Plano Anual

107 / 365
Casamento de herdeiras
1.Chegaram os cabeças das casas paternas da família dos filhos de Gileade, filho de Maquir, filho de Manassés, das famílias dos filhos de José, e falaram diante de Moisés e diante dos príncipes, cabeças das casas paternas dos filhos de Israel,
2.e disseram: O SENHOR ordenou a meu senhor que dê esta terra por sorte em herança aos filhos de Israel; e a meu senhor foi ordenado pelo SENHOR que a herança do nosso irmão Zelofeade se desse a suas filhas.
3.Porém, casando-se elas com algum dos filhos das outras tribos dos filhos de Israel, então, a sua herança seria diminuída da herança de nossos pais e acrescentada à herança da tribo a que vierem pertencer; assim, se tiraria da nossa herança que nos tocou em sorte.
4.Vindo também o Ano do Jubileu dos filhos de Israel, a herança delas se acrescentaria à herança da tribo daqueles a que vierem pertencer; assim, a sua herança será tirada da tribo de nossos pais.
5.Então, Moisés deu ordem aos filhos de Israel, segundo o mandado do SENHOR, dizendo: A tribo dos filhos de José fala o que é justo.
6.Esta é a palavra que o SENHOR mandou acerca das filhas de Zelofeade, dizendo: Sejam por mulheres a quem bem parecer aos seus olhos, contanto que se casem na família da tribo de seu pai.
7.Assim, a herança dos filhos de Israel não passará de tribo em tribo; pois os filhos de Israel se hão de vincular cada um à herança da tribo de seus pais.
8.Qualquer filha que possuir alguma herança das tribos dos filhos de Israel se casará com alguém da família da tribo de seu pai, para que os filhos de Israel possuam cada um a herança de seus pais.
9.Assim, a herança não passará de uma tribo a outra; pois as tribos dos filhos de Israel se hão de vincular cada uma à sua herança.
10.Como o SENHOR ordenara a Moisés, assim fizeram as filhas de Zelofeade,
11.pois Macla, Tirza, Hogla, Milca e Noa, filhas de Zelofeade, se casaram com os filhos de seus tios paternos.
12.Casaram-se nas famílias dos filhos de Manassés, filho de José, e a herança delas permaneceu na tribo da família de seu pai.
13.São estes os mandamentos e os juízos que ordenou o SENHOR, por intermédio de Moisés, aos filhos de Israel nas campinas de Moabe, junto ao Jordão, na altura de Jericó.
1.Não te glories do dia de amanhã, porque não sabes o que trará à luz.
2.Seja outro o que te louve, e não a tua boca; o estrangeiro, e não os teus lábios.
3.Pesada é a pedra, e a areia é uma carga; mas a ira do insensato é mais pesada do que uma e outra.
4.Cruel é o furor, e impetuosa, a ira, mas quem pode resistir à inveja?
5.Melhor é a repreensão franca do que o amor encoberto.
6.Leais são as feridas feitas pelo que ama, porém os beijos de quem odeia são enganosos.
7.A alma farta pisa o favo de mel, mas à alma faminta todo amargo é doce.
8.Qual ave que vagueia longe do seu ninho, tal é o homem que anda vagueando longe do seu lar.
9.Como o óleo e o perfume alegram o coração, assim, o amigo encontra doçura no conselho cordial.
10.Não abandones o teu amigo, nem o amigo de teu pai, nem entres na casa de teu irmão no dia da tua adversidade. Mais vale o vizinho perto do que o irmão longe.
11.Sê sábio, filho meu, e alegra o meu coração, para que eu saiba responder àqueles que me afrontam.
12.O prudente vê o mal e esconde-se; mas os simples passam adiante e sofrem a pena.
13.Tome-se a roupa àquele que fica fiador por outrem; e, por penhor, àquele que se obriga por mulher estranha.
14.O que bendiz ao seu vizinho em alta voz, logo de manhã, por maldição lhe atribuem o que faz.
15.O gotejar contínuo no dia de grande chuva e a mulher rixosa são semelhantes;
16.contê-la seria conter o vento, seria pegar o óleo na mão.
17.Como o ferro com o ferro se afia, assim, o homem, ao seu amigo.
18.O que trata da figueira comerá do seu fruto; e o que cuida do seu senhor será honrado.
19.Como na água o rosto corresponde ao rosto, assim, o coração do homem, ao homem.
20.O inferno e o abismo nunca se fartam, e os olhos do homem nunca se satisfazem.
21.Como o crisol prova a prata, e o forno, o ouro, assim, o homem é provado pelos louvores que recebe.
22.Ainda que pises o insensato com mão de gral entre grãos pilados de cevada, não se vai dele a sua estultícia.
23.Procura conhecer o estado das tuas ovelhas e cuida dos teus rebanhos,
24.porque as riquezas não duram para sempre, nem a coroa, de geração em geração.
25.Quando, removido o feno, aparecerem os renovos e se recolherem as ervas dos montes,
26.então, os cordeiros te darão as vestes, os bodes, o preço do campo,
27.e as cabras, leite em abundância para teu alimento, para alimento da tua casa e para sustento das tuas servas.
A cura de um cego de nascença
1.Caminhando Jesus, viu um homem cego de nascença.
2.E os seus discípulos perguntaram: Mestre, quem pecou, este ou seus pais, para que nascesse cego?
3.Respondeu Jesus: Nem ele pecou, nem seus pais; mas foi para que se manifestem nele as obras de Deus.
4.É necessário que façamos as obras daquele que me enviou, enquanto é dia; a noite vem, quando ninguém pode trabalhar.
5.Enquanto estou no mundo, sou a luz do mundo.
6.Dito isso, cuspiu na terra e, tendo feito lodo com a saliva, aplicou-o aos olhos do cego,
7.dizendo-lhe: Vai, lava-te no tanque de Siloé ( que quer dizer Enviado ). Ele foi, lavou-se e voltou vendo.
8.Então, os vizinhos e os que dantes o conheciam de vista, como mendigo, perguntavam: Não é este o que estava assentado pedindo esmolas?
9.Uns diziam: É ele. Outros: Não, mas se parece com ele. Ele mesmo, porém, dizia: Sou eu.
10.Perguntaram-lhe, pois: Como te foram abertos os olhos?
11.Respondeu ele: O homem chamado Jesus fez lodo, untou-me os olhos e disse-me: Vai ao tanque de Siloé e lava-te. Então, fui, lavei-me e estou vendo.
12.Disseram-lhe, pois: Onde está ele? Respondeu: Não sei.
Os fariseus interrogam o cego
13.Levaram, pois, aos fariseus o que dantes fora cego.
14.E era sábado o dia em que Jesus fez o lodo e lhe abriu os olhos.
15.Então, os fariseus, por sua vez, lhe perguntaram como chegara a ver; ao que lhes respondeu: Aplicou lodo aos meus olhos, lavei-me e estou vendo.
16.Por isso, alguns dos fariseus diziam: Esse homem não é de Deus, porque não guarda o sábado. Diziam outros: Como pode um homem pecador fazer tamanhos sinais? E houve dissensão entre eles.
17.De novo, perguntaram ao cego: Que dizes tu a respeito dele, visto que te abriu os olhos? Que é profeta, respondeu ele.
18.Não acreditaram os judeus que ele fora cego e que agora via, enquanto não lhe chamaram os pais
19.e os interrogaram: É este o vosso filho, de quem dizeis que nasceu cego? Como, pois, vê agora?
20.Então, os pais responderam: Sabemos que este é nosso filho e que nasceu cego;
21.mas não sabemos como vê agora; ou quem lhe abriu os olhos também não sabemos. Perguntai a ele, idade tem; falará de si mesmo.
22.Isto disseram seus pais porque estavam com medo dos judeus; pois estes já haviam assentado que, se alguém confessasse ser Jesus o Cristo, fosse expulso da sinagoga.
23.Por isso, é que disseram os pais: Ele idade tem, interrogai-o.
24.Então, chamaram, pela segunda vez, o homem que fora cego e lhe disseram: Dá glória a Deus; nós sabemos que esse homem é pecador.
25.Ele retrucou: Se é pecador, não sei; uma coisa sei: eu era cego e agora vejo.
26.Perguntaram-lhe, pois: Que te fez ele? como te abriu os olhos?
27.Ele lhes respondeu: Já vo-lo disse, e não atendestes; por que quereis ouvir outra vez? Porventura, quereis vós também tornar-vos seus discípulos?
28.Então, o injuriaram e lhe disseram: Discípulo dele és tu; mas nós somos discípulos de Moisés.
29.Sabemos que Deus falou a Moisés; mas este nem sabemos donde é.
30.Respondeu-lhes o homem: Nisto é de estranhar que vós não saibais donde ele é, e, contudo, me abriu os olhos.
31.Sabemos que Deus não atende a pecadores; mas, pelo contrário, se alguém teme a Deus e pratica a sua vontade, a este atende.
32.Desde que há mundo, jamais se ouviu que alguém tenha aberto os olhos a um cego de nascença.
33.Se este homem não fosse de Deus, nada poderia ter feito.
34.Mas eles retrucaram: Tu és nascido todo em pecado e nos ensinas a nós? E o expulsaram.
Jesus revela-se ao cego
35.Ouvindo Jesus que o tinham expulsado, encontrando-o, lhe perguntou: Crês tu no Filho do Homem?
36.Ele respondeu e disse: Quem é, Senhor, para que eu nele creia?
37.E Jesus lhe disse: Já o tens visto, e é o que fala contigo.
38.Então, afirmou ele: Creio, Senhor; e o adorou.
39.Prosseguiu Jesus: Eu vim a este mundo para juízo, a fim de que os que não vêem vejam, e os que vêem se tornem cegos.
40.Alguns dentre os fariseus que estavam perto dele perguntaram-lhe: Acaso, também nós somos cegos?
41.Respondeu-lhes Jesus: Se fôsseis cegos, não teríeis pecado algum; mas, porque agora dizeis: Nós vemos, subsiste o vosso pecado.
Jesus, o bom pastor
1.Em verdade, em verdade vos digo: o que não entra pela porta no aprisco das ovelhas, mas sobe por outra parte, esse é ladrão e salteador.
2.Aquele, porém, que entra pela porta, esse é o pastor das ovelhas.
3.Para este o porteiro abre, as ovelhas ouvem a sua voz, ele chama pelo nome as suas próprias ovelhas e as conduz para fora.
4.Depois de fazer sair todas as que lhe pertencem, vai adiante delas, e elas o seguem, porque lhe reconhecem a voz;
5.mas de modo nenhum seguirão o estranho; antes, fugirão dele, porque não conhecem a voz dos estranhos.
6.Jesus lhes propôs esta parábola, mas eles não compreenderam o sentido daquilo que lhes falava.
7.Jesus, pois, lhes afirmou de novo: Em verdade, em verdade vos digo: eu sou a porta das ovelhas.
8.Todos quantos vieram antes de mim são ladrões e salteadores; mas as ovelhas não lhes deram ouvido.
9.Eu sou a porta. Se alguém entrar por mim, será salvo; entrará, e sairá, e achará pastagem.
10.O ladrão vem somente para roubar, matar e destruir; eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância.
11.Eu sou o bom pastor. O bom pastor dá a vida pelas ovelhas.
12.O mercenário, que não é pastor, a quem não pertencem as ovelhas, vê vir o lobo, abandona as ovelhas e foge; então, o lobo as arrebata e dispersa.
13.O mercenário foge, porque é mercenário e não tem cuidado com as ovelhas.
14.Eu sou o bom pastor; conheço as minhas ovelhas, e elas me conhecem a mim,
15.assim como o Pai me conhece a mim, e eu conheço o Pai; e dou a minha vida pelas ovelhas.
16.Ainda tenho outras ovelhas, não deste aprisco; a mim me convém conduzi-las; elas ouvirão a minha voz; então, haverá um rebanho e um pastor.
17.Por isso, o Pai me ama, porque eu dou a minha vida para a reassumir.
18.Ninguém a tira de mim; pelo contrário, eu espontaneamente a dou. Tenho autoridade para a entregar e também para reavê-la. Este mandato recebi de meu Pai.
Nova dissensão entre os judeus
19.Por causa dessas palavras, rompeu nova dissensão entre os judeus.
20.Muitos deles diziam: Ele tem demônio e enlouqueceu; por que o ouvis?
21.Outros diziam: Este modo de falar não é de endemoninhado; pode, porventura, um demônio abrir os olhos aos cegos?
A Festa da Dedicação. Jesus é interrogado
22.Celebrava-se em Jerusalém a Festa da Dedicação. Era inverno.
23.Jesus passeava no templo, no Pórtico de Salomão.
24.Rodearam-no, pois, os judeus e o interpelaram: Até quando nos deixarás a mente em suspenso? Se tu és o Cristo, dize-o francamente.
25.Respondeu-lhes Jesus: Já vo-lo disse, e não credes. As obras que eu faço em nome de meu Pai testificam a meu respeito.
26.Mas vós não credes, porque não sois das minhas ovelhas.
27.As minhas ovelhas ouvem a minha voz; eu as conheço, e elas me seguem.
28.Eu lhes dou a vida eterna; jamais perecerão, e ninguém as arrebatará da minha mão.
29.Aquilo que meu Pai me deu é maior do que tudo; e da mão do Pai ninguém pode arrebatar.
30.Eu e o Pai somos um.
31.Novamente, pegaram os judeus em pedras para lhe atirar.
32.Disse-lhes Jesus: Tenho-vos mostrado muitas obras boas da parte do Pai; por qual delas me apedrejais?
33.Responderam-lhe os judeus: Não é por obra boa que te apedrejamos, e sim por causa da blasfêmia, pois, sendo tu homem, te fazes Deus a ti mesmo.
34.Replicou-lhes Jesus: Não está escrito na vossa lei: Eu disse: sois deuses?
35.Se ele chamou deuses àqueles a quem foi dirigida a palavra de Deus, e a Escritura não pode falhar,
36.então, daquele a quem o Pai santificou e enviou ao mundo, dizeis: Tu blasfemas; porque declarei: sou Filho de Deus?
37.Se não faço as obras de meu Pai, não me acrediteis;
38.mas, se faço, e não me credes, crede nas obras; para que possais saber e compreender que o Pai está em mim, e eu estou no Pai.
39.Nesse ponto, procuravam, outra vez, prendê-lo; mas ele se livrou das suas mãos.
40.Novamente, se retirou para além do Jordão, para o lugar onde João batizava no princípio; e ali permaneceu.
41.E iam muitos ter com ele e diziam: Realmente, João não fez nenhum sinal, porém tudo quanto disse a respeito deste era verdade.
42.E muitos ali creram nele.
Almeida Revista e Atualizada, ARA © Copyright 1993
Sociedade Bíblica do Brasil.
Todos os direitos reservados.
Saiba mais sobre a Sociedade Bíblica do Brasil em sbb.org.br.
A Sociedade Bíblica do Brasil trabalha para que a Bíblia esteja, efetivamente, ao alcance de todos e seja lida por todos.
A SBB é uma entidade sem fins lucrativos, dedicada a promover o desenvolvimento integral do ser humano.
Você também pode ajudar a causa da Bíblia!