Deus concede vitória ao seu povo
1.Firme está o meu coração, ó Deus! Cantarei e entoarei louvores de toda a minha alma.
2.Despertai, saltério e harpa! Quero acordar a alva.
3.Render-te-ei graças entre os povos, ó SENHOR! Cantar-te-ei louvores entre as nações.
4.Porque acima dos céus se eleva a tua misericórdia, e a tua fidelidade, para além das nuvens.
5.Sê exaltado, ó Deus, acima dos céus; e em toda a terra esplenda a tua glória,
6.para que os teus amados sejam livres; salva com a tua destra e responde-nos.
7.Disse Deus na sua santidade: Exultarei; dividirei Siquém e medirei o vale de Sucote.
8.Meu é Gileade, meu é Manassés; Efraim é a defesa de minha cabeça; Judá é o meu cetro.
9.Moabe, porém, é a minha bacia de lavar; sobre Edom atirarei a minha sandália; sobre a Filístia jubilarei.
10.Quem me conduzirá à cidade fortificada? Quem me guiará até Edom?
11.Não nos rejeitaste, ó Deus? Tu não sais, ó Deus, com os nossos exércitos!
12.Presta-nos auxílio na angústia, pois vão é o socorro do homem.
13.Em Deus faremos proezas, porque ele mesmo calca aos pés os nossos adversários.
Imprecações contra os inimigos
1.Ó Deus do meu louvor, não te cales!
2.Pois contra mim se desataram lábios maldosos e fraudulentos; com mentirosa língua falam contra mim.
3.Cercam-me com palavras odiosas e sem causa me fazem guerra.
4.Em paga do meu amor, me hostilizam; eu, porém, oro.
5.Pagaram-me o bem com o mal; o amor, com ódio.
6.Suscita contra ele um ímpio, e à sua direita esteja um acusador.
7.Quando o julgarem, seja condenado; e, tida como pecado, a sua oração.
8.Os seus dias sejam poucos, e tome outro o seu encargo.
9.Fiquem órfãos os seus filhos, e viúva, a sua esposa.
10.Andem errantes os seus filhos e mendiguem; e sejam expulsos das ruínas de suas casas.
11.De tudo o que tem, lance mão o usurário; do fruto do seu trabalho, esbulhem-no os estranhos.
12.Ninguém tenha misericórdia dele, nem haja quem se compadeça dos seus órfãos.
13.Desapareça a sua posteridade, e na seguinte geração se extinga o seu nome.
14.Na lembrança do SENHOR, viva a iniqüidade de seus pais, e não se apague o pecado de sua mãe.
15.Permaneçam ante os olhos do SENHOR, para que faça desaparecer da terra a memória deles.
16.Porquanto não se lembrou de usar de misericórdia, mas perseguiu o aflito e o necessitado, como também o quebrantado de coração, para os entregar à morte.
17.Amou a maldição; ela o apanhe; não quis a bênção; aparte-se dele.
18.Vestiu-se de maldição como de uma túnica: penetre, como água, no seu interior e nos seus ossos, como azeite.
19.Seja-lhe como a roupa que o cobre e como o cinto com que sempre se cinge.
20.Tal seja, da parte do SENHOR, o galardão dos meus contrários e dos que falam mal contra a minha alma.
21.Mas tu, SENHOR Deus, age por mim, por amor do teu nome; livra-me, porque é grande a tua misericórdia.
22.Porque estou aflito e necessitado e, dentro de mim, sinto ferido o coração.
23.Vou passando, como a sombra que declina; sou atirado para longe, como um gafanhoto.
24.De tanto jejuar, os joelhos me vacilam, e de magreza vai mirrando a minha carne.
25.Tornei-me para eles objeto de opróbrio; quando me vêem, meneiam a cabeça.
26.Socorre, SENHOR, Deus meu! Salva-me segundo a tua misericórdia.
27.Para que saibam vir isso das tuas mãos; que tu, SENHOR, o fizeste.
28.Amaldiçoem eles, mas tu, abençoa; sejam confundidos os que contra mim se levantam; alegre-se, porém, o teu servo.
29.Cubram-se de ignomínia os meus adversários, e a sua própria confusão os envolva como uma túnica.
30.Muitas graças darei ao SENHOR com os meus lábios; louvá-lo-ei no meio da multidão;
31.porque ele se põe à direita do pobre, para o livrar dos que lhe julgam a alma.
O reino e o sacerdócio do Messias
1.Disse o SENHOR ao meu senhor: Assenta-te à minha direita, até que eu ponha os teus inimigos debaixo dos teus pés.
2.O SENHOR enviará de Sião o cetro do seu poder, dizendo: Domina entre os teus inimigos.
3.Apresentar-se-á voluntariamente o teu povo, no dia do teu poder; com santos ornamentos, como o orvalho emergindo da aurora, serão os teus jovens.
4.O SENHOR jurou e não se arrependerá: Tu és sacerdote para sempre, segundo a ordem de Melquisedeque.
5.O Senhor, à tua direita, no dia da sua ira, esmagará os reis.
6.Ele julga entre as nações; enche-as de cadáveres; esmagará cabeças por toda a terra.
7.De caminho, bebe na torrente e passa de cabeça erguida.
Almeida Revista e Atualizada, ARA © Copyright 1993
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