Plano Anual

40 / 365
A água da rocha em Refidim
1.Tendo partido toda a congregação dos filhos de Israel do deserto de Sim, fazendo suas paradas, segundo o mandamento do SENHOR, acamparam-se em Refidim; e não havia ali água para o povo beber.
2.Contendeu, pois, o povo com Moisés e disse: Dá-nos água para beber. Respondeu-lhes Moisés: Por que contendeis comigo? Por que tentais ao SENHOR?
3.Tendo aí o povo sede de água, murmurou contra Moisés e disse: Por que nos fizeste subir do Egito, para nos matares de sede, a nós, a nossos filhos e aos nossos rebanhos?
4.Então, clamou Moisés ao SENHOR: Que farei a este povo? Só lhe resta apedrejar-me.
5.Respondeu o SENHOR a Moisés: Passa adiante do povo e toma contigo alguns dos anciãos de Israel, leva contigo em mão o bordão com que feriste o rio e vai.
6.Eis que estarei ali diante de ti sobre a rocha em Horebe; ferirás a rocha, e dela sairá água, e o povo beberá. Moisés assim o fez na presença dos anciãos de Israel.
7.E chamou o nome daquele lugar Massá e Meribá, por causa da contenda dos filhos de Israel e porque tentaram ao SENHOR, dizendo: Está o SENHOR no meio de nós ou não?
Amaleque peleja contra os israelitas
8.Então, veio Amaleque e pelejou contra Israel em Refidim.
9.Com isso, ordenou Moisés a Josué: Escolhe-nos homens, e sai, e peleja contra Amaleque; amanhã, estarei eu no cimo do outeiro, e o bordão de Deus estará na minha mão.
10.Fez Josué como Moisés lhe dissera e pelejou contra Amaleque; Moisés, porém, Arão e Hur subiram ao cimo do outeiro.
11.Quando Moisés levantava a mão, Israel prevalecia; quando, porém, ele abaixava a mão, prevalecia Amaleque.
12.Ora, as mãos de Moisés eram pesadas; por isso, tomaram uma pedra e a puseram por baixo dele, e ele nela se assentou; Arão e Hur sustentavam-lhe as mãos, um, de um lado, e o outro, do outro; assim lhe ficaram as mãos firmes até ao pôr-do-sol.
13.E Josué desbaratou a Amaleque e a seu povo a fio de espada.
14.Então, disse o SENHOR a Moisés: Escreve isto para memória num livro e repete-o a Josué; porque eu hei de riscar totalmente a memória de Amaleque de debaixo do céu.
15.E Moisés edificou um altar e lhe chamou: O SENHOR É Minha Bandeira.
16.E disse: Porquanto o SENHOR jurou, haverá guerra do SENHOR contra Amaleque de geração em geração.
O sogro de Moisés traz-lhe sua mulher e seus filhos
1.Ora, Jetro, sacerdote de Midiã, sogro de Moisés, ouviu todas as coisas que Deus tinha feito a Moisés e a Israel, seu povo; como o SENHOR trouxera a Israel do Egito.
2.Jetro, sogro de Moisés, tomou a Zípora, mulher de Moisés, depois que este lha enviara,
3.com os dois filhos dela, dos quais um se chamava Gérson, pois disse Moisés: Fui peregrino em terra estrangeira;
4.e o outro, Eliézer, pois disse: O Deus de meu pai foi a minha ajuda e me livrou da espada de Faraó.
5.Veio Jetro, sogro de Moisés, com os filhos e a mulher deste, a Moisés no deserto onde se achava acampado, junto ao monte de Deus,
6.e mandou dizer a Moisés: Eu, teu sogro Jetro, venho a ti, com a tua mulher e seus dois filhos.
7.Então, saiu Moisés ao encontro do seu sogro, inclinou-se e o beijou; e, indagando pelo bem-estar um do outro, entraram na tenda.
8.Contou Moisés a seu sogro tudo o que o SENHOR havia feito a Faraó e aos egípcios por amor de Israel, e todo o trabalho que passaram no Egito, e como o SENHOR os livrara.
9.Alegrou-se Jetro de todo o bem que o SENHOR fizera a Israel, livrando-o da mão dos egípcios,
10.e disse: Bendito seja o SENHOR, que vos livrou da mão dos egípcios e da mão de Faraó;
11.agora, sei que o SENHOR é maior que todos os deuses, porque livrou este povo de debaixo da mão dos egípcios, quando agiram arrogantemente contra o povo.
12.Então, Jetro, sogro de Moisés, tomou holocausto e sacrifícios para Deus; e veio Arão e todos os anciãos de Israel para comerem pão com o sogro de Moisés, diante de Deus.
A nomeação de auxiliares
13.No dia seguinte, assentou-se Moisés para julgar o povo; e o povo estava em pé diante de Moisés desde a manhã até ao pôr-do-sol.
14.Vendo, pois, o sogro de Moisés tudo o que ele fazia ao povo, disse: Que é isto que fazes ao povo? Por que te assentas só, e todo o povo está em pé diante de ti, desde a manhã até ao pôr-do-sol?
15.Respondeu Moisés a seu sogro: É porque o povo me vem a mim para consultar a Deus;
16.quando tem alguma questão, vem a mim, para que eu julgue entre um e outro e lhes declare os estatutos de Deus e as suas leis.
17.O sogro de Moisés, porém, lhe disse: Não é bom o que fazes.
18.Sem dúvida, desfalecerás, tanto tu como este povo que está contigo; pois isto é pesado demais para ti; tu só não o podes fazer.
19.Ouve, pois, as minhas palavras; eu te aconselharei, e Deus seja contigo; representa o povo perante Deus, leva as suas causas a Deus,
20.ensina-lhes os estatutos e as leis e faze-lhes saber o caminho em que devem andar e a obra que devem fazer.
21.Procura dentre o povo homens capazes, tementes a Deus, homens de verdade, que aborreçam a avareza; põe-nos sobre eles por chefes de mil, chefes de cem, chefes de cinqüenta e chefes de dez;
22.para que julguem este povo em todo tempo. Toda causa grave trarão a ti, mas toda causa pequena eles mesmos julgarão; será assim mais fácil para ti, e eles levarão a carga contigo.
23.Se isto fizeres, e assim Deus to mandar, poderás, então, suportar; e assim também todo este povo tornará em paz ao seu lugar.
24.Moisés atendeu às palavras de seu sogro e fez tudo quanto este lhe dissera.
25.Escolheu Moisés homens capazes, de todo o Israel, e os constituiu por cabeças sobre o povo: chefes de mil, chefes de cem, chefes de cinqüenta e chefes de dez.
26.Estes julgaram o povo em todo tempo; a causa grave trouxeram a Moisés e toda causa simples julgaram eles.
27.Então, se despediu Moisés de seu sogro, e este se foi para a sua terra.
O rei justo e o seu reinado eterno
1.Concede ao rei, ó Deus, os teus juízos e a tua justiça, ao filho do rei.
2.Julgue ele com justiça o teu povo e os teus aflitos, com eqüidade.
3.Os montes trarão paz ao povo, também as colinas a trarão, com justiça.
4.Julgue ele os aflitos do povo, salve os filhos dos necessitados e esmague ao opressor.
5.Ele permanecerá enquanto existir o sol e enquanto durar a lua, através das gerações.
6.Seja ele como chuva que desce sobre a campina ceifada, como aguaceiros que regam a terra.
7.Floresça em seus dias o justo, e haja abundância de paz até que cesse de haver lua.
8.Domine ele de mar a mar e desde o rio até aos confins da terra.
9.Curvem-se diante dele os habitantes do deserto, e os seus inimigos lambam o pó.
10.Paguem-lhe tributos os reis de Társis e das ilhas; os reis de Sabá e de Sebá lhe ofereçam presentes.
11.E todos os reis se prostrem perante ele; todas as nações o sirvam.
12.Porque ele acode ao necessitado que clama e também ao aflito e ao desvalido.
13.Ele tem piedade do fraco e do necessitado e salva a alma aos indigentes.
14.Redime a sua alma da opressão e da violência, e precioso lhe é o sangue deles.
15.Viverá, e se lhe dará do ouro de Sabá; e continuamente se fará por ele oração, e o bendirão todos os dias.
16.Haja na terra abundância de cereais, que ondulem até aos cimos dos montes; seja a sua messe como o Líbano, e das cidades floresçam os habitantes como a erva da terra.
17.Subsista para sempre o seu nome e prospere enquanto resplandecer o sol; nele sejam abençoados todos os homens, e as nações lhe chamem bem-aventurado.
18.Bendito seja o SENHOR Deus, o Deus de Israel, que só ele opera prodígios.
19.Bendito para sempre o seu glorioso nome, e da sua glória se encha toda a terra. Amém e amém!
20.Findam as orações de Davi, filho de Jessé.
A cura do endemoninhado geraseno
1.Entrementes, chegaram à outra margem do mar, à terra dos gerasenos.
2.Ao desembarcar, logo veio dos sepulcros, ao seu encontro, um homem possesso de espírito imundo,
3.o qual vivia nos sepulcros, e nem mesmo com cadeias alguém podia prendê-lo;
4.porque, tendo sido muitas vezes preso com grilhões e cadeias, as cadeias foram quebradas por ele, e os grilhões, despedaçados. E ninguém podia subjugá-lo.
5.Andava sempre, de noite e de dia, clamando por entre os sepulcros e pelos montes, ferindo-se com pedras.
6.Quando, de longe, viu Jesus, correu e o adorou,
7.exclamando com alta voz: Que tenho eu contigo, Jesus, Filho do Deus Altíssimo? Conjuro-te por Deus que não me atormentes!
8.Porque Jesus lhe dissera: Espírito imundo, sai desse homem!
9.E perguntou-lhe: Qual é o teu nome? Respondeu ele: Legião é o meu nome, porque somos muitos.
10.E rogou-lhe encarecidamente que os não mandasse para fora do país.
11.Ora, pastava ali pelo monte uma grande manada de porcos.
12.E os espíritos imundos rogaram a Jesus, dizendo: Manda-nos para os porcos, para que entremos neles.
13.Jesus o permitiu. Então, saindo os espíritos imundos, entraram nos porcos; e a manada, que era cerca de dois mil, precipitou-se despenhadeiro abaixo, para dentro do mar, onde se afogaram.
14.Os porqueiros fugiram e o anunciaram na cidade e pelos campos. Então, saiu o povo para ver o que sucedera.
Os gerasenos rejeitam a Jesus
15.Indo ter com Jesus, viram o endemoninhado, o que tivera a legião, assentado, vestido, em perfeito juízo; e temeram.
16.Os que haviam presenciado os fatos contaram-lhes o que acontecera ao endemoninhado e acerca dos porcos.
17.E entraram a rogar-lhe que se retirasse da terra deles.
18.Ao entrar Jesus no barco, suplicava-lhe o que fora endemoninhado que o deixasse estar com ele.
19.Jesus, porém, não lho permitiu, mas ordenou-lhe: Vai para tua casa, para os teus. Anuncia-lhes tudo o que o Senhor te fez e como teve compaixão de ti.
20.Então, ele foi e começou a proclamar em Decápolis tudo o que Jesus lhe fizera; e todos se admiravam.
O pedido de Jairo
21.Tendo Jesus voltado no barco, para o outro lado, afluiu para ele grande multidão; e ele estava junto do mar.
22.Eis que se chegou a ele um dos principais da sinagoga, chamado Jairo, e, vendo-o, prostrou-se a seus pés
23.e insistentemente lhe suplicou: Minha filhinha está à morte; vem, impõe as mãos sobre ela, para que seja salva, e viverá.
24.Jesus foi com ele. Grande multidão o seguia, comprimindo-o.
A cura de uma mulher enferma
25.Aconteceu que certa mulher, que, havia doze anos, vinha sofrendo de uma hemorragia
26.e muito padecera à mão de vários médicos, tendo despendido tudo quanto possuía, sem, contudo, nada aproveitar, antes, pelo contrário, indo a pior,
27.tendo ouvido a fama de Jesus, vindo por trás dele, por entre a multidão, tocou-lhe a veste.
28.Porque, dizia: Se eu apenas lhe tocar as vestes, ficarei curada.
29.E logo se lhe estancou a hemorragia, e sentiu no corpo estar curada do seu flagelo.
30.Jesus, reconhecendo imediatamente que dele saíra poder, virando-se no meio da multidão, perguntou: Quem me tocou nas vestes?
31.Responderam-lhe seus discípulos: Vês que a multidão te aperta e dizes: Quem me tocou?
32.Ele, porém, olhava ao redor para ver quem fizera isto.
33.Então, a mulher, atemorizada e tremendo, cônscia do que nela se operara, veio, prostrou-se diante dele e declarou-lhe toda a verdade.
34.E ele lhe disse: Filha, a tua fé te salvou; vai-te em paz e fica livre do teu mal.
A ressurreição da filha de Jairo
35.Falava ele ainda, quando chegaram alguns da casa do chefe da sinagoga, a quem disseram: Tua filha já morreu; por que ainda incomodas o Mestre?
36.Mas Jesus, sem acudir a tais palavras, disse ao chefe da sinagoga: Não temas, crê somente.
37.Contudo, não permitiu que alguém o acompanhasse, senão Pedro e os irmãos Tiago e João.
38.Chegando à casa do chefe da sinagoga, viu Jesus o alvoroço, os que choravam e os que pranteavam muito.
39.Ao entrar, lhes disse: Por que estais em alvoroço e chorais? A criança não está morta, mas dorme.
40.E riam-se dele. Tendo ele, porém, mandado sair a todos, tomou o pai e a mãe da criança e os que vieram com ele e entrou onde ela estava.
41.Tomando-a pela mão, disse: Talitá cumi!, que quer dizer: Menina, eu te mando, levanta-te!
42.Imediatamente, a menina se levantou e pôs-se a andar; pois tinha doze anos. Então, ficaram todos sobremaneira admirados.
43.Mas Jesus ordenou-lhes expressamente que ninguém o soubesse; e mandou que dessem de comer à menina.
Almeida Revista e Atualizada, ARA © Copyright 1993
Sociedade Bíblica do Brasil.
Todos os direitos reservados.
Saiba mais sobre a Sociedade Bíblica do Brasil em sbb.org.br.
A Sociedade Bíblica do Brasil trabalha para que a Bíblia esteja, efetivamente, ao alcance de todos e seja lida por todos.
A SBB é uma entidade sem fins lucrativos, dedicada a promover o desenvolvimento integral do ser humano.
Você também pode ajudar a causa da Bíblia!