Jó afirma a soberania de Deus
2.Como sabes ajudar ao que não tem força e prestar socorro ao braço que não tem vigor!
3.Como sabes aconselhar ao que não tem sabedoria e revelar plenitude de verdadeiro conhecimento!
4.Com a ajuda de quem proferes tais palavras? E de quem é o espírito que fala em ti?
5.A alma dos mortos tremem debaixo das águas com seus habitantes.
6.O além está desnudo perante ele, e não há coberta para o abismo.
7.Ele estende o norte sobre o vazio e faz pairar a terra sobre o nada.
8.Prende as águas em densas nuvens, e as nuvens não se rasgam debaixo delas.
9.Encobre a face do seu trono e sobre ele estende a sua nuvem.
10.Traçou um círculo à superfície das águas, até aos confins da luz e das trevas.
11.As colunas do céu tremem e se espantam da sua ameaça.
12.Com a sua força fende o mar e com o seu entendimento abate o adversário.
13.Pelo seu sopro aclara os céus, a sua mão fere o dragão veloz.
14.Eis que isto são apenas as orlas dos seus caminhos! Que leve sussurro temos ouvido dele! Mas o trovão do seu poder, quem o entenderá?
Jó descreve a sorte dos perversos
1.Prosseguindo Jó em seu discurso, disse:
2.Tão certo como vive Deus, que me tirou o direito, e o Todo-Poderoso, que amargurou a minha alma,
3.enquanto em mim estiver a minha vida, e o sopro de Deus nos meus narizes,
4.nunca os meus lábios falarão injustiça, nem a minha língua pronunciará engano.
5.Longe de mim que eu vos dê razão! Até que eu expire, nunca afastarei de mim a minha integridade.
6.À minha justiça me apegarei e não a largarei; não me reprova a minha consciência por qualquer dia da minha vida.
7.Seja como o perverso o meu inimigo, e o que se levantar contra mim, como o injusto.
8.Porque qual será a esperança do ímpio, quando lhe for cortada a vida, quando Deus lhe arrancar a alma?
9.Acaso, ouvirá Deus o seu clamor, em lhe sobrevindo a tribulação?
10.Deleitar-se-á o perverso no Todo-Poderoso e invocará a Deus em todo o tempo?
11.Ensinar-vos-ei o que encerra a mão de Deus e não vos ocultarei o que está com o Todo-Poderoso.
12.Eis que todos vós já vistes isso; por que, pois, alimentais vãs noções?
13.Eis qual será da parte de Deus a porção do perverso e a herança que os opressores receberão do Todo-Poderoso:
14.Se os seus filhos se multiplicarem, será para a espada, e a sua prole não se fartará de pão.
15.Os que ficarem dela, a peste os enterrará, e as suas viúvas não chorarão.
16.Se o perverso amontoar prata como pó e acumular vestes como barro,
17.ele os acumulará, mas o justo é que os vestirá, e o inocente repartirá a prata.
18.Ele edifica a sua casa como a da traça e como a choça que o vigia constrói.
19.Rico se deita com a sua riqueza, abre os seus olhos e já não a vê.
20.Pavores se apoderam dele como inundação, de noite a tempestade o arrebata.
21.O vento oriental o leva, e ele se vai; varre-o com ímpeto do seu lugar.
22.Deus lança isto sobre ele e não o poupa, a ele que procura fugir precipitadamente da sua mão;
23.à sua queda lhe batem palmas, à saída o apupam com assobios.
A terceira visão: Jerusalém é medida
1.Tornei a levantar os olhos e vi, e eis um homem que tinha na mão um cordel de medir.
2.Então, perguntei: para onde vais tu? Ele me respondeu: Medir Jerusalém, para ver qual é a sua largura e qual o seu comprimento.
3.Eis que saiu o anjo que falava comigo, e outro anjo lhe saiu ao encontro.
4.E lhe disse: Corre, fala a este jovem: Jerusalém será habitada como as aldeias sem muros, por causa da multidão de homens e animais que haverá nela.
5.Pois eu lhe serei, diz o SENHOR, um muro de fogo em redor e eu mesmo serei, no meio dela, a sua glória.
Israel exortado a voltar para Sião
6.Eh! Eh! Fugi, agora, da terra do Norte, diz o SENHOR, porque vos espalhei como os quatro ventos do céu, diz o SENHOR.
7.Eh! Salva-te, ó Sião, tu que habitas com a filha da Babilônia.
8.Pois assim diz o SENHOR dos Exércitos: Para obter ele a glória, enviou-me às nações que vos despojaram; porque aquele que tocar em vós toca na menina do seu olho.
9.Porque eis aí agitarei a mão contra eles, e eles virão a ser a presa daqueles que os serviram; assim, sabereis vós que o SENHOR dos Exércitos é quem me enviou.
10.Canta e exulta, ó filha de Sião, porque eis que venho e habitarei no meio de ti, diz o SENHOR.
11.Naquele dia, muitas nações se ajuntarão ao SENHOR e serão o meu povo; habitarei no meio de ti, e saberás que o SENHOR dos Exércitos é quem me enviou a ti.
12.Então, o SENHOR herdará a Judá como sua porção na terra santa e, de novo, escolherá a Jerusalém.
13.Cale-se toda carne diante do SENHOR, porque ele se levantou da sua santa morada.
A quarta visão: o sumo sacerdote Josué
1.Deus me mostrou o sumo sacerdote Josué, o qual estava diante do Anjo do SENHOR, e Satanás estava à mão direita dele, para se lhe opor.
2.Mas o SENHOR disse a Satanás: O SENHOR te repreende, ó Satanás; sim, o SENHOR, que escolheu a Jerusalém, te repreende; não é este um tição tirado do fogo?
3.Ora, Josué, trajado de vestes sujas, estava diante do Anjo.
4.Tomou este a palavra e disse aos que estavam diante dele: Tirai-lhe as vestes sujas. A Josué disse: Eis que tenho feito que passe de ti a tua iniqüidade e te vestirei de finos trajes.
5.E disse eu: ponham-lhe um turbante limpo sobre a cabeça. Puseram-lhe, pois, sobre a cabeça um turbante limpo e o vestiram com trajes próprios; e o Anjo do SENHOR estava ali,
6.protestou a Josué e disse:
7.Assim diz o SENHOR dos Exércitos: Se andares nos meus caminhos e observares os meus preceitos, também tu julgarás a minha casa e guardarás os meus átrios, e te darei livre acesso entre estes que aqui se encontram.
8.Ouve, pois, Josué, sumo sacerdote, tu e os teus companheiros que se assentam diante de ti, porque são homens de presságio; eis que eu farei vir o meu servo, o Renovo.
9.Porque eis aqui a pedra que pus diante de Josué; sobre esta pedra única estão sete olhos; eis que eu lavrarei a sua escultura, diz o SENHOR dos Exércitos, e tirarei a iniqüidade desta terra, num só dia.
10.Naquele dia, diz o SENHOR dos Exércitos, cada um de vós convidará ao seu próximo para debaixo da vide e para debaixo da figueira.
Prefácio e saudação
1.Judas, servo de Jesus Cristo e irmão de Tiago, aos chamados, amados em Deus Pai e guardados em Jesus Cristo,
2.a misericórdia, a paz e o amor vos sejam multiplicados.
É dever cristão pelejar pela fé
3.Amados, quando empregava toda a diligência em escrever-vos acerca da nossa comum salvação, foi que me senti obrigado a corresponder-me convosco, exortando-vos a batalhardes, diligentemente, pela fé que uma vez por todas foi entregue aos santos.
4.Pois certos indivíduos se introduziram com dissimulação, os quais, desde muito, foram antecipadamente pronunciados para esta condenação, homens ímpios, que transformam em libertinagem a graça de nosso Deus e negam o nosso único Soberano e Senhor, Jesus Cristo.
Exemplos da punição dos ímpios
5.Quero, pois, lembrar-vos, embora já estejais cientes de tudo uma vez por todas, que o Senhor, tendo libertado um povo, tirando-o da terra do Egito, destruiu, depois, os que não creram;
6.e a anjos, os que não guardaram o seu estado original, mas abandonaram o seu próprio domicílio, ele tem guardado sob trevas, em algemas eternas, para o juízo do grande Dia;
7.como Sodoma, e Gomorra, e as cidades circunvizinhas, que, havendo-se entregado à prostituição como aqueles, seguindo após outra carne, são postas para exemplo do fogo eterno, sofrendo punição.
8.Ora, estes, da mesma sorte, quais sonhadores alucinados, não só contaminam a carne, como também rejeitam governo e difamam autoridades superiores.
9.Contudo, o arcanjo Miguel, quando contendia com o diabo e disputava a respeito do corpo de Moisés, não se atreveu a proferir juízo infamatório contra ele; pelo contrário, disse: O Senhor te repreenda!
10.Estes, porém, quanto a tudo o que não entendem, difamam; e, quanto a tudo o que compreendem por instinto natural, como brutos sem razão, até nessas coisas se corrompem.
11.Ai deles! Porque prosseguiram pelo caminho de Caim, e, movidos de ganância, se precipitaram no erro de Balaão, e pereceram na revolta de Corá.
12.Estes homens são como rochas submersas, em vossas festas de fraternidade, banqueteando-se juntos sem qualquer recato, pastores que a si mesmos se apascentam; nuvens sem água impelidas pelos ventos; árvores em plena estação dos frutos, destes desprovidas, duplamente mortas, desarraigadas;
13.ondas bravias do mar, que espumam as suas próprias sujidades; estrelas errantes, para as quais tem sido guardada a negridão das trevas, para sempre.
14.Quanto a estes foi que também profetizou Enoque, o sétimo depois de Adão, dizendo: Eis que veio o Senhor entre suas santas miríades,
15.para exercer juízo contra todos e para fazer convictos todos os ímpios, acerca de todas as obras ímpias que impiamente praticaram e acerca de todas as palavras insolentes que ímpios pecadores proferiram contra ele.
16.Os tais são murmuradores, são descontentes, andando segundo as suas paixões. A sua boca vive propalando grandes arrogâncias; são aduladores dos outros, por motivos interesseiros.
A profecia apostólica. Exortações
17.Vós, porém, amados, lembrai-vos das palavras anteriormente proferidas pelos apóstolos de nosso Senhor Jesus Cristo,
18.os quais vos diziam: No último tempo, haverá escarnecedores, andando segundo as suas ímpias paixões.
19.São estes os que promovem divisões, sensuais, que não têm o Espírito.
20.Vós, porém, amados, edificando-vos na vossa fé santíssima, orando no Espírito Santo,
21.guardai-vos no amor de Deus, esperando a misericórdia de nosso Senhor Jesus Cristo, para a vida eterna.
22.E compadecei-vos de alguns que estão na dúvida;
23.salvai-os, arrebatando-os do fogo; quanto a outros, sede também compassivos em temor, detestando até a roupa contaminada pela carne.
A doxologia
24.Ora, àquele que é poderoso para vos guardar de tropeços e para vos apresentar com exultação, imaculados diante da sua glória,
25.ao único Deus, nosso Salvador, mediante Jesus Cristo, Senhor nosso, glória, majestade, império e soberania, antes de todas as eras, e agora, e por todos os séculos. Amém!
Almeida Revista e Atualizada, ARA © Copyright 1993
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