Plano Anual

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Seis cidades de refúgio
1.Quando o SENHOR, teu Deus, eliminar as nações cuja terra te dará o SENHOR, teu Deus, e as desapossares e morares nas suas cidades e nas suas casas,
2.três cidades separarás no meio da tua terra que te dará o SENHOR, teu Deus, para a possuíres.
3.Preparar-te-ás o caminho e os limites da tua terra que te fará possuir o SENHOR, teu Deus, dividirás em três; e isto será para que nelas se acolha todo homicida.
Privilégios oferecidos pelas cidades de refúgio
4.Este é o caso tocante ao homicida que nelas se acolher, para que viva: aquele que, sem o querer, ferir o seu próximo, a quem não aborrecia dantes.
5.Assim, aquele que entrar com o seu próximo no bosque, para cortar lenha, e, manejando com impulso o machado para cortar a árvore, o ferro saltar do cabo e atingir o seu próximo, e este morrer, o tal se acolherá em uma destas cidades e viverá;
6.para que o vingador do sangue não persiga o homicida, quando se lhe enfurecer o coração, e o alcance, por ser comprido o caminho, e lhe tire a vida, porque não é culpado de morte, pois não o aborrecia dantes.
7.Portanto, te ordeno: três cidades separarás.
8.Se o SENHOR, teu Deus, dilatar os teus limites, como jurou a teus pais, e te der toda a terra que lhes prometeu,
9.desde que guardes todos estes mandamentos que hoje te ordeno, para cumpri-los, amando o SENHOR, teu Deus, e andando nos seus caminhos todos os dias, então, acrescentarás outras três cidades além destas três,
10.para que o sangue inocente se não derrame no meio da tua terra que o SENHOR, teu Deus, te dá por herança, pois haveria sangue sobre ti.
Execução do homicida
11.Mas, havendo alguém que aborrece a seu próximo, e lhe arma ciladas, e se levanta contra ele, e o fere de golpe mortal, e se acolhe em uma dessas cidades,
12.os anciãos da sua cidade enviarão a tirá-lo dali e a entregá-lo na mão do vingador do sangue, para que morra.
13.Não o olharás com piedade; antes, exterminarás de Israel a culpa do sangue inocente, para que te vá bem.
Acerca dos limites e das testemunhas
14.Não mudes os marcos do teu próximo, que os antigos fixaram na tua herança, na terra que o SENHOR, teu Deus, te dá para a possuíres.
15.Uma só testemunha não se levantará contra alguém por qualquer iniqüidade ou por qualquer pecado, seja qual for que cometer; pelo depoimento de duas ou três testemunhas, se estabelecerá o fato.
16.Quando se levantar testemunha falsa contra alguém, para o acusar de algum transvio,
17.então, os dois homens que tiverem a demanda se apresentarão perante o SENHOR, diante dos sacerdotes e dos juízes que houver naqueles dias.
18.Os juízes indagarão bem; se a testemunha for falsa e tiver testemunhado falsamente contra seu irmão,
19.far-lhe-eis como cuidou fazer a seu irmão; e, assim, exterminarás o mal do meio de ti;
20.para que os que ficarem o ouçam, e temam, e nunca mais tornem a fazer semelhante mal no meio de ti.
21.Não o olharás com piedade: vida por vida, olho por olho, dente por dente, mão por mão, pé por pé.
O procedimento prudente do sábio
1.Lança o teu pão sobre as águas, porque depois de muitos dias o acharás.
2.Reparte com sete e ainda com oito, porque não sabes que mal sobrevirá à terra.
3.Estando as nuvens cheias, derramam aguaceiro sobre a terra; caindo a árvore para o sul ou para o norte, no lugar em que cair, aí ficará.
4.Quem somente observa o vento nunca semeará, e o que olha para as nuvens nunca segará.
5.Assim como tu não sabes qual o caminho do vento, nem como se formam os ossos no ventre da mulher grávida, assim também não sabes as obras de Deus, que faz todas as coisas.
6.Semeia pela manhã a tua semente e à tarde não repouses a mão, porque não sabes qual prosperará; se esta, se aquela ou se ambas igualmente serão boas.
7.Doce é a luz, e agradável aos olhos, ver o sol.
8.Ainda que o homem viva muitos anos, regozije-se em todos eles; contudo, deve lembrar-se de que há dias de trevas, porque serão muitos. Tudo quanto sucede é vaidade.
A mocidade
9.Alegra-te, jovem, na tua juventude, e recreie-se o teu coração nos dias da tua mocidade; anda pelos caminhos que satisfazem ao teu coração e agradam aos teus olhos; sabe, porém, que de todas estas coisas Deus te pedirá contas.
10.Afasta, pois, do teu coração o desgosto e remove da tua carne a dor, porque a juventude e a primavera da vida são vaidade.
O centurião Cornélio
1.Morava em Cesaréia um homem de nome Cornélio, centurião da coorte chamada Italiana,
2.piedoso e temente a Deus com toda a sua casa e que fazia muitas esmolas ao povo e, de contínuo, orava a Deus.
3.Esse homem observou claramente durante uma visão, cerca da hora nona do dia, um anjo de Deus que se aproximou dele e lhe disse:
4.Cornélio! Este, fixando nele os olhos e possuído de temor, perguntou: Que é, Senhor? E o anjo lhe disse: As tuas orações e as tuas esmolas subiram para memória diante de Deus.
5.Agora, envia mensageiros a Jope e manda chamar Simão, que tem por sobrenome Pedro.
6.Ele está hospedado com Simão, curtidor, cuja residência está situada à beira-mar.
7.Logo que se retirou o anjo que lhe falava, chamou dois dos seus domésticos e um soldado piedoso dos que estavam a seu serviço
8.e, havendo-lhes contado tudo, enviou-os a Jope.
Pedro tem uma visão
9.No dia seguinte, indo eles de caminho e estando já perto da cidade, subiu Pedro ao eirado, por volta da hora sexta, a fim de orar.
10.Estando com fome, quis comer; mas, enquanto lhe preparavam a comida, sobreveio-lhe um êxtase;
11.então, viu o céu aberto e descendo um objeto como se fosse um grande lençol, o qual era baixado à terra pelas quatro pontas,
12.contendo toda sorte de quadrúpedes, répteis da terra e aves do céu.
13.E ouviu-se uma voz que se dirigia a ele: Levanta-te, Pedro! Mata e come.
14.Mas Pedro replicou: De modo nenhum, Senhor! Porque jamais comi coisa alguma comum e imunda.
15.Segunda vez, a voz lhe falou: Ao que Deus purificou não consideres comum.
16.Sucedeu isto por três vezes, e, logo, aquele objeto foi recolhido ao céu.
Os enviados de Cornélio chegam a Jope
17.Enquanto Pedro estava perplexo sobre qual seria o significado da visão, eis que os homens enviados da parte de Cornélio, tendo perguntado pela casa de Simão, pararam junto à porta;
18.e, chamando, indagavam se estava ali hospedado Simão, por sobrenome Pedro.
19.Enquanto meditava Pedro acerca da visão, disse-lhe o Espírito: Estão aí dois homens que te procuram;
20.levanta-te, pois, desce e vai com eles, nada duvidando; porque eu os enviei.
21.E, descendo Pedro para junto dos homens, disse: Aqui me tendes; sou eu a quem buscais? A que viestes?
22.Então, disseram: O centurião Cornélio, homem reto e temente a Deus e tendo bom testemunho de toda a nação judaica, foi instruído por um santo anjo para chamar-te a sua casa e ouvir as tuas palavras.
Pedro vai com eles
23.Pedro, pois, convidando-os a entrar, hospedou-os. No dia seguinte, levantou-se e partiu com eles; também alguns irmãos dos que habitavam em Jope foram em sua companhia.
24.No dia imediato, entrou em Cesaréia. Cornélio estava esperando por eles, tendo reunido seus parentes e amigos íntimos.
25.Aconteceu que, indo Pedro a entrar, lhe saiu Cornélio ao encontro e, prostrando-se-lhe aos pés, o adorou.
26.Mas Pedro o levantou, dizendo: Ergue-te, que eu também sou homem.
27.Falando com ele, entrou, encontrando muitos reunidos ali,
28.a quem se dirigiu, dizendo: Vós bem sabeis que é proibido a um judeu ajuntar-se ou mesmo aproximar-se a alguém de outra raça; mas Deus me demonstrou que a nenhum homem considerasse comum ou imundo;
29.por isso, uma vez chamado, vim sem vacilar. Pergunto, pois: por que razão me mandastes chamar?
30.Respondeu-lhe Cornélio: Faz, hoje, quatro dias que, por volta desta hora, estava eu observando em minha casa a hora nona de oração, e eis que se apresentou diante de mim um varão de vestes resplandecentes
31.e disse: Cornélio, a tua oração foi ouvida, e as tuas esmolas, lembradas na presença de Deus.
32.Manda, pois, alguém a Jope a chamar Simão, por sobrenome Pedro; acha-se este hospedado em casa de Simão, curtidor, à beira-mar.
33.Portanto, sem demora, mandei chamar-te, e fizeste bem em vir. Agora, pois, estamos todos aqui, na presença de Deus, prontos para ouvir tudo o que te foi ordenado da parte do Senhor.
34.Então, falou Pedro, dizendo: Reconheço, por verdade, que Deus não faz acepção de pessoas;
35.pelo contrário, em qualquer nação, aquele que o teme e faz o que é justo lhe é aceitável.
36.Esta é a palavra que Deus enviou aos filhos de Israel, anunciando-lhes o evangelho da paz, por meio de Jesus Cristo. Este é o Senhor de todos.
37.Vós conheceis a palavra que se divulgou por toda a Judéia, tendo começado desde a Galiléia, depois do batismo que João pregou,
38.como Deus ungiu a Jesus de Nazaré com o Espírito Santo e com poder, o qual andou por toda parte, fazendo o bem e curando a todos os oprimidos do diabo, porque Deus era com ele;
39.e nós somos testemunhas de tudo o que ele fez na terra dos judeus e em Jerusalém; ao qual também tiraram a vida, pendurando-o no madeiro.
40.A este ressuscitou Deus no terceiro dia e concedeu que fosse manifesto,
41.não a todo o povo, mas às testemunhas que foram anteriormente escolhidas por Deus, isto é, a nós que comemos e bebemos com ele, depois que ressurgiu dentre os mortos;
42.e nos mandou pregar ao povo e testificar que ele é quem foi constituído por Deus Juiz de vivos e de mortos.
43.Dele todos os profetas dão testemunho de que, por meio de seu nome, todo aquele que nele crê recebe remissão de pecados.
O Espírito Santo desce sobre os gentios
44.Ainda Pedro falava estas coisas quando caiu o Espírito Santo sobre todos os que ouviam a palavra.
45.E os fiéis que eram da circuncisão, que vieram com Pedro, admiraram-se, porque também sobre os gentios foi derramado o dom do Espírito Santo;
46.pois os ouviam falando em línguas e engrandecendo a Deus. Então, perguntou Pedro:
47.Porventura, pode alguém recusar a água, para que não sejam batizados estes que, assim como nós, receberam o Espírito Santo?
48.E ordenou que fossem batizados em nome de Jesus Cristo. Então, lhe pediram que permanecesse com eles por alguns dias.
Almeida Revista e Atualizada, ARA © Copyright 1993
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