Plano Anual

344 / 365
Jó se defende das acusações de seus amigos
1.Então, Jó respondeu:
2.Na verdade, vós sois o povo, e convosco morrerá a sabedoria.
3.Também eu tenho entendimento como vós; eu não vos sou inferior; quem não sabe coisas como essas?
4.Eu sou irrisão para os meus amigos; eu, que invocava a Deus, e ele me respondia; o justo e o reto servem de irrisão.
5.No pensamento de quem está seguro, há desprezo para o infortúnio, um empurrão para aquele cujos pés já vacilam.
6.As tendas dos tiranos gozam paz, e os que provocam a Deus estão seguros; têm o punho por seu deus.
7.Mas pergunta agora às alimárias, e cada uma delas to ensinará; e às aves dos céus, e elas to farão saber.
8.Ou fala com a terra, e ela te instruirá; até os peixes do mar to contarão.
9.Qual entre todos estes não sabe que a mão do SENHOR fez isto?
10.Na sua mão está a alma de todo ser vivente e o espírito de todo o gênero humano.
11.Porventura, o ouvido não submete à prova as palavras, como o paladar prova as comidas?
12.Está a sabedoria com os idosos, e, na longevidade, o entendimento?
13.Não! Com Deus está a sabedoria e a força; ele tem conselho e entendimento.
14.O que ele deitar abaixo não se reedificará; lança na prisão, e ninguém a pode abrir.
15.Se retém as águas, elas secam; se as larga, devastam a terra.
16.Com ele está a força e a sabedoria; seu é o que erra e o que faz errar.
17.Aos conselheiros, leva-os despojados do seu cargo e aos juízes faz desvairar.
18.Dissolve a autoridade dos reis, e uma corda lhes cinge os lombos.
19.Aos sacerdotes, leva-os despojados do seu cargo e aos poderosos transtorna.
20.Aos eloqüentes ele tira a palavra e tira o entendimento aos anciãos.
21.Lança desprezo sobre os príncipes e afrouxa o cinto dos fortes.
22.Das trevas manifesta coisas profundas e traz à luz a densa escuridade.
23.Multiplica as nações e as faz perecer; dispersa-as e de novo as congrega.
24.Tira o entendimento aos príncipes do povo da terra e os faz vaguear pelos desertos sem caminho.
25.Nas trevas andam às apalpadelas, sem terem luz, e os faz cambalear como ébrios.
A ira e a misericórdia de Deus
1.Sentença contra Nínive. Livro da visão de Naum, o elcosita.
2.O SENHOR é Deus zeloso e vingador, o SENHOR é vingador e cheio de ira; o SENHOR toma vingança contra os seus adversários e reserva indignação para os seus inimigos.
3.O SENHOR é tardio em irar-se, mas grande em poder e jamais inocenta o culpado; o SENHOR tem o seu caminho na tormenta e na tempestade, e as nuvens são o pó dos seus pés.
4.Ele repreende o mar, e o faz secar, e míngua todos os rios; desfalecem Basã e o Carmelo, e a flor do Líbano se murcha.
5.Os montes tremem perante ele, e os outeiros se derretem; e a terra se levanta diante dele, sim, o mundo e todos os que nele habitam.
6.Quem pode suportar a sua indignação? E quem subsistirá diante do furor da sua ira? A sua cólera se derrama como fogo, e as rochas são por ele demolidas.
7.O SENHOR é bom, é fortaleza no dia da angústia e conhece os que nele se refugiam.
8.Mas, com inundação transbordante, acabará de uma vez com o lugar desta cidade; com trevas, perseguirá o SENHOR os seus inimigos.
9.Que pensais vós contra o SENHOR? Ele mesmo vos consumirá de todo; não se levantará por duas vezes a angústia.
10.Porque, ainda que eles se entrelaçam como os espinhos e se saturam de vinho como bêbados, serão inteiramente consumidos como palha seca.
11.De ti, Nínive, saiu um que maquina o mal contra o SENHOR, um conselheiro vil.
12.Assim diz o SENHOR: Por mais seguros que estejam e por mais numerosos que sejam, ainda assim serão exterminados e passarão; eu te afligi, mas não te afligirei mais.
13.Mas de sobre ti, Judá, quebrarei o jugo deles e romperei os teus laços.
14.Porém contra ti, Assíria, o SENHOR deu ordem que não haja posteridade que leve o teu nome; da casa dos teus deuses exterminarei as imagens de escultura e de fundição; farei o teu sepulcro, porque és vil.
15.Eis sobre os montes os pés do que anuncia boas-novas, do que anuncia a paz! Celebra as tuas festas, ó Judá, cumpre os teus votos, porque o homem vil já não passará por ti; ele é inteiramente exterminado.
O cerco e a tomada de Nínive
1.O destruidor sobe contra ti, ó Nínive! Guarda a fortaleza, vigia o caminho, fortalece os lombos, reúne todas as tuas forças!
2.( Porque o SENHOR restaura a glória de Jacó, como a glória de Israel; porque saqueadores os saquearam e destruíram os seus sarmentos. )
3.Os escudos dos seus heróis são vermelhos, os homens valentes vestem escarlata, cintila o aço dos carros no dia do seu aparelhamento, e vibram as lanças.
4.Os carros passam furiosamente pelas ruas e se cruzam velozes pelas praças; parecem tochas, correm como relâmpago.
5.Os nobres são chamados, mas tropeçam em seu caminho; apressam-se para chegar ao muro e já encontram o testudo inimigo armado.
6.As comportas dos rios se abrem, e o palácio é destruído.
7.Está decretado: a cidade-rainha está despida e levada em cativeiro, as suas servas gemem como pombas e batem no peito.
8.Nínive, desde que existe, tem sido como um açude de águas; mas, agora, fogem. Parai! Parai! Clama-se; mas ninguém se volta.
9.Saqueai a prata, saqueai o ouro, porque não se acabam os tesouros; há abastança de todo objeto desejável.
10.Ah! Vacuidade, desolação, ruína! O coração se derrete, os joelhos tremem, em todos os lombos há angústia, e o rosto de todos eles empalidece.
11.Onde está, agora, o covil dos leões e o lugar do pasto dos leõezinhos, onde passeavam o leão, a leoa e o filhote do leão, sem que ninguém os espantasse?
12.O leão arrebatava o bastante para os seus filhotes, estrangulava a presa para as suas leoas, e enchia de vítimas as suas cavernas, e os seus covis, de rapina.
13.Eis que eu estou contra ti, diz o SENHOR dos Exércitos; queimarei na fumaça os teus carros, a espada devorará os teus leõezinhos, arrancarei da terra a tua presa, e já não se ouvirá a voz dos teus embaixadores.
Deus condena as riquezas mal adquiridas e mal empregadas
1.Atendei, agora, ricos, chorai lamentando, por causa das vossas desventuras, que vos sobrevirão.
2.As vossas riquezas estão corruptas, e as vossas roupagens, comidas de traça;
3.o vosso ouro e a vossa prata foram gastos de ferrugens, e a sua ferrugem há de ser por testemunho contra vós mesmos e há de devorar, como fogo, as vossas carnes. Tesouros acumulastes nos últimos dias.
4.Eis que o salário dos trabalhadores que ceifaram os vossos campos e que por vós foi retido com fraude está clamando; e os clamores dos ceifeiros penetraram até aos ouvidos do Senhor dos Exércitos.
5.Tendes vivido regaladamente sobre a terra; tendes vivido nos prazeres; tendes engordado o vosso coração, em dia de matança;
6.tendes condenado e matado o justo, sem que ele vos faça resistência.
A necessidade, bênçãos e exemplo da paciência
7.Sede, pois, irmãos, pacientes, até à vinda do Senhor. Eis que o lavrador aguarda com paciência o precioso fruto da terra, até receber as primeiras e as últimas chuvas.
8.Sede vós também pacientes e fortalecei o vosso coração, pois a vinda do Senhor está próxima.
9.Irmãos, não vos queixeis uns dos outros, para não serdes julgados. Eis que o juiz está às portas.
10.Irmãos, tomai por modelo no sofrimento e na paciência os profetas, os quais falaram em nome do Senhor.
11.Eis que temos por felizes os que perseveraram firmes. Tendes ouvido da paciência de Jó e vistes que fim o Senhor lhe deu; porque o Senhor é cheio de terna misericórdia e compassivo.
O juramento proibido e o proceder cristão em várias experiências da vida
12.Acima de tudo, porém, meus irmãos, não jureis nem pelo céu, nem pela terra, nem por qualquer outro voto; antes, seja o vosso sim sim, e o vosso não não, para não cairdes em juízo.
13.Está alguém entre vós sofrendo? Faça oração. Está alguém alegre? Cante louvores.
14.Está alguém entre vós doente? Chame os presbíteros da igreja, e estes façam oração sobre ele, ungindo-o com óleo, em nome do Senhor.
15.E a oração da fé salvará o enfermo, e o Senhor o levantará; e, se houver cometido pecados, ser-lhe-ão perdoados.
16.Confessai, pois, os vossos pecados uns aos outros e orai uns pelos outros, para serdes curados. Muito pode, por sua eficácia, a súplica do justo.
17.Elias era homem semelhante a nós, sujeito aos mesmos sentimentos, e orou, com instância, para que não chovesse sobre a terra, e, por três anos e seis meses, não choveu.
18.E orou, de novo, e o céu deu chuva, e a terra fez germinar seus frutos.
19.Meus irmãos, se algum entre vós se desviar da verdade, e alguém o converter,
20.sabei que aquele que converte o pecador do seu caminho errado salvará da morte a alma dele e cobrirá multidão de pecados.
Almeida Revista e Atualizada, ARA © Copyright 1993
Sociedade Bíblica do Brasil.
Todos os direitos reservados.
Saiba mais sobre a Sociedade Bíblica do Brasil em sbb.org.br.
A Sociedade Bíblica do Brasil trabalha para que a Bíblia esteja, efetivamente, ao alcance de todos e seja lida por todos.
A SBB é uma entidade sem fins lucrativos, dedicada a promover o desenvolvimento integral do ser humano.
Você também pode ajudar a causa da Bíblia!