Ordem Cronológica

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Súplica pela proteção divina
1.Ouve, SENHOR, a causa justa, atende ao meu clamor, dá ouvidos à minha oração, que procede de lábios não fraudulentos.
2.Baixe de tua presença o julgamento a meu respeito; os teus olhos vêem com eqüidade.
3.Sondas-me o coração, de noite me visitas, provas-me no fogo e iniqüidade nenhuma encontras em mim; a minha boca não transgride.
4.Quanto às ações dos homens, pela palavra dos teus lábios, eu me tenho guardado dos caminhos do violento.
5.Os meus passos se afizeram às tuas veredas, os meus pés não resvalaram.
6.Eu te invoco, ó Deus, pois tu me respondes; inclina-me os ouvidos e acode às minhas palavras.
7.Mostra as maravilhas da tua bondade, ó Salvador dos que à tua destra buscam refúgio dos que se levantam contra eles.
8.Guarda-me como a menina dos olhos, esconde-me à sombra das tuas asas,
9.dos perversos que me oprimem, inimigos que me assediam de morte.
10.Insensíveis, cerram o coração, falam com lábios insolentes;
11.andam agora cercando os nossos passos e fixam em nós os olhos para nos deitar por terra.
12.Parecem-se com o leão, ávido por sua presa, ou o leãozinho, que espreita de emboscada.
13.Levanta-te, SENHOR, defronta-os, arrasa-os; livra do ímpio a minha alma com a tua espada,
14.com a tua mão, SENHOR, dos homens mundanos, cujo quinhão é desta vida e cujo ventre tu enches dos teus tesouros; os quais se fartam de filhos e o que lhes sobra deixam aos seus pequeninos.
15.Eu, porém, na justiça contemplarei a tua face; quando acordar, eu me satisfarei com a tua semelhança.
Castigo dos adversários
1.Contende, SENHOR, com os que contendem comigo; peleja contra os que contra mim pelejam.
2.Embraça o escudo e o broquel e ergue-te em meu auxílio.
3.Empunha a lança e reprime o passo aos meus perseguidores; dize à minha alma: Eu sou a tua salvação.
4.Sejam confundidos e cobertos de vexame os que buscam tirar-me a vida; retrocedam e sejam envergonhados os que tramam contra mim.
5.Sejam como a palha ao léu do vento, impelindo-os o anjo do SENHOR.
6.Torne-se-lhes o caminho tenebroso e escorregadio, e o anjo do SENHOR os persiga.
7.Pois sem causa me tramaram laços, sem causa abriram cova para a minha vida.
8.Venha sobre o inimigo a destruição, quando ele menos pensar; e prendam-no os laços que tramou ocultamente; caia neles para a sua própria ruína.
9.E minha alma se regozijará no SENHOR e se deleitará na sua salvação.
10.Todos os meus ossos dirão: SENHOR, quem contigo se assemelha? Pois livras o aflito daquele que é demais forte para ele, o mísero e o necessitado, dos seus extorsionários.
11.Levantam-se iníquas testemunhas e me argúem de coisas que eu não sei.
12.Pagam-me o mal pelo bem, o que é desolação para a minha alma.
13.Quanto a mim, porém, estando eles enfermos, as minhas vestes eram pano de saco; eu afligia a minha alma com jejum e em oração me reclinava sobre o peito,
14.portava-me como se eles fossem meus amigos ou meus irmãos; andava curvado, de luto, como quem chora por sua mãe.
15.Quando, porém, tropecei, eles se alegraram e se reuniram; reuniram-se contra mim; os abjetos, que eu não conhecia, dilaceraram-me sem tréguas;
16.como vis bufões em festins, rangiam contra mim os dentes.
17.Até quando, Senhor, ficarás olhando? Livra-me a alma das violências deles; dos leões, a minha predileta.
18.Dar-te-ei graças na grande congregação, louvar-te-ei no meio da multidão poderosa.
19.Não se alegrem de mim os meus inimigos gratuitos; não pisquem os olhos os que sem causa me odeiam.
20.Não é de paz que eles falam; pelo contrário, tramam enganos contra os pacíficos da terra.
21.Escancaram contra mim a boca e dizem: Pegamos! Pegamos! Vimo-lo com os nossos próprios olhos.
22.Tu, SENHOR, os viste; não te cales; Senhor, não te ausentes de mim.
23.Acorda e desperta para me fazeres justiça, para a minha causa, Deus meu e Senhor meu.
24.Julga-me, SENHOR, Deus meu, segundo a tua justiça; não permitas que se regozijem contra mim.
25.Não digam eles lá no seu íntimo: Agora, sim! Cumpriu-se o nosso desejo! Não digam: Demos cabo dele!
26.Envergonhem-se e juntamente sejam cobertos de vexame os que se alegram com o meu mal; cubram-se de pejo e ignomínia os que se engrandecem contra mim.
27.Cantem de júbilo e se alegrem os que têm prazer na minha retidão; e digam sempre: Glorificado seja o SENHOR, que se compraz na prosperidade do seu servo!
28.E a minha língua celebrará a tua justiça e o teu louvor todo o dia.
1.Ó Deus, salva-me, pelo teu nome, e faze-me justiça, pelo teu poder.
2.Escuta, ó Deus, a minha oração, dá ouvidos às palavras da minha boca.
3.Pois contra mim se levantam os insolentes, e os violentos procuram tirar-me a vida; não têm Deus diante de si.
4.Eis que Deus é o meu ajudador, o SENHOR é quem me sustenta a vida.
5.Ele retribuirá o mal aos meus opressores; por tua fidelidade dá cabo deles.
6.Oferecer-te-ei voluntariamente sacrifícios; louvarei o teu nome, ó SENHOR, porque é bom.
7.Pois me livrou de todas as tribulações; e os meus olhos se enchem com a ruína dos meus inimigos.
1.Ó Deus, tu és o meu Deus forte; eu te busco ansiosamente; a minha alma tem sede de ti; meu corpo te almeja, como terra árida, exausta, sem água.
2.Assim, eu te contemplo no santuário, para ver a tua força e a tua glória.
3.Porque a tua graça é melhor do que a vida; os meus lábios te louvam.
4.Assim, cumpre-me bendizer-te enquanto eu viver; em teu nome, levanto as mãos.
5.Como de banha e de gordura farta-se a minha alma; e, com júbilo nos lábios, a minha boca te louva,
6.no meu leito, quando de ti me recordo e em ti medito, durante a vigília da noite.
7.Porque tu me tens sido auxílio; à sombra das tuas asas, eu canto jubiloso.
8.A minha alma apega-se a ti; a tua destra me ampara.
9.Porém os que me procuram a vida para a destruir abismar-se-ão nas profundezas da terra.
10.Serão entregues ao poder da espada e virão a ser pasto dos chacais.
11.O rei, porém, se alegra em Deus; quem por ele jura gloriar-se-á, pois se tapará a boca dos que proferem mentira.
Almeida Revista e Atualizada, ARA © Copyright 1993
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