Plano Anual

25 / 365
José interpreta os sonhos de Faraó
1.Passados dois anos completos, Faraó teve um sonho. Parecia-lhe achar-se ele de pé junto ao Nilo.
2.Do rio subiam sete vacas formosas à vista e gordas e pastavam no carriçal.
3.Após elas subiam do rio outras sete vacas, feias à vista e magras; e pararam junto às primeiras, na margem do rio.
4.As vacas feias à vista e magras comiam as sete formosas à vista e gordas. Então, acordou Faraó.
5.Tornando a dormir, sonhou outra vez. De uma só haste saíam sete espigas cheias e boas.
6.E após elas nasciam sete espigas mirradas, crestadas do vento oriental.
7.As espigas mirradas devoravam as sete espigas grandes e cheias. Então, acordou Faraó. Fora isto um sonho.
8.De manhã, achando-se ele de espírito perturbado, mandou chamar todos os magos do Egito e todos os seus sábios e lhes contou os sonhos; mas ninguém havia que lhos interpretasse.
9.Então, disse a Faraó o copeiro-chefe: Lembro-me hoje das minhas ofensas.
10.Estando Faraó mui indignado contra os seus servos e pondo-me sob prisão na casa do comandante da guarda, a mim e ao padeiro-chefe,
11.tivemos um sonho na mesma noite, eu e ele; sonhamos, e cada sonho com a sua própria significação.
12.Achava-se conosco um jovem hebreu, servo do comandante da guarda; contamos-lhe os nossos sonhos, e ele no-los interpretou, a cada um segundo o seu sonho.
13.E como nos interpretou, assim mesmo se deu: eu fui restituído ao meu cargo, o outro foi enforcado.
14.Então, Faraó mandou chamar a José, e o fizeram sair à pressa da masmorra; ele se barbeou, mudou de roupa e foi apresentar-se a Faraó.
15.Este lhe disse: Tive um sonho, e não há quem o interprete. Ouvi dizer, porém, a teu respeito que, quando ouves um sonho, podes interpretá-lo.
16.Respondeu-lhe José: Não está isso em mim; mas Deus dará resposta favorável a Faraó.
17.Então, contou Faraó a José: No meu sonho, estava eu de pé na margem do Nilo,
18.e eis que subiam dele sete vacas gordas e formosas à vista e pastavam no carriçal.
19.Após estas subiam outras vacas, fracas, mui feias à vista e magras; nunca vi outras assim disformes, em toda a terra do Egito.
20.E as vacas magras e ruins comiam as primeiras sete gordas;
21.e, depois de as terem engolido, não davam aparência de as terem devorado, pois o seu aspecto continuava ruim como no princípio. Então, acordei.
22.Depois, vi, em meu sonho, que sete espigas saíam da mesma haste, cheias e boas;
23.após elas nasceram sete espigas secas, mirradas e crestadas do vento oriental.
24.As sete espigas mirradas devoravam as sete espigas boas. Contei-o aos magos, mas ninguém houve que mo interpretasse.
25.Então, lhe respondeu José: O sonho de Faraó é apenas um; Deus manifestou a Faraó o que há de fazer.
26.As sete vacas boas serão sete anos; as sete espigas boas, também sete anos; o sonho é um só.
27.As sete vacas magras e feias, que subiam após as primeiras, serão sete anos, bem como as sete espigas mirradas e crestadas do vento oriental serão sete anos de fome.
28.Esta é a palavra, como acabo de dizer a Faraó, que Deus manifestou a Faraó que ele há de fazer.
29.Eis aí vêm sete anos de grande abundância por toda a terra do Egito.
30.Seguir-se-ão sete anos de fome, e toda aquela abundância será esquecida na terra do Egito, e a fome consumirá a terra;
31.e não será lembrada a abundância na terra, em vista da fome que seguirá, porque será gravíssima.
32.O sonho de Faraó foi dúplice, porque a coisa é estabelecida por Deus, e Deus se apressa a fazê-la.
33.Agora, pois, escolha Faraó um homem ajuizado e sábio e o ponha sobre a terra do Egito.
34.Faça isso Faraó, e ponha administradores sobre a terra, e tome a quinta parte dos frutos da terra do Egito nos sete anos de fartura.
35.Ajuntem os administradores toda a colheita dos bons anos que virão, recolham cereal debaixo do poder de Faraó, para mantimento nas cidades, e o guardem.
36.Assim, o mantimento será para abastecer a terra nos sete anos da fome que haverá no Egito; para que a terra não pereça de fome.
José como governador do Egito
37.O conselho foi agradável a Faraó e a todos os seus oficiais.
38.Disse Faraó aos seus oficiais: Acharíamos, porventura, homem como este, em quem há o Espírito de Deus?
39.Depois, disse Faraó a José: Visto que Deus te fez saber tudo isto, ninguém há tão ajuizado e sábio como tu.
40.Administrarás a minha casa, e à tua palavra obedecerá todo o meu povo; somente no trono eu serei maior do que tu.
41.Disse mais Faraó a José: Vês que te faço autoridade sobre toda a terra do Egito.
42.Então, tirou Faraó o seu anel de sinete da mão e o pôs na mão de José, fê-lo vestir roupas de linho fino e lhe pôs ao pescoço um colar de ouro.
43.E fê-lo subir ao seu segundo carro, e clamavam diante dele: Inclinai-vos! Desse modo, o constituiu sobre toda a terra do Egito.
44.Disse ainda Faraó a José: Eu sou Faraó, contudo sem a tua ordem ninguém levantará mão ou pé em toda a terra do Egito.
45.E a José chamou Faraó de Zafenate-Panéia e lhe deu por mulher a Asenate, filha de Potífera, sacerdote de Om; e percorreu José toda a terra do Egito.
46.Era José da idade de trinta anos quando se apresentou a Faraó, rei do Egito, e andou por toda a terra do Egito.
47.Nos sete anos de fartura a terra produziu abundantemente.
48.E ajuntou José todo o mantimento que houve na terra do Egito durante os sete anos e o guardou nas cidades; o mantimento do campo ao redor de cada cidade foi guardado na mesma cidade.
49.Assim, ajuntou José muitíssimo cereal, como a areia do mar, até perder a conta, porque ia além das medidas.
50.Antes de chegar a fome, nasceram dois filhos a José, os quais lhe deu Asenate, filha de Potífera, sacerdote de Om.
51.José ao primogênito chamou de Manassés, pois disse: Deus me fez esquecer de todos os meus trabalhos e de toda a casa de meu pai.
52.Ao segundo, chamou-lhe Efraim, pois disse: Deus me fez próspero na terra da minha aflição.
53.Passados os sete anos de abundância, que houve na terra do Egito,
54.começaram a vir os sete anos de fome, como José havia predito; e havia fome em todas as terras, mas em toda a terra do Egito havia pão.
55.Sentindo toda a terra do Egito a fome, clamou o povo a Faraó por pão; e Faraó dizia a todos os egípcios: Ide a José; o que ele vos disser fazei.
56.Havendo, pois, fome sobre toda a terra, abriu José todos os celeiros e vendia aos egípcios; porque a fome prevaleceu na terra do Egito.
57.E todas as terras vinham ao Egito, para comprar de José, porque a fome prevaleceu em todo o mundo.
O Ungido de Deus e a sua noiva
1.De boas palavras transborda o meu coração. Ao Rei consagro o que compus; a minha língua é como a pena de habilidoso escritor.
2.Tu és o mais formoso dos filhos dos homens; nos teus lábios se extravasou a graça; por isso, Deus te abençoou para sempre.
3.Cinge a espada no teu flanco, herói; cinge a tua glória e a tua majestade!
4.E nessa majestade cavalga prosperamente, pela causa da verdade e da justiça; e a tua destra te ensinará proezas.
5.As tuas setas são agudas, penetram o coração dos inimigos do Rei; os povos caem submissos a ti.
6.O teu trono, ó Deus, é para todo o sempre; cetro de eqüidade é o cetro do teu reino.
7.Amas a justiça e odeias a iniqüidade; por isso, Deus, o teu Deus, te ungiu com o óleo de alegria, como a nenhum dos teus companheiros.
8.Todas as tuas vestes recendem a mirra, aloés e cássia; de palácios de marfim ressoam instrumentos de cordas que te alegram.
9.Filhas de reis se encontram entre as tuas damas de honra; à tua direita está a rainha adornada de ouro finíssimo de Ofir.
10.Ouve, filha; vê, dá atenção; esquece o teu povo e a casa de teu pai.
11.Então, o Rei cobiçará a tua formosura; pois ele é o teu senhor; inclina-te perante ele.
12.A ti virá a filha de Tiro trazendo donativos; os mais ricos do povo te pedirão favores.
13.Toda formosura é a filha do Rei no interior do palácio; a sua vestidura é recamada de ouro.
14.Em roupagens bordadas conduzem-na perante o Rei; as virgens, suas companheiras que a seguem, serão trazidas à tua presença.
15.Serão dirigidas com alegria e regozijo; entrarão no palácio do Rei.
16.Em vez de teus pais, serão teus filhos, os quais farás príncipes por toda a terra.
17.O teu nome, eu o farei celebrado de geração a geração, e, assim, os povos te louvarão para todo o sempre.
Jesus entregue a Pilatos
1.Ao romper o dia, todos os principais sacerdotes e os anciãos do povo entraram em conselho contra Jesus, para o matarem;
2.e, amarrando-o, levaram-no e o entregaram ao governador Pilatos.
O suicídio de Judas
3.Então, Judas, o que o traiu, vendo que Jesus fora condenado, tocado de remorso, devolveu as trinta moedas de prata aos principais sacerdotes e aos anciãos, dizendo:
4.Pequei, traindo sangue inocente. Eles, porém, responderam: Que nos importa? Isso é contigo.
5.Então, Judas, atirando para o santuário as moedas de prata, retirou-se e foi enforcar-se.
6.E os principais sacerdotes, tomando as moedas, disseram: Não é lícito deitá-las no cofre das ofertas, porque é preço de sangue.
7.E, tendo deliberado, compraram com elas o campo do oleiro, para cemitério de forasteiros.
8.Por isso, aquele campo tem sido chamado, até ao dia de hoje, Campo de Sangue.
9.Então, se cumpriu o que foi dito por intermédio do profeta Jeremias: Tomaram as trinta moedas de prata, preço em que foi estimado aquele a quem alguns dos filhos de Israel avaliaram;
10.e as deram pelo campo do oleiro, assim como me ordenou o Senhor.
Jesus perante Pilatos
11.Jesus estava em pé ante o governador; e este o interrogou, dizendo: És tu o rei dos judeus? Respondeu-lhe Jesus: Tu o dizes.
12.E, sendo acusado pelos principais sacerdotes e pelos anciãos, nada respondeu.
13.Então, lhe perguntou Pilatos: Não ouves quantas acusações te fazem?
14.Jesus não respondeu nem uma palavra, vindo com isto a admirar-se grandemente o governador.
15.Ora, por ocasião da festa, costumava o governador soltar ao povo um dos presos, conforme eles quisessem.
16.Naquela ocasião, tinham eles um preso muito conhecido, chamado Barrabás.
17.Estando, pois, o povo reunido, perguntou-lhes Pilatos: A quem quereis que eu vos solte, a Barrabás ou a Jesus, chamado Cristo?
18.Porque sabia que, por inveja, o tinham entregado.
19.E, estando ele no tribunal, sua mulher mandou dizer-lhe: Não te envolvas com esse justo; porque hoje, em sonho, muito sofri por seu respeito.
20.Mas os principais sacerdotes e os anciãos persuadiram o povo a que pedisse Barrabás e fizesse morrer Jesus.
21.De novo, perguntou-lhes o governador: Qual dos dois quereis que eu vos solte? Responderam eles: Barrabás!
22.Replicou-lhes Pilatos: Que farei, então, de Jesus, chamado Cristo? Seja crucificado! Responderam todos.
23.Que mal fez ele? Perguntou Pilatos. Porém cada vez clamavam mais: Seja crucificado!
24.Vendo Pilatos que nada conseguia, antes, pelo contrário, aumentava o tumulto, mandando vir água, lavou as mãos perante o povo, dizendo: Estou inocente do sangue deste justo; fique o caso convosco!
25.E o povo todo respondeu: Caia sobre nós o seu sangue e sobre nossos filhos!
26.Então, Pilatos lhes soltou Barrabás; e, após haver açoitado a Jesus, entregou-o para ser crucificado.
Jesus entregue aos soldados
27.Logo a seguir, os soldados do governador, levando Jesus para o pretório, reuniram em torno dele toda a coorte.
28.Despojando-o das vestes, cobriram-no com um manto escarlate;
29.tecendo uma coroa de espinhos, puseram-lha na cabeça e, na mão direita, um caniço; e, ajoelhando-se diante dele, o escarneciam, dizendo: Salve, rei dos judeus!
30.E, cuspindo nele, tomaram o caniço e davam-lhe com ele na cabeça.
31.Depois de o terem escarnecido, despiram-lhe o manto e o vestiram com as suas próprias vestes. Em seguida, o levaram para ser crucificado.
Simão leva a cruz do Senhor
32.Ao saírem, encontraram um cireneu, chamado Simão, a quem obrigaram a carregar-lhe a cruz.
A crucificação
33.E, chegando a um lugar chamado Gólgota, que significa Lugar da Caveira,
34.deram-lhe a beber vinho com fel; mas ele, provando-o, não o quis beber.
35.Depois de o crucificarem, repartiram entre si as suas vestes, tirando a sorte.
36.E, assentados ali, o guardavam.
37.Por cima da sua cabeça puseram escrita a sua acusação: ESTE É JESUS, O REI DOS JUDEUS.
38.E foram crucificados com ele dois ladrões, um à sua direita, e outro à sua esquerda.
39.Os que iam passando blasfemavam dele, meneando a cabeça e dizendo:
40.Ó tu que destróis o santuário e em três dias o reedificas! Salva-te a ti mesmo, se és Filho de Deus, e desce da cruz!
41.De igual modo, os principais sacerdotes, com os escribas e anciãos, escarnecendo, diziam:
42.Salvou os outros, a si mesmo não pode salvar-se. É rei de Israel! Desça da cruz, e creremos nele.
43.Confiou em Deus; pois venha livrá-lo agora, se, de fato, lhe quer bem; porque disse: Sou Filho de Deus.
44.E os mesmos impropérios lhe diziam também os ladrões que haviam sido crucificados com ele.
A morte de Jesus
45.Desde a hora sexta até à hora nona, houve trevas sobre toda a terra.
46.Por volta da hora nona, clamou Jesus em alta voz, dizendo: Eli, Eli, lamá sabactâni? O que quer dizer: Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?
47.E alguns dos que ali estavam, ouvindo isto, diziam: Ele chama por Elias.
48.E, logo, um deles correu a buscar uma esponja e, tendo-a embebido de vinagre e colocado na ponta de um caniço, deu-lhe a beber.
49.Os outros, porém, diziam: Deixa, vejamos se Elias vem salvá-lo.
50.E Jesus, clamando outra vez com grande voz, entregou o espírito.
51.Eis que o véu do santuário se rasgou em duas partes de alto a baixo; tremeu a terra, fenderam-se as rochas;
52.abriram-se os sepulcros, e muitos corpos de santos, que dormiam, ressuscitaram;
53.e, saindo dos sepulcros depois da ressurreição de Jesus, entraram na cidade santa e apareceram a muitos.
54.O centurião e os que com ele guardavam a Jesus, vendo o terremoto e tudo o que se passava, ficaram possuídos de grande temor e disseram: Verdadeiramente este era Filho de Deus.
55.Estavam ali muitas mulheres, observando de longe; eram as que vinham seguindo a Jesus desde a Galiléia, para o servirem;
56.entre elas estavam Maria Madalena, Maria, mãe de Tiago e de José, e a mulher de Zebedeu.
O sepultamento de Jesus
57.Caindo a tarde, veio um homem rico de Arimatéia, chamado José, que era também discípulo de Jesus.
58.Este foi ter com Pilatos e lhe pediu o corpo de Jesus. Então, Pilatos mandou que lho fosse entregue.
59.E José, tomando o corpo, envolveu-o num pano limpo de linho
60.e o depositou no seu túmulo novo, que fizera abrir na rocha; e, rolando uma grande pedra para a entrada do sepulcro, se retirou.
61.Achavam-se ali, sentadas em frente da sepultura, Maria Madalena e a outra Maria.
A guarda do sepulcro
62.No dia seguinte, que é o dia depois da preparação, reuniram-se os principais sacerdotes e os fariseus e, dirigindo-se a Pilatos,
63.disseram-lhe: Senhor, lembramo-nos de que aquele embusteiro, enquanto vivia, disse: Depois de três dias ressuscitarei.
64.Ordena, pois, que o sepulcro seja guardado com segurança até ao terceiro dia, para não suceder que, vindo os discípulos, o roubem e depois digam ao povo: Ressuscitou dos mortos; e será o último embuste pior que o primeiro.
65.Disse-lhes Pilatos: Aí tendes uma escolta; ide e guardai o sepulcro como bem vos parecer.
66.Indo eles, montaram guarda ao sepulcro, selando a pedra e deixando ali a escolta.
Almeida Revista e Atualizada, ARA © Copyright 1993
Sociedade Bíblica do Brasil.
Todos os direitos reservados.
Saiba mais sobre a Sociedade Bíblica do Brasil em sbb.org.br.
A Sociedade Bíblica do Brasil trabalha para que a Bíblia esteja, efetivamente, ao alcance de todos e seja lida por todos.
A SBB é uma entidade sem fins lucrativos, dedicada a promover o desenvolvimento integral do ser humano.
Você também pode ajudar a causa da Bíblia!