Desafio dos 90 dias

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Balaão abençoa a Israel pela terceira vez
1.Vendo Balaão que bem parecia aos olhos do SENHOR que abençoasse a Israel, não foi esta vez, como antes, ao encontro de agouros, mas voltou o rosto para o deserto.
2.Levantando Balaão os olhos e vendo Israel acampado segundo as suas tribos, veio sobre ele o Espírito de Deus.
3.Proferiu a sua palavra e disse: Palavra de Balaão, filho de Beor, palavra do homem de olhos abertos;
4.palavra daquele que ouve os ditos de Deus, o que tem a visão do Todo-Poderoso e prostra-se, porém de olhos abertos:
5.Que boas são as tuas tendas, ó Jacó! Que boas são as tuas moradas, ó Israel!
6.Como vales que se estendem, como jardins à beira dos rios, como árvores de sândalo que o SENHOR plantou, como cedros junto às águas.
7.Águas manarão de seus baldes, e as suas sementeiras terão águas abundantes; o seu rei se levantará mais do que Agague, e o seu reino será exaltado.
8.Deus tirou do Egito a Israel, cujas forças são como as do boi selvagem; consumirá as nações, seus inimigos, e quebrará seus ossos, e, com as suas setas, os atravessará.
9.Este abaixou-se, deitou-se como leão e como leoa; quem o despertará? Benditos os que te abençoarem, e malditos os que te amaldiçoarem.
10.Então, a ira de Balaque se acendeu contra Balaão, e bateu ele as suas palmas. Disse Balaque a Balaão: Chamei-te para amaldiçoares os meus inimigos; porém, agora, já três vezes, somente os abençoaste.
11.Agora, pois, vai-te embora para tua casa; eu dissera que te cumularia de honras; mas eis que o SENHOR te privou delas.
12.Então, Balaão disse a Balaque: Não falei eu também aos teus mensageiros, que me enviaste, dizendo:
13.ainda que Balaque me desse a sua casa cheia de prata e ouro, não poderia traspassar o mandado do SENHOR, fazendo de mim mesmo bem ou mal; o que o SENHOR falar, isso falarei?
14.Agora, eis que vou ao meu povo; vem, avisar-te-ei do que fará este povo ao teu, nos últimos dias.
A profecia de Balaão. A estrela de Jacó
15.Então, proferiu a sua palavra e disse: Palavra de Balaão, filho de Beor, palavra do homem de olhos abertos,
16.palavra daquele que ouve os ditos de Deus e sabe a ciência do Altíssimo; daquele que tem a visão do Todo-Poderoso e prostra-se, porém de olhos abertos:
17.Vê-lo-ei, mas não agora; contemplá-lo-ei, mas não de perto; uma estrela procederá de Jacó, de Israel subirá um cetro que ferirá as têmporas de Moabe e destruirá todos os filhos de Sete.
18.Edom será uma possessão; Seir, seus inimigos, também será uma possessão; mas Israel fará proezas.
19.De Jacó sairá o dominador e exterminará os que restam das cidades.
20.Viu Balaão a Amaleque, proferiu a sua palavra e disse: Amaleque é o primeiro das nações; porém o seu fim será destruição.
21.Viu os queneus, proferiu a sua palavra e disse: Segura está a tua habitação, e puseste o teu ninho na penha.
22.Todavia, o queneu será consumido. Até quando? Assur te levará cativo.
23.Proferiu ainda a sua palavra e disse: Ai! Quem viverá, quando Deus fizer isto?
24.Homens virão das costas de Quitim em suas naus; afligirão a Assur e a Héber; e também eles mesmos perecerão.
25.Então, Balaão se levantou, e se foi, e voltou para a sua terra; e também Balaque se foi pelo seu caminho.
A adoração a Baal-Peor e o zelo de Fineias
1.Habitando Israel em Sitim, começou o povo a prostituir-se com as filhas dos moabitas.
2.Estas convidaram o povo aos sacrifícios dos seus deuses; e o povo comeu e inclinou-se aos deuses delas.
3.Juntando-se Israel a Baal-Peor, a ira do SENHOR se acendeu contra Israel.
4.Disse o SENHOR a Moisés: Toma todos os cabeças do povo e enforca-os ao SENHOR ao ar livre, e a ardente ira do SENHOR se retirará de Israel.
5.Então, Moisés disse aos juízes de Israel: Cada um mate os homens da sua tribo que se juntaram a Baal-Peor.
6.Eis que um homem dos filhos de Israel veio e trouxe a seus irmãos uma midianita perante os olhos de Moisés e de toda a congregação dos filhos de Israel, enquanto eles choravam diante da tenda da congregação.
7.Vendo isso Finéias, filho de Eleazar, o filho de Arão, o sacerdote, levantou-se do meio da congregação, e, pegando uma lança,
8.foi após o homem israelita até ao interior da tenda, e os atravessou, ao homem israelita e à mulher, a ambos pelo ventre; então, a praga cessou de sobre os filhos de Israel.
9.Os que morreram da praga foram vinte e quatro mil.
10.Então, disse o SENHOR a Moisés:
11.Finéias, filho de Eleazar, filho de Arão, o sacerdote, desviou a minha ira de sobre os filhos de Israel, pois estava animado com o meu zelo entre eles; de sorte que, no meu zelo, não consumi os filhos de Israel.
12.Portanto, dize: Eis que lhe dou a minha aliança de paz.
13.E ele e a sua descendência depois dele terão a aliança do sacerdócio perpétuo; porquanto teve zelo pelo seu Deus e fez expiação pelos filhos de Israel.
14.O nome do israelita que foi morto ( morto com a midianita ) era Zinri, filho de Salu, príncipe da casa paterna dos simeonitas.
15.O nome da mulher midianita que foi morta era Cosbi, filha de Zur, cabeça do povo da casa paterna entre os midianitas.
16.Disse mais o SENHOR a Moisés:
17.Afligireis os midianitas e os ferireis,
18.porque eles vos afligiram a vós outros quando vos enganaram no caso de Peor e no caso de Cosbi, filha do príncipe dos midianitas, irmã deles, que foi morta no dia da praga no caso de Peor.
O censo de todos os israelitas
1.Passada a praga, falou o SENHOR a Moisés e a Eleazar, filho de Arão, o sacerdote, dizendo:
2.Levantai o censo de toda a congregação dos filhos de Israel, da idade de vinte anos para cima, segundo as casas de seus pais, todo que, em Israel, for capaz de sair à guerra.
3.Moisés e Eleazar, o sacerdote, pois, nas campinas de Moabe, ao pé do Jordão, na altura de Jericó, falaram aos cabeças de Israel, dizendo:
4.Contai o povo da idade de vinte anos para cima, como o SENHOR ordenara a Moisés e aos filhos de Israel que saíram do Egito:
5.Rúben, o primogênito de Israel; os filhos de Rúben: de Enoque, a família dos enoquitas; de Palu, a família dos paluítas;
6.de Hezrom, a família dos hezronitas; de Carmi, a família dos carmitas.
7.São estas as famílias dos rubenitas; os que foram deles contados foram quarenta e três mil e setecentos e trinta.
8.O filho de Palu: Eliabe.
9.Os filhos de Eliabe: Nemuel, Datã e Abirão; estes, Datã e Abirão, são os que foram eleitos pela congregação, os quais moveram a contenda contra Moisés e contra Arão, no grupo de Corá, quando moveram a contenda contra o SENHOR;
10.quando a terra abriu a boca e os tragou com Corá, morrendo aquele grupo; quando o fogo consumiu duzentos e cinqüenta homens, e isso serviu de advertência.
11.Mas os filhos de Corá não morreram.
12.Os filhos de Simeão, segundo as suas famílias: de Nemuel, a família dos nemuelitas; de Jamim, a família dos jaminitas; de Jaquim, a família dos jaquinitas;
13.de Zera, a família dos zeraítas; de Saul, a família dos saulitas.
14.São estas as famílias dos simeonitas, num total de vinte e dois mil e duzentos.
15.Os filhos de Gade, segundo as suas famílias: de Zefom, a família dos zefonitas; de Hagi, a família dos hagitas; de Suni, a família dos sunitas;
16.de Ozni, a família dos oznitas; de Eri, a família dos eritas;
17.de Arodi, a família dos aroditas; de Areli, a família dos arelitas.
18.São estas as famílias dos filhos de Gade, segundo os que foram deles contados, num total de quarenta mil e quinhentos.
19.Os filhos de Judá: Er e Onã; mas Er e Onã morreram na terra de Canaã.
20.Assim, os filhos de Judá foram, segundo as suas famílias: de Selá, a família dos selaítas; de Perez, a família dos perezitas; de Zera, a família dos zeraítas.
21.Os filhos de Perez foram: de Hezrom, a família dos hezronitas; de Hamul, a família dos hamulitas.
22.São estas as famílias de Judá, segundo os que foram deles contados, num total de setenta e seis mil e quinhentos.
23.Os filhos de Issacar, segundo as suas famílias, foram: de Tola, a família dos tolaítas; de Puva, a família dos puvitas;
24.de Jasube, a família dos jasubitas; de Sinrom, a família dos sinronitas.
25.São estas as famílias de Issacar, segundo os que foram deles contados, num total de sessenta e quatro mil e trezentos.
26.Os filhos de Zebulom, segundo a suas famílias, foram: de Serede, a família dos sereditas; de Elom, a família dos elonitas, de Jaleel, a família dos jaleelitas.
27.São estas as famílias dos zebulonitas, segundo os que foram deles contados, num total de sessenta mil e quinhentos.
28.Os filhos de José, segundo as suas famílias, foram Manassés e Efraim.
29.Os filhos de Manassés foram: de Maquir, a família dos maquiritas; e Maquir gerou a Gileade; de Gileade, a família dos gileaditas.
30.São estes os filhos de Gileade: de Jezer, a família dos jezeritas; de Heleque, a família dos helequitas;
31.de Asriel, a família dos asrielitas; de Siquém, a família dos siquemitas.
32.De Semida, a família dos semidaítas; de Héfer, a família dos heferitas.
33.Porém Zelofeade, filho de Héfer, não tinha filhos, senão filhas; os nomes das filhas de Zelofeade foram: Macla, Noa, Hogla, Milca e Tirza.
34.São estas as famílias de Manassés; os que foram deles contados foram cinqüenta e dois mil e setecentos.
35.São estes os filhos de Efraim, segundo as suas famílias: de Sutela, a família dos sutelaítas; de Bequer, a família dos bequeritas; de Taã, a família dos taanitas.
36.De Erã, filho de Sutela: de Erã, a família dos eranitas.
37.São estas as famílias dos filhos de Efraim, segundo os que foram deles contados, num total de trinta e dois mil e quinhentos. São estes os filhos de José, segundo as suas famílias.
38.Os filhos de Benjamim, segundo as suas famílias: de Belá, a família dos belaítas; de Asbel, a família dos asbelitas; de Airão, a família dos airamitas;
39.de Sufã, a família dos sufamitas; de Hufã, a família dos hufamitas.
40.Os filhos de Belá foram: Arde e Naamã; de Arde, a família dos arditas; de Naamã, a família dos naamanitas.
41.São estes os filhos de Benjamim, segundo as suas famílias; os que foram deles contados foram quarenta e cinco mil e seiscentos.
42.São estes os filhos de Dã, segundo as suas famílias: de Suão, a família dos suamitas. São estas as famílias de Dã, segundo as suas famílias.
43.Todas as famílias dos suamitas, segundo os que foram deles contados, tinham sessenta e quatro mil e quatrocentos.
44.Os filhos de Aser, segundo as suas famílias: de Imna, a família dos imnaítas; de Isvi, a família dos isvitas; de Berias, a família dos beriaítas.
45.Os filhos de Berias foram: de Héber, a família dos heberitas; de Malquiel, a família dos malquielitas.
46.O nome da filha de Aser foi Sera.
47.São estas as famílias dos filhos de Aser, segundo os que foram deles contados, num total de cinqüenta e três mil e quatrocentos.
48.Os filhos de Naftali, segundo as suas famílias: de Jazeel, a família dos jazeelitas; de Guni, a família dos gunitas;
49.de Jezer, a família dos jezeritas; de Silém, a família dos silemitas.
50.São estas as famílias de Naftali, segundo as suas famílias; os que foram deles contados, foram quarenta e cinco mil e quatrocentos.
51.São estes os contados dos filhos de Israel: seiscentos e um mil setecentos e trinta.
A lei acerca da divisão da terra
52.Disse o SENHOR a Moisés:
53.A estes se repartirá a terra em herança, segundo o censo.
54.À tribo mais numerosa darás herança maior, à pequena, herança menor; a cada uma, em proporção ao seu número, se dará a herança.
55.Todavia, a terra se repartirá por sortes; segundo os nomes das tribos de seus pais, a herdarão.
56.Segundo a sorte, repartir-se-á a herança deles entre as tribos maiores e menores.
O censo dos levitas
57.São estes os que foram contados dos levitas, segundo as suas famílias: de Gérson, a família dos gersonitas; de Coate, a família dos coatitas; de Merari, a família dos meraritas.
58.São estas as famílias de Levi: a família dos libnitas, a família dos hebronitas, a família dos malitas, a família dos musitas, a família dos coraítas. Coate gerou a Anrão.
59.A mulher de Anrão chamava-se Joquebede, filha de Levi, a qual lhe nasceu no Egito; teve ela, de Anrão, a Arão, e a Moisés, e a Miriã, irmã deles.
60.A Arão nasceram Nadabe, Abiú, Eleazar e Itamar.
61.Nadabe e Abiú morreram quando levaram fogo estranho perante o SENHOR.
62.Os que foram deles contados foram vinte e três mil, todo homem da idade de um mês para cima; porque estes não foram contados entre os filhos de Israel, porquanto lhes não foi dada herança com os outros.
63.São estes os que foram contados por Moisés e o sacerdote Eleazar, que contaram os filhos de Israel nas campinas de Moabe, ao pé do Jordão, na altura de Jericó.
64.Entre estes, porém, nenhum houve dos que foram contados por Moisés e pelo sacerdote Arão, quando levantaram o censo dos filhos de Israel no deserto do Sinai.
65.Porque o SENHOR dissera deles que morreriam no deserto; e nenhum deles ficou, senão Calebe, filho de Jefoné, e Josué, filho de Num.
A lei acerca dos direitos de filhas herdeiras. As filhas de Zelofeade
1.Então, vieram as filhas de Zelofeade, filho de Héfer, filho de Gileade, filho de Maquir, filho de Manassés, entre as famílias de Manassés, filho de José. São estes os nomes de suas filhas: Macla, Noa, Hogla, Milca e Tirza.
2.Apresentaram-se diante de Moisés, e diante de Eleazar, o sacerdote, e diante dos príncipes, e diante de todo o povo, à porta da tenda da congregação, dizendo:
3.Nosso pai morreu no deserto e não estava entre os que se ajuntaram contra o SENHOR no grupo de Corá; mas morreu no seu próprio pecado e não teve filhos.
4.Por que se tiraria o nome de nosso pai do meio da sua família, porquanto não teve filhos? Dá-nos possessão entre os irmãos de nosso pai.
5.Moisés levou a causa delas perante o SENHOR.
6.Disse o SENHOR a Moisés:
7.As filhas de Zelofeade falam o que é justo; certamente, lhes darás possessão de herança entre os irmãos de seu pai e farás passar a elas a herança de seu pai.
8.Falarás aos filhos de Israel, dizendo: Quando alguém morrer e não tiver filho, então, fareis passar a sua herança a sua filha.
9.E, se não tiver filha, então, a sua herança dareis aos irmãos dele.
10.Porém, se não tiver irmãos, dareis a sua herança aos irmãos de seu pai.
11.Se também seu pai não tiver irmãos, dareis a sua herança ao parente mais chegado de sua família, para que a possua; isto aos filhos de Israel será prescrição de direito, como o SENHOR ordenou a Moisés.
Deus prediz a morte de Moisés
12.Depois, disse o SENHOR a Moisés: Sobe a este monte Abarim e vê a terra que dei aos filhos de Israel.
13.E, tendo-a visto, serás recolhido também ao teu povo, assim como o foi teu irmão Arão;
14.porquanto, no deserto de Zim, na contenda da congregação, fostes rebeldes ao meu mandado de me santificar nas águas diante dos seus olhos. São estas as águas de Meribá de Cades, no deserto de Zim.
15.Então, disse Moisés ao SENHOR:
16.O SENHOR, autor e conservador de toda vida, ponha um homem sobre esta congregação
17.que saia adiante deles, e que entre adiante deles, e que os faça sair, e que os faça entrar, para que a congregação do SENHOR não seja como ovelhas que não têm pastor.
Josué designado sucessor de Moisés
18.Disse o SENHOR a Moisés: Toma Josué, filho de Num, homem em quem há o Espírito, e impõe-lhe as mãos;
19.apresenta-o perante Eleazar, o sacerdote, e perante toda a congregação; e dá-lhe, à vista deles, as tuas ordens.
20.Põe sobre ele da tua autoridade, para que lhe obedeça toda a congregação dos filhos de Israel.
21.Apresentar-se-á perante Eleazar, o sacerdote, o qual por ele consultará, segundo o juízo do Urim, perante o SENHOR; segundo a sua palavra, sairão e, segundo a sua palavra, entrarão, ele, e todos os filhos de Israel com ele, e toda a congregação.
22.Fez Moisés como lhe ordenara o SENHOR, porque tomou a Josué e apresentou-o perante Eleazar, o sacerdote, e perante toda a congregação;
23.e lhe impôs as mãos e lhe deu as suas ordens, como o SENHOR falara por intermédio de Moisés.
Ofertas contínuas
1.Disse mais o SENHOR a Moisés:
2.Dá ordem aos filhos de Israel e dize-lhes: Da minha oferta, do meu manjar para as minhas ofertas queimadas, do aroma agradável, tereis cuidado, para mas trazer a seu tempo determinado.
3.Dir-lhes-ás: Esta é a oferta queimada que oferecereis ao SENHOR, dia após dia: dois cordeiros de um ano, sem defeito, em contínuo holocausto;
4.um cordeiro oferecerás pela manhã, e o outro, ao crepúsculo da tarde;
5.e a décima parte de um efa de flor de farinha, em oferta de manjares, amassada com a quarta parte de um him de azeite batido.
6.É holocausto contínuo, instituído no monte Sinai, de aroma agradável, oferta queimada ao SENHOR.
7.A sua libação será a quarta parte de um him para o cordeiro; no santuário, oferecerás a libação de bebida forte ao SENHOR.
8.E o outro cordeiro oferecerás no crepúsculo da tarde; como a oferta de manjares da manhã e como a sua libação, o trarás em oferta queimada de aroma agradável ao SENHOR.
9.No dia de sábado, oferecerás dois cordeiros de um ano, sem defeito, e duas décimas de um efa de flor de farinha, amassada com azeite, em oferta de manjares, e a sua libação;
10.é holocausto de cada sábado, além do holocausto contínuo e a sua libação.
11.Nos princípios dos vossos meses, oferecereis, em holocausto ao SENHOR, dois novilhos e um carneiro, sete cordeiros de um ano, sem defeito,
12.e três décimas de um efa de flor de farinha, amassada com azeite, em oferta de manjares, para um novilho; duas décimas de flor de farinha, amassada com azeite, em oferta de manjares, para um carneiro;
13.e uma décima de um efa de flor de farinha, amassada com azeite, em oferta de manjares, para um cordeiro; é holocausto de aroma agradável, oferta queimada ao SENHOR.
14.As suas libações serão a metade de um him de vinho para um novilho, e a terça parte de um him para um carneiro, e a quarta parte de um him para um cordeiro; este é o holocausto da lua nova de cada mês, por todos os meses do ano.
15.Também se trará um bode como oferta pelo pecado, ao SENHOR, além do holocausto contínuo, com a sua libação.
16.No primeiro mês, aos catorze dias do mês, é a Páscoa do SENHOR.
17.Aos quinze dias do mesmo mês, haverá festa; sete dias se comerão pães asmos.
18.No primeiro dia, haverá santa convocação; nenhuma obra servil fareis;
19.mas apresentareis oferta queimada em holocausto ao SENHOR, dois novilhos, um carneiro e sete cordeiros de um ano; ser-vos-ão eles sem defeito.
20.A sua oferta de manjares será flor de farinha, amassada com azeite; oferecereis três décimas para um novilho e duas décimas para um carneiro.
21.Para cada um dos sete cordeiros oferecereis uma décima;
22.e um bode, para oferta pelo pecado, para fazer expiação por vós.
23.Estas coisas oferecereis, além do holocausto da manhã, que é o holocausto contínuo.
24.Assim, oferecereis cada dia, por sete dias, o manjar da oferta queimada em aroma agradável ao SENHOR; além do holocausto contínuo, se oferecerá isto com a sua libação.
25.No sétimo dia, tereis santa convocação; nenhuma obra servil fareis.
26.Também tereis santa convocação no dia das primícias, quando trouxerdes oferta nova de manjares ao SENHOR, segundo a vossa Festa das Semanas; nenhuma obra servil fareis.
27.Então, oferecereis ao SENHOR por holocausto, em aroma agradável: dois novilhos, um carneiro e sete cordeiros de um ano;
28.a sua oferta de manjares de flor de farinha, amassada com azeite: três décimas de um efa para um novilho, duas décimas para um carneiro,
29.uma décima para cada um dos sete cordeiros;
30.e um bode, para fazer expiação por vós.
31.Oferecê-los-eis, além do holocausto contínuo, e da sua oferta de manjares, e das suas libações. Ser-vos-ão eles sem defeito.
Ofertas nas outras festas solenes
1.No primeiro dia do sétimo mês, tereis santa convocação; nenhuma obra servil fareis; ser-vos-á dia do sonido de trombetas.
2.Então, por holocausto, de aroma agradável ao SENHOR, oferecereis um novilho, um carneiro e sete cordeiros de um ano, sem defeito;
3.e, pela sua oferta de manjares de flor de farinha, amassada com azeite, três décimas de um efa para o novilho, duas décimas para o carneiro
4.e uma décima para cada um dos sete cordeiros;
5.e um bode, para oferta pelo pecado, para fazer expiação por vós,
6.além do holocausto do mês e a sua oferta de manjares, do holocausto contínuo e a sua oferta de manjares, com as suas libações, segundo o seu estatuto, em aroma agradável, oferta queimada ao SENHOR.
7.No dia dez deste sétimo mês, tereis santa convocação e afligireis a vossa alma; nenhuma obra fareis.
8.Mas, por holocausto, em aroma agradável ao SENHOR, oferecereis um novilho, um carneiro e sete cordeiros de um ano; ser-vos-ão eles sem defeito.
9.Pela sua oferta de manjares de flor de farinha, amassada com azeite, oferecereis três décimas de um efa para o novilho, duas décimas para o carneiro
10.e uma décima para cada um dos sete cordeiros;
11.um bode, para oferta pelo pecado, além da oferta pelo pecado, para fazer expiação, e do holocausto contínuo, e da sua oferta de manjares com as suas libações.
12.Aos quinze dias do sétimo mês, tereis santa convocação; nenhuma obra servil fareis; mas sete dias celebrareis festa ao SENHOR.
13.Por holocausto em oferta queimada, de aroma agradável ao SENHOR, oferecereis treze novilhos, dois carneiros e catorze cordeiros de um ano; serão eles sem defeito.
14.Pela oferta de manjares de flor de farinha, amassada com azeite, três décimas de um efa para cada um dos treze novilhos, duas décimas para cada um dos dois carneiros
15.e uma décima para cada um dos catorze cordeiros;
16.e um bode, para oferta pelo pecado, além do holocausto contínuo, a sua oferta de manjares e a sua libação.
17.No segundo dia, oferecereis doze novilhos, dois carneiros, catorze cordeiros de um ano, sem defeito,
18.com a oferta de manjares e as libações para os novilhos, para os carneiros e para os cordeiros, conforme o seu número, segundo o estatuto,
19.e um bode, para oferta pelo pecado, além do holocausto contínuo, a sua oferta de manjares e a sua libação.
20.No terceiro dia, oferecereis onze novilhos, dois carneiros, catorze cordeiros de um ano, sem defeito,
21.com a oferta de manjares e as libações para os novilhos, para os carneiros e para os cordeiros, conforme o seu número, segundo o estatuto,
22.e um bode, para oferta pelo pecado, além do holocausto contínuo, a sua oferta de manjares e a sua libação.
23.No quarto dia, dez novilhos, dois carneiros, catorze cordeiros de um ano, sem defeito,
24.com a oferta de manjares e as libações para os novilhos, para os carneiros e para os cordeiros, conforme o seu número, segundo o estatuto,
25.e um bode, para oferta pelo pecado, além do holocausto contínuo, a sua oferta de manjares e a sua libação.
26.No quinto dia, nove novilhos, dois carneiros, catorze cordeiros de um ano, sem defeito,
27.com a oferta de manjares e as libações para os novilhos, para os carneiros e para os cordeiros, conforme o seu número, segundo o estatuto,
28.e um bode, para oferta pelo pecado, além do holocausto contínuo, a sua oferta de manjares e a sua libação.
29.No sexto dia, oito novilhos, dois carneiros, catorze cordeiros de um ano, sem defeito,
30.com a oferta de manjares e as libações para os novilhos, para os carneiros e para os cordeiros, conforme o seu número, segundo o estatuto,
31.e um bode, para oferta pelo pecado, além do holocausto contínuo, a sua oferta de manjares e a sua libação.
32.No sétimo dia, sete novilhos, dois carneiros, catorze cordeiros de um ano, sem defeito,
33.com a oferta de manjares e as libações para os novilhos, para os carneiros e para os cordeiros, conforme o seu número, segundo o estatuto,
34.e um bode, para oferta pelo pecado, além do holocausto contínuo, a sua oferta de manjares e a sua libação.
35.No oitavo dia, tereis reunião solene; nenhuma obra servil fareis;
36.e, por holocausto, em oferta queimada de aroma agradável ao SENHOR, oferecereis um novilho, um carneiro, sete cordeiros de um ano, sem defeito,
37.com a oferta de manjares e as libações para o novilho, para o carneiro e para os cordeiros, conforme o seu número, segundo o estatuto,
38.e um bode, para oferta pelo pecado, além do holocausto contínuo, a sua oferta de manjares e a sua libação.
39.Estas coisas oferecereis ao SENHOR nas vossas festas fixas, além dos vossos votos e das vossas ofertas voluntárias, para os vossos holocaustos, as vossas ofertas de manjares, as vossas libações e as vossas ofertas pacíficas.
40.E falou Moisés aos filhos de Israel, conforme tudo o que o SENHOR lhe ordenara.
Acerca de votos
1.Falou Moisés aos cabeças das tribos dos filhos de Israel, dizendo: Esta é a palavra que o SENHOR ordenou:
2.Quando um homem fizer voto ao SENHOR ou juramento para obrigar-se a alguma abstinência, não violará a sua palavra; segundo tudo o que prometeu, fará.
3.Quando, porém, uma mulher fizer voto ao SENHOR ou se obrigar a alguma abstinência, estando em casa de seu pai, na sua mocidade,
4.e seu pai, sabendo do voto e da abstinência a que ela se obrigou, calar-se para com ela, todos os seus votos serão válidos; terá de observar toda a abstinência a que se obrigou.
5.Mas, se o pai, no dia em que tal souber, o desaprovar, não será válido nenhum dos votos dela, nem lhe será preciso observar a abstinência a que se obrigou; o SENHOR lhe perdoará, porque o pai dela a isso se opôs.
6.Porém, se ela se casar, ainda sob seus votos ou dito irrefletido dos seus lábios, com que a si mesma se obrigou,
7.e seu marido, ouvindo-o, calar-se para com ela no dia em que o ouvir, serão válidos os votos dela, e lhe será preciso observar a abstinência a que se obrigou.
8.Mas, se seu marido o desaprovar no dia em que o ouvir e anular o voto que estava sobre ela, como também o dito irrefletido dos seus lábios, com que a si mesma se obrigou, o SENHOR lho perdoará.
9.No tocante ao voto da viúva ou da divorciada, tudo com que se obrigar lhe será válido.
10.Porém, se fez voto na casa de seu marido ou com juramento se obrigou a alguma abstinência,
11.e seu marido o soube, e se calou para com ela, e lho não desaprovou, todos os votos dela serão válidos; e lhe será preciso observar toda a abstinência a que a si mesma se obrigou.
12.Porém, se seu marido lhos anulou no dia em que o soube, tudo quanto saiu dos lábios dela, quer dos seus votos, quer da abstinência a que a si mesma se obrigou, não será válido; seu marido lhos anulou, e o SENHOR perdoará a ela.
13.Todo voto e todo juramento com que ela se obrigou, para afligir a sua alma, seu marido pode confirmar ou anular.
14.Porém, se seu marido, dia após dia, se calar para com ela, então, confirma todos os votos dela e tudo aquilo a que ela se obrigou, porquanto se calou para com ela no dia em que o soube.
15.Porém, se lhos anular depois de os ter ouvido, responderá pela obrigação dela.
16.São estes os estatutos que o SENHOR ordenou a Moisés, entre o marido e sua mulher, entre o pai e sua filha moça se ela estiver em casa de seu pai.
A vitória sobre os midianitas
1.Disse o SENHOR a Moisés:
2.Vinga os filhos de Israel dos midianitas; depois, serás recolhido ao teu povo.
3.Falou, pois, Moisés ao povo, dizendo: Armai alguns de vós para a guerra, e que saiam contra os midianitas, para fazerem a vingança do SENHOR contra eles.
4.Mil homens de cada tribo entre todas as tribos de Israel enviareis à guerra.
5.Assim, dos milhares de Israel foram dados mil de cada tribo: doze mil ao todo, armados para a guerra.
6.Mandou-os Moisés à guerra, de cada tribo mil, a estes e a Finéias, filho do sacerdote Eleazar, o qual levava consigo os utensílios sagrados, a saber, as trombetas para o toque de rebate.
7.Pelejaram contra os midianitas, como o SENHOR ordenara a Moisés,
8.e mataram todo homem feito. Mataram, além dos que já haviam sido mortos, os reis dos midianitas, Evi, Requém, Zur, Hur e Reba, cinco reis dos midianitas; também Balaão, filho de Beor, mataram à espada.
9.Porém os filhos de Israel levaram presas as mulheres dos midianitas e as suas crianças; também levaram todos os seus animais, e todo o seu gado, e todos os seus bens.
10.Queimaram-lhes todas as cidades em que habitavam e todos os seus acampamentos.
11.Tomaram todo o despojo e toda a presa, tanto de homens como de animais.
12.Trouxeram a Moisés, e ao sacerdote Eleazar, e à congregação dos filhos de Israel os cativos, e a presa, e o despojo, para o arraial, nas campinas de Moabe, junto do Jordão, na altura de Jericó.
O tratamento dos cativos
13.Moisés, e Eleazar, o sacerdote, e todos os príncipes da congregação saíram a recebê-los fora do arraial.
14.Indignou-se Moisés contra os oficiais do exército, capitães dos milhares e capitães das centenas, que vinham do serviço da guerra.
15.Disse-lhes Moisés: Deixastes viver todas as mulheres?
16.Eis que estas, por conselho de Balaão, fizeram prevaricar os filhos de Israel contra o SENHOR, no caso de Peor, pelo que houve a praga entre a congregação do SENHOR.
17.Agora, pois, matai, dentre as crianças, todas as do sexo masculino; e matai toda mulher que coabitou com algum homem, deitando-se com ele.
18.Porém todas as meninas, e as jovens que não coabitaram com algum homem, deitando-se com ele, deixai-as viver para vós outros.
A purificação dos soldados e da presa
19.Acampai-vos sete dias fora do arraial; qualquer de vós que tiver matado alguma pessoa e qualquer que tiver tocado em algum morto, ao terceiro dia e ao sétimo dia, vos purificareis, tanto vós como os vossos cativos.
20.Também purificareis toda veste, e toda obra de peles, e toda obra de pêlos de cabra, e todo artigo de madeira.
21.Então, disse o sacerdote Eleazar aos homens do exército que partiram à guerra: Este é o estatuto da lei que o SENHOR ordenou a Moisés.
22.Contudo, o ouro, a prata, o bronze, o ferro, o estanho e o chumbo,
23.tudo o que pode suportar o fogo fareis passar pelo fogo, para que fique limpo; todavia, se purificará com a água purificadora; mas tudo o que não pode suportar o fogo fareis passar pela água.
24.Também lavareis as vossas vestes ao sétimo dia, para que fiqueis limpos; e, depois, entrareis no arraial.
A divisão da presa
25.Disse mais o SENHOR a Moisés:
26.Faze a contagem da presa que foi tomada, tanto de homens como de animais, tu, e Eleazar, o sacerdote, e os cabeças das casas dos pais da congregação;
27.divide a presa em duas partes iguais, uma para os que, hábeis na peleja, saíram à guerra, e a outra para toda a congregação.
28.Então, para o SENHOR tomarás tributo dos homens do exército que saíram a esta guerra, de cada quinhentas cabeças, uma, tanto dos homens como dos bois, dos jumentos e das ovelhas.
29.Da metade que lhes toca o tomareis e o dareis ao sacerdote Eleazar, para a oferta do SENHOR.
30.Mas, da metade que toca aos filhos de Israel, tomarás, de cada cinqüenta, um, tanto dos homens como dos bois, dos jumentos e das ovelhas, de todos os animais; e os darás aos levitas que têm a seu cargo o serviço do tabernáculo do SENHOR.
31.Moisés e o sacerdote Eleazar fizeram como o SENHOR ordenara a Moisés.
32.Foi a presa, restante do despojo que tomaram os homens de guerra, seiscentas e setenta e cinco mil ovelhas,
33.setenta e dois mil bois,
34.sessenta e um mil jumentos
35.e trinta e duas mil pessoas, as mulheres que não coabitaram com homem algum, deitando-se com ele.
36.E a metade, parte que toca aos que saíram à guerra, foi em número de trezentas e trinta e sete mil e quinhentas ovelhas.
37.O tributo em ovelhas para o SENHOR foram seiscentas e setenta e cinco.
38.E foram os bois trinta e seis mil; e o seu tributo para o SENHOR, setenta e dois.
39.E foram os jumentos trinta mil e quinhentos; e o seu tributo para o SENHOR, sessenta e um.
40.As pessoas foram dezesseis mil; e o seu tributo para o SENHOR, trinta e duas.
41.Então, Moisés deu a Eleazar, o sacerdote, o tributo da oferta do SENHOR, como este ordenara a Moisés.
42.E, da metade que toca aos filhos de Israel, que Moisés separara da dos homens que pelejaram
43.( a metade para a congregação foram, em ovelhas, trezentas e trinta e sete mil e quinhentas;
44.em bois, trinta e seis mil;
45.em jumentos, trinta mil e quinhentos;
46.e, em pessoas, dezesseis mil ),
47.desta metade que toca aos filhos de Israel, Moisés tomou um de cada cinqüenta, tanto de homens como de animais, e os deu aos levitas que tinham a seu cargo o serviço do tabernáculo do SENHOR, como o SENHOR ordenara a Moisés.
A oferta voluntária dos capitães
48.Então, se chegaram a Moisés os oficiais sobre os milhares do exército, capitães sobre mil e capitães sobre cem,
49.e lhe disseram: Teus servos fizeram a conta dos homens de guerra que estiveram sob as nossas ordens, e nenhum falta dentre eles e nós.
50.Pelo que trouxemos uma oferta ao SENHOR, cada um o que achou: objetos de ouro, ornamentos para o braço, pulseiras, sinetes, arrecadas e colares, para fazer expiação por nós mesmos perante o SENHOR.
51.Assim, Moisés e o sacerdote Eleazar receberam deles o ouro, sendo todos os objetos bem trabalhados.
52.Foi todo o ouro da oferta que os capitães de mil e os capitães de cem trouxeram ao SENHOR dezesseis mil setecentos e cinqüenta siclos.
53.Pois cada um dos homens de guerra havia tomado despojo para si.
54.Moisés e o sacerdote Eleazar receberam o ouro dos capitães de mil e dos capitães de cem e o trouxeram à tenda da congregação, como memorial para os filhos de Israel perante o SENHOR.
Duas tribos e meia desejam habitar na Transjordânia
1.Os filhos de Rúben e os filhos de Gade tinham gado em muitíssima quantidade; e viram a terra de Jazer e a terra de Gileade, e eis que o lugar era lugar de gado.
2.Vieram, pois, os filhos de Gade e os filhos de Rúben e falaram a Moisés, e ao sacerdote Eleazar, e aos príncipes da congregação, dizendo:
3.Atarote, Dibom, Jazer, Ninra, Hesbom, Eleale, Sebã, Nebo e Beom,
4.a terra que o SENHOR feriu diante da congregação de Israel é terra de gado; e os teus servos têm gado.
5.Disseram mais: Se achamos mercê aos teus olhos, dê-se esta terra em possessão aos teus servos; e não nos faças passar o Jordão.
6.Porém Moisés disse ao filhos de Gade e aos filhos de Rúben: Irão vossos irmãos à guerra, e ficareis vós aqui?
7.Por que, pois, desanimais o coração dos filhos de Israel, para que não passem à terra que o SENHOR lhes deu?
8.Assim fizeram vossos pais, quando os enviei de Cades-Barnéia a ver esta terra.
9.Chegando eles até ao vale de Escol e vendo a terra, descorajaram o coração dos filhos de Israel, para que não viessem à terra que o SENHOR lhes tinha dado.
10.Então, a ira do SENHOR se acendeu naquele mesmo dia, e jurou, dizendo:
11.Certamente, os varões que subiram do Egito, de vinte anos para cima, não verão a terra que prometi com juramento a Abraão, a Isaque e a Jacó, porquanto não perseveraram em seguir-me,
12.exceto Calebe, filho de Jefoné, o quenezeu, e Josué, filho de Num, porque perseveraram em seguir ao SENHOR.
13.Pelo que se acendeu a ira do SENHOR contra Israel, e fê-los andar errantes pelo deserto quarenta anos, até que se consumiu toda a geração que procedera mal perante o SENHOR.
14.Eis que vós, raça de homens pecadores, vos levantastes em lugar de vossos pais, para aumentardes ainda o furor da ira do SENHOR contra Israel.
15.Se não quiserdes segui-lo, também ele deixará todo o povo, novamente, no deserto, e sereis a sua ruína.
16.Então, se chegaram a ele e disseram: Edificaremos currais aqui para o nosso gado e cidades para as nossas crianças;
17.porém nós nos armaremos, apressando-nos adiante dos filhos de Israel, até que os levemos ao seu lugar; e ficarão as nossas crianças nas cidades fortes, por causa dos moradores da terra.
18.Não voltaremos para nossa casa até que os filhos de Israel estejam de posse, cada um, da sua herança.
19.Porque não herdaremos com eles do outro lado do Jordão, nem mais adiante, porquanto já temos a nossa herança deste lado do Jordão, ao oriente.
20.Então, Moisés lhes disse: Se isto fizerdes assim, se vos armardes para a guerra perante o SENHOR,
21.e cada um de vós, armado, passar o Jordão perante o SENHOR, até que haja lançado fora os seus inimigos de diante dele,
22.e a terra estiver subjugada perante o SENHOR, então, voltareis e sereis desobrigados perante o SENHOR e perante Israel; e a terra vos será por possessão perante o SENHOR.
23.Porém, se não fizerdes assim, eis que pecastes contra o SENHOR; e sabei que o vosso pecado vos há de achar.
24.Edificai vós cidades para as vossas crianças e currais para as vossas ovelhas; e cumpri o que haveis prometido.
25.Então, os filhos de Gade e os filhos de Rúben falaram a Moisés, dizendo: Como ordena meu senhor, assim farão teus servos.
26.Nossas crianças, nossas mulheres, nossos rebanhos e todos os nossos animais estarão aí nas cidades de Gileade,
27.mas os teus servos passarão, cada um armado para a guerra, perante o SENHOR, como diz meu senhor.
28.Então, Moisés deu ordem a respeito deles a Eleazar, o sacerdote, e a Josué, filho de Num, e aos cabeças das casas dos pais das tribos dos filhos de Israel;
29.e disse-lhes: Se os filhos de Gade e os filhos de Rúben passarem convosco o Jordão, armado cada um para a guerra, perante o SENHOR, e a terra estiver subjugada diante de vós, então, lhes dareis em possessão a terra de Gileade;
30.porém, se não passarem, armados, convosco, terão possessões entre vós na terra de Canaã.
31.Responderam os filhos de Gade e os filhos de Rúben, dizendo: O que o SENHOR disse a teus servos, isso faremos.
32.Passaremos, armados, perante o SENHOR à terra de Canaã e teremos a possessão de nossa herança deste lado do Jordão.
Distribuição da Transjordânia
33.Deu Moisés aos filhos de Gade, e aos filhos de Rúben, e à meia tribo de Manassés, filho de José, o reino de Seom, rei dos amorreus, e o reino de Ogue, rei de Basã: a terra com as cidades e seus distritos, as cidades em toda a extensão do país.
34.Os filhos de Gade edificaram Dibom, Atarote e Aroer;
35.Atarote-Sofã, Jazer e Jogbeá;
36.Bete-Ninra e Bete-Harã, cidades fortificadas, e currais de ovelhas.
37.Os filhos de Rúben edificaram Hesbom, Eleale e Quiriataim;
38.Nebo e Baal-Meom, mudando-lhes o nome, e Sibma; e deram outros nomes às cidades que edificaram.
39.Os filhos de Maquir, filho de Manassés, foram-se para Gileade, e a tomaram, e desapossaram os amorreus que estavam nela.
40.Deu, pois, Moisés Gileade a Maquir, filho de Manassés, o qual habitou nela.
41.Foi Jair, filho de Manassés, e tomou as suas aldeias; e chamou-lhes Havote-Jair.
42.Foi Noba e tomou a Quenate com as suas aldeias; e chamou-lhe Noba, segundo o seu nome.
Os acampamentos desde o Egito
1.São estas as caminhadas dos filhos de Israel que saíram da terra do Egito, segundo os seus exércitos, sob as ordens de Moisés e Arão.
2.Escreveu Moisés as suas saídas, caminhada após caminhada, conforme o mandado do SENHOR; e são estas as suas caminhadas, segundo as suas saídas:
3.partiram, pois, de Ramessés no décimo quinto dia do primeiro mês; no dia seguinte ao da Páscoa, saíram os filhos de Israel, corajosamente, aos olhos de todos os egípcios,
4.enquanto estes sepultavam todos os seus primogênitos, a quem o SENHOR havia ferido entre eles; também contra os deuses executou o SENHOR juízos.
5.Partidos, pois, os filhos de Israel de Ramessés, acamparam-se em Sucote.
6.E partiram de Sucote e acamparam-se em Etã, que está no fim do deserto.
7.E partiram de Etã, e voltaram a Pi-Hairote, que está defronte de Baal-Zefom, e acamparam-se diante de Migdol.
8.E partiram de Pi-Hairote, passaram pelo meio do mar ao deserto e, depois de terem andado caminho de três dias no deserto de Etã, acamparam-se em Mara.
9.E partiram de Mara e vieram a Elim. Em Elim, havia doze fontes de águas e setenta palmeiras; e acamparam-se ali.
10.E partiram de Elim e acamparam-se junto ao mar Vermelho;
11.partiram do mar Vermelho e acamparam-se no deserto de Sim;
12.partiram do deserto de Sim e acamparam-se em Dofca;
13.partiram de Dofca e acamparam-se em Alus;
14.partiram de Alus e acamparam-se em Refidim, porém não havia ali água, para que o povo bebesse;
15.partiram de Refidim e acamparam-se no deserto do Sinai;
16.partiram do deserto do Sinai e acamparam-se em Quibrote-Hataavá;
17.partiram de Quibrote-Hataavá e acamparam-se em Hazerote;
18.partiram de Hazerote e acamparam-se em Ritma;
19.partiram de Ritma e acamparam-se em Rimom-Perez;
20.partiram de Rimom-Perez e acamparam-se em Libna;
21.partiram de Libna e acamparam-se em Rissa;
22.partiram de Rissa e acamparam-se em Queelata;
23.partiram de Queelata e acamparam-se no monte Sefer;
24.partiram do monte Sefer e acamparam-se em Harada;
25.partiram de Harada e acamparam-se em Maquelote;
26.partiram de Maquelote e acamparam-se em Taate;
27.partiram de Taate e acamparam-se em Tera;
28.partiram de Tera e acamparam-se em Mitca;
29.partiram de Mitca e acamparam-se em Hasmona;
30.partiram de Hasmona e acamparam-se em Moserote;
31.partiram de Moserote e acamparam-se em Benê-Jaacã;
32.partiram de Benê-Jaacã e acamparam-se em Hor-Hagidgade;
33.partiram de Hor-Hagidgade e acamparam-se em Jotbatá;
34.partiram de Jotbatá e acamparam-se em Abrona;
35.partiram de Abrona e acamparam-se em Eziom-Geber;
36.partiram de Eziom-Geber e acamparam-se no deserto de Zim, que é Cades;
37.partiram de Cades e acamparam-se no monte Hor, na fronteira da terra de Edom.
A morte de Arão
38.Então, Arão, o sacerdote, subiu ao monte Hor, segundo o mandado do SENHOR; e morreu ali, no quinto mês do ano quadragésimo da saída dos filhos de Israel da terra do Egito, no primeiro dia do mês.
39.Era Arão da idade de cento e vinte e três anos, quando morreu no monte Hor.
40.Então, ouviu o cananeu, rei de Arade, que habitava o Sul da terra de Canaã, que chegavam os filhos de Israel.
41.E partiram do monte Hor e acamparam-se em Zalmona;
42.partiram de Zalmona e acamparam-se em Punom;
43.partiram de Punom e acamparam-se em Obote;
44.partiram de Obote e acamparam-se em Ijé-Abarim, no limite de Moabe;
45.partiram de Ijé-Abarim e acamparam-se em Dibom-Gade;
46.partiram de Dibom-Gade e acamparam-se em Almom-Diblataim;
47.partiram de Almom-Diblataim e acamparam-se nos montes de Abarim, defronte de Nebo;
48.partiram dos montes de Abarim e acamparam-se nas campinas de Moabe, junto ao Jordão, na altura de Jericó.
49.E acamparam-se junto ao Jordão, desde Bete-Jesimote até Abel-Sitim, nas campinas de Moabe.
Deus manda lançar fora os moradores de Canaã
50.Disse o SENHOR a Moisés, nas campinas de Moabe, junto ao Jordão, na altura de Jericó:
51.Fala aos filhos de Israel e dize-lhes: Quando houverdes passado o Jordão para a terra de Canaã,
52.desapossareis de diante de vós todos os moradores da terra, destruireis todas as pedras com figura e também todas as suas imagens fundidas e deitareis abaixo todos os seus ídolos;
53.tomareis a terra em possessão e nela habitareis, porque esta terra, eu vo-la dei para a possuirdes;
54.herdareis a terra por sortes, segundo as vossas famílias; à tribo mais numerosa dareis herança maior; à pequena, herança menor. Onde lhe cair a sorte, esse lugar lhe pertencerá; herdareis segundo as tribos de vossos pais.
55.Porém, se não desapossardes de diante de vós os moradores da terra, então, os que deixardes ficar ser-vos-ão como espinhos nos vossos olhos e como aguilhões nas vossas ilhargas e vos perturbarão na terra em que habitardes.
56.E será que farei a vós outros como pensei fazer-lhes a eles.
Os confins da terra
1.Disse mais o SENHOR a Moisés:
2.Dá ordem aos filhos de Israel e dize-lhes: Quando entrardes na terra de Canaã, será esta a que vos cairá em herança: a terra de Canaã, segundo os seus limites.
3.A região sul vos será desde o deserto de Zim até aos limites de Edom; e o limite do sul vos será desde a extremidade do mar Salgado para o lado oriental.
4.Este limite vos irá rodeando do sul para a subida de Acrabim e passará até Zim; e as suas saídas serão do sul a Cades-Barnéia; e sairá a Hazar-Adar e passará a Azmom.
5.Rodeará mais este limite de Azmom até ao ribeiro do Egito; e as suas saídas serão para o lado do mar.
6.Por vosso limite ocidental tereis o mar Grande; este vos será a fronteira do ocidente.
7.Este vos será o limite do norte: desde o mar Grande marcareis ao monte Hor.
8.Desde o monte Hor marcareis até à entrada de Hamate; e as saídas deste limite serão até Zedade;
9.dali, seguirá até Zifrom, e as suas saídas serão em Hazar-Enã; este vos será o limite do norte.
10.E, por limite do lado oriental, marcareis de Hazar-Enã até Sefã.
11.O limite descerá desde Sefã até Ribla, para o lado oriental de Aim; depois, descerá este e irá ao longo da borda do mar de Quinerete para o lado oriental;
12.descerá ainda ao longo do Jordão, e as suas saídas serão no mar Salgado; esta vos será a terra, segundo os limites de seu contorno.
13.Moisés deu ordem aos filhos de Israel, dizendo: Esta é a terra que herdareis por sortes, a qual o SENHOR mandou dar às nove tribos e à meia tribo.
14.Porque a tribo dos filhos dos rubenitas, segundo a casa de seus pais, e a tribo dos filhos dos gaditas, segundo a casa de seus pais, já receberam; também a meia tribo de Manassés já recebeu a sua herança.
15.Estas duas tribos e meia receberam a sua herança deste lado do Jordão, na altura de Jericó, do lado oriental.
Os homens que devem repartir a terra
16.Disse mais o SENHOR a Moisés:
17.São estes os nomes dos homens que vos repartirão a terra por herança: Eleazar, o sacerdote, e Josué, filho de Num.
18.Tomareis mais de cada tribo um príncipe, para repartir a terra em herança.
19.São estes os nomes dos homens: da tribo de Judá, Calebe, filho de Jefoné;
20.da tribo dos filhos de Simeão, Samuel, filho de Amiúde;
21.da tribo de Benjamim, Elidade, filho de Quislom;
22.da tribo dos filhos de Dã, o príncipe Buqui, filho de Jogli;
23.dos filhos de José, da tribo dos filhos de Manassés, o príncipe Haniel, filho de Éfode;
24.da tribo dos filhos de Efraim, o príncipe Quemuel, filho de Siftã;
25.da tribo dos filhos de Zebulom, o príncipe Elizafã, filho de Parnaque;
26.da tribo dos filhos de Issacar, o príncipe Paltiel, filho de Azã;
27.da tribo dos filhos de Aser, o príncipe Aiúde, filho de Selomi;
28.da tribo dos filhos de Naftali, o príncipe Pedael, filho de Amiúde.
29.A estes o SENHOR ordenou que repartissem a herança pelos filhos de Israel, na terra de Canaã.
As cidades dos levitas
1.Disse mais o SENHOR a Moisés, nas campinas de Moabe, junto ao Jordão, na altura de Jericó:
2.Dá ordem aos filhos de Israel que, da herança da sua possessão, dêem cidades aos levitas, em que habitem; e também, em torno delas, dareis aos levitas arredores para o seu gado.
3.Terão eles estas cidades para habitá-las; porém os seus arredores serão para o gado, para os rebanhos e para todos os seus animais.
4.Os arredores das cidades que dareis aos levitas, desde o muro da cidade para fora, serão de mil côvados em redor.
5.Fora da cidade, do lado oriental, medireis dois mil côvados; do lado sul, dois mil côvados; do lado ocidental, dois mil côvados e do lado norte, dois mil côvados, ficando a cidade no meio; estes lhes serão os arredores das cidades.
6.Das cidades, pois, que dareis aos levitas, seis haverá de refúgio, as quais dareis para que, nelas, se acolha o homicida; além destas, lhes dareis quarenta e duas cidades.
7.Todas as cidades que dareis aos levitas serão quarenta e oito cidades, juntamente com os seus arredores.
8.Quanto às cidades que derdes da herança dos filhos de Israel, se for numerosa a tribo, tomareis muitas; se for pequena, tomareis poucas; cada um dará das suas cidades aos levitas, na proporção da herança que lhe tocar.
Seis cidades de refúgio
9.Disse mais o SENHOR a Moisés:
10.Fala aos filhos de Israel e dize-lhes: Quando passardes o Jordão para a terra de Canaã,
11.escolhei para vós outros cidades que vos sirvam de refúgio, para que, nelas, se acolha o homicida que matar alguém involuntariamente.
12.Estas cidades vos serão para refúgio do vingador do sangue, para que o homicida não morra antes de ser apresentado perante a congregação para julgamento.
13.As cidades que derdes serão seis cidades de refúgio para vós outros.
14.Três destas cidades dareis deste lado do Jordão e três dareis na terra de Canaã; cidades de refúgio serão.
15.Serão de refúgio estas seis cidades para os filhos de Israel, e para o estrangeiro, e para o que se hospedar no meio deles, para que, nelas, se acolha aquele que matar alguém involuntariamente.
Execução do homicida
16.Todavia, se alguém ferir a outrem com instrumento de ferro, e este morrer, é homicida; o homicida será morto.
17.Ou se alguém ferir a outrem, com pedra na mão, que possa causar a morte, e este morrer, é homicida; o homicida será morto.
18.Ou se alguém ferir a outrem com instrumento de pau que tiver na mão, que possa causar a morte, e este morrer, é homicida; o homicida será morto.
19.O vingador do sangue, ao encontrar o homicida, matá-lo-á.
20.Se alguém empurrar a outrem com ódio ou com mau intento lançar contra ele alguma coisa, e ele morrer,
21.ou, por inimizade, o ferir com a mão, e este morrer, será morto aquele que o feriu; é homicida; o vingador do sangue, ao encontrar o homicida, matá-lo-á.
Privilégios oferecidos pelas cidades de refúgio
22.Porém, se o empurrar subitamente, sem inimizade, ou contra ele lançar algum instrumento, sem mau intento,
23.ou, não o vendo, deixar cair sobre ele alguma pedra que possa causar-lhe a morte, e ele morrer, não sendo ele seu inimigo, nem o tendo procurado para o mal,
24.então, a congregação julgará entre o matador e o vingador do sangue, segundo estas leis,
25.e livrará o homicida da mão do vingador do sangue, e o fará voltar à sua cidade de refúgio, onde se tinha acolhido; ali, ficará até à morte do sumo sacerdote, que foi ungido com o santo óleo.
26.Porém, se, de alguma sorte, o homicida sair dos limites da sua cidade de refúgio, onde se tinha acolhido,
27.e o vingador do sangue o achar fora dos limites dela, se o vingador do sangue matar o homicida, não será culpado do sangue.
28.Pois deve ficar na sua cidade de refúgio até à morte do sumo sacerdote; porém, depois da morte deste, o homicida voltará à terra da sua possessão.
29.Estas coisas vos serão por estatuto de direito a vossas gerações, em todas as vossas moradas.
30.Todo aquele que matar a outrem será morto conforme o depoimento das testemunhas; mas uma só testemunha não deporá contra alguém para que morra.
31.Não aceitareis resgate pela vida do homicida que é culpado de morte; antes, será ele morto.
32.Também não aceitareis resgate por aquele que se acolher à sua cidade de refúgio, para tornar a habitar na sua terra, antes da morte do sumo sacerdote.
33.Assim, não profanareis a terra em que estais; porque o sangue profana a terra; nenhuma expiação se fará pela terra por causa do sangue que nela for derramado, senão com o sangue daquele que o derramou.
34.Não contaminareis, pois, a terra na qual vós habitais, no meio da qual eu habito; pois eu, o SENHOR, habito no meio dos filhos de Israel.
Casamento de herdeiras
1.Chegaram os cabeças das casas paternas da família dos filhos de Gileade, filho de Maquir, filho de Manassés, das famílias dos filhos de José, e falaram diante de Moisés e diante dos príncipes, cabeças das casas paternas dos filhos de Israel,
2.e disseram: O SENHOR ordenou a meu senhor que dê esta terra por sorte em herança aos filhos de Israel; e a meu senhor foi ordenado pelo SENHOR que a herança do nosso irmão Zelofeade se desse a suas filhas.
3.Porém, casando-se elas com algum dos filhos das outras tribos dos filhos de Israel, então, a sua herança seria diminuída da herança de nossos pais e acrescentada à herança da tribo a que vierem pertencer; assim, se tiraria da nossa herança que nos tocou em sorte.
4.Vindo também o Ano do Jubileu dos filhos de Israel, a herança delas se acrescentaria à herança da tribo daqueles a que vierem pertencer; assim, a sua herança será tirada da tribo de nossos pais.
5.Então, Moisés deu ordem aos filhos de Israel, segundo o mandado do SENHOR, dizendo: A tribo dos filhos de José fala o que é justo.
6.Esta é a palavra que o SENHOR mandou acerca das filhas de Zelofeade, dizendo: Sejam por mulheres a quem bem parecer aos seus olhos, contanto que se casem na família da tribo de seu pai.
7.Assim, a herança dos filhos de Israel não passará de tribo em tribo; pois os filhos de Israel se hão de vincular cada um à herança da tribo de seus pais.
8.Qualquer filha que possuir alguma herança das tribos dos filhos de Israel se casará com alguém da família da tribo de seu pai, para que os filhos de Israel possuam cada um a herança de seus pais.
9.Assim, a herança não passará de uma tribo a outra; pois as tribos dos filhos de Israel se hão de vincular cada uma à sua herança.
10.Como o SENHOR ordenara a Moisés, assim fizeram as filhas de Zelofeade,
11.pois Macla, Tirza, Hogla, Milca e Noa, filhas de Zelofeade, se casaram com os filhos de seus tios paternos.
12.Casaram-se nas famílias dos filhos de Manassés, filho de José, e a herança delas permaneceu na tribo da família de seu pai.
13.São estes os mandamentos e os juízos que ordenou o SENHOR, por intermédio de Moisés, aos filhos de Israel nas campinas de Moabe, junto ao Jordão, na altura de Jericó.
Moisés conta a história de Israel
1.São estas as palavras que Moisés falou a todo o Israel, dalém do Jordão, no deserto, na Arabá, defronte do mar de Sufe, entre Parã, Tofel, Labã, Hazerote e Di-Zaabe.
2.Jornada de onze dias há desde Horebe, pelo caminho da montanha de Seir, até Cades-Barnéia.
3.Sucedeu que, no ano quadragésimo, no primeiro dia do undécimo mês, falou Moisés aos filhos de Israel, segundo tudo o que o SENHOR lhe mandara a respeito deles,
4.depois que feriu a Seom, rei dos amorreus, que habitava em Hesbom, e a Ogue, rei de Basã, que habitava em Astarote, em Edrei.
5.Além do Jordão, na terra de Moabe, encarregou-se Moisés de explicar esta lei, dizendo:
6.O SENHOR, nosso Deus, nos falou em Horebe, dizendo: Tempo bastante haveis estado neste monte.
7.Voltai-vos e parti; ide à região montanhosa dos amorreus, e a todos os seus vizinhos, na Arabá, e à região montanhosa, e à baixada, e ao Neguebe, e à costa marítima, terra dos cananeus, e ao Líbano, até ao grande rio Eufrates.
8.Eis aqui a terra que eu pus diante de vós; entrai e possuí a terra que o SENHOR, com juramento, deu a vossos pais, Abraão, Isaque e Jacó, a eles e à sua descendência depois deles.
A nomeação de auxiliares
9.Nesse mesmo tempo, eu vos disse: eu sozinho não poderei levar-vos.
10.O SENHOR, vosso Deus, vos tem multiplicado; e eis que, já hoje, sois multidão como as estrelas dos céus.
11.O SENHOR, Deus de vossos pais, vos faça mil vezes mais numerosos do que sois e vos abençoe, como vos prometeu.
12.Como suportaria eu sozinho o vosso peso, a vossa carga e a vossa contenda?
13.Tomai-vos homens sábios, inteligentes e experimentados, segundo as vossas tribos, para que os ponha por vossos cabeças.
14.Então, me respondestes e dissestes: É bom cumprir a palavra que tens falado.
15.Tomei, pois, os cabeças de vossas tribos, homens sábios e experimentados, e os fiz cabeças sobre vós, chefes de milhares, chefes de cem, chefes de cinqüenta, chefes de dez e oficiais, segundo as vossas tribos.
16.Nesse mesmo tempo, ordenei a vossos juízes, dizendo: ouvi a causa entre vossos irmãos e julgai justamente entre o homem e seu irmão ou o estrangeiro que está com ele.
17.Não sereis parciais no juízo, ouvireis tanto o pequeno como o grande; não temereis a face de ninguém, porque o juízo é de Deus; porém a causa que vos for demasiadamente difícil fareis vir a mim, e eu a ouvirei.
18.Assim, naquele tempo, vos ordenei todas as coisas que havíeis de fazer.
Doze homens foram enviados para espiar a terra de Canaã
19.Então, partimos de Horebe e caminhamos por todo aquele grande e terrível deserto que vistes, pelo caminho da região montanhosa dos amorreus, como o SENHOR, nosso Deus, nos ordenara; e chegamos a Cades-Barnéia.
20.Então, eu vos disse: tendes chegado à região montanhosa dos amorreus, que o SENHOR, nosso Deus, nos dá.
21.Eis que o SENHOR, teu Deus, te colocou esta terra diante de ti. Sobe, possui-a, como te falou o SENHOR, Deus de teus pais: Não temas e não te assustes.
22.Então, todos vós vos chegastes a mim e dissestes: Mandemos homens adiante de nós, para que nos espiem a terra e nos digam por que caminho devemos subir e a que cidades devemos ir.
23.Isto me pareceu bem; de maneira que tomei, dentre vós, doze homens, de cada tribo um homem.
24.E foram-se, e subiram à região montanhosa, e, espiando a terra, vieram até o vale de Escol,
25.e tomaram do fruto da terra nas mãos, e no-lo trouxeram, e nos informaram, dizendo: É terra boa que nos dá o SENHOR, nosso Deus.
O relatório dos espias recebido com incredulidade
26.Porém vós não quisestes subir, mas fostes rebeldes à ordem do SENHOR, vosso Deus.
27.Murmurastes nas vossas tendas e dissestes: Tem o SENHOR contra nós ódio; por isso, nos tirou da terra do Egito para nos entregar nas mãos dos amorreus e destruir-nos.
28.Para onde subiremos? Nossos irmãos fizeram com que se derretesse o nosso coração, dizendo: Maior e mais alto do que nós é este povo; as cidades são grandes e fortificadas até aos céus. Também vimos ali os filhos dos anaquins.
29.Então, eu vos disse: não vos espanteis, nem os temais.
30.O SENHOR, vosso Deus, que vai adiante de vós, ele pelejará por vós, segundo tudo o que fez conosco, diante de vossos olhos, no Egito,
31.como também no deserto, onde vistes que o SENHOR, vosso Deus, nele vos levou, como um homem leva a seu filho, por todo o caminho pelo qual andastes, até chegardes a este lugar.
32.Mas nem por isso crestes no SENHOR, vosso Deus,
33.que foi adiante de vós por todo o caminho, para vos procurar o lugar onde deveríeis acampar; de noite, no fogo, para vos mostrar o caminho por onde havíeis de andar, e, de dia, na nuvem.
O castigo de Deus
34.Tendo, pois, ouvido o SENHOR as vossas palavras, indignou-se e jurou, dizendo:
35.Certamente, nenhum dos homens desta maligna geração verá a boa terra que jurei dar a vossos pais,
36.salvo Calebe, filho de Jefoné; ele a verá, e a terra que pisou darei a ele e a seus filhos, porquanto perseverou em seguir ao SENHOR.
37.Também contra mim se indignou o SENHOR por causa de vós, dizendo: Também tu lá não entrarás.
38.Josué, filho de Num, que está diante de ti, ele ali entrará; anima-o, porque ele fará que Israel a receba por herança.
39.E vossos meninos, de quem dissestes: Por presa serão; e vossos filhos, que, hoje, nem sabem distinguir entre bem e mal, esses ali entrarão, e a eles darei a terra, e eles a possuirão.
40.Porém vós virai-vos e parti para o deserto, pelo caminho do mar Vermelho.
O povo derrotado em Horma
41.Então, respondestes e me dissestes: Pecamos contra o SENHOR; nós subiremos e pelejaremos, segundo tudo o que nos ordenou o SENHOR, nosso Deus. Vós vos armastes, cada um dos seus instrumentos de guerra, e vos mostrastes temerários em subindo à região montanhosa.
42.Disse-me o SENHOR: Dize-lhes: Não subais, nem pelejeis, pois não estou no meio de vós, para que não sejais derrotados diante dos vossos inimigos.
43.Assim vos falei, e não escutastes; antes, fostes rebeldes às ordens do SENHOR e, presunçosos, subistes às montanhas.
44.Os amorreus que habitavam naquela região montanhosa vos saíram ao encontro; e vos perseguiram como fazem as abelhas e vos derrotaram desde Seir até Horma.
45.Tornastes-vos, pois, e chorastes perante o SENHOR, porém o SENHOR não vos ouviu, não inclinou os ouvidos a vós outros.
46.Assim, permanecestes muitos dias em Cades.
Almeida Revista e Atualizada, ARA © Copyright 1993
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