Apelo do justo
1.Faze-me justiça, SENHOR, pois tenho andado na minha integridade e confio no SENHOR, sem vacilar.
2.Examina-me, SENHOR, e prova-me; sonda-me o coração e os pensamentos.
3.Pois a tua benignidade, tenho-a perante os olhos e tenho andado na tua verdade.
4.Não me tenho assentado com homens falsos e com os dissimuladores não me associo.
5.Aborreço a súcia de malfeitores e com os ímpios não me assento.
6.Lavo as mãos na inocência e, assim, andarei, SENHOR, ao redor do teu altar,
7.para entoar, com voz alta, os louvores e proclamar as tuas maravilhas todas.
8.Eu amo, SENHOR, a habitação de tua casa e o lugar onde tua glória assiste.
9.Não colhas a minha alma com a dos pecadores, nem a minha vida com a dos homens sanguinários,
10.em cujas mãos há crimes e cuja destra está cheia de subornos.
11.Quanto a mim, porém, ando na minha integridade; livra-me e tem compaixão de mim.
12.O meu pé está firme em terreno plano; nas congregações, bendirei o SENHOR.
Oração para livramento
1.Esperei confiantemente pelo SENHOR; ele se inclinou para mim e me ouviu quando clamei por socorro.
2.Tirou-me de um poço de perdição, de um tremedal de lama; colocou-me os pés sobre uma rocha e me firmou os passos.
3.E me pôs nos lábios um novo cântico, um hino de louvor ao nosso Deus; muitos verão essas coisas, temerão e confiarão no SENHOR.
4.Bem-aventurado o homem que põe no SENHOR a sua confiança e não pende para os arrogantes, nem para os afeiçoados à mentira.
5.São muitas, SENHOR, Deus meu, as maravilhas que tens operado e também os teus desígnios para conosco; ninguém há que se possa igualar contigo. Eu quisera anunciá-los e deles falar, mas são mais do que se pode contar.
6.Sacrifícios e ofertas não quiseste; abriste os meus ouvidos; holocaustos e ofertas pelo pecado não requeres.
7.Então, eu disse: eis aqui estou, no rolo do livro está escrito a meu respeito;
8.agrada-me fazer a tua vontade, ó Deus meu; dentro do meu coração, está a tua lei.
9.Proclamei as boas-novas de justiça na grande congregação; jamais cerrei os lábios, tu o sabes, SENHOR.
10.Não ocultei no coração a tua justiça; proclamei a tua fidelidade e a tua salvação; não escondi da grande congregação a tua graça e a tua verdade.
11.Não retenhas de mim, SENHOR, as tuas misericórdias; guardem-me sempre a tua graça e a tua verdade.
12.Não têm conta os males que me cercam; as minhas iniqüidades me alcançaram, tantas, que me impedem a vista; são mais numerosas que os cabelos de minha cabeça, e o coração me desfalece.
13.Praza-te, SENHOR, em livrar-me; dá-te pressa, ó SENHOR, em socorrer-me.
14.Sejam à uma envergonhados e cobertos de vexame os que me demandam a vida; tornem atrás e cubram-se de ignomínia os que se comprazem no meu mal.
15.Sofram perturbação por causa da sua ignomínia os que dizem: Bem-feito! Bem-feito!
16.Folguem e em ti se rejubilem todos os que te buscam; os que amam a tua salvação digam sempre: O SENHOR seja magnificado!
17.Eu sou pobre e necessitado, porém o Senhor cuida de mim; tu és o meu amparo e o meu libertador; não te detenhas, ó Deus meu!
A sorte dos ímpios
1.Falais verdadeiramente justiça, ó juízes? Julgais com retidão os filhos dos homens?
2.Longe disso; antes, no íntimo engendrais iniqüidades e distribuís na terra a violência de vossas mãos.
3.Desviam-se os ímpios desde a sua concepção; nascem e já se desencaminham, proferindo mentiras.
4.Têm peçonha semelhante à peçonha da serpente; são como a víbora surda, que tapa os ouvidos,
5.para não ouvir a voz dos encantadores, do mais fascinante em encantamentos.
6.Ó Deus, quebra-lhes os dentes na boca; arranca, SENHOR, os queixais aos leõezinhos.
7.Desapareçam como águas que se escoam; ao dispararem flechas, fiquem elas embotadas.
8.Sejam como a lesma, que passa diluindo-se; como o aborto de mulher, não vejam nunca o sol.
9.Como espinheiros, antes que vossas panelas sintam deles o calor, tanto os verdes como os que estão em brasa serão arrebatados como por um redemoinho.
10.Alegrar-se-á o justo quando vir a vingança; banhará os pés no sangue do ímpio.
11.Então, se dirá: Na verdade, há recompensa para o justo; há um Deus, com efeito, que julga na terra.
Oração pelo rei
1.Ouve, ó Deus, a minha súplica; atende à minha oração.
2.Desde os confins da terra clamo por ti, no abatimento do meu coração. Leva-me para a rocha que é alta demais para mim;
3.pois tu me tens sido refúgio e torre forte contra o inimigo.
4.Assista eu no teu tabernáculo, para sempre; no esconderijo das tuas asas, eu me abrigo.
5.Pois ouviste, ó Deus, os meus votos e me deste a herança dos que temem o teu nome.
6.Dias sobre dias acrescentas ao rei; duram os seus anos gerações após gerações.
7.Permaneça para sempre diante de Deus; concede-lhe que a bondade e a fidelidade o preservem.
8.Assim, salmodiarei o teu nome para sempre, para cumprir, dia após dia, os meus votos.
Exortação à confiança
1.Somente em Deus, ó minha alma, espera silenciosa; dele vem a minha salvação.
2.Só ele é a minha rocha, e a minha salvação, e o meu alto refúgio; não serei muito abalado.
3.Até quando acometereis vós a um homem, todos vós, para o derribardes, como se fosse uma parede pendida ou um muro prestes a cair?
4.Só pensam em derribá-lo da sua dignidade; na mentira se comprazem; de boca bendizem, porém no interior maldizem.
5.Somente em Deus, ó minha alma, espera silenciosa, porque dele vem a minha esperança.
6.Só ele é a minha rocha, e a minha salvação, e o meu alto refúgio; não serei jamais abalado.
7.De Deus dependem a minha salvação e a minha glória; estão em Deus a minha forte rocha e o meu refúgio.
8.Confiai nele, ó povo, em todo tempo; derramai perante ele o vosso coração; Deus é o nosso refúgio.
9.Somente vaidade são os homens plebeus; falsidade, os de fina estirpe; pesados em balança, eles juntos são mais leves que a vaidade.
10.Não confieis naquilo que extorquis, nem vos vanglorieis na rapina; se as vossas riquezas prosperam, não ponhais nelas o coração.
11.Uma vez falou Deus, duas vezes ouvi isto: Que o poder pertence a Deus,
12.e a ti, Senhor, pertence a graça, pois a cada um retribuis segundo as suas obras.
Proteção contra os inimigos
1.Ouve, ó Deus, a minha voz nas minhas perplexidades; preserva-me a vida do terror do inimigo.
2.Esconde-me da conspiração dos malfeitores e do tumulto dos que praticam a iniqüidade,
3.os quais afiam a língua como espada e apontam, quais flechas, palavras amargas,
4.para, às ocultas, atingirem o íntegro; contra ele disparam repentinamente e não temem.
5.Teimam no mau propósito; falam em secretamente armar ciladas; dizem: Quem nos verá?
6.Projetam iniqüidade, inquirem tudo o que se pode excogitar; é um abismo o pensamento e o coração de cada um deles.
7.Mas Deus desfere contra eles uma seta; de súbito, se acharão feridos.
8.Dessarte, serão levados a tropeçar; a própria língua se voltará contra eles; todos os que os vêem meneiam a cabeça.
9.E todos os homens temerão, e anunciarão as obras de Deus, e entenderão o que ele faz.
10.O justo se alegra no SENHOR e nele confia; os de reto coração, todos se gloriam.
Almeida Revista e Atualizada, ARA © Copyright 1993
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