Plano Anual

39 / 365
Deus manda o maná
1.Partiram de Elim, e toda a congregação dos filhos de Israel veio para o deserto de Sim, que está entre Elim e Sinai, aos quinze dias do segundo mês, depois que saíram da terra do Egito.
2.Toda a congregação dos filhos de Israel murmurou contra Moisés e Arão no deserto;
3.disseram-lhes os filhos de Israel: Quem nos dera tivéssemos morrido pela mão do SENHOR, na terra do Egito, quando estávamos sentados junto às panelas de carne e comíamos pão a fartar! Pois nos trouxestes a este deserto, para matardes de fome toda esta multidão.
4.Então, disse o SENHOR a Moisés: Eis que vos farei chover do céu pão, e o povo sairá e colherá diariamente a porção para cada dia, para que eu ponha à prova se anda na minha lei ou não.
5.Dar-se-á que, ao sexto dia, prepararão o que colherem; e será o dobro do que colhem cada dia.
6.Então, disse Moisés e Arão a todos os filhos de Israel: à tarde, sabereis que foi o SENHOR quem vos tirou da terra do Egito,
7.e, pela manhã, vereis a glória do SENHOR, porquanto ouviu as vossas murmurações; pois quem somos nós, para que murmureis contra nós?
8.Prosseguiu Moisés: Será isso quando o SENHOR, à tarde, vos der carne para comer e, pela manhã, pão que vos farte, porquanto o SENHOR ouviu as vossas murmurações, com que vos queixais contra ele; pois quem somos nós? As vossas murmurações não são contra nós, e sim contra o SENHOR.
9.Disse Moisés a Arão: Dize a toda a congregação dos filhos de Israel: Chegai-vos à presença do SENHOR, pois ouviu as vossas murmurações.
10.Quando Arão falava a toda a congregação dos filhos de Israel, olharam para o deserto, e eis que a glória do SENHOR apareceu na nuvem.
Deus manda codornizes
11.E o SENHOR disse a Moisés:
12.Tenho ouvido as murmurações dos filhos de Israel; dize-lhes: Ao crepúsculo da tarde, comereis carne, e, pela manhã, vos fartareis de pão, e sabereis que eu sou o SENHOR, vosso Deus.
13.À tarde, subiram codornizes e cobriram o arraial; pela manhã, jazia o orvalho ao redor do arraial.
14.E, quando se evaporou o orvalho que caíra, na superfície do deserto restava uma coisa fina e semelhante a escamas, fina como a geada sobre a terra.
15.Vendo-a os filhos de Israel, disseram uns aos outros: Que é isto? Pois não sabiam o que era. Disse-lhes Moisés: Isto é o pão que o SENHOR vos dá para vosso alimento.
16.Eis o que o SENHOR vos ordenou: Colhei disso cada um segundo o que pode comer, um gômer por cabeça, segundo o número de vossas pessoas; cada um tomará para os que se acharem na sua tenda.
17.Assim o fizeram os filhos de Israel; e colheram, uns, mais, outros, menos.
18.Porém, medindo-o com o gômer, não sobejava ao que colhera muito, nem faltava ao que colhera pouco, pois colheram cada um quanto podia comer.
19.Disse-lhes Moisés: Ninguém deixe dele para a manhã seguinte.
20.Eles, porém, não deram ouvidos a Moisés, e alguns deixaram do maná para a manhã seguinte; porém deu bichos e cheirava mal. E Moisés se indignou contra eles.
21.Colhiam-no, pois, manhã após manhã, cada um quanto podia comer; porque, em vindo o calor, se derretia.
O povo de Israel recolhe o maná
22.Ao sexto dia, colheram pão em dobro, dois gômeres para cada um; e os principais da congregação vieram e contaram-no a Moisés.
23.Respondeu-lhes ele: Isto é o que disse o SENHOR: Amanhã é repouso, o santo sábado do SENHOR; o que quiserdes cozer no forno, cozei-o, e o que quiserdes cozer em água, cozei-o em água; e tudo o que sobrar separai, guardando para a manhã seguinte.
24.E guardaram-no até pela manhã seguinte, como Moisés ordenara; e não cheirou mal, nem deu bichos.
25.Então, disse Moisés: Comei-o hoje, porquanto o sábado é do SENHOR; hoje, não o achareis no campo.
26.Seis dias o colhereis, mas o sétimo dia é o sábado; nele, não haverá.
27.Ao sétimo dia, saíram alguns do povo para o colher, porém não o acharam.
28.Então, disse o SENHOR a Moisés: Até quando recusareis guardar os meus mandamentos e as minhas leis?
29.Considerai que o SENHOR vos deu o sábado; por isso, ele, no sexto dia, vos dá pão para dois dias; cada um fique onde está, ninguém saia do seu lugar no sétimo dia.
30.Assim, descansou o povo no sétimo dia.
31.Deu-lhe a casa de Israel o nome de maná; era como semente de coentro, branco e de sabor como bolos de mel.
32.Disse Moisés: Esta é a palavra que o SENHOR ordenou: Dele encherás um gômer e o guardarás para as vossas gerações, para que vejam o pão com que vos sustentei no deserto, quando vos tirei do Egito.
33.Disse também Moisés a Arão: Toma um vaso, mete nele um gômer cheio de maná e coloca-o diante do SENHOR, para guardar-se às vossas gerações.
34.Como o SENHOR ordenara a Moisés, assim Arão o colocou diante do Testemunho para o guardar.
35.E comeram os filhos de Israel maná quarenta anos, até que entraram em terra habitada; comeram maná até que chegaram aos limites da terra de Canaã.
36.Gômer é a décima parte do efa.
Petição por auxílio divino
1.Praza-te, ó Deus, em livrar-me; dá-te pressa, ó SENHOR, em socorrer-me.
2.Sejam envergonhados e cobertos de vexame os que me demandam a vida; tornem atrás e cubram-se de ignomínia os que se comprazem no meu mal.
3.Retrocedam por causa da sua ignomínia os que dizem: Bem-feito! Bem-feito!
4.Folguem e em ti se rejubilem todos os que te buscam; e os que amam a tua salvação digam sempre: Deus seja magnificado!
5.Eu sou pobre e necessitado; ó Deus, apressa-te em valer-me, pois tu és o meu amparo e o meu libertador. SENHOR, não te detenhas!
Súplicas de um ancião
1.Em ti, SENHOR, me refugio; não seja eu jamais envergonhado.
2.Livra-me por tua justiça e resgata-me; inclina-me os ouvidos e salva-me.
3.Sê tu para mim uma rocha habitável em que sempre me acolha; ordenaste que eu me salve, pois tu és a minha rocha e a minha fortaleza.
4.Livra-me, Deus meu, das mãos do ímpio, das garras do homem injusto e cruel.
5.Pois tu és a minha esperança, SENHOR Deus, a minha confiança desde a minha mocidade.
6.Em ti me tenho apoiado desde o meu nascimento; do ventre materno tu me tiraste, tu és motivo para os meus louvores constantemente.
7.Para muitos sou como um portento, mas tu és o meu forte refúgio.
8.Os meus lábios estão cheios do teu louvor e da tua glória continuamente.
9.Não me rejeites na minha velhice; quando me faltarem as forças, não me desampares.
10.Pois falam contra mim os meus inimigos; e os que me espreitam a alma consultam reunidos,
11.dizendo: Deus o desamparou; persegui-o e prendei-o, pois não há quem o livre.
12.Não te ausentes de mim, ó Deus; Deus meu, apressa-te em socorrer-me.
13.Sejam envergonhados e consumidos os que são adversários de minha alma; cubram-se de opróbrio e de vexame os que procuram o mal contra mim.
14.Quanto a mim, esperarei sempre e te louvarei mais e mais.
15.A minha boca relatará a tua justiça e de contínuo os feitos da tua salvação, ainda que eu não saiba o seu número.
16.Sinto-me na força do SENHOR Deus; e rememoro a tua justiça, a tua somente.
17.Tu me tens ensinado, ó Deus, desde a minha mocidade; e até agora tenho anunciado as tuas maravilhas.
18.Não me desampares, pois, ó Deus, até à minha velhice e às cãs; até que eu tenha declarado à presente geração a tua força e às vindouras o teu poder.
19.Ora, a tua justiça, ó Deus, se eleva até aos céus. Grandes coisas tens feito, ó Deus; quem é semelhante a ti?
20.Tu, que me tens feito ver muitas angústias e males, me restaurarás ainda a vida e de novo me tirarás dos abismos da terra.
21.Aumenta a minha grandeza, conforta-me novamente.
22.Eu também te louvo com a lira, celebro a tua verdade, ó meu Deus; cantar-te-ei salmos na harpa, ó Santo de Israel.
23.Os meus lábios exultarão quando eu te salmodiar; também exultará a minha alma, que remiste.
24.Igualmente a minha língua celebrará a tua justiça todo o dia; pois estão envergonhados e confundidos os que procuram o mal contra mim.
A parábola do semeador
1.Voltou Jesus a ensinar à beira-mar. E reuniu-se numerosa multidão a ele, de modo que entrou num barco, onde se assentou, afastando-se da praia. E todo o povo estava à beira-mar, na praia.
2.Assim, lhes ensinava muitas coisas por parábolas, no decorrer do seu doutrinamento.
3.Ouvi: Eis que saiu o semeador a semear.
4.E, ao semear, uma parte caiu à beira do caminho, e vieram as aves e a comeram.
5.Outra caiu em solo rochoso, onde a terra era pouca, e logo nasceu, visto não ser profunda a terra.
6.Saindo, porém, o sol, a queimou; e, porque não tinha raiz, secou-se.
7.Outra parte caiu entre os espinhos; e os espinhos cresceram e a sufocaram, e não deu fruto.
8.Outra, enfim, caiu em boa terra e deu fruto, que vingou e cresceu, produzindo a trinta, a sessenta e a cem por um.
9.E acrescentou: Quem tem ouvidos para ouvir, ouça.
A explicação da parábola
10.Quando Jesus ficou só, os que estavam junto dele com os doze o interrogaram a respeito das parábolas.
11.Ele lhes respondeu: A vós outros vos é dado conhecer o mistério do reino de Deus; mas, aos de fora, tudo se ensina por meio de parábolas,
12.para que, vendo, vejam e não percebam; e, ouvindo, ouçam e não entendam; para que não venham a converter-se, e haja perdão para eles.
13.Então, lhes perguntou: Não entendeis esta parábola e como compreendereis todas as parábolas?
14.O semeador semeia a palavra.
15.São estes os da beira do caminho, onde a palavra é semeada; e, enquanto a ouvem, logo vem Satanás e tira a palavra semeada neles.
16.Semelhantemente, são estes os semeados em solo rochoso, os quais, ouvindo a palavra, logo a recebem com alegria.
17.Mas eles não têm raiz em si mesmos, sendo, antes, de pouca duração; em lhes chegando a angústia ou a perseguição por causa da palavra, logo se escandalizam.
18.Os outros, os semeados entre os espinhos, são os que ouvem a palavra,
19.mas os cuidados do mundo, a fascinação da riqueza e as demais ambições, concorrendo, sufocam a palavra, ficando ela infrutífera.
20.Os que foram semeados em boa terra são aqueles que ouvem a palavra e a recebem, frutificando a trinta, a sessenta e a cem por um.
A parábola da candeia
21.Também lhes disse: Vem, porventura, a candeia para ser posta debaixo do alqueire ou da cama? Não vem, antes, para ser colocada no velador?
22.Pois nada está oculto, senão para ser manifesto; e nada se faz escondido, senão para ser revelado.
23.Se alguém tem ouvidos para ouvir, ouça.
24.Então, lhes disse: Atentai no que ouvis. Com a medida com que tiverdes medido vos medirão também, e ainda se vos acrescentará.
25.Pois ao que tem se lhe dará; e, ao que não tem, até o que tem lhe será tirado.
A parábola da semente
26.Disse ainda: O reino de Deus é assim como se um homem lançasse a semente à terra;
27.depois, dormisse e se levantasse, de noite e de dia, e a semente germinasse e crescesse, não sabendo ele como.
28.A terra por si mesma frutifica: primeiro a erva, depois, a espiga, e, por fim, o grão cheio na espiga.
29.E, quando o fruto já está maduro, logo se lhe mete a foice, porque é chegada a ceifa.
A parábola do grão de mostarda
30.Disse mais: A que assemelharemos o reino de Deus? Ou com que parábola o apresentaremos?
31.É como um grão de mostarda, que, quando semeado, é a menor de todas as sementes sobre a terra;
32.mas, uma vez semeada, cresce e se torna maior do que todas as hortaliças e deita grandes ramos, a ponto de as aves do céu poderem aninhar-se à sua sombra.
Por que Jesus falou por parábolas
33.E com muitas parábolas semelhantes lhes expunha a palavra, conforme o permitia a capacidade dos ouvintes.
34.E sem parábolas não lhes falava; tudo, porém, explicava em particular aos seus próprios discípulos.
Jesus acalma uma tempestade
35.Naquele dia, sendo já tarde, disse-lhes Jesus: Passemos para a outra margem.
36.E eles, despedindo a multidão, o levaram assim como estava, no barco; e outros barcos o seguiam.
37.Ora, levantou-se grande temporal de vento, e as ondas se arremessavam contra o barco, de modo que o mesmo já estava a encher-se de água.
38.E Jesus estava na popa, dormindo sobre o travesseiro; eles o despertaram e lhe disseram: Mestre, não te importa que pereçamos?
39.E ele, despertando, repreendeu o vento e disse ao mar: Acalma-te, emudece! O vento se aquietou, e fez-se grande bonança.
40.Então, lhes disse: Por que sois assim tímidos?! Como é que não tendes fé?
41.E eles, possuídos de grande temor, diziam uns aos outros: Quem é este que até o vento e o mar lhe obedecem?
Almeida Revista e Atualizada, ARA © Copyright 1993
Sociedade Bíblica do Brasil.
Todos os direitos reservados.
Saiba mais sobre a Sociedade Bíblica do Brasil em sbb.org.br.
A Sociedade Bíblica do Brasil trabalha para que a Bíblia esteja, efetivamente, ao alcance de todos e seja lida por todos.
A SBB é uma entidade sem fins lucrativos, dedicada a promover o desenvolvimento integral do ser humano.
Você também pode ajudar a causa da Bíblia!