Ordem Cronológica

308 / 365
A parábola das bodas
1.De novo, entrou Jesus a falar por parábolas, dizendo-lhes:
2.O reino dos céus é semelhante a um rei que celebrou as bodas de seu filho.
3.Então, enviou os seus servos a chamar os convidados para as bodas; mas estes não quiseram vir.
4.Enviou ainda outros servos, com esta ordem: Dizei aos convidados: Eis que já preparei o meu banquete; os meus bois e cevados já foram abatidos, e tudo está pronto; vinde para as bodas.
5.Eles, porém, não se importaram e se foram, um para o seu campo, outro para o seu negócio;
6.e os outros, agarrando os servos, os maltrataram e mataram.
7.O rei ficou irado e, enviando as suas tropas, exterminou aqueles assassinos e lhes incendiou a cidade.
8.Então, disse aos seus servos: Está pronta a festa, mas os convidados não eram dignos.
9.Ide, pois, para as encruzilhadas dos caminhos e convidai para as bodas a quantos encontrardes.
10.E, saindo aqueles servos pelas estradas, reuniram todos os que encontraram, maus e bons; e a sala do banquete ficou repleta de convidados.
11.Entrando, porém, o rei para ver os que estavam à mesa, notou ali um homem que não trazia veste nupcial
12.e perguntou-lhe: Amigo, como entraste aqui sem veste nupcial? E ele emudeceu.
13.Então, ordenou o rei aos serventes: Amarrai-o de pés e mãos e lançai-o para fora, nas trevas; ali haverá choro e ranger de dentes.
14.Porque muitos são chamados, mas poucos, escolhidos.
A questão do tributo
15.Então, retirando-se os fariseus, consultaram entre si como o surpreenderiam em alguma palavra.
16.E enviaram-lhe discípulos, juntamente com os herodianos, para dizer-lhe: Mestre, sabemos que és verdadeiro e que ensinas o caminho de Deus, de acordo com a verdade, sem te importares com quem quer que seja, porque não olhas a aparência dos homens.
17.Dize-nos, pois: que te parece? É lícito pagar tributo a César ou não?
18.Jesus, porém, conhecendo-lhes a malícia, respondeu: Por que me experimentais, hipócritas?
19.Mostrai-me a moeda do tributo. Trouxeram-lhe um denário.
20.E ele lhes perguntou: De quem é esta efígie e inscrição?
21.Responderam: De César. Então, lhes disse: Dai, pois, a César o que é de César e a Deus o que é de Deus.
22.Ouvindo isto, se admiraram e, deixando-o, foram-se.
Os saduceus e a ressurreição
23.Naquele dia, aproximaram-se dele alguns saduceus, que dizem não haver ressurreição, e lhe perguntaram:
24.Mestre, Moisés disse: Se alguém morrer, não tendo filhos, seu irmão casará com a viúva e suscitará descendência ao falecido.
25.Ora, havia entre nós sete irmãos. O primeiro, tendo casado, morreu e, não tendo descendência, deixou sua mulher a seu irmão;
26.o mesmo sucedeu com o segundo, com o terceiro, até ao sétimo;
27.depois de todos eles, morreu também a mulher.
28.Portanto, na ressurreição, de qual dos sete será ela esposa? Porque todos a desposaram.
29.Respondeu-lhes Jesus: Errais, não conhecendo as Escrituras nem o poder de Deus.
30.Porque, na ressurreição, nem casam, nem se dão em casamento; são, porém, como os anjos no céu.
31.E, quanto à ressurreição dos mortos, não tendes lido o que Deus vos declarou:
32.Eu sou o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó? Ele não é Deus de mortos, e sim de vivos.
33.Ouvindo isto, as multidões se maravilhavam da sua doutrina.
O grande mandamento
34.Entretanto, os fariseus, sabendo que ele fizera calar os saduceus, reuniram-se em conselho.
35.E um deles, intérprete da Lei, experimentando-o, lhe perguntou:
36.Mestre, qual é o grande mandamento na Lei?
37.Respondeu-lhe Jesus: Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento.
38.Este é o grande e primeiro mandamento.
39.O segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo.
40.Destes dois mandamentos dependem toda a Lei e os Profetas.
O Cristo, Filho de Davi
41.Reunidos os fariseus, interrogou-os Jesus:
42.Que pensais vós do Cristo? De quem é filho? Responderam-lhe eles: De Davi.
43.Replicou-lhes Jesus: Como, pois, Davi, pelo Espírito, chama-lhe Senhor, dizendo:
44.Disse o Senhor ao meu Senhor: Assenta-te à minha direita, até que eu ponha os teus inimigos debaixo dos teus pés?
45.Se Davi, pois, lhe chama Senhor, como é ele seu filho?
46.E ninguém lhe podia responder palavra, nem ousou alguém, a partir daquele dia, fazer-lhe perguntas.
A parábola dos lavradores maus
1.Depois, entrou Jesus a falar-lhes por parábola: Um homem plantou uma vinha, cercou-a de uma sebe, construiu um lagar, edificou uma torre, arrendou-a a uns lavradores e ausentou-se do país.
2.No tempo da colheita, enviou um servo aos lavradores para que recebesse deles dos frutos da vinha;
3.eles, porém, o agarraram, espancaram e o despacharam vazio.
4.De novo, lhes enviou outro servo, e eles o esbordoaram na cabeça e o insultaram.
5.Ainda outro lhes mandou, e a este mataram. Muitos outros lhes enviou, dos quais espancaram uns e mataram outros.
6.Restava-lhe ainda um, seu filho amado; a este lhes enviou, por fim, dizendo: Respeitarão a meu filho.
7.Mas os tais lavradores disseram entre si: Este é o herdeiro; ora, vamos, matemo-lo, e a herança será nossa.
8.E, agarrando-o, mataram-no e o atiraram para fora da vinha.
9.Que fará, pois, o dono da vinha? Virá, exterminará aqueles lavradores e passará a vinha a outros.
10.Ainda não lestes esta Escritura: A pedra que os construtores rejeitaram, essa veio a ser a principal pedra, angular;
11.isto procede do Senhor, e é maravilhoso aos nossos olhos?
12.E procuravam prendê-lo, mas temiam o povo; porque compreenderam que contra eles proferira esta parábola. Então, desistindo, retiraram-se.
A questão do tributo
13.E enviaram-lhe alguns dos fariseus e dos herodianos, para que o apanhassem em alguma palavra.
14.Chegando, disseram-lhe: Mestre, sabemos que és verdadeiro e não te importas com quem quer que seja, porque não olhas a aparência dos homens; antes, segundo a verdade, ensinas o caminho de Deus; é lícito pagar tributo a César ou não? Devemos ou não devemos pagar?
15.Mas Jesus, percebendo-lhes a hipocrisia, respondeu: Por que me experimentais? Trazei-me um denário para que eu o veja.
16.E eles lho trouxeram. Perguntou-lhes: De quem é esta efígie e inscrição? Responderam: De César.
17.Disse-lhes, então, Jesus: Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus. E muito se admiraram dele.
Os saduceus e a ressurreição
18.Então, os saduceus, que dizem não haver ressurreição, aproximaram-se dele e lhe perguntaram, dizendo:
19.Mestre, Moisés nos deixou escrito que, se morrer o irmão de alguém e deixar mulher sem filhos, seu irmão a tome como esposa e suscite descendência a seu irmão.
20.Ora, havia sete irmãos; o primeiro casou e morreu sem deixar descendência;
21.o segundo desposou a viúva e morreu, também sem deixar descendência; e o terceiro, da mesma forma.
22.E, assim, os sete não deixaram descendência. Por fim, depois de todos, morreu também a mulher.
23.Na ressurreição, quando eles ressuscitarem, de qual deles será ela a esposa? Porque os sete a desposaram.
24.Respondeu-lhes Jesus: Não provém o vosso erro de não conhecerdes as Escrituras, nem o poder de Deus?
25.Pois, quando ressuscitarem de entre os mortos, nem casarão, nem se darão em casamento; porém, são como os anjos nos céus.
26.Quanto à ressurreição dos mortos, não tendes lido no Livro de Moisés, no trecho referente à sarça, como Deus lhe falou: Eu sou o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó?
27.Ora, ele não é Deus de mortos, e sim de vivos. Laborais em grande erro.
O grande mandamento
28.Chegando um dos escribas, tendo ouvido a discussão entre eles, vendo como Jesus lhes houvera respondido bem, perguntou-lhe: Qual é o principal de todos os mandamentos?
29.Respondeu Jesus: O principal é: Ouve, ó Israel, o Senhor, nosso Deus, é o único Senhor!
30.Amarás, pois, o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todo o teu entendimento e de toda a tua força.
31.O segundo é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Não há outro mandamento maior do que estes.
32.Disse-lhe o escriba: Muito bem, Mestre, e com verdade disseste que ele é o único, e não há outro senão ele,
33.e que amar a Deus de todo o coração e de todo o entendimento e de toda a força, e amar ao próximo como a si mesmo excede a todos os holocaustos e sacrifícios.
34.Vendo Jesus que ele havia respondido sabiamente, declarou-lhe: Não estás longe do reino de Deus. E já ninguém mais ousava interrogá-lo.
O Cristo, filho de Davi
35.Jesus, ensinando no templo, perguntou: Como dizem os escribas que o Cristo é filho de Davi?
36.O próprio Davi falou, pelo Espírito Santo: Disse o Senhor ao meu Senhor: Assenta-te à minha direita, até que eu ponha os teus inimigos debaixo dos teus pés.
37.O mesmo Davi chama-lhe Senhor; como, pois, é ele seu filho? E a grande multidão o ouvia com prazer.
Jesus censura os escribas
38.E, ao ensinar, dizia ele: Guardai-vos dos escribas, que gostam de andar com vestes talares e das saudações nas praças;
39.e das primeiras cadeiras nas sinagogas e dos primeiros lugares nos banquetes;
40.os quais devoram as casas das viúvas e, para o justificar, fazem longas orações; estes sofrerão juízo muito mais severo.
A oferta da viúva pobre
41.Assentado diante do gazofilácio, observava Jesus como o povo lançava ali o dinheiro. Ora, muitos ricos depositavam grandes quantias.
42.Vindo, porém, uma viúva pobre, depositou duas pequenas moedas correspondentes a um quadrante.
43.E, chamando os seus discípulos, disse-lhes: Em verdade vos digo que esta viúva pobre depositou no gazofilácio mais do que o fizeram todos os ofertantes.
44.Porque todos eles ofertaram do que lhes sobrava; ela, porém, da sua pobreza deu tudo quanto possuía, todo o seu sustento.
Almeida Revista e Atualizada, ARA © Copyright 1993
Sociedade Bíblica do Brasil.
Todos os direitos reservados.
Saiba mais sobre a Sociedade Bíblica do Brasil em sbb.org.br.
A Sociedade Bíblica do Brasil trabalha para que a Bíblia esteja, efetivamente, ao alcance de todos e seja lida por todos.
A SBB é uma entidade sem fins lucrativos, dedicada a promover o desenvolvimento integral do ser humano.
Você também pode ajudar a causa da Bíblia!