Desafio dos 90 dias

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Davi dá instruções a Salomão e morre
1.Aproximando-se os dias da morte de Davi, deu ele ordens a Salomão, seu filho, dizendo:
2.Eu vou pelo caminho de todos os mortais. Coragem, pois, e sê homem!
3.Guarda os preceitos do SENHOR, teu Deus, para andares nos seus caminhos, para guardares os seus estatutos, e os seus mandamentos, e os seus juízos, e os seus testemunhos, como está escrito na Lei de Moisés, para que prosperes em tudo quanto fizeres e por onde quer que fores;
4.para que o SENHOR confirme a palavra que falou de mim, dizendo: Se teus filhos guardarem o seu caminho, para andarem perante a minha face fielmente, de todo o seu coração e de toda a sua alma, nunca te faltará sucessor ao trono de Israel.
5.Também tu sabes o que me fez Joabe, filho de Zeruia, e o que fez aos dois comandantes do exército de Israel, a Abner, filho de Ner, e a Amasa, filho de Jéter, os quais matou, e, em tempo de paz, vingou o sangue derramado em guerra, manchando com ele o cinto que trazia nos lombos e as sandálias nos pés.
6.Faze, pois, segundo a tua sabedoria e não permitas que suas cãs desçam à sepultura em paz.
7.Porém, com os filhos de Barzilai, o gileadita, usarás de benevolência, e estarão entre os que comem à tua mesa, porque assim se houveram comigo, quando eu fugia por causa de teu irmão Absalão.
8.Eis que também contigo está Simei, filho de Gera, filho de Benjamim, de Baurim, que me maldisse com dura maldição, no dia em que ia a Maanaim; porém ele saiu a encontrar-se comigo junto ao Jordão, e eu, pelo SENHOR, lhe jurei, dizendo que o não mataria à espada.
9.Mas, agora, não o tenhas por inculpável, pois és homem prudente e bem saberás o que lhe hás de fazer para que as suas cãs desçam à sepultura com sangue.
10.Davi descansou com seus pais e foi sepultado na Cidade de Davi.
11.Foi o tempo que Davi reinou sobre Israel quarenta anos: sete anos em Hebrom e em Jerusalém trinta e três.
12.Salomão assentou-se no trono de Davi, seu pai, e o seu reino se fortificou sobremaneira.
Morte de Adonias
13.Então, veio Adonias, filho de Hagite, a Bate-Seba, mãe de Salomão; disse ela: É de paz a tua vinda? Respondeu ele: É de paz.
14.E acrescentou: Uma palavra tenho que dizer-te. Ela disse: Fala.
15.Disse, pois, ele: Bem sabes que o reino era meu, e todo o Israel esperava que eu reinasse, ainda que o reino se transferiu e veio a ser de meu irmão, porque do SENHOR ele o recebeu.
16.Agora, um só pedido te faço; não mo rejeites. Ela lhe disse: Fala.
17.Ele disse: Peço-te que fales ao rei Salomão ( pois não to recusará ) que me dê por mulher a Abisague, sunamita.
18.Respondeu Bate-Seba: Bem, eu falarei por ti ao rei.
19.Foi, pois, Bate-Seba ter com o rei Salomão, para falar-lhe por Adonias. O rei se levantou a encontrar-se com ela e se inclinou diante dela; então, se assentou no seu trono e mandou pôr uma cadeira para sua mãe, e ela se assentou à sua mão direita.
20.Então, disse ela: Só um pequeno pedido te faço; não mo rejeites. E o rei lhe disse: Pede, minha mãe, porque to não recusarei.
21.Disse ela: Dê-se Abisague, a sunamita, a Adonias, teu irmão, por mulher.
22.Então, respondeu o rei Salomão e disse a sua mãe: Por que pedes Abisague, a sunamita, para Adonias? Pede também para ele o reino ( porque é meu irmão maior ), para ele, digo, e também para Abiatar, o sacerdote, e para Joabe, filho de Zeruia.
23.E jurou o rei Salomão pelo SENHOR, dizendo: Deus me faça o que lhe aprouver, se não falou Adonias esta palavra contra a sua vida.
24.Agora, pois, tão certo como vive o SENHOR, que me estabeleceu e me fez assentar no trono de Davi, meu pai, e me edificou casa, como tinha dito, hoje, morrerá Adonias.
25.Enviou o rei Salomão a Benaia, filho de Joiada, o qual arremeteu contra ele, de sorte que morreu.
Expulso o sacerdote Abiatar
26.E a Abiatar, o sacerdote, disse o rei: Vai para Anatote, para teus campos, porque és homem digno de morte; porém não te matarei hoje, porquanto levaste a arca do SENHOR Deus diante de Davi, meu pai, e porque te afligiste com todas as aflições de meu pai.
27.Expulsou, pois, Salomão a Abiatar, para que não mais fosse sacerdote do SENHOR, cumprindo, assim, a palavra que o SENHOR dissera sobre a casa de Eli, em Siló.
Morte de Joabe
28.Chegando esta notícia a Joabe ( porque Joabe se tinha desviado seguindo a Adonias, ainda que se não desviara seguindo a Absalão ), fugiu ele para o tabernáculo do SENHOR e pegou nas pontas do altar.
29.Foi dito ao rei Salomão que Joabe havia fugido para o tabernáculo do SENHOR; e eis que está junto ao altar. Enviou, pois, Salomão a Benaia, filho de Joiada, dizendo: Vai, arremete contra ele.
30.Foi Benaia ao tabernáculo do SENHOR e disse a Joabe: Assim diz o rei: Sai daí. Ele respondeu: Não, morrerei aqui. Benaia tornou com a resposta ao rei, dizendo: Assim falou Joabe e assim me respondeu.
31.Disse-lhe o rei: Faze como ele te disse; arremete contra ele e sepulta-o, para que tires de mim e da casa de meu pai a culpa do sangue que Joabe sem causa derramou.
32.Assim, o SENHOR fará recair a culpa de sangue de Joabe sobre a sua cabeça, porque arremeteu contra dois homens mais justos e melhores do que ele e os matou à espada, sem que Davi, meu pai, o soubesse; isto é: a Abner, filho de Ner, comandante do exército de Israel, e a Amasa, filho de Jéter, comandante do exército de Judá.
33.Assim, recairá o sangue destes sobre a cabeça de Joabe e sobre a cabeça da sua descendência para sempre; mas a Davi, e à sua descendência, e à sua casa, e ao seu trono, dará o SENHOR paz para todo o sempre.
34.Subiu Benaia, filho de Joiada, arremeteu contra ele e o matou; e foi sepultado em sua casa, no deserto.
35.Em lugar de Joabe constituiu o rei por comandante do exército a Benaia, filho de Joiada, e, em lugar de Abiatar, a Zadoque por sacerdote.
Morte de Simei
36.Depois, mandou o rei chamar a Simei e lhe disse: Edifica-te uma casa em Jerusalém, e habita aí, e daí não saias, nem para uma parte nem para outra.
37.Porque há de ser que, no dia em que saíres e passares o ribeiro de Cedrom, fica sabendo que serás morto; o teu sangue cairá, então, sobre a tua cabeça.
38.Simei disse ao rei: Boa é essa palavra; como disse o rei, meu senhor, assim fará o teu servo. E Simei habitou em Jerusalém muitos dias.
39.Ao cabo de três anos, porém, dois escravos de Simei fugiram para Aquis, filho de Maaca, rei de Gate; e deram parte a Simei, dizendo: Eis que teus servos estão em Gate.
40.Então, Simei se dispôs, albardou o seu jumento e foi a Gate ter com Aquis em busca dos seus escravos; e trouxe de Gate os seus escravos.
41.Foi Salomão avisado de que Simei de Jerusalém fora a Gate e já havia voltado.
42.Então, mandou o rei chamar a Simei e lhe disse: Não te fiz eu jurar pelo SENHOR e não te protestei, dizendo: No dia em que saíres para uma ou outra parte, fica sabendo que serás morto? E tu me disseste: Boa é essa palavra que ouvi.
43.Por que, pois, não guardaste o juramento do SENHOR, nem a ordem que te dei?
44.Disse mais o rei a Simei: Bem sabes toda a maldade que o teu coração reconhece que fizeste a Davi, meu pai; pelo que o SENHOR te fez recair sobre a cabeça a tua maldade.
45.Mas o rei Salomão será abençoado, e o trono de Davi, mantido perante o SENHOR, para sempre.
46.O rei deu ordem a Benaia, filho de Joiada, o qual saiu e arremeteu contra ele, de sorte que morreu; assim se firmou o reino sob o domínio de Salomão.
Salomão casa com a filha de Faraó
1.Salomão aparentou-se com Faraó, rei do Egito, pois tomou por mulher a filha de Faraó e a trouxe à Cidade de Davi, até que acabasse de edificar a sua casa, e a Casa do SENHOR, e a muralha à roda de Jerusalém.
2.Entretanto, o povo oferecia sacrifícios sobre os altos, porque até àqueles dias ainda não se tinha edificado casa ao nome do SENHOR.
Salomão pede a Deus sabedoria
3.Salomão amava ao SENHOR, andando nos preceitos de Davi, seu pai; porém sacrificava ainda nos altos e queimava incenso.
4.Foi o rei a Gibeão para lá sacrificar, porque era o alto maior; ofereceu mil holocaustos Salomão naquele altar.
5.Em Gibeão, apareceu o SENHOR a Salomão, de noite, em sonhos. Disse-lhe Deus: Pede-me o que queres que eu te dê.
6.Respondeu Salomão: De grande benevolência usaste para com teu servo Davi, meu pai, porque ele andou contigo em fidelidade, e em justiça, e em retidão de coração, perante a tua face; mantiveste-lhe esta grande benevolência e lhe deste um filho que se assentasse no seu trono, como hoje se vê.
7.Agora, pois, ó SENHOR, meu Deus, tu fizeste reinar teu servo em lugar de Davi, meu pai; não passo de uma criança, não sei como conduzir-me.
8.Teu servo está no meio do teu povo que elegeste, povo grande, tão numeroso, que se não pode contar.
9.Dá, pois, ao teu servo coração compreensivo para julgar a teu povo, para que prudentemente discirna entre o bem e o mal; pois quem poderia julgar a este grande povo?
10.Estas palavras agradaram ao Senhor, por haver Salomão pedido tal coisa.
11.Disse-lhe Deus: Já que pediste esta coisa e não pediste longevidade, nem riquezas, nem a morte de teus inimigos; mas pediste entendimento, para discernires o que é justo;
12.eis que faço segundo as tuas palavras: dou-te coração sábio e inteligente, de maneira que antes de ti não houve teu igual, nem depois de ti o haverá.
13.Também até o que me não pediste eu te dou, tanto riquezas como glória; que não haja teu igual entre os reis, por todos os teus dias.
14.Se andares nos meus caminhos e guardares os meus estatutos e os meus mandamentos, como andou Davi, teu pai, prolongarei os teus dias.
15.Despertou Salomão; e eis que era sonho. Veio a Jerusalém, pôs-se perante a arca da Aliança do SENHOR, ofereceu holocaustos, apresentou ofertas pacíficas e deu um banquete a todos os seus oficiais.
Salomão julga a causa de duas mulheres
16.Então, vieram duas prostitutas ao rei e se puseram perante ele.
17.Disse-lhe uma das mulheres: Ah! Senhor meu, eu e esta mulher moramos na mesma casa, onde dei à luz um filho.
18.No terceiro dia, depois do meu parto, também esta mulher teve um filho. Estávamos juntas; nenhuma outra pessoa se achava conosco na casa; somente nós ambas estávamos ali.
19.De noite, morreu o filho desta mulher, porquanto se deitara sobre ele.
20.Levantou-se à meia-noite, e, enquanto dormia a tua serva, tirou-me a meu filho do meu lado, e o deitou nos seus braços; e a seu filho morto deitou-o nos meus.
21.Levantando-me de madrugada para dar de mamar a meu filho, eis que estava morto; mas, reparando nele pela manhã, eis que não era o filho que eu dera à luz.
22.Então, disse a outra mulher: Não, mas o vivo é meu filho; o teu é o morto. Porém esta disse: Não, o morto é teu filho; o meu é o vivo. Assim falaram perante o rei.
23.Então, disse o rei: Esta diz: Este que vive é meu filho, e teu filho é o morto; e esta outra diz: Não, o morto é teu filho, e o meu filho é o vivo.
24.Disse mais o rei: Trazei-me uma espada. Trouxeram uma espada diante do rei.
25.Disse o rei: Dividi em duas partes o menino vivo e dai metade a uma e metade a outra.
26.Então, a mulher cujo filho era o vivo falou ao rei ( porque o amor materno se aguçou por seu filho ) e disse: Ah! Senhor meu, dai-lhe o menino vivo e por modo nenhum o mateis. Porém a outra dizia: Nem meu nem teu; seja dividido.
27.Então, respondeu o rei: Dai à primeira o menino vivo; não o mateis, porque esta é sua mãe.
28.Todo o Israel ouviu a sentença que o rei havia proferido; e todos tiveram profundo respeito ao rei, porque viram que havia nele a sabedoria de Deus, para fazer justiça.
Os oficiais de Salomão
1.O rei Salomão reinou sobre todo o Israel.
2.Eram estes os seus homens principais: Azarias, filho de Zadoque, o principal.
3.Eliorefe e Aías, filhos de Sisa, eram secretários; Josafá, filho de Ailude, era o cronista;
4.Benaia, filho de Joiada, era comandante do exército; Zadoque e Abiatar eram sacerdotes;
5.Azarias, filho de Natã, era intendente-chefe; Zabude, filho de Natã, ministro, amigo do rei;
6.Aisar, mordomo; Adonirão, filho de Abda, superintendente dos que trabalhavam forçados.
7.Tinha Salomão doze intendentes sobre todo o Israel, que forneciam mantimento ao rei e à sua casa; cada um tinha de fornecer durante um mês do ano.
8.São estes os seus nomes: Ben-Hur, nas montanhas de Efraim;
9.Ben-Dequer, em Macaz, Saalabim, Bete-Semes, Elom e Bete-Hanã;
10.Ben-Hesede, em Arubote; a este pertencia também Socó e toda a terra de Héfer;
11.Ben-Abinadabe tinha toda a cordilheira de Dor; Tafate, filha de Salomão, era sua mulher.
12.Baaná, filho de Ailude, tinha a Taanaque, e a Megido, e a toda a Bete-Seã, que está junto a Zaretã, abaixo de Jezreel, desde Bete-Seã até Abel-Meolá, até além de Jocmeão.
13.Ben-Geber, em Ramote-Gileade; tinha este as aldeias de Jair, filho de Manassés, as quais estão em Gileade; também tinha a região de Argobe, a qual está em Basã, sessenta grandes cidades com muros e ferrolhos de bronze.
14.Ainadabe, filho de Ido, em Maanaim;
15.Aimaás, em Naftali; também este tomou filha de Salomão por mulher, a saber, Basemate.
16.Baaná, filho de Husai, em Aser e Bealote;
17.Josafá, filho de Parua, em Issacar;
18.Simei, filho de Elá, em Benjamim;
19.Geber, filho de Uri, na terra de Gileade, a terra de Seom, rei dos amorreus, e de Ogue, rei de Basã; e havia só um intendente nesta terra.
A prosperidade do reino de Salomão
20.Eram, pois, os de Judá e Israel muitos, numerosos como a areia que está ao pé do mar; comiam, bebiam e se alegravam.
21.Dominava Salomão sobre todos os reinos desde o Eufrates até à terra dos filisteus e até à fronteira do Egito; os quais pagavam tributo e serviram a Salomão todos os dias da sua vida.
22.Era, pois, o provimento diário de Salomão trinta coros de flor de farinha e sessenta coros de farinha;
23.dez bois cevados, vinte bois de pasto e cem carneiros, afora os veados, as gazelas, os corços e aves cevadas.
24.Porque dominava sobre toda a região e sobre todos os reis aquém do Eufrates, desde Tifsa até Gaza, e tinha paz por todo o derredor.
25.Judá e Israel habitavam confiados, cada um debaixo da sua videira e debaixo da sua figueira, desde Dã até Berseba, todos os dias de Salomão.
26.Tinha também Salomão quarenta mil cavalos em estrebarias, para os seus carros, e doze mil cavaleiros.
27.Forneciam, pois, os intendentes provisões, cada um no seu mês, ao rei Salomão e a todos quantos lhe chegavam à mesa; coisa nenhuma deixavam faltar.
28.Também levavam a cevada e a palha para os cavalos e os ginetes, para o lugar onde estivesse o rei, segundo lhes fora prescrito.
A sabedoria de Salomão
29.Deu também Deus a Salomão sabedoria, grandíssimo entendimento e larga inteligência como a areia que está na praia do mar.
30.Era a sabedoria de Salomão maior do que a de todos os do Oriente e do que toda a sabedoria dos egípcios.
31.Era mais sábio do que todos os homens, mais sábio do que Etã, ezraíta, e do que Hemã, Calcol e Darda, filhos de Maol; e correu a sua fama por todas as nações em redor.
32.Compôs três mil provérbios, e foram os seus cânticos mil e cinco.
33.Discorreu sobre todas as plantas, desde o cedro que está no Líbano até ao hissopo que brota do muro; também falou dos animais e das aves, dos répteis e dos peixes.
34.De todos os povos vinha gente a ouvir a sabedoria de Salomão, e também enviados de todos os reis da terra que tinham ouvido da sua sabedoria.
Salomão faz aliança com Hirão
1.Enviou também Hirão, rei de Tiro, os seus servos a Salomão ( porque ouvira que ungiram a Salomão rei em lugar de seu pai ), pois Hirão sempre fora amigo de Davi.
2.Então, Salomão enviou mensageiros a Hirão, dizendo:
3.Bem sabes que Davi, meu pai, não pôde edificar uma casa ao nome do SENHOR, seu Deus, por causa das guerras com que o envolveram os seus inimigos, até que o SENHOR lhos pôs debaixo dos pés.
4.Porém a mim o SENHOR, meu Deus, me tem dado descanso de todos os lados; não há nem inimigo, nem adversidade alguma.
5.Pelo que intento edificar uma casa ao nome do SENHOR, meu Deus, como falou o SENHOR a Davi, meu pai, dizendo: Teu filho, que porei em teu lugar no teu trono, esse edificará uma casa ao meu nome.
6.Dá ordem, pois, que do Líbano me cortem cedros; os meus servos estarão com os teus servos, e eu te pagarei o salário destes segundo determinares; porque bem sabes que entre o meu povo não há quem saiba cortar a madeira como os sidônios.
7.Ouvindo Hirão as palavras de Salomão, muito se alegrou e disse: Bendito seja, hoje, o SENHOR, que deu a Davi um filho sábio sobre este grande povo.
8.Enviou Hirão mensageiros a Salomão, dizendo: Ouvi o que mandaste dizer. Farei toda a tua vontade acerca das madeiras de cedro e de cipreste.
9.Os meus servos as levarão desde o Líbano até ao mar, e eu as farei conduzir em jangadas pelo mar até ao lugar que me designares e ali as desamarrarei; e tu as receberás. Tu também farás a minha vontade, dando provisões à minha casa.
10.Assim, deu Hirão a Salomão madeira de cedro e madeira de cipreste, segundo este queria.
11.Salomão deu a Hirão vinte mil coros de trigo, para sustento da sua casa, e vinte coros de azeite batido; e o fazia de ano em ano.
12.Deu o SENHOR sabedoria a Salomão, como lhe havia prometido. Havia paz entre Hirão e Salomão; e fizeram ambos entre si aliança.
Os preparativos para edificar o templo
13.Formou o rei Salomão uma leva de trabalhadores dentre todo o Israel, e se compunha de trinta mil homens.
14.E os enviava ao Líbano alternadamente, dez mil por mês; um mês estavam no Líbano, e dois meses, cada um em sua casa; e Adonirão dirigia a leva.
15.Tinha também Salomão setenta mil que levavam as cargas e oitenta mil que talhavam pedra nas montanhas,
16.afora os chefes-oficiais de Salomão, em número de três mil e trezentos, que dirigiam a obra e davam ordens ao povo que a executava.
17.Mandou o rei que trouxessem pedras grandes, e pedras preciosas, e pedras lavradas para fundarem a casa.
18.Lavravam-nas os edificadores de Salomão, e os de Hirão, e os giblitas; e preparavam a madeira e as pedras para se edificar a casa.
Salomão edifica o templo
1.No ano quatrocentos e oitenta, depois de saírem os filhos de Israel do Egito, Salomão, no ano quarto do seu reinado sobre Israel, no mês de zive ( este é o mês segundo ), começou a edificar a Casa do SENHOR.
2.A casa que o rei Salomão edificou ao SENHOR era de sessenta côvados de comprimento, vinte de largura e trinta de altura.
3.O pórtico diante do templo da casa media vinte côvados no sentido da largura do Lugar Santo, contra dez de fundo.
4.Para a casa, fez janelas de fasquias fixas superpostas.
5.Contra a parede da casa, tanto do santuário como do Santo dos Santos, edificou andares ao redor e fez câmaras laterais ao redor.
6.O andar de baixo tinha cinco côvados de largura, o do meio, seis, e o terceiro, sete; porque, pela parte de fora da casa em redor, fizera reentrâncias para que as vigas não fossem introduzidas nas paredes.
7.Edificava-se a casa com pedras já preparadas nas pedreiras, de maneira que nem martelo, nem machado, nem instrumento algum de ferro se ouviu na casa quando a edificavam.
8.A porta da câmara do meio do andar térreo estava ao lado sul da casa, e por caracóis se subia ao segundo e, deste, ao terceiro.
9.Assim, edificou a casa e a rematou, cobrindo-a com um tabuado de cedro.
10.Os andares que edificou contra a casa toda eram de cinco côvados de altura, e os ligou com a casa com madeira de cedro.
11.Então, veio a palavra do SENHOR a Salomão, dizendo:
12.Quanto a esta casa que tu edificas, se andares nos meus estatutos, e executares os meus juízos, e guardares todos os meus mandamentos, andando neles, cumprirei para contigo a minha palavra, a qual falei a Davi, teu pai.
13.E habitarei no meio dos filhos de Israel e não desampararei o meu povo.
O Santo dos Santos
14.Assim, edificou Salomão a casa e a rematou.
15.Também revestiu as paredes da casa por dentro com tábuas de cedro; desde o soalho da casa até ao teto, cobriu com madeira por dentro; e cobriu o piso da casa com tábuas de cipreste.
16.Da mesma sorte, revestiu também os vinte côvados dos fundos da casa com tábuas de cedro, desde o soalho até ao teto; e esse interior ele constituiu em santuário, a saber, o Santo dos Santos.
17.Era, pois, o Santo Lugar do templo de quarenta côvados.
18.O cedro da casa por dentro era lavrado de colocíntidas e flores abertas; tudo era cedro, pedra nenhuma se via.
19.No mais interior da casa, preparou o Santo dos Santos para nele colocar a arca da Aliança do SENHOR.
20.Era o Santo dos Santos de vinte côvados de comprimento, vinte de largura e vinte de altura; cobriu-o de ouro puro. Cobriu também de ouro o altar de cedro.
21.Por dentro, Salomão revestiu a casa de ouro puro; e fez passar cadeias de ouro por dentro do Santo dos Santos, que também cobrira de ouro.
22.Assim, cobriu de ouro toda a casa, inteiramente, e também todo o altar que estava diante do Santo dos Santos.
Os dois querubins
23.No Santo dos Santos, fez dois querubins de madeira de oliveira, cada um da altura de dez côvados.
24.Cada asa de um querubim era de cinco côvados; dez côvados havia, pois, de uma a outra extremidade de suas asas.
25.Assim, também era de dez côvados o outro querubim; ambos mediam o mesmo e eram da mesma forma.
26.A altura de um querubim era de dez côvados; e assim a do outro.
27.Pôs os querubins no mais interior da casa; os querubins estavam de asas estendidas, de maneira que a asa de um tocava numa parede, e a asa do outro tocava na outra parede; e as suas asas no meio da casa tocavam uma na outra.
28.E cobriu de ouro os querubins.
Ornamentação das paredes e das portas
29.Nas paredes todas, tanto no mais interior da casa como no seu exterior, lavrou, ao redor, entalhes de querubins, palmeiras e flores abertas.
30.Também cobriu de ouro o soalho, tanto no mais interior da casa como no seu exterior.
31.Para entrada do Santo dos Santos, fez folhas de madeira de oliveira; a verga com as ombreiras formavam uma porta pentagonal.
32.Assim, fabricou de madeira de oliveira duas folhas e lavrou nelas entalhes de querubins, de palmeiras e de flores abertas; a estas, como as palmeiras e os querubins, cobriu de ouro.
33.Fez, para entrada do Santo Lugar, ombreiras de madeira de oliveira; entrada quadrilateral,
34.cujas duas folhas eram de madeira de cipreste; e as duas tábuas de cada folha eram dobradiças.
35.E as lavrou de querubins, de palmeiras e de flores abertas e as cobriu de ouro acomodado ao lavor.
36.Também edificou o átrio interior de três ordens de pedras cortadas e de uma ordem de vigas de cedro.
37.No ano quarto, se pôs o fundamento da Casa do SENHOR, no mês de zive.
38.E, no ano undécimo, no mês de bul, que é o oitavo, se acabou esta casa com todas as suas dependências, tal como devia ser. Levou Salomão sete anos para edificá-la.
Salomão edifica palácios reais
1.Edificou Salomão os seus palácios, levando treze anos para os concluir.
2.Edificou a Casa do Bosque do Líbano, de cem côvados de comprimento, cinqüenta de largura e trinta de altura, sobre quatro ordens de colunas de cedro e vigas de cedro sobre as colunas.
3.A cobertura era de cedro, abrangendo as câmaras laterais em número de quarenta e cinco, quinze em cada andar, as quais repousavam sobre colunas.
4.Havia janelas em três ordens e janela oposta a janela em três fileiras.
5.Todas as portas e janelas eram quadradas; e janela oposta a janela em três fileiras.
6.Depois, fez o Salão das Colunas, de cinqüenta côvados de comprimento e trinta de largura; e havia um pórtico de colunas defronte dele, um baldaquino.
7.Também fez a Sala do Trono, onde julgava, a saber, a Sala do Julgamento, coberta de cedro desde o soalho até ao teto.
8.A sua casa, em que moraria, fê-la noutro pátio atrás da Sala do Trono, de obra semelhante a esta; também para a filha de Faraó, que tomara por mulher, fez Salomão uma casa semelhante à Sala do Trono.
9.Todas estas construções eram de pedras de valor, cortadas à medida, serradas para o lado de dentro e para o de fora; e isto desde o fundamento até às beiras do teto, e por fora até ao átrio maior.
10.O fundamento era de pedras de valor, pedras grandes; pedras de dez côvados e pedras de oito côvados;
11.por cima delas, pedras de valor, cortadas segundo as medidas, e cedros.
12.Ao redor do grande átrio, havia três ordens de pedras cortadas e uma ordem de vigas de cedro; assim era também o átrio interior da Casa do SENHOR e o pórtico daquela casa.
13.Enviou o rei Salomão mensageiros que de Tiro trouxessem Hirão.
14.Era este filho de uma mulher viúva, da tribo de Naftali, e fora seu pai um homem de Tiro que trabalhava em bronze; Hirão era cheio de sabedoria, e de entendimento, e de ciência para fazer toda obra de bronze. Veio ter com o rei Salomão e fez toda a sua obra.
As duas colunas do templo
15.Formou duas colunas de bronze; a altura de cada uma era de dezoito côvados, e um fio de doze côvados era a medida de sua circunferência.
16.Também fez dois capitéis de fundição de bronze para pôr sobre o alto das colunas; de cinco côvados era a altura de cada um deles.
17.Havia obra de rede e ornamentos torcidos em forma de cadeia, para os capitéis que estavam sobre o alto das colunas; sete para um capitel e sete para o outro.
18.Fez também romãs em duas fileiras por cima de uma das obras de rede, para cobrir o capitel no alto da coluna; o mesmo fez com o outro capitel.
19.Os capitéis que estavam no alto das colunas eram de obra de lírios, como na Sala do Trono, e de quatro côvados.
20.Perto do bojo, próximo à obra de rede, os capitéis que estavam no alto das duas colunas tinham duzentas romãs, dispostas em fileiras em redor, sobre um e outro capitel.
21.Depois, levantou as colunas no pórtico do templo; tendo levantado a coluna direita, chamou-lhe Jaquim; e, tendo levantado a coluna esquerda, chamou-lhe Boaz.
22.No alto das colunas, estava a obra de lírios. E, assim, se acabou a obra das colunas.
O mar de fundição
23.Fez também o mar de fundição, redondo, de dez côvados de uma borda até à outra borda, e de cinco de altura; e um fio de trinta côvados era a medida de sua circunferência.
24.Por baixo da sua borda em redor, havia colocíntidas, dez em cada côvado; estavam em duas fileiras, fundidas quando se fundiu o mar.
25.Assentava-se o mar sobre doze bois; três olhavam para o norte, três, para o ocidente, três, para o sul, e três, para o oriente; o mar apoiava-se sobre eles, cujas partes posteriores convergiam para dentro.
26.A grossura dele era de quatro dedos, e a sua borda, como borda de copo, como flor de lírios; comportava dois mil batos.
Outros utensílios para o templo
27.Fez também de bronze dez suportes; cada um media quatro côvados de comprimento, quatro de largura e três de altura;
28.e eram do seguinte modo: tinham painéis, que estavam entre molduras,
29.nos quais havia leões, bois e querubins; nas molduras de cima e de baixo dos leões e dos bois, havia festões pendentes.
30.Tinha cada suporte quatro rodas de bronze e eixos de bronze; os seus quatro pés tinham apoios debaixo da pia, apoios fundidos, e ao lado de cada um havia festões.
31.A boca dos suportes estava dentro de uma guarnição que media um côvado de altura; a boca era redonda como a obra de um pedestal e tinha o diâmetro de um côvado e meio. Também nela havia entalhes, e os seus painéis eram quadrados, não redondos.
32.As quatro rodas estavam debaixo dos painéis, e os eixos das rodas formavam uma peça com o suporte; cada roda era de um côvado e meio de altura.
33.As rodas eram como as de um carro: seus eixos, suas cambas, seus raios e seus cubos, todos eram fundidos.
34.Havia quatro apoios aos quatro cantos de cada suporte, que com este formavam uma peça.
35.No alto de cada suporte, havia um cilindro de meio côvado de altura; também, no alto de cada suporte, os apoios e painéis formavam uma peça só com ele.
36.Na superfície dos seus apoios e dos seus painéis, gravou querubins, leões e palmeiras, segundo o espaço de cada um, com festões ao redor.
37.Deste modo, fez os dez suportes; todos tinham a mesma fundição, o mesmo tamanho e o mesmo entalhe.
38.Também fez dez pias de bronze; em cada uma cabiam quarenta batos, e cada uma era de quatro côvados; sobre cada um dos dez suportes estava uma pia.
39.Pôs cinco suportes à direita da casa e cinco, à esquerda; porém o mar pôs ao lado direito da casa, para o lado sudeste.
40.Depois, fez Hirão os caldeirões, e as pás, e as bacias. Assim, terminou ele de fazer toda a obra para o rei Salomão, para a Casa do SENHOR:
41.as duas colunas, os dois globos dos capitéis que estavam no alto das duas colunas; as duas redes, para cobrir os dois globos dos capitéis que estavam ao alto das colunas;
42.as quatrocentas romãs para as duas redes, isto é, duas fileiras de romãs para cada rede, para cobrirem os dois globos dos capitéis que estavam no alto das colunas;
43.os dez suportes e as dez pias sobre eles;
44.o mar com os doze bois por baixo;
45.os caldeirões, as pás, as bacias e todos estes utensílios que fez Hirão para o rei Salomão, para a Casa do SENHOR, todos eram de bronze polido.
46.Na planície do Jordão, o rei os fez fundir em terra barrenta, entre Sucote e Zaretã.
47.Deixou Salomão de pesar todos os utensílios pelo seu excessivo número, não se verificando, pois, o peso do seu bronze.
48.Também fez Salomão todos os utensílios do Santo Lugar do SENHOR: o altar de ouro e a mesa de ouro, sobre a qual estavam os pães da proposição;
49.os castiçais de ouro finíssimo, cinco à direita e cinco à esquerda, diante do Santo dos Santos; as flores, as lâmpadas e as espevitadeiras, também de ouro;
50.também as taças, as espevitadeiras, as bacias, os recipientes para incenso e os braseiros, de ouro finíssimo; as dobradiças para as portas da casa interior para o Santo dos Santos e as das portas do Santo Lugar do templo, também de ouro.
As dádivas de Davi colocadas no templo
51.Assim, se acabou toda a obra que fez o rei Salomão para a Casa do SENHOR; então, trouxe Salomão as coisas que Davi, seu pai, havia dedicado; a prata, o ouro e os utensílios, ele os pôs entre os tesouros da Casa do SENHOR.
Salomão traz para o templo a arca
1.Congregou Salomão os anciãos de Israel, todos os cabeças das tribos, os príncipes das famílias dos israelitas, diante de si em Jerusalém, para fazerem subir a arca da Aliança do SENHOR da Cidade de Davi, que é Sião, para o templo.
2.Todos os homens de Israel se congregaram junto ao rei Salomão na ocasião da festa, no mês de etanim, que é o sétimo.
3.Vieram todos os anciãos de Israel, e os sacerdotes tomaram a arca do SENHOR
4.e a levaram para cima, com a tenda da congregação, e também os utensílios sagrados que nela havia; os sacerdotes e levitas é que os fizeram subir.
5.O rei Salomão e toda a congregação de Israel, que se reunira a ele, estavam todos diante da arca, sacrificando ovelhas e bois, que, de tão numerosos, não se podiam contar.
6.Puseram os sacerdotes a arca da Aliança do SENHOR no seu lugar, no santuário mais interior do templo, no Santo dos Santos, debaixo das asas dos querubins.
7.Pois os querubins estendiam as asas sobre o lugar da arca e, do alto, cobriam a arca e os varais.
8.Os varais sobressaíam tanto, que suas pontas eram vistas do Santo Lugar, defronte do Santo dos Santos, porém de fora não se viam. Ali, estão até ao dia de hoje.
9.Nada havia na arca senão as duas tábuas de pedra, que Moisés ali pusera junto a Horebe, quando o SENHOR fez aliança com os filhos de Israel, ao saírem da terra do Egito.
10.Tendo os sacerdotes saído do santuário, uma nuvem encheu a Casa do SENHOR,
11.de tal sorte que os sacerdotes não puderam permanecer ali, para ministrar, por causa da nuvem, porque a glória do SENHOR enchera a Casa do SENHOR.
Salomão fala ao povo
12.Então, disse Salomão: O SENHOR declarou que habitaria em trevas espessas.
13.Na verdade, edifiquei uma casa para tua morada, lugar para a tua eterna habitação.
14.Voltou, então, o rei o rosto e abençoou a toda a congregação de Israel, enquanto se mantinha toda em pé;
15.e disse: Bendito seja o SENHOR, o Deus de Israel, que falou pessoalmente a Davi, meu pai, e pelo seu poder o cumpriu, dizendo:
16.Desde o dia em que tirei Israel, o meu povo, do Egito, não escolhi cidade alguma de todas as tribos de Israel, para edificar uma casa a fim de ali estabelecer o meu nome; porém escolhi a Davi para chefe do meu povo de Israel.
17.Também Davi, meu pai, propusera em seu coração o edificar uma casa ao nome do SENHOR, o Deus de Israel.
18.Porém o SENHOR disse a Davi, meu pai: Já que desejaste edificar uma casa ao meu nome, bem fizeste em o resolver em teu coração.
19.Todavia, tu não edificarás a casa, porém teu filho, que descenderá de ti, ele a edificará ao meu nome.
20.Assim, cumpriu o SENHOR a sua palavra que tinha dito, pois me levantei em lugar de Davi, meu pai, e me assentei no trono de Israel, como prometera o SENHOR; e edifiquei a casa ao nome do SENHOR, o Deus de Israel.
21.E nela constituí um lugar para a arca, em que estão as tábuas da aliança que o SENHOR fez com nossos pais, quando os tirou da terra do Egito.
Salomão ora a Deus
22.Pôs-se Salomão diante do altar do SENHOR, na presença de toda a congregação de Israel; e estendeu as mãos para os céus
23.e disse: Ó SENHOR, Deus de Israel, não há Deus como tu, em cima nos céus nem embaixo na terra, como tu que guardas a aliança e a misericórdia a teus servos que de todo o coração andam diante de ti;
24.que cumpriste para com teu servo Davi, meu pai, o que lhe prometeste; pessoalmente o disseste e pelo teu poder o cumpriste, como hoje se vê.
25.Agora, pois, ó SENHOR, Deus de Israel, faze a teu servo Davi, meu pai, o que lhe declaraste, dizendo: Não te faltará sucessor diante de mim, que se assente no trono de Israel, contanto que teus filhos guardem o seu caminho, para andarem diante de mim como tu andaste.
26.Agora também, ó Deus de Israel, cumpra-se a tua palavra que disseste a teu servo Davi, meu pai.
27.Mas, de fato, habitaria Deus na terra? Eis que os céus e até o céu dos céus não te podem conter, quanto menos esta casa que eu edifiquei.
28.Atenta, pois, para a oração de teu servo e para a sua súplica, ó SENHOR, meu Deus, para ouvires o clamor e a oração que faz, hoje, o teu servo diante de ti.
29.Para que os teus olhos estejam abertos noite e dia sobre esta casa, sobre este lugar, do qual disseste: O meu nome estará ali; para ouvires a oração que o teu servo fizer neste lugar.
30.Ouve, pois, a súplica do teu servo e do teu povo de Israel, quando orarem neste lugar; ouve no céu, lugar da tua habitação; ouve e perdoa.
31.Se alguém pecar contra o seu próximo, e lhe for exigido que jure, e ele vier a jurar diante do teu altar, nesta casa,
32.ouve tu nos céus, e age, e julga teus servos, condenando o perverso, fazendo recair o seu proceder sobre a sua cabeça e justificando ao justo, para lhe retribuíres segundo a sua justiça.
33.Quando o teu povo de Israel, por ter pecado contra ti, for ferido diante do inimigo, e se converter a ti, e confessar o teu nome, e orar, e suplicar a ti, nesta casa,
34.ouve tu nos céus, e perdoa o pecado do teu povo de Israel, e faze-o voltar à terra que deste a seus pais.
35.Quando os céus se cerrarem, e não houver chuva, por ter o povo pecado contra ti, e orar neste lugar, e confessar o teu nome, e se converter dos seus pecados, havendo-o tu afligido,
36.ouve tu nos céus, perdoa o pecado de teus servos e do teu povo de Israel, ensinando-lhes o bom caminho em que andem, e dá chuva na tua terra, que deste em herança ao teu povo.
37.Quando houver fome na terra ou peste, quando houver crestamento ou ferrugem, gafanhotos e larvas, quando o seu inimigo o cercar em qualquer das suas cidades ou houver alguma praga ou doença,
38.toda oração e súplica que qualquer homem ou todo o teu povo de Israel fizer, conhecendo cada um a chaga do seu coração e estendendo as mãos para o rumo desta casa,
39.ouve tu nos céus, lugar da tua habitação, perdoa, age e dá a cada um segundo todos os seus caminhos, já que lhe conheces o coração, porque tu, só tu, és conhecedor do coração de todos os filhos dos homens;
40.para que te temam todos os dias que viverem na terra que deste a nossos pais.
41.Também ao estrangeiro, que não for do teu povo de Israel, porém vier de terras remotas, por amor do teu nome
42.( porque ouvirão do teu grande nome, e da tua mão poderosa, e do teu braço estendido ), e orar, voltado para esta casa,
43.ouve tu nos céus, lugar da tua habitação, e faze tudo o que o estrangeiro te pedir, a fim de que todos os povos da terra conheçam o teu nome, para te temerem como o teu povo de Israel e para saberem que esta casa, que eu edifiquei, é chamada pelo teu nome.
44.Quando o teu povo sair à guerra contra o seu inimigo, pelo caminho por que o enviares, e orar ao SENHOR, voltado para esta cidade, que tu escolheste, e para a casa, que edifiquei ao teu nome,
45.ouve tu nos céus a sua oração e a sua súplica e faze-lhe justiça.
46.Quando pecarem contra ti ( pois não há homem que não peque ), e tu te indignares contra eles, e os entregares às mãos do inimigo, a fim de que os leve cativos à terra inimiga, longe ou perto esteja;
47.e, na terra aonde forem levados cativos, caírem em si, e se converterem, e, na terra do seu cativeiro, te suplicarem, dizendo: Pecamos, e perversamente procedemos, e cometemos iniqüidade;
48.e se converterem a ti de todo o seu coração e de toda a sua alma, na terra de seus inimigos que os levarem cativos, e orarem a ti, voltados para a sua terra, que deste a seus pais, para esta cidade que escolheste e para a casa que edifiquei ao teu nome;
49.ouve tu nos céus, lugar da tua habitação, a sua prece e a sua súplica e faze-lhes justiça,
50.perdoa o teu povo, que houver pecado contra ti, todas as suas transgressões que houverem cometido contra ti; e move tu à compaixão os que os levaram cativos para que se compadeçam deles.
51.Porque é o teu povo e a tua herança, que tiraste da terra do Egito, do meio do forno de ferro;
52.para que teus olhos estejam abertos à súplica do teu servo e à súplica do teu povo de Israel, a fim de os ouvires em tudo quanto clamarem a ti.
53.Pois tu, ó SENHOR Deus, os separaste dentre todos os povos da terra para tua herança, como falaste por intermédio do teu servo Moisés, quando tiraste do Egito a nossos pais.
Salomão abençoa ao povo
54.Tendo Salomão acabado de fazer ao SENHOR toda esta oração e súplica, estando de joelhos e com as mãos estendidas para os céus, se levantou de diante do altar do SENHOR,
55.pôs-se em pé e abençoou a toda a congregação de Israel em alta voz, dizendo:
56.Bendito seja o SENHOR, que deu repouso ao seu povo de Israel, segundo tudo o que prometera; nem uma só palavra falhou de todas as suas boas promessas, feitas por intermédio de Moisés, seu servo.
57.O SENHOR, nosso Deus, seja conosco, assim como foi com nossos pais; não nos desampare e não nos deixe;
58.a fim de que a si incline o nosso coração, para andarmos em todos os seus caminhos e guardarmos os seus mandamentos, e os seus estatutos, e os seus juízos, que ordenou a nossos pais.
59.Que estas minhas palavras, com que supliquei perante o SENHOR, estejam presentes, diante do SENHOR, nosso Deus, de dia e de noite, para que faça ele justiça ao seu servo e ao seu povo de Israel, segundo cada dia o exigir,
60.para que todos os povos da terra saibam que o SENHOR é Deus e que não há outro.
61.Seja perfeito o vosso coração para com o SENHOR, nosso Deus, para andardes nos seus estatutos e guardardes os seus mandamentos, como hoje o fazeis.
A conclusão da solenidade
62.E o rei e todo o Israel com ele ofereceram sacrifícios diante do SENHOR.
63.Ofereceu Salomão em sacrifício pacífico o que apresentou ao SENHOR, vinte e dois mil bois e cento e vinte mil ovelhas. Assim, o rei e todos os filhos de Israel consagraram a Casa do SENHOR.
64.No mesmo dia, consagrou o rei o meio do átrio que estava diante da Casa do SENHOR; porquanto ali preparara os holocaustos e as ofertas com a gordura dos sacrifícios pacíficos; porque o altar de bronze que estava diante do SENHOR era muito pequeno para nele caberem os holocaustos, as ofertas de manjares e a gordura dos sacrifícios pacíficos.
65.No mesmo tempo, celebrou Salomão também a Festa dos Tabernáculos e todo o Israel com ele, uma grande congregação, desde a entrada de Hamate até ao rio do Egito, perante o SENHOR, nosso Deus; por sete dias além dos primeiros sete, a saber, catorze dias.
66.No oitavo dia desta festa, despediu o povo, e eles abençoaram o rei; então, se foram às suas tendas, alegres e de coração contente por causa de todo o bem que o SENHOR fizera a Davi, seu servo, e a Israel, seu povo.
A aliança do Senhor com Salomão
1.Sucedeu, pois, que, tendo acabado Salomão de edificar a Casa do SENHOR, e a casa do rei, e tudo o que tinha desejado e designara fazer,
2.o SENHOR tornou a aparecer-lhe, como lhe tinha aparecido em Gibeão,
3.e o SENHOR lhe disse: Ouvi a tua oração e a tua súplica que fizeste perante mim; santifiquei a casa que edificaste, a fim de pôr ali o meu nome para sempre; os meus olhos e o meu coração estarão ali todos os dias.
4.Se andares perante mim como andou Davi, teu pai, com integridade de coração e com sinceridade, para fazeres segundo tudo o que te mandei e guardares os meus estatutos e os meus juízos,
5.então, confirmarei o trono de teu reino sobre Israel para sempre, como falei acerca de Davi, teu pai, dizendo: Não te faltará sucessor sobre o trono de Israel.
6.Porém, se vós e vossos filhos, de qualquer maneira, vos apartardes de mim e não guardardes os meus mandamentos e os meus estatutos, que vos prescrevi, mas fordes, e servirdes a outros deuses, e os adorardes,
7.então, eliminarei Israel da terra que lhe dei, e a esta casa, que santifiquei a meu nome, lançarei longe da minha presença; e Israel virá a ser provérbio e motejo entre todos os povos.
8.E desta casa, agora tão exaltada, todo aquele que por ela passar pasmará, e assobiará, e dirá: Por que procedeu o SENHOR assim para com esta terra e esta casa?
9.Responder-se-lhe-á: Porque deixaram o SENHOR, seu Deus, que tirou da terra do Egito os seus pais, e se apegaram a outros deuses, e os adoraram, e os serviram. Por isso, trouxe o SENHOR sobre eles todo este mal.
As demais atividades de Salomão
10.Ao fim de vinte anos, terminara Salomão as duas casas, a Casa do SENHOR e a casa do rei.
11.Ora, como Hirão, rei de Tiro, trouxera a Salomão madeira de cedro e de cipreste e ouro, segundo todo o seu desejo, este lhe deu vinte cidades na terra da Galiléia.
12.Saiu Hirão de Tiro a ver as cidades que Salomão lhe dera, porém não lhe agradaram.
13.Pelo que disse: Que cidades são estas que me deste, irmão meu? E lhes chamaram Terra de Cabul, até hoje.
14.Hirão tinha enviado ao rei cento e vinte talentos de ouro.
15.A razão por que Salomão impôs o trabalho forçado é esta: edificar a Casa do SENHOR, e a sua própria casa, e Milo, e o muro de Jerusalém, como também Hazor, e Megido, e Gezer;
16.porque Faraó, rei do Egito, subira, e tomara a Gezer, e a queimara, e matara os cananeus que moravam nela, e com ela dotara a sua filha, mulher de Salomão.
17.Assim, edificou Salomão Gezer, Bete-Horom, a baixa,
18.Baalate, Tadmor, no deserto daquela terra,
19.todas as cidades-armazéns que Salomão tinha, as cidades para os carros, as cidades para os cavaleiros e o que desejou enfim edificar em Jerusalém, no Líbano e em toda a terra do seu domínio.
20.Quanto a todo o povo que restou dos amorreus, heteus, ferezeus, heveus e jebuseus, e que não eram dos filhos de Israel,
21.a seus filhos, que restaram depois deles na terra, os quais os filhos de Israel não puderam destruir totalmente, a esses fez Salomão trabalhadores forçados, até hoje.
22.Porém dos filhos de Israel não fez Salomão escravo algum; eram homens de guerra, e seus oficiais, e seus príncipes, e seus capitães, e chefes dos seus carros e dos seus cavalarianos.
23.Os principais oficiais que estavam sobre a obra de Salomão eram quinhentos e cinqüenta; tinham estes a seu cargo o povo que trabalhava na obra.
24.Subiu, porém, a filha de Faraó da Cidade de Davi à sua casa, que Salomão lhe edificara; então, edificou a Milo.
25.Oferecia Salomão, três vezes por ano, holocaustos e sacrifícios pacíficos sobre o altar que edificara ao SENHOR e queimava incenso sobre o altar perante o SENHOR. Assim, acabou ele a casa.
26.Fez o rei Salomão também naus em Eziom-Geber, que está junto a Elate, na praia do mar Vermelho, na terra de Edom.
27.Mandou Hirão, com aquelas naus, os seus servos, marinheiros, conhecedores do mar, com os servos de Salomão.
28.Chegaram a Ofir e tomaram de lá quatrocentos e vinte talentos de ouro, que trouxeram ao rei Salomão.
A rainha de Sabá visita a Salomão
1.Tendo a rainha de Sabá ouvido a fama de Salomão, com respeito ao nome do SENHOR, veio prová-lo com perguntas difíceis.
2.Chegou a Jerusalém com mui grande comitiva; com camelos carregados de especiarias, e muitíssimo ouro, e pedras preciosas; compareceu perante Salomão e lhe expôs tudo quanto trazia em sua mente.
3.Salomão lhe deu resposta a todas as perguntas, e nada lhe houve profundo demais que não pudesse explicar.
4.Vendo, pois, a rainha de Sabá toda a sabedoria de Salomão, e a casa que edificara,
5.e a comida da sua mesa, e o lugar dos seus oficiais, e o serviço dos seus criados, e os trajes deles, e seus copeiros, e o holocausto que oferecia na Casa do SENHOR, ficou como fora de si
6.e disse ao rei: Foi verdade a palavra que a teu respeito ouvi na minha terra e a respeito da tua sabedoria.
7.Eu, contudo, não cria naquelas palavras, até que vim e vi com os meus próprios olhos. Eis que não me contaram a metade: sobrepujas em sabedoria e prosperidade a fama que ouvi.
8.Felizes os teus homens, felizes estes teus servos, que estão sempre diante de ti e que ouvem a tua sabedoria!
9.Bendito seja o SENHOR, teu Deus, que se agradou de ti para te colocar no trono de Israel; é porque o SENHOR ama a Israel para sempre, que te constituiu rei, para executares juízo e justiça.
10.Deu ela ao rei cento e vinte talentos de ouro, e muitíssimas especiarias, e pedras preciosas; nunca mais veio especiaria em tanta abundância, como a que a rainha de Sabá ofereceu ao rei Salomão.
11.Também as naus de Hirão, que de Ofir transportavam ouro, traziam de lá grande quantidade de madeira de sândalo e pedras preciosas.
12.Desta madeira de sândalo, fez o rei balaústres para a Casa do SENHOR e para a casa real, como também harpas e alaúdes para os cantores; tal madeira nunca se havia trazido para ali, nem se viu mais semelhante madeira até ao dia de hoje.
13.O rei Salomão deu à rainha de Sabá tudo quanto ela desejou e pediu, afora tudo o que lhe deu por sua generosidade real. Assim, voltou e se foi para a sua terra, com os seus servos.
As riquezas de Salomão
14.O peso do ouro que se trazia a Salomão cada ano era de seiscentos e sessenta e seis talentos de ouro,
15.além do que entrava dos vendedores, e do tráfico dos negociantes, e de todos os reis da Arábia, e dos governadores da terra.
16.Fez o rei Salomão duzentos paveses de ouro batido; seiscentos siclos de ouro mandou pesar para cada pavês;
17.fez também trezentos escudos de ouro batido; três arráteis de ouro mandou pesar para cada escudo. E o rei os pôs na Casa do Bosque do Líbano.
18.Fez mais o rei um grande trono de marfim e o cobriu de ouro puríssimo.
19.O trono tinha seis degraus; o espaldar do trono, ao alto, era redondo; de ambos os lados tinha braços junto ao assento e dois leões junto aos braços.
20.Também doze leões estavam ali sobre os seis degraus, um em cada extremo destes. Nunca se fizera obra semelhante em nenhum dos reinos.
21.Todas as taças de que se servia o rei Salomão para beber eram de ouro, e também de ouro puro todas as da Casa do Bosque do Líbano; não havia nelas prata, porque nos dias de Salomão não se dava a ela estimação nenhuma.
22.Porque o rei tinha no mar uma frota de Társis, com as naus de Hirão; de três em três anos, voltava a frota de Társis, trazendo ouro, prata, marfim, bugios e pavões.
23.Assim, o rei Salomão excedeu a todos os reis do mundo, tanto em riqueza como em sabedoria.
24.Todo o mundo procurava ir ter com ele para ouvir a sabedoria que Deus lhe pusera no coração.
25.Cada um trazia o seu presente: objetos de prata e de ouro, roupas, armaduras, especiarias, cavalos e mulas; assim, ano após ano.
26.Também ajuntou Salomão carros e cavaleiros, tinha mil e quatrocentos carros e doze mil cavalarianos, que distribuiu às cidades para os carros e junto ao rei, em Jerusalém.
27.Fez o rei que, em Jerusalém, houvesse prata como pedras e cedros em abundância como os sicômoros que estão nas planícies.
28.Os cavalos de Salomão vinham do Egito e da Cilícia; e comerciantes do rei os recebiam da Cilícia por certo preço.
29.Importava-se, do Egito, um carro por seiscentos siclos de prata e um cavalo por cento e cinqüenta; nas mesmas condições, as caravanas os traziam e os exportavam para todos os reis dos heteus e para os reis da Síria.
A idolatria de Salomão
1.Ora, além da filha de Faraó, amou Salomão muitas mulheres estrangeiras: moabitas, amonitas, edomitas, sidônias e hetéias,
2.mulheres das nações de que havia o SENHOR dito aos filhos de Israel: Não caseis com elas, nem casem elas convosco, pois vos perverteriam o coração, para seguirdes os seus deuses. A estas se apegou Salomão pelo amor.
3.Tinha setecentas mulheres, princesas e trezentas concubinas; e suas mulheres lhe perverteram o coração.
4.Sendo já velho, suas mulheres lhe perverteram o coração para seguir outros deuses; e o seu coração não era de todo fiel para com o SENHOR, seu Deus, como fora o de Davi, seu pai.
5.Salomão seguiu a Astarote, deusa dos sidônios, e a Milcom, abominação dos amonitas.
6.Assim, fez Salomão o que era mau perante o SENHOR e não perseverou em seguir ao SENHOR, como Davi, seu pai.
7.Nesse tempo, edificou Salomão um santuário a Quemos, abominação de Moabe, sobre o monte fronteiro a Jerusalém, e a Moloque, abominação dos filhos de Amom.
8.Assim fez para com todas as suas mulheres estrangeiras, as quais queimavam incenso e sacrificavam a seus deuses.
A ira de Deus contra Salomão
9.Pelo que o SENHOR se indignou contra Salomão, pois desviara o seu coração do SENHOR, Deus de Israel, que duas vezes lhe aparecera.
10.E acerca disso lhe tinha ordenado que não seguisse a outros deuses. Ele, porém, não guardou o que o SENHOR lhe ordenara.
11.Por isso, disse o SENHOR a Salomão: Visto que assim procedeste e não guardaste a minha aliança, nem os meus estatutos que te mandei, tirarei de ti este reino e o darei a teu servo.
12.Contudo, não o farei nos teus dias, por amor de Davi, teu pai; da mão de teu filho o tirarei.
13.Todavia, não tirarei o reino todo; darei uma tribo a teu filho, por amor de Davi, meu servo, e por amor de Jerusalém, que escolhi.
Deus suscita adversários contra Salomão
14.Levantou o SENHOR contra Salomão um adversário, Hadade, o edomita; este era da linhagem real de Edom.
15.Porque, estando Davi em Edom e tendo subido Joabe, comandante do exército, a sepultar os mortos, feriu todos os varões em Edom.
16.( Porque Joabe ficou ali seis meses com todo o Israel, até que eliminou todos os varões em Edom. )
17.Hadade, porém, fugiu, e, com ele, alguns homens edomitas, dos servos de seu pai, para ir ao Egito; era Hadade ainda muito jovem.
18.Partiram de Midiã e seguiram a Parã, de onde tomaram consigo homens e chegaram ao Egito, a Faraó, rei do Egito, o qual deu a Hadade uma casa, e lhe prometeu sustento, e lhe deu terras.
19.Achou Hadade grande mercê por parte de Faraó, tanta que este lhe deu por mulher a irmã de sua própria mulher,
20.a irmã de Tafnes, a rainha. A irmã de Tafnes deu-lhe à luz seu filho Genubate, o qual Tafnes criou na casa de Faraó, onde Genubate ficou entre os filhos de Faraó.
21.Tendo, pois, Hadade ouvido no Egito que Davi descansara com seus pais e que Joabe, comandante do exército, era morto, disse a Faraó: Deixa-me voltar para a minha terra.
22.Então, Faraó lhe disse: Pois que te falta comigo, que procuras partir para a tua terra? Respondeu ele: Nada; porém deixa-me ir.
23.Também Deus levantou a Salomão outro adversário, Rezom, filho de Eliada, que havia fugido de seu senhor Hadadezer, rei de Zobá.
24.Ele ajuntou homens e se fez capitão de um bando; depois do morticínio feito por Davi, eles se foram para Damasco, onde habitaram e onde constituíram rei a Rezom.
25.Este foi adversário de Israel por todos os dias de Salomão, fez-lhe mal como Hadade, detestava a Israel e reinava sobre a Síria.
Aías prediz a Jeroboão que este reinará sobre Israel
26.Jeroboão, filho de Nebate, efraimita de Zereda, servo de Salomão, e cuja mãe era mulher viúva, por nome Zerua, levantou a mão contra o rei.
27.Esta foi a causa por que levantou a mão contra o rei: Salomão estava edificando a Milo e terraplenando depressões da Cidade de Davi, seu pai.
28.Ora, vendo Salomão que Jeroboão era homem valente e capaz, moço laborioso, ele o pôs sobre todo o trabalho forçado da casa de José.
29.Sucedeu, nesse tempo, que, saindo Jeroboão de Jerusalém, o encontrou o profeta Aías, o silonita, no caminho; este se tinha vestido de uma capa nova, e estavam sós os dois no campo.
30.Aías pegou na capa nova que tinha sobre si, rasgou-a em doze pedaços
31.e disse a Jeroboão: Toma dez pedaços, porque assim diz o SENHOR, Deus de Israel: Eis que rasgarei o reino da mão de Salomão, e a ti darei dez tribos.
32.Porém ele terá uma tribo, por amor de Davi, meu servo, e por amor de Jerusalém, a cidade que escolhi de todas as tribos de Israel.
33.Porque Salomão me deixou e se encurvou a Astarote, deusa dos sidônios, a Quemos, deus de Moabe, e a Milcom, deus dos filhos de Amom; e não andou nos meus caminhos para fazer o que é reto perante mim, a saber, os meus estatutos e os meus juízos, como fez Davi, seu pai.
34.Porém não tomarei da sua mão o reino todo; pelo contrário, fá-lo-ei príncipe todos os dias da sua vida, por amor de Davi, meu servo, a quem elegi, porque guardou os meus mandamentos e os meus estatutos.
35.Mas da mão de seu filho tomarei o reino, a saber, as dez tribos, e tas darei a ti.
36.E a seu filho darei uma tribo; para que Davi, meu servo, tenha sempre uma lâmpada diante de mim em Jerusalém, a cidade que escolhi para pôr ali o meu nome.
37.Tomar-te-ei, e reinarás sobre tudo o que desejar a tua alma; e serás rei sobre Israel.
38.Se ouvires tudo o que eu te ordenar, e andares nos meus caminhos, e fizeres o que é reto perante mim, guardando os meus estatutos e os meus mandamentos, como fez Davi, meu servo, eu serei contigo, e te edificarei uma casa estável, como edifiquei a Davi, e te darei Israel.
39.Por isso, afligirei a descendência de Davi; todavia, não para sempre.
40.Pelo que Salomão procurou matar a Jeroboão; este, porém, se dispôs e fugiu para o Egito, a ter com Sisaque, rei do Egito; e ali permaneceu até à morte de Salomão.
A morte de Salomão
41.Quanto aos mais atos de Salomão, a tudo quanto fez, e à sua sabedoria, porventura, não estão escritos no Livro da História de Salomão?
42.Foi de quarenta anos o tempo que reinou Salomão em Jerusalém sobre todo o Israel.
43.Descansou com seus pais e foi sepultado na Cidade de Davi, seu pai; e Roboão, seu filho, reinou em seu lugar.
Roboão causa separação entre as tribos
1.Foi Roboão a Siquém, porque todo o Israel se reuniu lá, para o fazer rei.
2.Tendo Jeroboão, filho de Nebate, ouvido isso ( pois estava ainda no Egito, para onde fugira da presença do rei Salomão, onde habitava
3.e donde o mandaram chamar ), veio com toda a congregação de Israel a Roboão, e lhe falaram:
4.Teu pai fez pesado o nosso jugo; agora, pois, alivia tu a dura servidão de teu pai e o seu pesado jugo que nos impôs, e nós te serviremos.
5.Ele lhes respondeu: Ide-vos e, após três dias, voltai a mim. E o povo se foi.
6.Tomou o rei Roboão conselho com os homens idosos que estiveram na presença de Salomão, seu pai, quando este ainda vivia, dizendo: Como aconselhais que se responda a este povo?
7.Eles lhe disseram: Se, hoje, te tornares servo deste povo, e o servires, e, atendendo, falares boas palavras, eles se farão teus servos para sempre.
8.Porém ele desprezou o conselho que os anciãos lhe tinham dado e tomou conselho com os jovens que haviam crescido com ele e o serviam.
9.E disse-lhes: Que aconselhais vós que respondamos a este povo que me falou, dizendo: Alivia o jugo que teu pai nos impôs?
10.E os jovens que haviam crescido com ele lhe disseram: Assim falarás a este povo que disse: Teu pai fez pesado o nosso jugo, mas tu alivia-o de sobre nós; assim lhe falarás: Meu dedo mínimo é mais grosso do que os lombos de meu pai.
11.Assim que, se meu pai vos impôs jugo pesado, eu ainda vo-lo aumentarei; meu pai vos castigou com açoites, porém eu vos castigarei com escorpiões.
12.Veio, pois, Jeroboão e todo o povo, ao terceiro dia, a Roboão, como o rei lhes ordenara, dizendo: Voltai a mim ao terceiro dia.
13.Dura resposta deu o rei ao povo, porque desprezara o conselho que os anciãos lhe haviam dado;
14.e lhe falou segundo o conselho dos jovens, dizendo: Meu pai fez pesado o vosso jugo, porém eu ainda o agravarei; meu pai vos castigou com açoites; eu, porém, vos castigarei com escorpiões.
15.O rei, pois, não deu ouvidos ao povo; porque este acontecimento vinha do SENHOR, para confirmar a palavra que o SENHOR tinha dito por intermédio de Aías, o silonita, a Jeroboão, filho de Nebate.
Dez tribos seguem Jeroboão
16.Vendo, pois, todo o Israel que o rei não lhe dava ouvidos, reagiu, dizendo: Que parte temos nós com Davi? Não há para nós herança no filho de Jessé! Às vossas tendas, ó Israel! Cuida, agora, da tua casa, ó Davi! Então, Israel se foi às suas tendas.
17.Quanto aos filhos de Israel, porém, que habitavam nas cidades de Judá, sobre eles reinou Roboão.
18.Então, o rei Roboão enviou a Adorão, superintendente dos que trabalhavam forçados; porém todo o Israel o apedrejou, e morreu. Mas o rei Roboão conseguiu tomar o seu carro e fugir para Jerusalém.
19.Assim, Israel se mantém rebelado contra a casa de Davi, até ao dia de hoje.
20.Tendo ouvido todo o Israel que Jeroboão tinha voltado, mandaram chamá-lo para a congregação e o fizeram rei sobre todo o Israel; ninguém seguiu a casa de Davi, senão somente a tribo de Judá.
Deus proíbe que Roboão peleje contra as dez tribos
21.Vindo, pois, Roboão a Jerusalém, reuniu toda a casa de Judá e a tribo de Benjamim, cento e oitenta mil escolhidos, destros para a guerra, para pelejar contra a casa de Israel, a fim de restituir o reino a Roboão, filho de Salomão.
22.Porém veio a palavra de Deus a Semaías, homem de Deus, dizendo:
23.Fala a Roboão, filho de Salomão, rei de Judá, e a toda a casa de Judá, e a Benjamim, e ao resto do povo, dizendo:
24.Assim diz o SENHOR: Não subireis, nem pelejareis contra vossos irmãos, os filhos de Israel; cada um volte para a sua casa, porque eu é que fiz isto. E, obedecendo eles à palavra do SENHOR, voltaram como este lhes ordenara.
A idolatria de Jeroboão
25.Jeroboão edificou Siquém, na região montanhosa de Efraim, e passou a residir ali; dali edificou Penuel.
26.Disse Jeroboão consigo: Agora, tornará o reino para a casa de Davi.
27.Se este povo subir para fazer sacrifícios na Casa do SENHOR, em Jerusalém, o coração dele se tornará a seu senhor, a Roboão, rei de Judá; e me matarão e tornarão a ele, ao rei de Judá.
28.Pelo que o rei, tendo tomado conselhos, fez dois bezerros de ouro; e disse ao povo: Basta de subirdes a Jerusalém; vês aqui teus deuses, ó Israel, que te fizeram subir da terra do Egito!
29.Pôs um em Betel e o outro, em Dã.
30.E isso se tornou em pecado, pois que o povo ia até Dã, cada um para adorar o bezerro.
31.Jeroboão fez também santuários nos altos e, dentre o povo, constituiu sacerdotes que não eram dos filhos de Levi.
32.Fez uma festa no oitavo mês, no dia décimo quinto do mês, igual à festa que se fazia em Judá, e sacrificou no altar; semelhantemente fez em Betel e ofereceu sacrifícios aos bezerros que fizera; também em Betel estabeleceu sacerdotes dos altos que levantara.
33.No décimo quinto dia do oitavo mês, escolhido a seu bel-prazer, subiu ele ao altar que fizera em Betel e ordenou uma festa para os filhos de Israel; subiu para queimar incenso.
Um profeta prediz contra o altar
1.Eis que, por ordem do SENHOR, veio de Judá a Betel um homem de Deus; e Jeroboão estava junto ao altar, para queimar incenso.
2.Clamou o profeta contra o altar, por ordem do SENHOR, e disse: Altar, altar! Assim diz o SENHOR: Eis que um filho nascerá à casa de Davi, cujo nome será Josias, o qual sacrificará sobre ti os sacerdotes dos altos que queimam sobre ti incenso, e ossos humanos se queimarão sobre ti.
3.Deu, naquele mesmo dia, um sinal, dizendo: Este é o sinal de que o SENHOR falou: Eis que o altar se fenderá, e se derramará a cinza que há sobre ele.
4.Tendo o rei ouvido as palavras do homem de Deus, que clamara contra o altar de Betel, Jeroboão estendeu a mão de sobre o altar, dizendo: Prendei-o! Mas a mão que estendera contra o homem de Deus secou, e não a podia recolher.
5.O altar se fendeu, e a cinza se derramou do altar, segundo o sinal que o homem de Deus apontara por ordem do SENHOR.
6.Então, disse o rei ao homem de Deus: Implora o favor do SENHOR, teu Deus, e ora por mim, para que eu possa recolher a mão. Então, o homem de Deus implorou o favor do SENHOR, e a mão do rei se lhe recolheu e ficou como dantes.
7.Disse o rei ao homem de Deus: Vem comigo a casa e fortalece-te; e eu te recompensarei.
8.Porém o homem de Deus disse ao rei: Ainda que me desses metade da tua casa, não iria contigo, nem comeria pão, nem beberia água neste lugar.
9.Porque assim me ordenou o SENHOR pela sua palavra, dizendo: Não comerás pão, nem beberás água; e não voltarás pelo caminho por onde foste.
10.E se foi por outro caminho; e não voltou pelo caminho por onde viera a Betel.
A desobediência e o castigo do profeta
11.Morava em Betel um profeta velho; vieram seus filhos e lhe contaram tudo o que o homem de Deus fizera aquele dia em Betel; as palavras que dissera ao rei, contaram-nas a seu pai.
12.Perguntou-lhes o pai: Por que caminho se foi? Mostraram seus filhos o caminho por onde fora o homem de Deus que viera de Judá.
13.Então, disse a seus filhos: Albardai-me um jumento. Albardaram-lhe o jumento, e ele montou.
14.E foi após o homem de Deus e, achando-o sentado debaixo de um carvalho, lhe disse: És tu o homem de Deus que vieste de Judá? Ele respondeu: Eu mesmo.
15.Então, lhe disse: Vem comigo a casa e come pão.
16.Porém ele disse: Não posso voltar contigo, nem entrarei contigo; não comerei pão, nem beberei água contigo neste lugar.
17.Porque me foi dito pela palavra do SENHOR: Ali, não comerás pão, nem beberás água, nem voltarás pelo caminho por que foste.
18.Tornou-lhe ele: Também eu sou profeta como tu, e um anjo me falou por ordem do SENHOR, dizendo: Faze-o voltar contigo a tua casa, para que coma pão e beba água. ( Porém mentiu-lhe. )
19.Então, voltou ele, e comeu pão em sua casa, e bebeu água.
20.Estando eles à mesa, veio a palavra do SENHOR ao profeta que o tinha feito voltar;
21.e clamou ao homem de Deus, que viera de Judá, dizendo: Assim diz o SENHOR: Porquanto foste rebelde à palavra do SENHOR e não guardaste o mandamento que o SENHOR, teu Deus, te mandara,
22.antes, voltaste, e comeste pão, e bebeste água no lugar de que te dissera: Não comerás pão, nem beberás água, o teu cadáver não entrará no sepulcro de teus pais.
23.Depois de o profeta a quem fizera voltar haver comido pão e bebido água, albardou para ele o jumento.
24.Foi-se, pois, e um leão o encontrou no caminho e o matou; o seu cadáver estava atirado no caminho, e o jumento e o leão, parados junto ao cadáver.
25.Eis que os homens passaram e viram o corpo lançado no caminho, como também o leão parado junto ao corpo; e vieram e o disseram na cidade onde o profeta velho habitava.
26.Ouvindo-o o profeta que o fizera voltar do caminho, disse: É o homem de Deus, que foi rebelde à palavra do SENHOR; por isso, o SENHOR o entregou ao leão, que o despedaçou e matou, segundo a palavra que o SENHOR lhe tinha dito.
27.Então, disse a seus filhos: Albardai-me o jumento. Eles o albardaram.
28.Ele se foi e achou o cadáver atirado no caminho e o jumento e o leão, parados junto ao cadáver; o leão não tinha devorado o corpo, nem despedaçado o jumento.
29.Então, o profeta levantou o cadáver do homem de Deus, e o pôs sobre o jumento, e o tornou a levar; assim, veio o profeta velho à cidade, para o chorar e enterrar.
30.Depositou o cadáver no seu próprio sepulcro; e o prantearam, dizendo: Ah! Irmão meu!
31.Depois de o haver sepultado, disse a seus filhos: Quando eu morrer, enterrai-me no sepulcro em que o homem de Deus está sepultado; ponde os meus ossos junto aos ossos dele.
32.Porque certamente se cumprirá o que por ordem do SENHOR clamou contra o altar que está em Betel e contra todas as casas dos altos que estão nas cidades de Samaria.
A persistência de Jeroboão no pecado
33.Depois destas coisas, Jeroboão ainda não deixou o seu mau caminho; antes, de entre o povo tornou a constituir sacerdotes para lugares altos; a quem queria, consagrava para sacerdote dos lugares altos.
34.Isso se tornou em pecado à casa de Jeroboão, para destruí-la e extingui-la da terra.
A profecia de Aías contra Jeroboão
1.Naquele tempo, adoeceu Abias, filho de Jeroboão.
2.Disse este a sua mulher: Dispõe-te, agora, e disfarça-te, para que não conheçam que és mulher de Jeroboão; e vai a Siló. Eis que lá está o profeta Aías, o qual a meu respeito disse que eu seria rei sobre este povo.
3.Leva contigo dez pães, bolos e uma botija de mel e vai ter com ele; ele te dirá o que há de suceder a este menino.
4.A mulher de Jeroboão assim o fez; levantou-se, foi a Siló e entrou na casa de Aías; Aías já não podia ver, porque os seus olhos já se tinham escurecido, por causa da sua velhice.
5.Porém o SENHOR disse a Aías: Eis que a mulher de Jeroboão vem consultar-te sobre seu filho, que está doente. Assim e assim lhe falarás, porque, ao entrar, fingirá ser outra.
6.Ouvindo Aías o ruído de seus pés, quando ela entrava pela porta, disse: Entra, mulher de Jeroboão; por que finges assim? Pois estou encarregado de te dizer duras novas.
7.Vai e dize a Jeroboão: Assim diz o SENHOR, Deus de Israel: Porquanto te levantei do meio do povo, e te fiz príncipe sobre o meu povo de Israel,
8.e tirei o reino da casa de Davi, e to entreguei, e tu não foste como Davi, meu servo, que guardou os meus mandamentos e andou após mim de todo o seu coração, para fazer somente o que parecia reto aos meus olhos;
9.antes, fizeste o mal, pior do que todos os que foram antes de ti, e fizeste outros deuses e imagens de fundição, para provocar-me à ira, e me viraste as costas;
10.portanto, eis que trarei o mal sobre a casa de Jeroboão, e eliminarei de Jeroboão todo e qualquer do sexo masculino, tanto o escravo como o livre, e lançarei fora os descendentes da casa de Jeroboão, como se lança fora o esterco, até que, de todo, ela se acabe.
11.Quem morrer a Jeroboão na cidade, os cães o comerão, e o que morrer no campo aberto, as aves do céu o comerão, porque o SENHOR o disse.
12.Tu, pois, dispõe-te e vai para tua casa; quando puseres os pés na cidade, o menino morrerá.
13.Todo o Israel o pranteará e o sepultará; porque de Jeroboão só este dará entrada em sepultura, porquanto se achou nele coisa boa para com o SENHOR, Deus de Israel, em casa de Jeroboão.
14.O SENHOR, porém, suscitará para si um rei sobre Israel, que eliminará, no seu dia, a casa de Jeroboão. Que digo eu? Há de ser já.
15.Também o SENHOR ferirá a Israel para que se agite como a cana se agita nas águas; arrancará a Israel desta boa terra que dera a seus pais e o espalhará para além do Eufrates, porquanto fez os seus postes-ídolos, provocando o SENHOR à ira.
16.Abandonará a Israel por causa dos pecados que Jeroboão cometeu e pelos que fez Israel cometer.
17.Então, a mulher de Jeroboão se levantou, foi e chegou a Tirza; chegando ela ao limiar da casa, morreu o menino.
18.Sepultaram-no, e todo o Israel o pranteou, segundo a palavra do SENHOR, por intermédio do profeta Aías, seu servo.
19.Quanto aos mais atos de Jeroboão, como guerreou e como reinou, eis que estão escritos no Livro da História dos Reis de Israel.
20.Foi de vinte e dois anos o tempo que reinou Jeroboão; e descansou com seus pais; e Nadabe, seu filho, reinou em seu lugar.
O reinado de Roboão, de Judá
21.Roboão, filho de Salomão, reinou em Judá; de quarenta e um anos de idade era Roboão quando começou a reinar e reinou dezessete anos em Jerusalém, na cidade que o SENHOR escolhera de todas as tribos de Israel, para estabelecer ali o seu nome. Naamá era o nome de sua mãe, amonita.
22.Fez Judá o que era mau perante o SENHOR; e, com os pecados que cometeu, o provocou a zelo, mais do que fizeram os seus pais.
23.Porque também os de Judá edificaram altos, estátuas, colunas e postes-ídolos no alto de todos os elevados outeiros e debaixo de todas as árvores verdes.
24.Havia também na terra prostitutos-cultuais; fizeram segundo todas as coisas abomináveis das nações que o SENHOR expulsara de diante dos filhos de Israel.
25.No quinto ano do rei Roboão, Sisaque, rei do Egito, subiu contra Jerusalém
26.e tomou os tesouros da Casa do SENHOR e os tesouros da casa do rei; tomou tudo. Também levou todos os escudos de ouro que Salomão tinha feito.
27.Em lugar destes, fez o rei Roboão escudos de bronze e os entregou nas mãos dos capitães da guarda, que guardavam a porta da casa do rei.
28.Toda vez que o rei entrava na Casa do SENHOR, os da guarda usavam os escudos e tornavam a trazê-los para a câmara da guarda.
29.Quanto aos mais dos atos de Roboão e a tudo quanto fez, porventura, não estão escritos no Livro da História dos Reis de Judá?
30.Houve guerra entre Roboão e Jeroboão todos os seus dias.
31.Roboão descansou com seus pais e com eles foi sepultado na Cidade de Davi. Naamá era o nome de sua mãe, amonita; e Abias, filho de Roboão, reinou em seu lugar.
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