Calma em Deus
1.SENHOR, não é soberbo o meu coração, nem altivo o meu olhar; não ando à procura de grandes coisas, nem de coisas maravilhosas demais para mim.
2.Pelo contrário, fiz calar e sossegar a minha alma; como a criança desmamada se aquieta nos braços de sua mãe, como essa criança é a minha alma para comigo.
3.Espera, ó Israel, no SENHOR, desde agora e para sempre.
Graças a Deus por sua fidelidade
1.Render-te-ei graças, SENHOR, de todo o meu coração; na presença dos poderosos te cantarei louvores.
2.Prostrar-me-ei para o teu santo templo e louvarei o teu nome, por causa da tua misericórdia e da tua verdade, pois magnificaste acima de tudo o teu nome e a tua palavra.
3.No dia em que eu clamei, tu me acudiste e alentaste a força de minha alma.
4.Render-te-ão graças, ó SENHOR, todos os reis da terra, quando ouvirem as palavras da tua boca,
5.e cantarão os caminhos do SENHOR, pois grande é a glória do SENHOR.
6.O SENHOR é excelso, contudo, atenta para os humildes; os soberbos, ele os conhece de longe.
7.Se ando em meio à tribulação, tu me refazes a vida; estendes a mão contra a ira dos meus inimigos; a tua destra me salva.
8.O que a mim me concerne o SENHOR levará a bom termo; a tua misericórdia, ó SENHOR, dura para sempre; não desampares as obras das tuas mãos.
Deus onisciente e onipotente
1.SENHOR, tu me sondas e me conheces.
2.Sabes quando me assento e quando me levanto; de longe penetras os meus pensamentos.
3.Esquadrinhas o meu andar e o meu deitar e conheces todos os meus caminhos.
4.Ainda a palavra me não chegou à língua, e tu, SENHOR, já a conheces toda.
5.Tu me cercas por trás e por diante e sobre mim pões a mão.
6.Tal conhecimento é maravilhoso demais para mim: é sobremodo elevado, não o posso atingir.
7.Para onde me ausentarei do teu Espírito? Para onde fugirei da tua face?
8.Se subo aos céus, lá estás; se faço a minha cama no mais profundo abismo, lá estás também;
9.se tomo as asas da alvorada e me detenho nos confins dos mares,
10.ainda lá me haverá de guiar a tua mão, e a tua destra me susterá.
11.Se eu digo: as trevas, com efeito, me encobrirão, e a luz ao redor de mim se fará noite,
12.até as próprias trevas não te serão escuras: as trevas e a luz são a mesma coisa.
13.Pois tu formaste o meu interior tu me teceste no seio de minha mãe.
14.Graças te dou, visto que por modo assombrosamente maravilhoso me formaste; as tuas obras são admiráveis, e a minha alma o sabe muito bem;
15.os meus ossos não te foram encobertos, quando no oculto fui formado e entretecido como nas profundezas da terra.
16.Os teus olhos me viram a substância ainda informe, e no teu livro foram escritos todos os meus dias, cada um deles escrito e determinado, quando nem um deles havia ainda.
17.Que preciosos para mim, ó Deus, são os teus pensamentos! E como é grande a soma deles!
18.Se os contasse, excedem os grãos de areia; contaria, contaria, sem jamais chegar ao fim.
19.Tomara, ó Deus, desses cabo do perverso; apartai-vos, pois, de mim, homens de sangue.
20.Eles se rebelam insidiosamente contra ti e como teus inimigos falam malícia.
21.Não aborreço eu, SENHOR, os que te aborrecem? E não abomino os que contra ti se levantam?
22.Aborreço-os com ódio consumado; para mim são inimigos de fato.
23.Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração, prova-me e conhece os meus pensamentos;
24.vê se há em mim algum caminho mau e guia-me pelo caminho eterno.
Súplica por libertação
1.Atende, SENHOR, a minha oração, dá ouvidos às minhas súplicas. Responde-me, segundo a tua fidelidade, segundo a tua justiça.
2.Não entres em juízo com o teu servo, porque à tua vista não há justo nenhum vivente.
3.Pois o inimigo me tem perseguido a alma; tem arrojado por terra a minha vida; tem-me feito habitar na escuridão, como aqueles que morreram há muito.
4.Por isso, dentro de mim esmorece o meu espírito, e o coração se vê turbado.
5.Lembro-me dos dias de outrora, penso em todos os teus feitos e considero nas obras das tuas mãos.
6.A ti levanto as mãos; a minha alma anseia por ti, como terra sedenta.
7.Dá-te pressa, SENHOR, em responder-me; o espírito me desfalece; não me escondas a tua face, para que eu não me torne como os que baixam à cova.
8.Faze-me ouvir, pela manhã, da tua graça, pois em ti confio; mostra-me o caminho por onde devo andar, porque a ti elevo a minha alma.
9.Livra-me, SENHOR, dos meus inimigos; pois em ti é que me refugio.
10.Ensina-me a fazer a tua vontade, pois tu és o meu Deus; guie-me o teu bom Espírito por terreno plano.
11.Vivifica-me, SENHOR, por amor do teu nome; por amor da tua justiça, tira da tribulação a minha alma.
12.E, por tua misericórdia, dá cabo dos meus inimigos e destrói todos os que me atribulam a alma, pois eu sou teu servo.
Ações de graças pela proteção de Deus
1.Bendito seja o SENHOR, rocha minha, que me adestra as mãos para a batalha e os dedos, para a guerra;
2.minha misericórdia e fortaleza minha, meu alto refúgio e meu libertador, meu escudo, aquele em quem confio e quem me submete o meu povo.
3.SENHOR, que é o homem para que dele tomes conhecimento? E o filho do homem, para que o estimes?
4.O homem é como um sopro; os seus dias, como a sombra que passa.
5.Abaixa, SENHOR, os teus céus e desce; toca os montes, e fumegarão.
6.Despede relâmpagos e dispersa os meus inimigos; arremessa as tuas flechas e desbarata-os.
7.Estende a mão lá do alto; livra-me e arrebata-me das muitas águas e do poder de estranhos,
8.cuja boca profere mentiras, e cuja direita é direita de falsidade.
9.A ti, ó Deus, entoarei novo cântico; no saltério de dez cordas, te cantarei louvores.
10.É ele quem dá aos reis a vitória; quem livra da espada maligna a Davi, seu servo.
11.Livra-me e salva-me do poder de estranhos, cuja boca profere mentiras, e cuja direita é direita de falsidade.
12.Que nossos filhos sejam, na sua mocidade, como plantas viçosas, e nossas filhas, como pedras angulares, lavradas como colunas de palácio;
13.que transbordem os nossos celeiros, atulhados de toda sorte de provisões; que os nossos rebanhos produzam a milhares e a dezenas de milhares, em nossos campos;
14.que as nossas vacas andem pejadas, não lhes haja rotura, nem mau sucesso. Não haja gritos de lamento em nossas praças.
15.Bem-aventurado o povo a quem assim sucede! Sim, bem-aventurado é o povo cujo Deus é o SENHOR!
A bondade, grandeza e providência de Deus
1.Exaltar-te-ei, ó Deus meu e Rei; bendirei o teu nome para todo o sempre.
2.Todos os dias te bendirei e louvarei o teu nome para todo o sempre.
3.Grande é o SENHOR e mui digno de ser louvado; a sua grandeza é insondável.
4.Uma geração louvará a outra geração as tuas obras e anunciará os teus poderosos feitos.
5.Meditarei no glorioso esplendor da tua majestade e nas tuas maravilhas.
6.Falar-se-á do poder dos teus feitos tremendos, e contarei a tua grandeza.
7.Divulgarão a memória de tua muita bondade e com júbilo celebrarão a tua justiça.
8.Benigno e misericordioso é o SENHOR, tardio em irar-se e de grande clemência.
9.O SENHOR é bom para todos, e as suas ternas misericórdias permeiam todas as suas obras.
10.Todas as tuas obras te renderão graças, SENHOR; e os teus santos te bendirão.
11.Falarão da glória do teu reino e confessarão o teu poder,
12.para que aos filhos dos homens se façam notórios os teus poderosos feitos e a glória da majestade do teu reino.
13.O teu reino é o de todos os séculos, e o teu domínio subsiste por todas as gerações. O SENHOR é fiel em todas as suas palavras e santo em todas as suas obras.
14.O SENHOR sustém os que vacilam e apruma todos os prostrados.
15.Em ti esperam os olhos de todos, e tu, a seu tempo, lhes dás o alimento.
16.Abres a mão e satisfazes de benevolência a todo vivente.
17.Justo é o SENHOR em todos os seus caminhos, benigno em todas as suas obras.
18.Perto está o SENHOR de todos os que o invocam, de todos os que o invocam em verdade.
19.Ele acode à vontade dos que o temem; atende-lhes o clamor e os salva.
20.O SENHOR guarda a todos os que o amam; porém os ímpios serão exterminados.
21.Profira a minha boca louvores ao SENHOR, e toda carne louve o seu santo nome, para todo o sempre.
Almeida Revista e Atualizada, ARA © Copyright 1993
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