Plano Anual

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Deus não ouve os aflitos, porque estes não têm fé
1.Disse mais Eliú:
2.Achas que é justo dizeres: Maior é a minha justiça do que a de Deus?
3.Porque dizes: De que me serviria ela? Que proveito tiraria dela mais do que do meu pecado?
4.Dar-te-ei resposta, a ti e aos teus amigos contigo.
5.Atenta para os céus e vê; contempla as altas nuvens acima de ti.
6.Se pecas, que mal lhe causas tu? Se as tuas transgressões se multiplicam, que lhe fazes?
7.Se és justo, que lhe dás ou que recebe ele da tua mão?
8.A tua impiedade só pode fazer o mal ao homem como tu mesmo; e a tua justiça, dar proveito ao filho do homem.
9.Por causa das muitas opressões, os homens clamam, clamam por socorro contra o braço dos poderosos.
10.Mas ninguém diz: Onde está Deus, que me fez, que inspira canções de louvor durante a noite,
11.que nos ensina mais do que aos animais da terra e nos faz mais sábios do que as aves dos céus?
12.Clamam, porém ele não responde, por causa da arrogância dos maus.
13.Só gritos vazios Deus não ouvirá, nem atentará para eles o Todo-Poderoso.
14.Jó, ainda que dizes que não o vês, a tua causa está diante dele; por isso, espera nele.
15.Mas agora, porque Deus na sua ira não está punindo, nem fazendo muito caso das transgressões,
16.abres a tua boca, com palavras vãs, amontoando frases de ignorante.
No sofrer do homem, Deus lhe visa o bem
1.Prosseguiu Eliú e disse:
2.Mais um pouco de paciência, e te mostrarei que ainda tenho argumentos a favor de Deus.
3.De longe trarei o meu conhecimento e ao meu Criador atribuirei a justiça.
4.Porque, na verdade, as minhas palavras não são falsas; contigo está quem é senhor do assunto.
5.Eis que Deus é mui grande; contudo a ninguém despreza; é grande na força da sua compreensão.
6.Não poupa a vida ao perverso, mas faz justiça aos aflitos.
7.Dos justos não tira os olhos; antes, com os reis, no trono os assenta para sempre, e são exaltados.
8.Se estão presos em grilhões e amarrados com cordas de aflição,
9.ele lhes faz ver as suas obras, as suas transgressões, e que se houveram com soberba.
10.Abre-lhes também os ouvidos para a instrução e manda-lhes que se convertam da iniqüidade.
11.Se o ouvirem e o servirem, acabarão seus dias em felicidade e os seus anos em delícias.
12.Porém, se não o ouvirem, serão traspassados pela lança e morrerão na sua cegueira.
13.Os ímpios de coração amontoam para si a ira; e, agrilhoados por Deus, não clamam por socorro.
14.Perdem a vida na sua mocidade e morrem entre os prostitutos cultuais.
15.Ao aflito livra por meio da sua aflição e pela opressão lhe abre os ouvidos.
16.Assim também procura tirar-te das fauces da angústia para um lugar espaçoso, em que não há aperto, e as iguarias da tua mesa seriam cheias de gordura;
17.mas tu te enches do juízo do perverso, e, por isso, o juízo e a justiça te alcançarão.
18.Guarda-te, pois, de que a ira não te induza a escarnecer, nem te desvie a grande quantia do resgate.
19.Estimaria ele as tuas lamúrias e todos os teus grandes esforços, para que te vejas livre da tua angústia?
20.Não suspires pela noite, em que povos serão tomados do seu lugar.
21.Guarda-te, não te inclines para a iniqüidade; pois isso preferes à tua miséria.
22.Eis que Deus se mostra grande em seu poder! Quem é mestre como ele?
23.Quem lhe prescreveu o seu caminho ou quem lhe pode dizer: Praticaste a injustiça?
Eliú exalta a majestade de Deus
24.Lembra-te de lhe magnificares as obras que os homens celebram.
25.Todos os homens as contemplam; de longe as admira o homem.
26.Eis que Deus é grande, e não o podemos compreender; o número dos seus anos não se pode calcular.
27.Porque atrai para si as gotas de água que de seu vapor destilam em chuva,
28.a qual as nuvens derramam e gotejam sobre o homem abundantemente.
29.Acaso, pode alguém entender o estender-se das nuvens e os trovões do seu pavilhão?
30.Eis que estende sobre elas o seu relâmpago e encobre as profundezas do mar.
31.Pois por estas coisas julga os povos e lhes dá mantimento em abundância.
32.Enche as mãos de relâmpagos e os dardeja contra o adversário.
33.O fragor da tempestade dá notícias a respeito dele, dele que é zeloso na sua ira contra a injustiça.
1.Abre, ó Líbano, as tuas portas, para que o fogo consuma os teus cedros.
2.Geme, ó cipreste, porque os cedros caíram, porque as mais excelentes árvores são destruídas; gemei, ó carvalhos de Basã, porque o denso bosque foi derribado.
3.Eis o uivo dos pastores, porque a sua glória é destruída! Eis o bramido dos filhos de leões, porque foi destruída a soberba do Jordão!
A parábola do bom pastor
4.Assim diz o SENHOR, meu Deus: Apascenta as ovelhas destinadas para a matança.
5.Aqueles que as compram matam-nas e não são punidos; os que as vendem dizem: Louvado seja o SENHOR, porque me tornei rico; e os seus pastores não se compadecem delas.
6.Certamente, já não terei piedade dos moradores desta terra, diz o SENHOR; eis, porém, que entregarei os homens, cada um nas mãos do seu próximo e nas mãos do seu rei; eles ferirão a terra, e eu não os livrarei das mãos deles.
7.Apascentai, pois, as ovelhas destinadas para a matança, as pobres ovelhas do rebanho. Tomei para mim duas varas: a uma chamei Graça, e à outra, União; e apascentei as ovelhas.
8.Dei cabo dos três pastores num mês. Então, perdi a paciência com as ovelhas, e também elas estavam cansadas de mim.
9.Então, disse eu: não vos apascentarei; o que quer morrer, morra, o que quer ser destruído, seja, e os que restarem, coma cada um a carne do seu próximo.
10.Tomei a vara chamada Graça e a quebrei, para anular a minha aliança, que eu fizera com todos os povos.
11.Foi, pois, anulada naquele dia; e as pobres do rebanho, que fizeram caso de mim, reconheceram que isto era palavra do SENHOR.
12.Eu lhes disse: se vos parece bem, dai-me o meu salário; e, se não, deixai-o. Pesaram, pois, por meu salário trinta moedas de prata.
13.Então, o SENHOR me disse: Arroja isso ao oleiro, esse magnífico preço em que fui avaliado por eles. Tomei as trinta moedas de prata e as arrojei ao oleiro, na Casa do SENHOR.
14.Então, quebrei a segunda vara, chamada União, para romper a irmandade entre Judá e Israel.
A parábola do pastor insensato
15.O SENHOR me disse: Toma ainda os petrechos de um pastor insensato,
16.porque eis que suscitarei um pastor na terra, o qual não cuidará das que estão perecendo, não buscará a desgarrada, não curará a que foi ferida, nem apascentará a sã; mas comerá a carne das gordas e lhes arrancará até as unhas.
17.Ai do pastor inútil, que abandona o rebanho! A espada lhe cairá sobre o braço e sobre o olho direito; o braço, completamente, se lhe secará, e o olho direito, de todo, se escurecerá.
A mulher e o dragão
1.Viu-se grande sinal no céu, a saber, uma mulher vestida do sol com a lua debaixo dos pés e uma coroa de doze estrelas na cabeça,
2.que, achando-se grávida, grita com as dores de parto, sofrendo tormentos para dar à luz.
3.Viu-se, também, outro sinal no céu, e eis um dragão, grande, vermelho, com sete cabeças, dez chifres e, nas cabeças, sete diademas.
4.A sua cauda arrastava a terça parte das estrelas do céu, as quais lançou para a terra; e o dragão se deteve em frente da mulher que estava para dar à luz, a fim de lhe devorar o filho quando nascesse.
5.Nasceu-lhe, pois, um filho varão, que há de reger todas as nações com cetro de ferro. E o seu filho foi arrebatado para Deus até ao seu trono.
6.A mulher, porém, fugiu para o deserto, onde lhe havia Deus preparado lugar para que nele a sustentem durante mil duzentos e sessenta dias.
Anjos pelejam no céu contra o dragão. A vitória de Cristo e do seu povo
7.Houve peleja no céu. Miguel e os seus anjos pelejaram contra o dragão. Também pelejaram o dragão e seus anjos;
8.todavia, não prevaleceram; nem mais se achou no céu o lugar deles.
9.E foi expulso o grande dragão, a antiga serpente, que se chama diabo e Satanás, o sedutor de todo o mundo, sim, foi atirado para a terra, e, com ele, os seus anjos.
10.Então, ouvi grande voz do céu, proclamando: Agora, veio a salvação, o poder, o reino do nosso Deus e a autoridade do seu Cristo, pois foi expulso o acusador de nossos irmãos, o mesmo que os acusa de dia e de noite, diante do nosso Deus.
11.Eles, pois, o venceram por causa do sangue do Cordeiro e por causa da palavra do testemunho que deram e, mesmo em face da morte, não amaram a própria vida.
12.Por isso, festejai, ó céus, e vós, os que neles habitais. Ai da terra e do mar, pois o diabo desceu até vós, cheio de grande cólera, sabendo que pouco tempo lhe resta.
O dragão persegue a mulher
13.Quando, pois, o dragão se viu atirado para a terra, perseguiu a mulher que dera à luz o filho varão;
14.e foram dadas à mulher as duas asas da grande águia, para que voasse até ao deserto, ao seu lugar, aí onde é sustentada durante um tempo, tempos e metade de um tempo, fora da vista da serpente.
15.Então, a serpente arrojou da sua boca, atrás da mulher, água como um rio, a fim de fazer com que ela fosse arrebatada pelo rio.
16.A terra, porém, socorreu a mulher; e a terra abriu a boca e engoliu o rio que o dragão tinha arrojado de sua boca.
17.Irou-se o dragão contra a mulher e foi pelejar com os restantes da sua descendência, os que guardam os mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus; e se pôs em pé sobre a areia do mar.
A besta que emerge do mar
1.Vi emergir do mar uma besta que tinha dez chifres e sete cabeças e, sobre os chifres, dez diademas e, sobre as cabeças, nomes de blasfêmia.
2.A besta que vi era semelhante a leopardo, com pés como de urso e boca como de leão. E deu-lhe o dragão o seu poder, o seu trono e grande autoridade.
3.Então, vi uma de suas cabeças como golpeada de morte, mas essa ferida mortal foi curada; e toda a terra se maravilhou, seguindo a besta;
4.e adoraram o dragão porque deu a sua autoridade à besta; também adoraram a besta, dizendo: Quem é semelhante à besta? Quem pode pelejar contra ela?
5.Foi-lhe dada uma boca que proferia arrogâncias e blasfêmias e autoridade para agir quarenta e dois meses;
6.e abriu a boca em blasfêmias contra Deus, para lhe difamar o nome e difamar o tabernáculo, a saber, os que habitam no céu.
7.Foi-lhe dado, também, que pelejasse contra os santos e os vencesse. Deu-se-lhe ainda autoridade sobre cada tribo, povo, língua e nação;
8.e adorá-la-ão todos os que habitam sobre a terra, aqueles cujos nomes não foram escritos no Livro da Vida do Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo.
9.Se alguém tem ouvidos, ouça.
10.Se alguém leva para cativeiro, para cativeiro vai. Se alguém matar à espada, necessário é que seja morto à espada. Aqui está a perseverança e a fidelidade dos santos.
A besta que emerge da terra
11.Vi ainda outra besta emergir da terra; possuía dois chifres, parecendo cordeiro, mas falava como dragão.
12.Exerce toda a autoridade da primeira besta na sua presença. Faz com que a terra e os seus habitantes adorem a primeira besta, cuja ferida mortal fora curada.
13.Também opera grandes sinais, de maneira que até fogo do céu faz descer à terra, diante dos homens.
14.Seduz os que habitam sobre a terra por causa dos sinais que lhe foi dado executar diante da besta, dizendo aos que habitam sobre a terra que façam uma imagem à besta, àquela que, ferida à espada, sobreviveu;
15.e lhe foi dado comunicar fôlego à imagem da besta, para que não só a imagem falasse, como ainda fizesse morrer quantos não adorassem a imagem da besta.
16.A todos, os pequenos e os grandes, os ricos e os pobres, os livres e os escravos, faz que lhes seja dada certa marca sobre a mão direita ou sobre a fronte,
17.para que ninguém possa comprar ou vender, senão aquele que tem a marca, o nome da besta ou o número do seu nome.
18.Aqui está a sabedoria. Aquele que tem entendimento calcule o número da besta, pois é número de homem. Ora, esse número é seiscentos e sessenta e seis.
Almeida Revista e Atualizada, ARA © Copyright 1993
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