamos, pois, até ao Jordão, tomemos de lá, cada um de nós uma viga, e construamos um lugar em que habitemos. Respondeu ele: Ide.
3.Disse um: Serve-te de ires com os teus servos. Ele tornou: Eu irei.
4.E foi com eles. Chegados ao Jordão, cortaram madeira.
5.Sucedeu que, enquanto um deles derribava um tronco, o machado caiu na água; ele gritou e disse: Ai! Meu senhor! Porque era emprestado.
6.Perguntou o homem de Deus: Onde caiu? Mostrou-lhe ele o lugar. Então, Eliseu cortou um pau, e lançou-o ali, e fez flutuar o ferro,
7.e disse: Levanta-o. Estendeu ele a mão e o tomou.
A ação de Eliseu na guerra contra os siros
8.O rei da Síria fez guerra a Israel e, em conselho com os seus oficiais, disse: Em tal e tal lugar, estará o meu acampamento.
9.Mas o homem de Deus mandou dizer ao rei de Israel: Guarda-te de passares por tal lugar, porque os siros estão descendo para ali.
10.O rei de Israel enviou tropas ao lugar de que o homem de Deus lhe falara e de que o tinha avisado, e, assim, se salvou, não uma nem duas vezes.
11.Então, tendo-se turbado com este incidente o coração do rei da Síria, chamou ele os seus servos e lhes disse: Não me fareis saber quem dos nossos é pelo rei de Israel?
12.Respondeu um dos seus servos: Ninguém, ó rei, meu senhor; mas o profeta Eliseu, que está em Israel, faz saber ao rei de Israel as palavras que falas na tua câmara de dormir.
13.Ele disse: Ide e vede onde ele está, para que eu mande prendê-lo. Foi-lhe dito: Eis que está em Dotã.
14.Então, enviou para lá cavalos, carros e fortes tropas; chegaram de noite e cercaram a cidade.
15.Tendo-se levantado muito cedo o moço do homem de Deus e saído, eis que tropas, cavalos e carros haviam cercado a cidade; então, o seu moço lhe disse: Ai! Meu senhor! Que faremos?
16.Ele respondeu: Não temas, porque mais são os que estão conosco do que os que estão com eles.
17.Orou Eliseu e disse: SENHOR, peço-te que lhe abras os olhos para que veja. O SENHOR abriu os olhos do moço, e ele viu que o monte estava cheio de cavalos e carros de fogo, em redor de Eliseu.
18.E, como desceram contra ele, orou Eliseu ao SENHOR e disse: Fere, peço-te, esta gente de cegueira. Feriu-a de cegueira, conforme a palavra de Eliseu.
19.Então, Eliseu lhes disse: Não é este o caminho, nem esta a cidade; segui-me, e guiar-vos-ei ao homem que buscais. E os guiou a Samaria.
20.Tendo eles chegado a Samaria, disse Eliseu: Ó SENHOR, abre os olhos destes homens para que vejam. Abriu-lhes o SENHOR os olhos, e viram; e eis que estavam no meio de Samaria.
21.Quando o rei de Israel os viu, perguntou a Eliseu: Feri-los-ei, feri-los-ei, meu pai?
22.Respondeu ele: Não os ferirás; fere aqueles que fizeres prisioneiros com a tua espada e o teu arco. Porém a estes, manda pôr-lhes diante pão e água, para que comam, e bebam, e tornem a seu senhor.
23.Ofereceu-lhes o rei grande banquete, e comeram e beberam; despediu-os, e foram para seu senhor; e da parte da Síria não houve mais investidas na terra de Israel.
Reina fome em Samaria
24.Depois disto, ajuntou Ben-Hadade, rei da Síria, todo o seu exército, subiu e sitiou a Samaria.
25.Houve grande fome em Samaria; eis que a sitiaram, a ponto de se vender a cabeça de um jumento por oitenta siclos de prata e um pouco de esterco de pombas por cinco siclos de prata.
26.Passando o rei de Israel pelo muro, gritou-lhe uma mulher: Acode-me, ó rei, meu senhor!
27.Ele lhe disse: Se o SENHOR te não acode, donde te acudirei eu? Da eira ou do lagar?
28.Perguntou-lhe o rei: Que tens? Respondeu ela: Esta mulher me disse: Dá teu filho, para que, hoje, o comamos e, amanhã, comeremos o meu.
29.Cozemos, pois, o meu filho e o comemos; mas, dizendo-lhe eu ao outro dia: Dá o teu filho, para que o comamos, ela o escondeu.
30.Tendo o rei ouvido as palavras da mulher, rasgou as suas vestes, quando passava pelo muro; o povo olhou e viu que trazia pano de saco por dentro, sobre a pele.
Eliseu prediz a abundância de víveres
31.Disse o rei: Assim me faça Deus o que bem lhe aprouver se a cabeça de Eliseu, filho de Safate, lhe ficar, hoje, sobre os ombros.
32.Estava, porém, Eliseu sentado em sua casa, juntamente com os anciãos. Enviou o rei um homem de diante de si; mas, antes que o mensageiro chegasse a Eliseu, disse este aos anciãos: Vedes como o filho do homicida mandou tirar-me a cabeça? Olhai, quando vier o mensageiro, fechai-lhe a porta e empurrai-o com ela; porventura, não vem após ele o ruído dos pés de seu senhor?
33.Falava ele ainda com eles, quando lhe chegou o mensageiro; disse o rei: Eis que este mal vem do SENHOR; que mais, pois, esperaria eu do SENHOR?
1.Então, disse Eliseu: Ouvi a palavra do SENHOR; assim diz o SENHOR: Amanhã, a estas horas mais ou menos, dar-se-á um alqueire de flor de farinha por um siclo, e dois de cevada, por um siclo, à porta de Samaria.
2.Porém o capitão a cujo braço o rei se apoiava respondeu ao homem de Deus: Ainda que o SENHOR fizesse janelas no céu, poderia suceder isso? Disse o profeta: Eis que tu o verás com os teus olhos, porém disso não comerás.
Quatro leprosos revelam a fuga dos siros
3.Quatro homens leprosos estavam à entrada da porta, os quais disseram uns aos outros: Para que estaremos nós aqui sentados até morrermos?
4.Se dissermos: entremos na cidade, há fome na cidade, e morreremos lá; se ficarmos sentados aqui, também morreremos. Vamos, pois, agora, e demos conosco no arraial dos siros; se nos deixarem viver, viveremos; se nos matarem, tão-somente morreremos.
5.Levantaram-se ao anoitecer para se dirigirem ao arraial dos siros; e, tendo chegado à entrada do arraial, eis que não havia lá ninguém.
6.Porque o Senhor fizera ouvir no arraial dos siros ruído de carros e de cavalos e o ruído de um grande exército; de maneira que disseram uns aos outros: Eis que o rei de Israel alugou contra nós os reis dos heteus e os reis dos egípcios, para virem contra nós.
7.Pelo que se levantaram, e, fugindo ao anoitecer, deixaram as suas tendas, os seus cavalos, e os seus jumentos, e o arraial como estava; e fugiram para salvar a sua vida.
8.Chegando, pois, aqueles leprosos à entrada do arraial, entraram numa tenda, e comeram, e beberam, e tomaram dali prata, e ouro, e vestes, e se foram, e os esconderam; voltaram, e entraram em outra tenda, e dali também tomaram alguma coisa, e a esconderam.
9.Então, disseram uns para os outros: Não fazemos bem; este dia é dia de boas-novas, e nós nos calamos; se esperarmos até à luz da manhã, seremos tidos por culpados; agora, pois, vamos e o anunciemos à casa do rei.
10.Vieram, pois, e bradaram aos porteiros da cidade, e lhes anunciaram, dizendo: Fomos ao arraial dos siros, e eis que lá não havia ninguém, voz de ninguém, mas somente cavalos e jumentos atados, e as tendas como estavam.
11.Então, os porteiros gritaram e fizeram anunciar a nova no interior da casa do rei.
12.Levantou-se o rei de noite e disse a seus servos: Agora, eu vos direi o que é que os siros nos fizeram. Bem sabem eles que estamos esfaimados; por isso, saíram do arraial, a esconder-se pelo campo, dizendo: Quando saírem da cidade, então, os tomaremos vivos e entraremos nela.
13.Então, um dos seus servos respondeu e disse: Tomem-se, pois, cinco dos cavalos que ainda restam na cidade, pois toda a multidão de Israel que ficou aqui de resto terá a mesma sorte da multidão dos israelitas que já pereceram; enviemos homens e vejamos.
14.Tomaram, pois, dois carros com cavalos; e o rei enviou os homens após o exército dos siros, dizendo: Ide e vede.
15.Foram após eles até ao Jordão; e eis que todo o caminho estava cheio de vestes e de armas que os siros, na sua pressa, tinham lançado fora. Voltaram os mensageiros e o anunciaram ao rei.
Cumpriu-se a profecia de Eliseu
16.Então, saiu o povo e saqueou o arraial dos siros; e, assim, se vendia um alqueire de flor de farinha por um siclo, e dois de cevada, por um siclo, segundo a palavra do SENHOR.
17.Dera o rei a guarda da porta ao capitão em cujo braço se apoiara, mas o povo o atropelou na porta, e ele morreu, como falara o homem de Deus, o que falou quando o rei descera a ele.
18.Assim se cumpriu o que falara o homem de Deus ao rei: Amanhã, a estas horas mais ou menos, vender-se-ão dois alqueires de cevada por um siclo, e um de flor de farinha, por um siclo, à porta de Samaria.
19.Aquele capitão respondera ao homem de Deus: Ainda que o SENHOR fizesse janelas no céu, poderia suceder isso, segundo essa palavra? Dissera o profeta: Eis que tu o verás com os teus olhos, porém disso não comerás.
20.Assim lhe sucedeu, porque o povo o atropelou na porta, e ele morreu.
Restaurados os bens da sunamita
1.Falou Eliseu àquela mulher cujo filho ele restaurara à vida, dizendo: Levanta-te, vai com os de tua casa e mora onde puderes; porque o SENHOR chamou a fome, a qual virá sobre a terra por sete anos.
2.Levantou-se a mulher e fez segundo a palavra do homem de Deus: saiu com os de sua casa e habitou por sete anos na terra dos filisteus.
3.Ao cabo dos sete anos, a mulher voltou da terra dos filisteus e saiu a clamar ao rei pela sua casa e pelas suas terras.
4.Ora, o rei falava a Geazi, moço do homem de Deus, dizendo: Conta-me, peço-te, todas as grandes obras que Eliseu tem feito.
5.Contava ele ao rei como Eliseu restaurara à vida a um morto, quando a mulher cujo filho ele havia restaurado à vida clamou ao rei pela sua casa e pelas suas terras; então, disse Geazi: Ó rei, meu senhor, esta é a mulher, e este, o seu filho, a quem Eliseu restaurou à vida.
6.Interrogou o rei a mulher, e ela lhe contou tudo. Então, o rei lhe deu um oficial, dizendo: Faze restituir-se-lhe tudo quanto era seu e todas as rendas do campo desde o dia em que deixou a terra até agora.
Eliseu e Hazael de Damasco
7.Veio Eliseu a Damasco. Estava doente Ben-Hadade, rei da Síria; e lhe anunciaram, dizendo: O homem de Deus é chegado aqui.
8.Então, o rei disse a Hazael: Toma presentes contigo, e vai encontrar-te com o homem de Deus, e, por seu intermédio, pergunta ao SENHOR, dizendo: Sararei eu desta doença?
9.Foi, pois, Hazael encontrar-se com ele, levando consigo um presente, a saber, quarenta camelos carregados de tudo que era bom de Damasco; chegou, apresentou-se diante dele e disse: Teu filho Ben-Hadade, rei da Síria, me enviou a perguntar-te: Sararei eu desta doença?
10.Eliseu lhe respondeu: Vai e dize-lhe: Certamente, sararás. Porém o SENHOR me mostrou que ele morrerá.
11.Olhou Eliseu para Hazael e tanto lhe fitou os olhos, que este ficou embaraçado; e chorou o homem de Deus.
12.Então, disse Hazael: Por que chora o meu senhor? Ele respondeu: Porque sei o mal que hás de fazer aos filhos de Israel; deitarás fogo às suas fortalezas, matarás à espada os seus jovens, esmagarás os seus pequeninos e rasgarás o ventre de suas mulheres grávidas.
13.Tornou Hazael: Pois que é teu servo, este cão, para fazer tão grandes coisas? Respondeu Eliseu: O SENHOR me mostrou que tu hás de ser rei da Síria.
14.Então, deixou a Eliseu e veio a seu senhor, o qual lhe perguntou: Que te disse Eliseu? Respondeu ele: Disse-me que certamente sararás.
15.No dia seguinte, Hazael tomou um cobertor, molhou-o em água e o estendeu sobre o rosto do rei até que morreu; e Hazael reinou em seu lugar.
O reinado de Jeorão
16.No ano quinto do reinado de Jorão, filho de Acabe, rei de Israel, reinando ainda Josafá em Judá, começou a reinar Jeorão, filho de Josafá, rei de Judá.
17.Era ele da idade de trinta e dois anos quando começou a reinar e reinou oito anos em Jerusalém.
18.Andou nos caminhos dos reis de Israel, como também fizeram os da casa de Acabe, porque a filha deste era sua mulher; e fez o que era mau perante o SENHOR.
19.Porém o SENHOR não quis destruir a Judá por amor de Davi, seu servo, segundo a promessa que lhe havia feito de lhe dar sempre uma lâmpada e a seus filhos.
20.Nos dias de Jeorão, se revoltaram os edomitas contra o poder de Judá e constituíram o seu próprio rei.
21.Pelo que Jeorão passou a Zair, e todos os carros, com ele; ele se levantou de noite e feriu os edomitas que o cercavam e os capitães dos carros; o povo de Jeorão, porém, fugiu para as suas tendas.
22.Assim se rebelou Edom para livrar-se do poder de Judá até ao dia de hoje; ao mesmo tempo, se rebelou também Libna.
23.Quanto aos mais atos de Jeorão e a tudo quanto fez, porventura, não estão escritos no Livro da História dos Reis de Judá?
24.Descansou Jeorão com seus pais e com eles foi sepultado na Cidade de Davi; e Acazias, seu filho, reinou em seu lugar.
O reinado de Acazias
25.No décimo segundo ano de Jorão, filho de Acabe, rei de Israel, começou a reinar Acazias, filho de Jeorão, rei de Judá.
26.Era Acazias de vinte e dois anos de idade quando começou a reinar e reinou um ano em Jerusalém. Sua mãe, filha de Onri, rei de Israel, chamava-se Atalia.
27.Ele andou no caminho da casa de Acabe e fez o que era mau perante o SENHOR, como a casa de Acabe, porque era genro da casa de Acabe.
28.Foi com Jorão, filho de Acabe, a Ramote-Gileade, à peleja contra Hazael, rei da Síria; e os siros feriram Jorão.
29.Então, voltou o rei Jorão para Jezreel, para curar-se das feridas que os siros lhe fizeram em Ramá, quando pelejou contra Hazael, rei da Síria; e desceu Acazias, filho de Jeorão, rei de Judá, para ver a Jorão, filho de Acabe, em Jezreel, porquanto estava doente.
Jeú é ungido rei de Israel
1.Então, o profeta Eliseu chamou um dos discípulos dos profetas e lhe disse: Cinge os lombos, leva contigo este vaso de azeite e vai-te a Ramote-Gileade;
2.em lá chegando, vê onde está Jeú, filho de Josafá, filho de Ninsi; entra, e faze-o levantar-se do meio de seus irmãos, e leva-o à câmara interior.
3.Toma o vaso de azeite, derrama-lho sobre a cabeça e dize: Assim diz o SENHOR: Ungi-te rei sobre Israel. Então, abre a porta, foge e não te detenhas.
4.Foi, pois, o moço, o jovem profeta, a Ramote-Gileade.
5.Entrando ele, eis que os capitães do exército estavam assentados; ele disse: Capitão, tenho mensagem que te dizer. Perguntou-lhe Jeú: A qual de todos nós? Respondeu-lhe ele: A ti, capitão!
6.Então, se levantou Jeú e entrou na casa; o jovem derramou-lhe o azeite sobre a cabeça e lhe disse: Assim diz o SENHOR, Deus de Israel: Ungi-te rei sobre o povo do SENHOR, sobre Israel.
7.Ferirás a casa de Acabe, teu senhor, para que eu vingue da mão de Jezabel o sangue de meus servos, os profetas, e o sangue de todos os servos do SENHOR.
8.Toda a casa de Acabe perecerá; exterminarei de Acabe todos do sexo masculino, quer escravo, quer livre, em Israel.
9.Porque farei à casa de Acabe como à casa de Jeroboão, filho de Nebate, e como à casa de Baasa, filho de Aías.
10.Os cães devorarão Jezabel no campo de Jezreel; não haverá quem a enterre. Dito isto, abriu a porta e fugiu.
11.Saindo Jeú aos servos de seu senhor, disseram-lhe: Vai tudo bem? Por que veio a ti este louco? Ele lhes respondeu: Bem conheceis esse homem e o seu falar.
12.Mas eles disseram: É mentira; agora, faze-nos sabê-lo, te pedimos. Então, disse Jeú: Assim e assim me falou, a saber: Assim diz o SENHOR: Ungi-te rei sobre Israel.
13.Então, se apressaram, e, tomando cada um o seu manto, os puseram debaixo dele, sobre os degraus, e tocaram a trombeta, e disseram: Jeú é rei!
Jeú mata a Jorão e a Acazias
14.Assim, Jeú, filho de Josafá, filho de Ninsi, conspirou contra Jorão. Tinha, porém, Jorão cercado a Ramote-Gileade, ele e todo o Israel, por causa de Hazael, rei da Síria.
15.Porém o rei Jorão voltou para se curar em Jezreel das feridas que os siros lhe fizeram, quando pelejou contra Hazael, rei da Síria. Disse Jeú: Se é da vossa vontade, ninguém saia furtivamente da cidade, para ir anunciar isto em Jezreel.
16.Então, Jeú subiu a um carro e foi-se a Jezreel, porque Jorão estava de cama ali. Também Acazias, rei de Judá, descera para ver a Jorão.
17.Ora, o atalaia estava na torre de Jezreel, e viu a tropa de Jeú, que vinha, e disse: Vejo uma tropa. Então, disse Jorão: Toma um cavaleiro e envia-o ao seu encontro, para que lhe pergunte: Há paz?
18.Foi-lhe o cavaleiro ao encontro e disse: Assim diz o rei: Há paz? Respondeu Jeú: Que tens tu com a paz? Passa para trás de mim. O atalaia deu aviso, dizendo: Chegou a eles o mensageiro, porém não volta.
19.Então, enviou Jorão outro cavaleiro; chegando este a eles, disse: Assim diz o rei: Há paz? Respondeu Jeú: Que tens tu com a paz? Passa para trás de mim.
20.O atalaia deu aviso, dizendo: Também este chegou a eles, porém não volta; e o guiar do carro parece como o de Jeú, filho de Ninsi, porque guia furiosamente.
21.Disse Jorão: Aparelha o carro. E lhe aparelharam o carro. Saiu Jorão, rei de Israel, e Acazias, rei de Judá, cada um em seu carro, e foram ao encontro de Jeú, e o acharam no campo de Nabote, o jezreelita.
22.Sucedeu que, vendo Jorão a Jeú, perguntou: Há paz, Jeú? Ele respondeu: Que paz, enquanto perduram as prostituições de tua mãe Jezabel e as suas muitas feitiçarias?
23.Então, Jorão voltou as rédeas, fugiu e disse a Acazias: Há traição, Acazias!
24.Mas Jeú entesou o seu arco com toda a força e feriu a Jorão entre as espáduas; a flecha saiu-lhe pelo coração, e ele caiu no seu carro.
25.Então, Jeú disse a Bidcar, seu capitão: Toma-o, lança-o no campo da herdade de Nabote, o jezreelita; pois, lembra-te de que, indo eu e tu, juntos, montados, após Acabe, seu pai, o SENHOR pronunciou contra ele esta sentença:
26.Tão certo como vi ontem à tarde o sangue de Nabote e o sangue de seus filhos, diz o SENHOR, assim to retribuirei neste campo, diz o SENHOR. Agora, pois, toma-o e lança-o neste campo, segundo a palavra do SENHOR.
27.À vista disto, Acazias, rei de Judá, fugiu pelo caminho de Bete-Hagã; porém Jeú o perseguiu e disse: Feri também a este; e o feriram no carro, à subida de Gur, que está junto a Ibleão. E fugiu para Megido, onde morreu.
28.Levaram-no os seus servos, num carro, a Jerusalém e o enterraram na sua sepultura junto a seus pais, na Cidade de Davi.
29.No ano undécimo de Jorão, filho de Acabe, começara Acazias a reinar sobre Judá.
A morte de Jezabel
30.Tendo Jeú chegado a Jezreel, Jezabel o soube; então, se pintou em volta dos olhos, enfeitou a cabeça e olhou pela janela.
31.Ao entrar Jeú pelo portão do palácio, disse ela: Teve paz Zinri, que matou a seu senhor?
32.Levantou ele o rosto para a janela e disse: Quem é comigo? Quem? E dois ou três eunucos olharam para ele.
33.Então, disse ele: Lançai-a daí abaixo. Lançaram-na abaixo; e foram salpicados com o seu sangue a parede e os cavalos, e Jeú a atropelou.
34.Entrando ele e havendo comido e bebido, disse: Olhai por aquela maldita e sepultai-a, porque é filha de rei.
35.Foram para a sepultar; porém não acharam dela senão a caveira, os pés e as palmas das mãos.
36.Então, voltaram e lho fizeram saber. Ele disse: Esta é a palavra do SENHOR, que falou por intermédio de Elias, o tesbita, seu servo, dizendo: No campo de Jezreel, os cães comerão a carne de Jezabel.
37.O cadáver de Jezabel será como esterco sobre o campo da herdade de Jezreel, de maneira que já não dirão: Esta é Jezabel.
Jeú extermina a casa de Acabe
1.Achando-se em Samaria setenta filhos de Acabe, Jeú escreveu cartas e as enviou a Samaria, aos chefes da cidade, aos anciãos e aos tutores dos filhos de Acabe, dizendo:
2.Logo, em chegando a vós outros esta carta ( pois estão convosco os filhos de vosso senhor, como também os carros, os cavalos, a cidade fortalecida e as armas ),
3.escolhei o melhor e mais capaz dos filhos de vosso senhor, ponde-o sobre o trono de seu pai e pelejai pela casa de vosso senhor.
4.Porém eles temeram muitíssimo e disseram: Dois reis não puderam resistir a ele; como, pois, poderemos nós fazê-lo?
5.Então, o responsável pelo palácio, e o responsável pela cidade, e os anciãos, e os tutores mandaram dizer a Jeú: Teus servos somos e tudo quanto nos ordenares faremos; a ninguém constituiremos rei; faze o que bem te parecer.
6.Então, lhes escreveu outra carta, dizendo: Se estiverdes do meu lado e quiserdes obedecer-me, tomai as cabeças dos homens, filhos de vosso senhor, e amanhã a estas horas vinde a mim a Jezreel. Ora, os filhos do rei, que eram setenta, estavam com os grandes da cidade, que os criavam.
7.Chegada a eles a carta, tomaram os filhos do rei, e os mataram, setenta pessoas, e puseram as suas cabeças nuns cestos, e lhas mandaram a Jezreel.
8.Veio um mensageiro e lhe disse: Trouxeram as cabeças dos filhos do rei. Ele disse: Ponde-as em dois montões à entrada da porta, até pela manhã.
9.Saindo ele pela manhã, parou e disse a todo o povo: Vós estais sem culpa; eis que eu conspirei contra o meu senhor e o matei; mas quem feriu todos estes?
10.Sabei, pois, agora, que, da palavra do SENHOR, pronunciada contra a casa de Acabe, nada cairá em terra, porque o SENHOR fez o que falou por intermédio do seu servo Elias.
11.Jeú feriu também todos os restantes da casa de Acabe em Jezreel, como também todos os seus grandes, os seus conhecidos e os seus sacerdotes, até que nem um sequer lhe deixou ficar de resto.
12.Então, se dispôs, partiu e foi a Samaria. E, estando no caminho, em Bete-Equede dos Pastores,
13.encontrou Jeú parentes de Acazias, rei de Judá, e perguntou: Quem sois vós? Eles responderam: Parentes de Acazias; voltamos de saudar os filhos do rei e os da rainha-mãe.
14.Então, disse Jeú: Apanhai-os vivos. Eles os apanharam vivos e os mataram junto ao poço de Bete-Equede, quarenta e dois homens; e a nenhum deles deixou de resto.
Jeú encontra a Jonadabe
15.Tendo partido dali, encontrou a Jonadabe, filho de Recabe, que lhe vinha ao encontro; Jeú saudou-o e lhe perguntou: Tens tu sincero o coração para comigo, como o meu o é para contigo? Respondeu Jonadabe: Tenho. Então, se tens, dá-me a mão. Jonadabe deu-lhe a mão; e Jeú fê-lo subir consigo ao carro
16.e lhe disse: Vem comigo e verás o meu zelo para com o SENHOR. E, assim, Jeú o levou no seu carro.
17.Tendo Jeú chegado a Samaria, feriu todos os que ali ficaram de Acabe, até destruí-los, segundo a palavra que o SENHOR dissera a Elias.
Jeú mata os adoradores de Baal
18.Ajuntou Jeú a todo o povo e lhe disse: Acabe serviu pouco a Baal; Jeú, porém, muito o servirá.
19.Pelo que chamai-me, agora, todos os profetas de Baal, todos os seus servidores e todos os seus sacerdotes; não falte nenhum, porque tenho grande sacrifício a oferecer a Baal; todo aquele que faltar não viverá. Porém Jeú fazia isto com astúcia, para destruir os servidores de Baal.
20.Disse mais Jeú: Consagrai uma assembléia solene a Baal; e a proclamaram.
21.Também Jeú enviou mensageiros por todo o Israel; vieram todos os adoradores de Baal, e nenhum homem deles ficou que não viesse. Entraram na casa de Baal, que se encheu de uma extremidade à outra.
22.Então, disse Jeú ao vestiário: Tira as vestimentas para todos os adoradores de Baal. E o fez.
23.Entrou Jeú com Jonadabe, filho de Recabe, na casa de Baal e disse aos adoradores de Baal: Examinai e vede bem não esteja aqui entre vós algum dos servos do SENHOR, mas somente os adoradores de Baal.
24.E, entrando eles a oferecerem sacrifícios e holocaustos, Jeú preparou da parte de fora oitenta homens e disse-lhes: Se escapar algum dos homens que eu entregar em vossas mãos, a vida daquele que o deixar escapar responderá pela vida dele.
25.Sucedeu que, acabado o oferecimento do holocausto, ordenou Jeú aos da sua guarda e aos capitães: Entrai, feri-os, que nenhum escape. Feriram-nos a fio de espada; e os da guarda e os capitães os lançaram fora, e penetraram no mais interior da casa de Baal,
26.e tiraram as colunas que estavam na casa de Baal, e as queimaram.
27.Também quebraram a própria coluna de Baal, e derribaram a casa de Baal, e a transformaram em latrinas até ao dia de hoje.
28.Assim, Jeú exterminou de Israel a Baal.
29.Porém não se apartou Jeú de seguir os pecados de Jeroboão, filho de Nebate, que fez pecar a Israel, a saber, dos bezerros de ouro que estavam em Betel e em Dã.
30.Pelo que disse o SENHOR a Jeú: Porquanto bem executaste o que é reto perante mim e fizeste à casa de Acabe segundo tudo quanto era do meu propósito, teus filhos até à quarta geração se assentarão no trono de Israel.
31.Mas Jeú não teve cuidado de andar de todo o seu coração na lei do SENHOR, Deus de Israel, nem se apartou dos pecados que Jeroboão fez pecar a Israel.
A morte de Jeú
32.Naqueles dias, começou o SENHOR a diminuir os limites de Israel, que foi ferido por Hazael em todas as suas fronteiras,
33.desde o Jordão para o nascente do sol, toda a terra de Gileade, os gaditas, os rubenitas e os manassitas, desde Aroer, que está junto ao vale de Arnom, a saber, Gileade e Basã.
34.Ora, os mais atos de Jeú, e tudo quanto fez, e todo o seu poder, porventura, não estão escritos no Livro da História dos Reis de Israel?
35.Descansou Jeú com seus pais, e o sepultaram em Samaria; e Jeoacaz, seu filho, reinou em seu lugar.
36.Os dias que Jeú reinou sobre Israel em Samaria foram vinte e oito anos.
Atalia usurpa o trono de Judá
1.Vendo Atalia, mãe de Acazias, que seu filho era morto, levantou-se e destruiu toda a descendência real.
2.Mas Jeoseba, filha do rei Jorão e irmã de Acazias, tomou a Joás, filho de Acazias, e o furtou dentre os filhos do rei, aos quais matavam, e pôs a ele e a sua ama numa câmara interior; e, assim, o esconderam de Atalia, e não foi morto.
3.Jeoseba o teve escondido na Casa do SENHOR seis anos; neste tempo, Atalia reinava sobre a terra.
Joás ungido rei de Judá
4.No sétimo ano, mandou Joiada chamar os capitães dos cários e da guarda e os fez entrar à sua presença na Casa do SENHOR; fez com eles aliança, e ajuramentou-os na Casa do SENHOR, e lhes mostrou o filho do rei.
5.Então, lhes deu ordem, dizendo: Esta é a obra que haveis de fazer: uma terça parte de vós, que entrais no sábado, fará a guarda da casa do rei;
6.e outra terça parte estará ao portão Sur; e a outra terça parte, ao portão detrás da guarda; assim, fareis a guarda e defesa desta casa.
7.Os dois grupos que saem no sábado, estes todos farão a guarda da Casa do SENHOR, junto ao rei.
8.Rodeareis o rei, cada um de armas na mão, e qualquer que pretenda penetrar nas fileiras, seja morto; estareis com o rei quando sair e quando entrar.
9.Fizeram, pois, os capitães de cem segundo tudo quanto lhes ordenara o sacerdote Joiada; tomaram cada um os seus homens, tanto os que entravam como os que saíam no sábado, e vieram ao sacerdote Joiada.
10.O sacerdote entregou aos capitães de cem as lanças e os escudos que haviam sido do rei Davi e estavam na Casa do SENHOR.
11.Os da guarda se puseram, cada um de armas na mão, desde o lado direito da casa real até ao lado esquerdo, e até ao altar, e até ao templo, para rodear o rei.
12.Então, Joiada fez sair o filho do rei, pôs-lhe a coroa e lhe deu o Livro do Testemunho; eles o constituíram rei, e o ungiram, e bateram palmas, e gritaram: Viva o rei!
A morte de Atalia
13.Ouvindo Atalia o clamor dos da guarda e do povo, veio para onde este se achava na Casa do SENHOR.
14.Olhou, e eis que o rei estava junto à coluna, segundo o costume, e os capitães e os tocadores de trombetas, junto ao rei, e todo o povo da terra se alegrava, e se tocavam trombetas. Então, Atalia rasgou os seus vestidos e clamou: Traição! Traição!
15.Porém o sacerdote Joiada deu ordem aos capitães que comandavam as tropas e disse-lhes: Fazei-a sair por entre as fileiras; se alguém a seguir, matai-o à espada. Porque o sacerdote tinha dito: Não a matem na Casa do SENHOR.
16.Lançaram mão dela; e ela, pelo caminho da entrada dos cavalos, foi à casa do rei, onde a mataram.
A aliança de Joiada
17.Joiada fez aliança entre o SENHOR, e o rei, e o povo, para serem eles o povo do SENHOR; como também entre o rei e o povo.
18.Então, todo o povo da terra entrou na casa de Baal, e a derribaram; despedaçaram os seus altares e as suas imagens e a Matã, sacerdote de Baal, mataram perante os altares; então, o sacerdote pôs guardas sobre a Casa do SENHOR.
19.Tomou os capitães dos cários, os da guarda e todo o povo da terra, e todos estes conduziram da Casa do SENHOR o rei e, pelo caminho da porta dos da guarda, vieram à casa real; e Joás sentou-se no trono dos reis.
20.Alegrou-se todo o povo da terra, e a cidade ficou tranqüila, depois que mataram Atalia à espada, junto à casa do rei.
21.Era Joás da idade de sete anos quando o fizeram rei.
O reinado de Joás
1.No ano sétimo de Jeú, começou Joás a reinar e quarenta anos reinou em Jerusalém. Era o nome de sua mãe Zíbia, de Berseba.
2.Fez Joás o que era reto perante o SENHOR, todos os dias em que o sacerdote Joiada o dirigia.
3.Tão-somente os altos não se tiraram; e o povo ainda sacrificava e queimava incenso nos altos.
4.Disse Joás aos sacerdotes: Todo o dinheiro das coisas santas que se trouxer à Casa do SENHOR, a saber, a taxa pessoal, o resgate de pessoas segundo a sua avaliação e todo o dinheiro que cada um trouxer voluntariamente para a Casa do SENHOR,
5.recebam-no os sacerdotes, cada um dos seus conhecidos; e eles reparem os estragos da casa onde quer que se encontrem.
6.Sucedeu, porém, que, no ano vigésimo terceiro do rei Joás, os sacerdotes ainda não tinham reparado os estragos da casa.
7.Então, o rei Joás chamou o sacerdote Joiada e os mais sacerdotes e lhes disse: Por que não reparais os estragos da casa? Agora, pois, não recebais mais dinheiro de vossos conhecidos, mas entregai-o para a reparação dos estragos da casa.
8.Consentiram os sacerdotes, assim, em não receberem mais dinheiro do povo, como em não repararem os estragos da casa.
9.Porém o sacerdote Joiada tomou uma caixa, e lhe fez na tampa um buraco, e a pôs ao pé do altar, à mão direita dos que entravam na Casa do SENHOR; os sacerdotes que guardavam a entrada da porta depositavam ali todo o dinheiro que se trazia à Casa do SENHOR.
10.Quando viam que já havia muito dinheiro na caixa, o escrivão do rei subia com um sumo sacerdote, e contavam e ensacavam o dinheiro que se achava na Casa do SENHOR.
11.O dinheiro, depois de pesado, davam nas mãos dos que dirigiam a obra e tinham a seu cargo a Casa do SENHOR; estes pagavam aos carpinteiros e aos edificadores que reparavam a Casa do SENHOR,
12.como também aos pedreiros e aos cabouqueiros, e compravam madeira e pedras lavradas para repararem os estragos da Casa do SENHOR, e custeavam todo o necessário para a conservação da Casa do SENHOR.
13.Mas, do dinheiro que se trazia à Casa do SENHOR, não se faziam nem taças de prata, nem espevitadeiras, nem bacias, nem trombetas, nem vaso algum de ouro ou de prata para a Casa do SENHOR.
14.Porque o davam aos que dirigiam a obra e reparavam com ele a Casa do SENHOR.
15.Também não pediam contas aos homens em cujas mãos entregavam aquele dinheiro, para o dar aos que faziam a obra, porque procediam com fidelidade.
16.Mas o dinheiro de oferta pela culpa e o dinheiro de oferta pelos pecados não se traziam à Casa do SENHOR; eram para os sacerdotes.
17.Então, subiu Hazael, rei da Síria, e pelejou contra Gate, e a tomou; depois, Hazael resolveu marchar contra Jerusalém.
18.Porém Joás, rei de Judá, tomou todas as coisas santas que Josafá, Jeorão e Acazias, seus pais, reis de Judá, haviam dedicado, como também todo o ouro que se achava nos tesouros da Casa do SENHOR e na casa do rei e os mandou a Hazael, rei da Síria; e este se retirou de Jerusalém.
19.Quanto aos mais atos de Joás e a tudo o que fez, porventura, não estão escritos no Livro da História dos Reis de Judá?
A conspiração contra o rei Joás
20.Levantaram-se os seus servos, conspiraram e feriram Joás na casa de Milo, que está na descida para Sila.
21.Porque Jozacar, filho de Simeate, e Jozabade, filho de Somer, seus servos, o feriram, e morreu; e o sepultaram com seus pais na Cidade de Davi. E Amazias, seu filho, reinou em seu lugar.
O reinado de Jeoacaz
1.No vigésimo terceiro ano de Joás, filho de Acazias, rei de Judá, começou a reinar Jeoacaz, filho de Jeú, sobre Israel, em Samaria, e reinou dezessete anos.
2.E fez o que era mau perante o SENHOR; porque andou nos pecados de Jeroboão, filho de Nebate, que fez pecar a Israel; não se apartou deles.
3.Pelo que se acendeu contra Israel a ira do SENHOR, o qual os entregou nas mãos de Hazael, rei da Síria, e nas mãos de Ben-Hadade, filho de Hazael, todos aqueles dias.
4.Porém Jeoacaz fez súplicas diante do SENHOR, e o SENHOR o ouviu; pois viu a opressão com que o rei da Síria atormentava a Israel.
5.O SENHOR deu um salvador a Israel, de modo que os filhos de Israel saíram de sob o poder dos siros e habitaram, de novo, em seus lares, como dantes.
6.Contudo, não se apartaram dos pecados da casa de Jeroboão, que fez pecar a Israel, porém andaram neles; e também o poste-ídolo permaneceu em Samaria.
7.E foi o caso que não se deixaram a Jeoacaz, do exército, senão cinqüenta cavaleiros, dez carros e dez mil homens de pé; porquanto o rei da Síria os havia destruído e feito como o pó, trilhando-os.
8.Ora, os mais atos de Jeoacaz, e tudo o que fez, e o seu poder, porventura, não estão escritos no Livro da História dos Reis de Israel?
9.Jeoacaz descansou com seus pais, e o sepultaram em Samaria; e Jeoás, seu filho, reinou em seu lugar.
O reinado de Jeoás
10.No trigésimo sétimo ano de Joás, rei de Judá, começou Jeoás, filho de Jeoacaz, a reinar sobre Israel, em Samaria; e reinou dezesseis anos.
11.Fez o que era mau perante o SENHOR; não se apartou de nenhum dos pecados de Jeroboão, filho de Nebate, que fez pecar a Israel; porém andou neles.
12.Quanto aos mais atos de Jeoás, e a tudo o que fez, e ao seu poder, com que pelejou contra Amazias, rei de Judá, porventura, não estão escritos no Livro da História dos Reis de Israel?
13.Descansou Jeoás com seus pais, e no seu trono se assentou Jeroboão. Jeoás foi sepultado em Samaria, junto aos reis de Israel.
A profecia final e morte de Eliseu
14.Estando Eliseu padecendo da enfermidade de que havia de morrer, Jeoás, rei de Israel, desceu a visitá-lo, chorou sobre ele e disse: Meu pai, meu pai! Carros de Israel e seus cavaleiros!
15.Então, lhe disse Eliseu: Toma um arco e flechas; ele tomou um arco e flechas.
16.Disse ao rei de Israel: Retesa o arco; e ele o fez. Então, Eliseu pôs as mãos sobre as mãos do rei.
17.E disse: Abre a janela para o oriente; ele a abriu. Disse mais Eliseu: Atira; e ele atirou. Prosseguiu: Flecha da vitória do SENHOR! Flecha da vitória contra os siros! Porque ferirás os siros em Afeca, até os consumir.
18.Disse ainda: Toma as flechas. Ele as tomou. Então, disse ao rei de Israel: Atira contra a terra; ele a feriu três vezes e cessou.
19.Então, o homem de Deus se indignou muito contra ele e disse: Cinco ou seis vezes a deverias ter ferido; então, feririas os siros até os consumir; porém, agora, só três vezes ferirás os siros.
20.Morreu Eliseu, e o sepultaram. Ora, bandos dos moabitas costumavam invadir a terra, à entrada do ano.
21.Sucedeu que, enquanto alguns enterravam um homem, eis que viram um bando; então, lançaram o homem na sepultura de Eliseu; e, logo que o cadáver tocou os ossos de Eliseu, reviveu o homem e se levantou sobre os pés.
22.Hazael, rei da Síria, oprimiu a Israel todos os dias de Jeoacaz.
23.Porém o SENHOR teve misericórdia de Israel, e se compadeceu dele, e se tornou para ele, por amor da aliança com Abraão, Isaque e Jacó; e não o quis destruir e não o lançou ainda da sua presença.
24.Morreu Hazael, rei da Síria; e Ben-Hadade, seu filho, reinou em seu lugar.
25.Jeoás, filho de Jeoacaz, retomou as cidades das mãos de Ben-Hadade, que este havia tomado das mãos de Jeoacaz, seu pai, na guerra; três vezes Jeoás o feriu e recuperou as cidades de Israel.
O reinado de Amazias, de Judá
1.No segundo ano de Jeoás, filho de Jeoacaz, rei de Israel, começou a reinar Amazias, filho de Joás, rei de Judá.
2.Tinha vinte e cinco anos quando começou a reinar e vinte e nove reinou em Jerusalém. Era o nome de sua mãe Jeoadã, de Jerusalém.
3.Fez ele o que era reto perante o SENHOR, ainda que não como Davi, seu pai; fez, porém, segundo tudo o que fizera Joás, seu pai.
4.Tão-somente os altos não se tiraram; o povo ainda sacrificava e queimava incenso nos altos.
5.Uma vez confirmado o reino em sua mão, matou os seus servos que tinham assassinado o rei, seu pai.
6.Porém os filhos dos assassinos não matou, segundo está escrito no Livro da Lei de Moisés, no qual o SENHOR deu ordem, dizendo: Os pais não serão mortos por causa dos filhos, nem os filhos por causa dos pais; cada qual será morto pelo seu próprio pecado.
Amazias vence os edomitas
7.Ele feriu dez mil edomitas no vale do Sal e tomou a Sela na guerra; e chamou o seu nome Jocteel, até ao dia de hoje.
Amazias derrotado por Jeoás
8.Então, Amazias enviou mensageiros a Jeoás, filho de Jeoacaz, filho de Jeú, rei de Israel, dizendo: Vem, meçamos armas.
9.Porém Jeoás, rei de Israel, respondeu a Amazias, rei de Judá: O cardo que está no Líbano mandou dizer ao cedro que lá está: Dá tua filha por mulher a meu filho; mas os animais do campo, que estavam no Líbano, passaram e pisaram o cardo.
10.Na verdade, feriste os edomitas, e o teu coração se ensoberbeceu; gloria-te disso e fica em casa; por que provocarias o mal para caíres tu, e Judá, contigo?
11.Mas Amazias não quis atendê-lo. Subiu, então, Jeoás, rei de Israel, e Amazias, rei de Judá, e mediram armas em Bete-Semes, que está em Judá.
12.Judá foi derrotado diante de Israel, e fugiu cada um para sua casa.
13.Jeoás, rei de Israel, prendeu Amazias, rei de Judá, filho de Joás, filho de Acazias, em Bete-Semes; e veio a Jerusalém, cujo muro ele rompeu desde a Porta de Efraim até à Porta da Esquina, quatrocentos côvados.
14.Tomou todo o ouro, e a prata, e todos os utensílios que se acharam na Casa do SENHOR e nos tesouros da casa do rei, como também reféns; e voltou para Samaria.
A morte de Jeoás, rei de Israel
15.Ora, os mais atos de Jeoás, o que fez, o seu poder e como pelejou contra Amazias, rei de Judá, porventura, não estão escritos no Livro da História dos Reis de Israel?
16.Descansou Jeoás com seus pais e foi sepultado em Samaria, junto aos reis de Israel; e Jeroboão, seu filho, reinou em seu lugar.
A morte de Amazias, rei de Judá
17.Amazias, filho de Joás, rei de Judá, viveu quinze anos depois da morte de Jeoás, filho de Jeoacaz, rei de Israel.
18.Ora, os mais atos de Amazias, porventura, não estão escritos no Livro da História dos Reis de Judá?
19.Conspiraram contra ele em Jerusalém, e ele fugiu para Laquis; porém enviaram após ele homens até Laquis; e o mataram ali.
20.Trouxeram-no sobre cavalos e o sepultaram em Jerusalém, junto a seus pais, na Cidade de Davi.
21.Todo o povo de Judá tomou a Uzias, que era de dezesseis anos, e o constituiu rei em lugar de Amazias, seu pai.
22.Ele edificou a Elate e a restituiu a Judá, depois que o rei descansou com seus pais.
O reinado de Jeroboão II, de Israel
23.No décimo quinto ano de Amazias, filho de Joás, rei de Judá, começou a reinar em Samaria Jeroboão, filho de Jeoás, rei de Israel; e reinou quarenta e um anos.
24.Fez o que era mau perante o SENHOR; jamais se apartou de nenhum dos pecados de Jeroboão, filho de Nebate, que fez pecar a Israel.
25.Restabeleceu ele os limites de Israel, desde a entrada de Hamate até ao mar da Planície, segundo a palavra do SENHOR, Deus de Israel, a qual falara por intermédio de seu servo Jonas, filho de Amitai, o profeta, o qual era de Gate-Hefer.
26.Porque viu o SENHOR que a aflição de Israel era mui amarga, porque não havia nem escravo, nem livre, nem quem socorresse a Israel.
27.Ainda não falara o SENHOR em apagar o nome de Israel de debaixo do céu; porém os livrou por intermédio de Jeroboão, filho de Jeoás.
28.Quanto aos mais atos de Jeroboão, tudo quanto fez, o seu poder, como pelejou e como reconquistou Damasco e Hamate, pertencentes a Judá, para Israel, porventura, não estão escritos no Livro da História dos Reis de Israel?
29.Descansou Jeroboão com seus pais, com os reis de Israel; e Zacarias, seu filho, reinou em seu lugar.
O reinado de Azarias, de Judá
1.No vigésimo sétimo ano de Jeroboão, rei de Israel, começou a reinar Azarias, filho de Amazias, rei de Judá.
2.Tinha dezesseis anos quando começou a reinar e cinqüenta e dois anos reinou em Jerusalém. Era o nome de sua mãe Jecolias, de Jerusalém.
3.Ele fez o que era reto perante o SENHOR, segundo tudo o que fizera Amazias, seu pai.
4.Tão-somente os altos não se tiraram; o povo ainda sacrificava e queimava incenso nos altos.
Azarias é atacado de lepra
5.O SENHOR feriu ao rei, e este ficou leproso até ao dia da sua morte e habitava numa casa separada. Jotão, filho do rei, tinha o cargo da casa e governava o povo da terra.
6.Ora, os mais atos de Azarias e tudo o que fez, porventura, não estão escritos no Livro da História dos Reis de Judá?
7.Descansou Azarias com seus pais, e o sepultaram junto a seus pais, na Cidade de Davi; e Jotão, seu filho, reinou em seu lugar.
O reinado de Zacarias, de Israel
8.No trigésimo oitavo ano de Azarias, rei de Judá, reinou Zacarias, filho de Jeroboão, sobre Israel, em Samaria, seis meses.
9.Fez o que era mau perante o SENHOR, como tinham feito seus pais; não se apartou dos pecados de Jeroboão, filho de Nebate, que fez pecar a Israel.
10.Salum, filho de Jabes, conspirou contra ele, feriu-o diante do povo, matou-o e reinou em seu lugar.
11.Quanto aos mais atos de Zacarias, eis que estão escritos no Livro da História dos Reis de Israel.
12.Esta foi a palavra que o SENHOR falou a Jeú: Teus filhos, até à quarta geração, se assentarão no trono de Israel. E assim sucedeu.
O reinado de Salum, de Israel
13.Salum, filho de Jabes, começou a reinar no trigésimo nono ano de Uzias, rei de Judá; e reinou durante um mês em Samaria.
14.Subindo de Tirza, Menaém, filho de Gadi, veio a Samaria, feriu ali a Salum, filho de Jabes, matou-o e reinou em seu lugar.
15.Quanto aos mais atos de Salum e a conspiração que fez, eis que estão escritos no Livro da História dos Reis de Israel.
16.Então, Menaém feriu a Tifsa e todos os que nela havia, como também seus limites desde Tirza. Porque não lha abriram, a devastou e todas as mulheres grávidas fez rasgar pelo ventre.
O reinado de Menaém, de Israel
17.Desde o trigésimo nono ano de Azarias, rei de Judá, Menaém, filho de Gadi, começou a reinar sobre Israel e reinou dez anos em Samaria.
18.Fez o que era mau perante o SENHOR; todos os seus dias, não se apartou dos pecados de Jeroboão, filho de Nebate, que fez pecar a Israel.
19.Então, veio Pul, rei da Assíria, contra a terra; Menaém deu a Pul mil talentos de prata, para que este o ajudasse a consolidar o seu reino.
20.Menaém arrecadou este dinheiro de Israel para pagar ao rei da Assíria, de todos os poderosos e ricos, cinqüenta siclos de prata por cabeça; assim, voltou o rei da Assíria e não se demorou ali na terra.
21.Quanto aos mais atos de Menaém e a tudo quanto fez, porventura, não estão escritos no Livro da História dos Reis de Israel?
22.Descansou Menaém com seus pais; e Pecaías, seu filho, reinou em seu lugar.
O reinado de Pecaías, de Israel
23.No qüinquagésimo ano de Azarias, rei de Judá, começou a reinar Pecaías, filho de Menaém; e reinou sobre Israel, em Samaria, dois anos.
24.Fez o que era mau perante o SENHOR; não se apartou dos pecados de Jeroboão, filho de Nebate, que fez pecar a Israel.
25.Peca, seu capitão, filho de Remalias, conspirou contra ele e o feriu em Samaria, na fortaleza da casa do rei, juntamente com Argobe e com Arié; com Peca estavam cinqüenta homens dos gileaditas; Peca o matou e reinou em seu lugar.
26.Quanto aos mais atos de Pecaías e a tudo quanto fez, eis que estão escritos no Livro da História dos Reis de Israel.
O reinado de Peca, de Israel
27.No qüinquagésimo segundo ano de Azarias, rei de Judá, começou a reinar Peca, filho de Remalias, e reinou sobre Israel, em Samaria, vinte anos.
28.Fez o que era mau perante o SENHOR; não se apartou dos pecados de Jeroboão, filho de Nebate, que fez pecar a Israel.
29.Nos dias de Peca, rei de Israel, veio Tiglate-Pileser, rei da Assíria, e tomou a Ijom, a Abel-Bete-Maaca, a Janoa, a Quedes, a Hazor, a Gileade e à Galiléia, a toda a terra de Naftali, e levou os seus habitantes para a Assíria.
30.Oséias, filho de Elá, conspirou contra Peca, filho de Remalias, e o feriu, e o matou, e reinou em seu lugar, no vigésimo ano de Jotão, filho de Uzias.
31.Quanto aos mais atos de Peca e a tudo quanto fez, eis que estão escritos no Livro da História dos Reis de Israel.
O reinado de Jotão, de Judá
32.No ano segundo de Peca, filho de Remalias, rei de Israel, começou a reinar Jotão, filho de Uzias, rei de Judá.
33.Tinha vinte e cinco anos de idade quando começou a reinar e reinou dezesseis anos em Jerusalém. Era o nome de sua mãe Jerusa, filha de Zadoque.
34.Fez o que era reto perante o SENHOR; e em tudo procedeu segundo fizera Uzias, seu pai.
35.Tão-somente os altos não se tiraram; o povo ainda sacrificava e queimava incenso nos altos. Ele edificou a Porta de Cima da Casa do SENHOR.
36.Quanto aos mais atos de Jotão e a tudo quanto fez, porventura, não estão escritos no Livro da História dos Reis de Judá?
37.Naqueles dias, começou o SENHOR a enviar contra Judá a Rezim, rei da Síria, e a Peca, filho de Remalias.
38.Descansou Jotão com seus pais e foi sepultado junto a seus pais, na Cidade de Davi, seu pai. Em seu lugar reinou Acaz, seu filho.
O reinado de Acaz, de Judá
1.No décimo sétimo ano de Peca, filho de Remalias, começou a reinar Acaz, filho de Jotão, rei de Judá.
2.Tinha Acaz vinte anos de idade quando começou a reinar e reinou dezesseis anos em Jerusalém. Não fez o que era reto perante o SENHOR, seu Deus, como Davi, seu pai.
3.Porque andou no caminho dos reis de Israel e até queimou a seu filho como sacrifício, segundo as abominações dos gentios, que o SENHOR lançara de diante dos filhos de Israel.
4.Também sacrificou e queimou incenso nos altos e nos outeiros, como também debaixo de toda árvore frondosa.
Acaz pede socorro aos assírios
5.Então, subiu Rezim, rei da Síria, com Peca, filho de Remalias, rei de Israel, a Jerusalém para pelejarem contra ela; cercaram Acaz, porém não puderam prevalecer contra ele.
6.Naquele tempo, Rezim, rei da Síria, restituiu Elate à Síria e lançou fora dela os judeus; os siros vieram a Elate e ficaram habitando ali até ao dia de hoje.
7.Acaz enviou mensageiros a Tiglate-Pileser, rei da Assíria, dizendo: Eu sou teu servo e teu filho; sobe e livra-me do poder do rei da Síria e do poder do rei de Israel, que se levantam contra mim.
8.Tomou Acaz a prata e o ouro que se acharam na Casa do SENHOR e nos tesouros da casa do rei e mandou de presente ao rei da Assíria.
9.O rei da Assíria lhe deu ouvidos, subiu contra Damasco, tomou-a, levou o povo para Quir e matou a Rezim.
A idolatria de Acaz
10.Então, o rei Acaz foi a Damasco, a encontrar-se com Tiglate-Pileser, rei da Assíria; e, vendo ali um altar, enviou dele ao sacerdote Urias a planta e o modelo, segundo toda a sua obra.
11.Urias, o sacerdote, edificou um altar segundo tudo o que o rei Acaz tinha ordenado de Damasco; assim o fez o sacerdote Urias, antes que o rei Acaz viesse de Damasco.
12.Vindo, pois, de Damasco o rei, viu o altar, chegou-se a ele e nele sacrificou.
13.Queimou o seu holocausto e a sua oferta de manjares, derramou a sua libação e aspergiu o sangue das suas ofertas pacíficas naquele altar.
14.Porém o altar de bronze, que estava perante o SENHOR, tirou ele de diante da casa, de entre o seu altar e a Casa do SENHOR e o pôs ao lado do seu altar, do lado norte.
15.Ordenou também o rei Acaz ao sacerdote Urias, dizendo: Queima, no grande altar, o holocausto da manhã, como também a oferta de manjares da tarde, e o holocausto do rei, e a sua oferta de manjares, e o holocausto de todo o povo da terra, e a sua oferta de manjares, e as suas libações; todo sangue dos holocaustos e todo sangue dos sacrifícios aspergirás nele; porém o altar de bronze ficará para a minha deliberação posterior.
16.Fez Urias, o sacerdote, segundo tudo quanto o rei Acaz lhe ordenara.
17.O rei Acaz cortou os painéis dos suportes, e de cima deles tomou a pia, e o mar, tirou-o de sobre os bois de bronze, que estavam debaixo dele, e o pôs sobre um pavimento de pedra.
18.Também o passadiço coberto para uso no sábado, que edificaram na casa, e a entrada real pelo lado de fora retirou da Casa do SENHOR, por causa do rei da Assíria.
A morte de Acaz
19.Quanto aos mais atos de Acaz e ao que fez, porventura, não estão escritos no Livro da História dos Reis de Judá?
20.Descansou Acaz com seus pais e foi sepultado junto a seus pais, na Cidade de Davi; e Ezequias, seu filho, reinou em seu lugar.
O reinado de Oseias, de Israel
1.No ano duodécimo de Acaz, rei de Judá, começou a reinar Oséias, filho de Elá; e reinou sobre Israel, em Samaria, nove anos.
2.Fez o que era mau perante o SENHOR; contudo, não como os reis de Israel que foram antes dele.
A queda de Samaria e o cativeiro de Israel
3.Contra ele subiu Salmaneser, rei da Assíria; Oséias ficou sendo servo dele e lhe pagava tributo.
4.Porém o rei da Assíria achou Oséias em conspiração, porque enviara mensageiros a Sô, rei do Egito, e não pagava tributo ao rei da Assíria, como dantes fazia de ano em ano; por isso, o rei da Assíria o encerrou em grilhões, num cárcere.
5.Porque o rei da Assíria passou por toda a terra, subiu a Samaria e a sitiou por três anos.
6.No ano nono de Oséias, o rei da Assíria tomou a Samaria e transportou a Israel para a Assíria; e os fez habitar em Hala, junto a Habor e ao rio Gozã, e nas cidades dos medos.
A causa do cativeiro
7.Tal sucedeu porque os filhos de Israel pecaram contra o SENHOR, seu Deus, que os fizera subir da terra do Egito, de debaixo da mão de Faraó, rei do Egito; e temeram a outros deuses.
8.Andaram nos estatutos das nações que o SENHOR lançara de diante dos filhos de Israel e nos costumes estabelecidos pelos reis de Israel.
9.Os filhos de Israel fizeram contra o SENHOR, seu Deus, o que não era reto; edificaram para si altos em todas as suas cidades, desde as atalaias dos vigias até à cidade fortificada.
10.Levantaram para si colunas e postes-ídolos, em todos os altos outeiros e debaixo de todas as árvores frondosas.
11.Queimaram ali incenso em todos os altos, como as nações que o SENHOR expulsara de diante deles; cometeram ações perversas para provocarem o SENHOR à ira
12.e serviram os ídolos, dos quais o SENHOR lhes tinha dito: Não fareis estas coisas.
13.O SENHOR advertiu a Israel e a Judá por intermédio de todos os profetas e de todos os videntes, dizendo: Voltai-vos dos vossos maus caminhos e guardai os meus mandamentos e os meus estatutos, segundo toda a Lei que prescrevi a vossos pais e que vos enviei por intermédio dos meus servos, os profetas.
14.Porém não deram ouvidos; antes, se tornaram obstinados, de dura cerviz como seus pais, que não creram no SENHOR, seu Deus.
15.Rejeitaram os estatutos e a aliança que fizera com seus pais, como também as suas advertências com que protestara contra eles; seguiram os ídolos, e se tornaram vãos, e seguiram as nações que estavam em derredor deles, das quais o SENHOR lhes havia ordenado que não as imitassem.
16.Desprezaram todos os mandamentos do SENHOR, seu Deus, e fizeram para si imagens de fundição, dois bezerros; fizeram um poste-ídolo, e adoraram todo o exército do céu, e serviram a Baal.
17.Também queimaram a seus filhos e a suas filhas como sacrifício, deram-se à prática de adivinhações e criam em agouros; e venderam-se para fazer o que era mau perante o SENHOR, para o provocarem à ira.
18.Pelo que o SENHOR muito se indignou contra Israel e o afastou da sua presença; e nada mais ficou, senão a tribo de Judá.
19.Também Judá não guardou os mandamentos do SENHOR, seu Deus; antes, andaram nos costumes que Israel introduziu.
20.Pelo que o SENHOR rejeitou a toda a descendência de Israel, e os afligiu, e os entregou nas mãos dos despojadores, até que os expulsou da sua presença.
21.Pois, quando ele rasgou a Israel da casa de Davi, e eles fizeram rei a Jeroboão, filho de Nebate, Jeroboão apartou a Israel de seguir o SENHOR e o fez cometer grande pecado.
22.Assim, andaram os filhos de Israel em todos os pecados que Jeroboão tinha cometido; nunca se apartaram deles,
23.até que o SENHOR afastou a Israel da sua presença, como falara pelo ministério de todos os seus servos, os profetas; assim, foi Israel transportado da sua terra para a Assíria, onde permanece até ao dia de hoje.
O rei da Assíria renova a população de Samaria
24.O rei da Assíria trouxe gente de Babilônia, de Cuta, de Ava, de Hamate e de Sefarvaim e a fez habitar nas cidades de Samaria, em lugar dos filhos de Israel; tomaram posse de Samaria e habitaram nas suas cidades.
25.A princípio, quando passaram a habitar ali, não temeram o SENHOR; então, mandou o SENHOR para o meio deles leões, os quais mataram a alguns do povo.
26.Pelo que se disse ao rei da Assíria: As gentes que transportaste e fizeste habitar nas cidades de Samaria não sabem a maneira de servir o deus da terra; por isso, enviou ele leões para o meio delas, os quais as matam, porque não sabem como servir o deus da terra.
27.Então, o rei da Assíria mandou dizer: Levai para lá um dos sacerdotes que de lá trouxestes; que ele vá, e lá habite, e lhes ensine a maneira de servir o deus da terra.
28.Foi, pois, um dos sacerdotes que haviam levado de Samaria, e habitou em Betel, e lhes ensinava como deviam temer o SENHOR.
O culto misto dos samaritanos
29.Porém cada nação fez ainda os seus próprios deuses nas cidades em que habitava, e os puseram nos santuários dos altos que os samaritanos tinham feito.
30.Os de Babilônia fizeram Sucote-Benote; os de Cuta fizeram Nergal; os de Hamate fizeram Asima;
31.os aveus fizeram Nibaz e Tartaque; e os sefarvitas queimavam seus filhos a Adrameleque e a Anameleque, deuses de Sefarvaim.
32.Mas temiam também ao SENHOR; dentre os do povo constituíram sacerdotes dos lugares altos, os quais oficiavam a favor deles nos santuários dos altos.
33.De maneira que temiam o SENHOR e, ao mesmo tempo, serviam aos seus próprios deuses, segundo o costume das nações dentre as quais tinham sido transportados.
34.Até ao dia de hoje fazem segundo os antigos costumes; não temem o SENHOR, não fazem segundo os seus estatutos e juízos, nem segundo a lei e o mandamento que o SENHOR prescreveu aos filhos de Jacó, a quem deu o nome de Israel.
35.Ora, o SENHOR tinha feito aliança com eles e lhes ordenara, dizendo: Não temereis outros deuses, nem vos prostrareis diante deles, nem os servireis, nem lhes oferecereis sacrifícios;
36.mas ao SENHOR, que vos fez subir da terra do Egito com grande poder e com braço estendido, a ele temereis, e a ele vos prostrareis, e a ele oferecereis sacrifícios.
37.Os estatutos e os juízos, a lei e o mandamento que ele vos escreveu, tereis cuidado de os observar todos os dias; não temereis outros deuses.
38.Da aliança que fiz convosco não vos esquecereis; nem temereis outros deuses.
39.Mas ao SENHOR, vosso Deus, temereis, e ele vos livrará das mãos de todos os vossos inimigos.
40.Porém eles não deram ouvidos a isso; antes, procederam segundo o seu antigo costume.
41.Assim, estas nações temiam o SENHOR e serviam as suas próprias imagens de escultura; como fizeram seus pais, assim fazem também seus filhos e os filhos de seus filhos, até ao dia de hoje.
O reinado de Ezequias, de Judá
1.No terceiro ano de Oséias, filho de Elá, rei de Israel, começou a reinar Ezequias, filho de Acaz, rei de Judá.
2.Tinha vinte e cinco anos de idade quando começou a reinar e reinou vinte e nove anos em Jerusalém; sua mãe se chamava Abi e era filha de Zacarias.
3.Fez ele o que era reto perante o SENHOR, segundo tudo o que fizera Davi, seu pai.
4.Removeu os altos, quebrou as colunas e deitou abaixo o poste-ídolo; e fez em pedaços a serpente de bronze que Moisés fizera, porque até àquele dia os filhos de Israel lhe queimavam incenso e lhe chamavam Neustã.
5.Confiou no SENHOR, Deus de Israel, de maneira que depois dele não houve seu semelhante entre todos os reis de Judá, nem entre os que foram antes dele.
6.Porque se apegou ao SENHOR, não deixou de segui-lo e guardou os mandamentos que o SENHOR ordenara a Moisés.
7.Assim, foi o SENHOR com ele; para onde quer que saía, lograva bom êxito; rebelou-se contra o rei da Assíria e não o serviu.
8.Feriu ele os filisteus até Gaza e seus limites, desde as atalaias dos vigias até à cidade fortificada.
9.No quarto ano do rei Ezequias, que era o sétimo de Oséias, filho de Elá, rei de Israel, subiu Salmaneser, rei da Assíria, contra Samaria e a cercou.
10.Ao cabo de três anos, foi tomada; sim, no ano sexto de Ezequias, que era o nono de Oséias, rei de Israel, Samaria foi tomada.
11.O rei da Assíria transportou a Israel para a Assíria e o fez habitar em Hala, junto a Habor e ao rio Gozã, e nas cidades dos medos;
12.porquanto não obedeceram à voz do SENHOR, seu Deus; antes, violaram a sua aliança e tudo quanto Moisés, servo do SENHOR, tinha ordenado; não o ouviram, nem o fizeram.
Senaqueribe invade Judá
13.No ano décimo quarto do rei Ezequias, subiu Senaqueribe, rei da Assíria, contra todas as cidades fortificadas de Judá e as tomou.
14.Então, Ezequias, rei de Judá, enviou mensageiros ao rei da Assíria, a Laquis, dizendo: Errei; retira-te de mim; tudo o que me impuseres suportarei. Então, o rei da Assíria impôs a Ezequias, rei de Judá, trezentos talentos de prata e trinta talentos de ouro.
15.Deu-lhe Ezequias toda a prata que se achou na Casa do SENHOR e nos tesouros da casa do rei.
16.Foi quando Ezequias arrancou das portas do templo do SENHOR e das ombreiras o ouro de que ele, rei de Judá, as cobrira, e o deu ao rei da Assíria.
17.Contudo, o rei da Assíria enviou, de Laquis, a Tartã, a Rabe-Saris e a Rabsaqué, com um grande exército, ao rei Ezequias, a Jerusalém; subiram e vieram a Jerusalém. Tendo eles subido e chegado, pararam na extremidade do aqueduto do açude superior, junto ao caminho do campo do Lavandeiro.
18.Tendo eles chamado o rei, saíram-lhes ao encontro Eliaquim, filho de Hilquias, o mordomo, Sebna, o escrivão, e Joá, filho de Asafe, o cronista.
Rabsaqué afronta a Ezequias e ao Senhor
19.Rabsaqué lhes disse: Dizei a Ezequias: Assim diz o sumo rei, o rei da Assíria: Que confiança é essa em que te estribas?
20.Bem posso dizer-te que teu conselho e poder para guerra não passam de vãs palavras; em quem, pois, agora, confias, para que te rebeles contra mim?
21.Confias no Egito, esse bordão de cana esmagada, o qual, se alguém nele apoiar-se, lhe entrará pela mão e a traspassará; assim é Faraó, rei do Egito, para com todos os que nele confiam.
22.Mas, se me dizeis: Confiamos no SENHOR, nosso Deus, não é esse aquele cujos altos e altares Ezequias removeu, dizendo a Judá e a Jerusalém: Perante este altar adorareis em Jerusalém?
23.Ora, pois, empenha-te com meu senhor, rei da Assíria, e dar-te-ei dois mil cavalos, se de tua parte achares cavaleiros para os montar.
24.Como, pois, se não podes afugentar um só capitão dos menores dos servos do meu senhor, confias no Egito, por causa dos carros e cavaleiros?
25.Acaso, subi eu, agora, sem o SENHOR contra este lugar, para o destruir? Pois o SENHOR mesmo me disse: Sobe contra a terra e destrói-a.
26.Então, disseram Eliaquim, filho de Hilquias, Sebna e Joá a Rabsaqué: Rogamos-te que fales em aramaico aos teus servos, porque o entendemos, e não nos fales em judaico, aos ouvidos do povo que está sobre as muralhas.
27.Mas Rabsaqué lhes respondeu: Mandou-me, acaso, o meu senhor para dizer-te estas palavras a ti somente e a teu senhor? E não, antes, aos homens que estão sentados sobre as muralhas, para que comam convosco o seu próprio excremento e bebam a sua própria urina?
28.Então, Rabsaqué se pôs em pé, e clamou em alta voz em judaico, e disse: Ouvi as palavras do sumo rei, do rei da Assíria.
29.Assim diz o rei: Não vos engane Ezequias; porque não vos poderá livrar da sua mão;
30.nem tampouco vos faça Ezequias confiar no SENHOR, dizendo: O SENHOR, certamente, nos livrará, e esta cidade não será entregue nas mãos do rei da Assíria.
31.Não deis ouvidos a Ezequias; porque assim diz o rei da Assíria: Fazei as pazes comigo e vinde para mim; e comei, cada um da sua própria vide e da sua própria figueira, e bebei, cada um da água da sua própria cisterna.
32.Até que eu venha e vos leve para uma terra como a vossa, terra de cereal e de vinho, terra de pão e de vinhas, terra de oliveiras e de mel, para que vivais e não morrais. Não deis ouvidos a Ezequias, porque vos engana, dizendo: O SENHOR nos livrará.
33.Acaso, os deuses das nações puderam livrar, cada um a sua terra, das mãos do rei da Assíria?
34.Onde estão os deuses de Hamate e de Arpade? Onde estão os deuses de Sefarvaim, Hena e Iva? Acaso, livraram eles a Samaria das minhas mãos?
35.Quais são, dentre todos os deuses destes países, os que livraram a sua terra das minhas mãos, para que o SENHOR possa livrar a Jerusalém das minhas mãos?
36.Calou-se, porém, o povo e não lhe respondeu palavra; porque assim lhe havia ordenado o rei: Não lhe respondereis.
37.Então, Eliaquim, filho de Hilquias, o mordomo, e Sebna, o escrivão, e Joá, filho de Asafe, o cronista, vieram ter com Ezequias, com suas vestes rasgadas, e lhe referiram as palavras de Rabsaqué.
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