Jó deseja apresentar-se perante Deus
2.Ainda hoje a minha queixa é de um revoltado, apesar de a minha mão reprimir o meu gemido.
3.Ah! Se eu soubesse onde o poderia achar! Então, me chegaria ao seu tribunal.
4.Exporia ante ele a minha causa, encheria a minha boca de argumentos.
5.Saberia as palavras que ele me respondesse e entenderia o que me dissesse.
6.Acaso, segundo a grandeza de seu poder, contenderia comigo? Não; antes, me atenderia.
7.Ali, o homem reto pleitearia com ele, e eu me livraria para sempre do meu juiz.
8.Eis que, se me adianto, ali não está; se torno para trás, não o percebo.
9.Se opera à esquerda, não o vejo; esconde-se à direita, e não o diviso.
10.Mas ele sabe o meu caminho; se ele me provasse, sairia eu como o ouro.
11.Os meus pés seguiram as suas pisadas; guardei o seu caminho e não me desviei dele.
12.Do mandamento de seus lábios nunca me apartei, escondi no meu íntimo as palavras da sua boca.
13.Mas, se ele resolveu alguma coisa, quem o pode dissuadir? O que ele deseja, isso fará.
14.Pois ele cumprirá o que está ordenado a meu respeito e muitas coisas como estas ainda tem consigo.
15.Por isso, me perturbo perante ele; e, quando o considero, temo-o.
16.Deus é quem me fez desmaiar o coração, e o Todo-Poderoso, quem me perturbou,
17.porque não estou desfalecido por causa das trevas, nem porque a escuridão cobre o meu rosto.
Jó contesta que os perversos muitas vezes não são castigados
1.Por que o Todo-Poderoso não designa tempos de julgamento? E por que os que o conhecem não vêem tais dias?
2.Há os que removem os limites, roubam os rebanhos e os apascentam.
3.Levam do órfão o jumento, da viúva, tomam-lhe o boi.
4.Desviam do caminho aos necessitados, e os pobres da terra todos têm de esconder-se.
5.Como asnos monteses no deserto, saem estes para o seu mister, à procura de presa no campo aberto, como pão para eles e seus filhos.
6.No campo segam o pasto do perverso e lhe rabiscam a vinha.
7.Passam a noite nus por falta de roupa e não têm cobertas contra o frio.
8.Pelas chuvas das montanhas são molhados e, não tendo refúgio, abraçam-se com as rochas.
9.Orfãozinhos são arrancados ao peito, e dos pobres se toma penhor;
10.de modo que estes andam nus, sem roupa, e, famintos, arrastam os molhos.
11.Entre os muros desses perversos espremem o azeite, pisam-lhes o lagar; contudo, padecem sede.
12.Desde as cidades gemem os homens, e a alma dos feridos clama; e, contudo, Deus não tem isso por anormal.
13.Os perversos são inimigos da luz, não conhecem os seus caminhos, nem permanecem nas suas veredas.
14.De madrugada se levanta o homicida, mata ao pobre e ao necessitado, e de noite se torna ladrão.
15.Aguardam o crepúsculo os olhos do adúltero; este diz consigo: Ninguém me reconhecerá; e cobre o rosto.
16.Nas trevas minam as casas, de dia se conservam encerrados, nada querem com a luz.
17.Pois a manhã para todos eles é como sombra de morte; mas os terrores da noite lhes são familiares.
18.Vós dizeis: Os perversos são levados rapidamente na superfície das águas; maldita é a porção dos tais na terra; já não andam pelo caminho das vinhas.
19.A secura e o calor desfazem as águas da neve; assim faz a sepultura aos que pecaram.
20.A mãe se esquecerá deles, os vermes os comerão gostosamente; nunca mais haverá lembrança deles; como árvore será quebrado o injusto,
21.aquele que devora a estéril que não tem filhos e não faz o bem à viúva.
22.Não! Pelo contrário, Deus por sua força prolonga os dias dos valentes; vêem-se eles de pé quando desesperavam da vida.
23.Ele lhes dá descanso, e nisso se estribam; os olhos de Deus estão nos caminhos deles.
24.São exaltados por breve tempo; depois, passam, colhidos como todos os mais; são cortados como as pontas das espigas.
25.Se não é assim, quem me desmentirá e anulará as minhas razões?
Exortação ao arrependimento
1.No oitavo mês do segundo ano de Dario, veio a palavra do SENHOR ao profeta Zacarias, filho de Baraquias, filho de Ido, dizendo:
2.O SENHOR se irou em extremo contra vossos pais.
3.Portanto, dize-lhes: Assim diz o SENHOR dos Exércitos: Tornai-vos para mim, diz o SENHOR dos Exércitos, e eu me tornarei para vós outros, diz o SENHOR dos Exércitos.
4.Não sejais como vossos pais, a quem clamavam os primeiros profetas, dizendo: Assim diz o SENHOR dos Exércitos: Convertei-vos, agora, dos vossos maus caminhos e das vossas más obras; mas não ouviram, nem me atenderam, diz o SENHOR.
5.Vossos pais, onde estão eles? E os profetas, acaso, vivem para sempre?
6.Contudo, as minhas palavras e os meus estatutos, que eu prescrevi aos profetas, meus servos, não alcançaram a vossos pais? Sim, estes se arrependeram e disseram: Como o SENHOR dos Exércitos fez tenção de nos tratar, segundo os nossos caminhos e segundo as nossas obras, assim ele nos fez.
A primeira visão: os cavalos
7.No vigésimo quarto dia do mês undécimo, que é o mês de sebate, no segundo ano de Dario, veio a palavra do SENHOR ao profeta Zacarias, filho de Baraquias, filho de Ido.
8.Tive de noite uma visão, e eis um homem montado num cavalo vermelho; estava parado entre as murteiras que havia num vale profundo; atrás dele se achavam cavalos vermelhos, baios e brancos.
9.Então, perguntei: meu senhor, quem são estes? Respondeu-me o anjo que falava comigo: Eu te mostrarei quem são eles.
10.Então, respondeu o homem que estava entre as murteiras e disse: São os que o SENHOR tem enviado para percorrerem a terra.
11.Eles responderam ao anjo do SENHOR, que estava entre as murteiras, e disseram: Nós já percorremos a terra, e eis que toda a terra está, agora, repousada e tranqüila.
12.Então, o anjo do SENHOR respondeu: Ó SENHOR dos Exércitos, até quando não terás compaixão de Jerusalém e das cidades de Judá, contra as quais estás indignado faz já setenta anos?
13.Respondeu o SENHOR com palavras boas, palavras consoladoras, ao anjo que falava comigo.
14.E este me disse: Clama: Assim diz o SENHOR dos Exércitos: Com grande empenho, estou zelando por Jerusalém e por Sião.
15.E, com grande indignação, estou irado contra as nações que vivem confiantes; porque eu estava um pouco indignado, e elas agravaram o mal.
16.Portanto, assim diz o SENHOR: Voltei-me para Jerusalém com misericórdia; a minha casa nela será edificada, diz o SENHOR dos Exércitos, e o cordel será estendido sobre Jerusalém.
17.Clama outra vez, dizendo: Assim diz o SENHOR dos Exércitos: As minhas cidades ainda transbordarão de bens; o SENHOR ainda consolará a Sião e ainda escolherá a Jerusalém.
A segunda visão: os quatro chifres e os quatro ferreiros
18.Levantei os olhos e vi, e eis quatro chifres.
19.Perguntei ao anjo que falava comigo: que é isto? Ele me respondeu: São os chifres que dispersaram a Judá, a Israel e a Jerusalém.
20.O SENHOR me mostrou quatro ferreiros.
21.Então, perguntei: que vêm fazer estes? Ele respondeu: Aqueles são os chifres que dispersaram a Judá, de maneira que ninguém pode levantar a cabeça; estes ferreiros, pois, vieram para os amedrontar, para derribar os chifres das nações que levantaram o seu poder contra a terra de Judá, para a espalhar.
Prefácio e saudação
1.O presbítero à senhora eleita e aos seus filhos, a quem eu amo na verdade e não somente eu, mas também todos os que conhecem a verdade,
2.por causa da verdade que permanece em nós e conosco estará para sempre,
3.a graça, a misericórdia e a paz, da parte de Deus Pai e de Jesus Cristo, o Filho do Pai, serão conosco em verdade e amor.
O amor fraternal
4.Fiquei sobremodo alegre em ter encontrado dentre os teus filhos os que andam na verdade, de acordo com o mandamento que recebemos da parte do Pai.
5.E agora, senhora, peço-te, não como se escrevesse mandamento novo, senão o que tivemos desde o princípio: que nos amemos uns aos outros.
6.E o amor é este: que andemos segundo os seus mandamentos. Este mandamento, como ouvistes desde o princípio, é que andeis nesse amor.
Os falsos ensinadores e como tratá-los
7.Porque muitos enganadores têm saído pelo mundo fora, os quais não confessam Jesus Cristo vindo em carne; assim é o enganador e o anticristo.
8.Acautelai-vos, para não perderdes aquilo que temos realizado com esforço, mas para receberdes completo galardão.
9.Todo aquele que ultrapassa a doutrina de Cristo e nela não permanece não tem Deus; o que permanece na doutrina, esse tem tanto o Pai como o Filho.
10.Se alguém vem ter convosco e não traz esta doutrina, não o recebais em casa, nem lhe deis as boas-vindas.
11.Porquanto aquele que lhe dá boas-vindas faz-se cúmplice das suas obras más.
Informações finais. Saudações
12.Ainda tinha muitas coisas que vos escrever; não quis fazê-lo com papel e tinta, pois espero ir ter convosco, e conversaremos de viva voz, para que a nossa alegria seja completa.
13.Os filhos da tua irmã eleita te saúdam.
Prefácio e saudação
1.O presbítero ao amado Gaio, a quem eu amo na verdade.
2.Amado, acima de tudo, faço votos por tua prosperidade e saúde, assim como é próspera a tua alma.
3.Pois fiquei sobremodo alegre pela vinda de irmãos e pelo seu testemunho da tua verdade, como tu andas na verdade.
4.Não tenho maior alegria do que esta, a de ouvir que meus filhos andam na verdade.
O bom exemplo de Gaio
5.Amado, procedes fielmente naquilo que praticas para com os irmãos, e isto fazes mesmo quando são estrangeiros,
6.os quais, perante a igreja, deram testemunho do teu amor. Bem farás encaminhando-os em sua jornada por modo digno de Deus;
7.pois por causa do Nome foi que saíram, nada recebendo dos gentios.
8.Portanto, devemos acolher esses irmãos, para nos tornarmos cooperadores da verdade.
Diótrefes, o ambicioso. Demétrio, fiel cristão
9.Escrevi alguma coisa à igreja; mas Diótrefes, que gosta de exercer a primazia entre eles, não nos dá acolhida.
10.Por isso, se eu for aí, far-lhe-ei lembradas as obras que ele pratica, proferindo contra nós palavras maliciosas. E, não satisfeito com estas coisas, nem ele mesmo acolhe os irmãos, como impede os que querem recebê-los e os expulsa da igreja.
11.Amado, não imites o que é mau, senão o que é bom. Aquele que pratica o bem procede de Deus; aquele que pratica o mal jamais viu a Deus.
12.Quanto a Demétrio, todos lhe dão testemunho, até a própria verdade, e nós também damos testemunho; e sabes que o nosso testemunho é verdadeiro.
Informações finais. Saudações
13.Muitas coisas tinha que te escrever; todavia, não quis fazê-lo com tinta e pena,
14.pois, em breve, espero ver-te. Então, conversaremos de viva voz. ( 1 - 15 ) A paz seja contigo. Os amigos te saúdam. Saúda os amigos, nome por nome.
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